sexta-feira, 24 de julho de 2026

Combatente desconhecido

Artigo editorial

O estimado camarada Kim Jong Un disse:

"Na grande vitória alcançada na Guerra de Libertação da Pátria estão gravados os feitos heroicos dos mártires conhecidos e desconhecidos que, acatando fielmente as ordens do Líder, levantaram-se corajosamente para defender a pátria e combateram com bravura."

Já se passaram mais de 70 anos desde que os fogos de artifício da vitória iluminaram esta terra. No entanto, as histórias da guerra, os nomes e os feitos heroicos daqueles que ofereceram sem hesitar a própria vida para defender cada palmo da pátria jamais foram esquecidos, permanecendo vivos até hoje no coração das gerações posteriores.

A guerra é uma batalha decisiva do destino, onde vida e morte, vitória e derrota se confrontam a cada passo; ao mesmo tempo, é uma árdua marcha aberta com sangue e vidas por combatentes conhecidos e desconhecidos. Relembrando aqueles tempos, os três anos da Guerra de Libertação da Pátria foram uma sucessão dos feitos heroicos de indomáveis heróis que defenderam com o próprio sangue cada pedaço do solo da pátria.

Ri Su Bok, Jang Thae Hwa, Kim In Thaek, Kim Ryong Thaek, Ri Tae Hun, Jo Sun Ok, An Yong Ae...

Quantos heróis nasceram nesta terra, realizando feitos extraordinários que surpreenderam o mundo durante aqueles severos dias da guerra.

Até mesmo os membros da União das Crianças, com seus lenços vermelhos ao vento, são capazes de recitar tantos nomes dos heróis surgidos durante a Guerra de Libertação da Pátria que nem as duas mãos bastariam para contá-los. Talvez não exista no mundo outro povo que guarde na memória tantos nomes de heróis quanto o nosso.

Mas, na memória do povo e entre os criadores do grandioso espírito de defesa da pátria, também estão os combatentes desconhecidos que partiram sem sequer deixar seus nomes nesta terra.

Os heróis são o orgulho da pátria e do povo. Um país e um povo precisam de heróis; precisam de figuras que sirvam de sustentáculo espiritual e de exemplo.

Há um ditado que diz que o tigre morre e deixa sua pele, enquanto o homem morre e deixa seu nome. Nesse sentido, pode-se dizer que um herói é um feito imortal que permanece para as gerações futuras e um nome eternamente lembrado.

Contudo, quando pensamos naqueles combatentes cujos nomes permanecem desconhecidos até hoje, passados mais de 70 anos, e nos mártires cujos feitos heroicos foram transmitidos às gerações futuras, mas cujos nomes não puderam ser preservados, nosso coração se enche naturalmente de reverência.

Há pouco tempo, durante uma reportagem, visitamos o Cemitério dos Mártires do Exército Popular, localizado na cidade de Phyongsong.

O relato do guia de que ali repousam, ao lado de dois Heróis da República, dezenas de combatentes desconhecidos — homens cujas terras natais, idades e até mesmo os nomes ninguém conhece — encheu nosso coração de profunda tristeza.

Como teria sido bom se ao menos tivessem deixado registrados os preciosos nomes que seus pais lhes deram.

Ninguém conhecia seus nomes.

Enquanto, com pesar, inclinávamos respeitosamente a cabeça diante de seus feitos heroicos, uma inscrição chamou nossa atenção.

"Jamais esqueçamos os mártires do Exército Popular."

Era exatamente isso.

Como dizer que eles não têm nome? Combatentes desconhecidos que jamais devem ser esquecidos, seus nomes continuam vivos até hoje. Permanecem atravessando os tempos sem cessar. Não é justamente essa inscrição em letras vermelhas que comprova essa preciosa verdade?

Quem eram, afinal, esses nossos combatentes desconhecidos sepultados nestas montanhas e campos? Eram cidadãos da nova Coreia que recuperaram seus próprios nomes com a libertação da pátria e os primeiros defensores da República que partiram sem hesitar para a batalha decisiva em defesa da pátria que lhes devolvera esse precioso nome. Não foi justamente porque não podiam voltar a viver como escravos sem nome, pisoteados por outros, que ofereceram suas vidas pela pátria?

Ao partirem sob as despedidas de seus amados pais, esposas e filhos, certamente também prometeram voltar como heróis. Porém, no instante final de suas vidas, as últimas palavras que proferiram certamente não foram seus próprios nomes. Foram, antes, o nome da nossa República, centenas e milhares de vezes mais precioso do que seus próprios nomes, e o sagrado nome do grande Líder, que lhes concedera uma nova vida e uma verdadeira existência humana.

"Viva o General Kim Il Sung!"

"Viva a República Popular Democrática da Coreia!"

Ainda hoje parece que nossos ouvidos escutam o eco de seus últimos brados.

Foi assim que a vitória chegou. Foi uma grande vitória conquistada pela dedicação daqueles cidadãos deste país que, como eles, souberam oferecer tudo de si pela pátria, sem reservas, sem exigir recompensa e sem qualquer arrependimento.

Foi precisamente por ser uma vitória tão preciosa, arrancada às lágrimas, uma grande conquista alcançada graças aos mais sagrados e nobres sacrifícios, que os descendentes desta terra jamais esquecerão a geração vitoriosa.

