terça-feira, 28 de julho de 2026

O fim dos generais derrotados

A história mundial registra poucos casos em que um país recém-libertado do domínio colonial imperialista, que havia iniciado a construção de uma nova sociedade apenas alguns anos antes e possuía forças armadas regulares com apenas dois anos de existência, enfrentou uma coalizão de potências imperialistas liderada pelos Estados Unidos, principal força do imperialismo, acostumada a travar guerras em diferentes partes do mundo.

Poucos acreditavam que a República Popular Democrática da Coreia venceria a Guerra de Libertação da Pátria (25 de junho de 1950–27 de julho de 1953), considerada uma das guerras mais intensas desde a Segunda Guerra Mundial. Não foi por acaso que, ao iniciar a guerra, os Estados Unidos proclamaram que conquistariam a RPDC em apenas 72 horas.

Entretanto, os Estados Unidos sofreram sucessivas derrotas desde o início do conflito. Diante dessa situação, mobilizaram praticamente todos os generais que haviam conquistado fama em guerras anteriores. Ainda assim, o então presidente Harry Truman, seu sucessor Dwight Eisenhower, bem como MacArthur, Bradley, Ridgway, Van Fleet e Clark, não puderam evitar a derrota.

Dean, comandante da 24ª Divisão de Infantaria dos Estados Unidos, conhecida como a "divisão invencível", não conseguiu impedir a destruição de sua unidade. Foi capturado por um soldado do Exército Popular da Coreia enquanto tentava fugir disfarçado de soldado raso. Walker, comandante do 8º Exército dos Estados Unidos, morreu juntamente com diversos oficiais durante ataques de cerco e operações com minas realizados por unidades do Exército Popular da Coreia na segunda frente.

Smith, comandante da 1ª Divisão de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, avançou até a região do Lago Jangjin para executar a ordem de MacArthur de lançar a chamada "ofensiva geral de Natal". Contudo, acabou retirando-se após deixar milhares de soldados mortos ou feridos em ataques surpresa e emboscadas das tropas do Exército Popular da Coreia. Por isso, passou a ser chamado de "general do túmulo". Em abril de 1951, MacArthur, comandante das forças da ONU, foi destituído do cargo em razão das repetidas derrotas sofridas na frente coreana.

Ridgway, que sucedeu MacArthur no comando das forças da ONU, e Clark, que assumiu posteriormente esse posto, também não conseguiram escapar ao destino da derrota. Van Fleet, nomeado comandante do 8º Exército dos Estados Unidos, foi igualmente afastado do cargo após ser considerado um comandante incapaz.

Bradley, presidente do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, declarou que a Guerra da Coreia representou um grande desastre militar e que os Estados Unidos haviam travado "uma guerra errada, no lugar errado, no momento errado e contra o inimigo errado". Clark, comandante das forças da ONU que assinou o Acordo de Armistício da Coreia, reconheceu a derrota estadunidense ao afirmar que experimentava um sentimento de fracasso e que uma guerra sem vitória era algo sem precedentes na história dos Estados Unidos.

Sobre a derrota sofrida pelos Estados Unidos na guerra, uma revista estadunidense escreveu que as perdas das forças estadunidenses foram mais de duas vezes superiores às registradas em cinco grandes guerras anteriores: a Guerra da Independência, a Guerra de 1812, a Guerra Mexicano-Americana, a Guerra Hispano-Americana e a Guerra Filipino-Americana.

Pak Ryong Un

Naenara

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