Os combatentes desconhecidos têm um nome. Seu nome resplandece em cada folha de grama e em cada árvore desta terra que defenderam com a própria vida; nos sorrisos das queridas crianças que abrem livremente as asas da esperança sobre esta terra de paz; e também no vermelho da nossa bandeira nacional, que tremula bem alto proclamando o vigor da nossa poderosa pátria. Ainda que seus próprios nomes e feitos não tenham sido transmitidos, o nome da nossa pátria, que eles sempre desejaram ver resplandecer da forma mais sagrada, brilha hoje nos céus do mundo como sinônimo de dignidade e força. Por isso, eles ocupam um lugar profundo no coração de todo o nosso povo como exemplos de uma vida verdadeiramente valiosa. Não é justamente por isso que "República Popular Democrática da Coreia" constitui o nome mais precioso não apenas dos inúmeros heróis e combatentes desconhecidos desta terra, mas também de todo o nosso povo?

Os combatentes desconhecidos vivem eternamente em nossos corações sob os preciosos nomes de geração da vitória, vitória e pátria. As gerações futuras jamais os esquecerão.

Quando há pessoas que se lembram, até mesmo um desconhecido se torna conhecido; quando já não há ninguém que se lembre, até mesmo um conhecido se torna desconhecido. Existem no mundo heróis que gravaram feitos militares extraordinários capazes de surpreender o planeta inteiro; contudo, quantos exemplos dolorosos existem de nomes que se apagaram com o passar do tempo e desapareceram da memória dos descendentes. Ainda que existam heróis, se não houver um povo que os recorde nem uma nova geração que herde seu espírito, seus nomes se apagarão e a dignidade dos vencedores desaparecerá.

Hoje, quanto mais o tempo passa e quanto mais aumentam as grandiosas criações que transformam o país, mais próxima e mais viva se torna para nós a geração vitoriosa. O fato de sua imagem e de seus feitos heroicos permanecerem imortais através das gerações deve-se precisamente ao estimado camarada Kim Jong Un, a mais elevada personificação da nobre lealdade e o estandarte da vitória e da glória da Coreia Juche, que conduz nossa pátria e nosso povo.

É sob sua direção que a nossa geração vitoriosa vive eternamente; é graças a ele que o 27 de julho da Coreia será eterno.

Para um povo, mais precioso do que riquezas incalculáveis é seu patrimônio ideológico e espiritual, e nada é mais digno de gratidão do que transmiti-lo com firmeza de geração em geração. Trata-se de preservar e fazer resplandecer o mais nobre espírito e a mais elevada alma do povo, perpetuando-os como uma linhagem eterna — uma realização imortal para todos os tempos.

Ao estimado camarada Kim Jong Un, que, mesmo com o passar dos anos e as transformações do mundo, faz resplandecer imutavelmente os méritos da geração vitoriosa e garante que os feitos imortais daqueles que ofereceram suas vidas pela pátria sejam elevados com o maior respeito pelas gerações futuras...

À sua nobre intenção de erguer, no coração da capital, de forma ainda mais majestosa, o Museu Comemorativo à Vitória na Guerra de Libertação da Pátria, grande palácio da educação nas tradições da vitória, para que os feitos imortais do grande Líder, conquistador da vitória, e os preciosos méritos da geração vitoriosa resplandeçam eternamente entre os descendentes...

Ao seu eterno amparo, que fez construir magnificamente, ao pé do monte Sokbak, o Cemitério dos Mártires da Guerra de Libertação da Pátria, para que o espírito imortal dos combatentes que ofereceram sem hesitação seu sangue e suas vidas pela pátria pulse ainda mais intensamente em nossos corações...

À sua mão calorosa, que chama para junto de si os veteranos de guerra que consagraram toda a vida à vitória da pátria, concede-lhes a mais elevada honra e felicidade e faz com que suas vidas resplandeçam entre as bênçãos e o respeito de todo o país...

Verdadeiramente, por mais que existam veteranos em todo o mundo, não haverá combatentes da guerra que desfrutem de uma vida tão digna e feliz quanto a geração vitoriosa desta terra, acolhida no abraço do nosso camarada Secretário-Geral.

Por ocasião do significativo Dia da Vitória de alguns anos atrás, o estimado camarada Secretário-Geral afirmou que, por mais que o tempo passe e a paisagem do país se transforme, é precisamente o espírito heroico de luta, que une firmemente as gerações como um só sangue e faz delas uma única vida inesgotável, que constitui a força irresistível característica do nosso Estado e do nosso povo.

É justamente por cantar hoje o hino da vitória como o hino das vitórias atuais e por recordar as vitórias do passado através das vitórias do presente que os descendentes da geração vitoriosa sentem um orgulho incomparável e que os mártires conhecidos e desconhecidos alcançam sua verdadeira vida eterna.

Somente quem é vencedor hoje pode recordar com orgulho e celebrar com alegria as vitórias do passado. Ainda que alguém tenha sido vencedor ontem, se não souber preservar e engrandecer sua obra, a gloriosa história da pátria, as nobres tradições dos vencedores e as honrosas lembranças da própria vida perderão seu brilho.

Seguindo a sábia direção do estimado camarada Secretário-Geral, os nomes dos combatentes desconhecidos resplandecerão ainda mais ao longo da história da pátria que prospera dia após dia, no grandioso processo de transformação rumo ao desenvolvimento integral do socialismo e na força inesgotável da Coreia Juche, que continua se fortalecendo e desenvolvendo cada vez mais, sendo transmitidos para sempre através das gerações.

Rendemos nossa mais elevada homenagem aos inúmeros heróis desconhecidos que lutaram para defender a nossa amada pátria.

O precioso espírito e a nobre alma da geração vitoriosa viverão eternamente na memória das novas gerações.

Song Yu Jong

Rodong Sinmun 

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