Generais derrotados
Generais estadunidenses que antes se julgavam invencíveis acabaram carregando a desonra de serem chamados de generais derrotados na Guerra da Coreia.
O comandante da 24ª Divisão de Infantaria dos Estados Unidos, Dean, foi capturado por um soldado do Exército Popular da Coreia, causando grande choque na Casa Branca.
MacArthur, general de cinco estrelas que afirmava ter acumulado apenas méritos militares ao longo de mais de cinquenta anos de guerras de agressão, foi destituído apenas dez meses após o início da Guerra da Coreia, responsabilizado pelas sucessivas derrotas. Seu sucessor, Ridgway, não teve destino diferente.
Van Fleet apostou na arriscada operação denominada "Nova Ofensiva" e chegou até a organizar uma chamada "batalha modelo", mas sofreu outra grande derrota e foi destituído do cargo de comandante do Oitavo Exército dos Estados Unidos.
Clark, o terceiro a ocupar o posto de comandante das "Forças da ONU", não pôde escapar ao destino humilhante de ter de assinar o Acordo de Armistício, reconhecendo a derrota dos Estados Unidos.
General dos túmulos
Organizada em meados do século XVIII, a 1ª Divisão de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos era considerada uma das unidades de elite das forças armadas estadunidenses e se autodenominava a "elite dos Fuzileiros Navais". Durante a Guerra da Coreia, a idade média de seus oficiais era de 35 a 40 anos. A maioria dos soldados também era composta por veteranos da Segunda Guerra Mundial.
Foi justamente essa 1ª Divisão de Fuzileiros Navais, que afirmava seguir "um caminho contínuo de vitórias", que acabou sendo completamente destruída na Coreia.
Em novembro de 1950, a 1ª Divisão de Fuzileiros Navais, que avançou confiante até a região do reservatório de Jangjin, foi aniquilada pelo heroico Exército Popular da Coreia.
Somente na 2ª Companhia do 5º Regimento da divisão, 120 dos 170 soldados perderam a vida.
O comandante da divisão, Smith, que mandou explodir o solo congelado para abrir covas e enterrar de uma só vez os mortos e os feridos graves, lamentou, ao retirar-se com os poucos sobreviventes: "Em 175 anos de história dos Fuzileiros Navais, nunca houve um comandante que abandonasse tantos corpos de seus subordinados."
Era natural que ele recebesse o apelido de "general dos túmulos".
"Altitude da Tristeza" e "Vale da Armadilha"
Durante a Guerra da Coreia, o imperialismo estadunidense mobilizou enormes contingentes de tropas e equipamentos militares para conquistar a Altitude 1211, lançando diariamente entre 30 mil e 40 mil bombas e projéteis e realizando dezenas de ataques em ondas sucessivas.
Árvores gigantescas que haviam crescido durante dezenas ou centenas de anos foram arrancadas pela raiz, as rochas foram despedaçadas até virar pó e o próprio topo da montanha foi rebaixado. Apesar disso, os combatentes da Altitude 1211 lutaram heroicamente e defenderam gloriosamente sua posição.
Para os invasores, a batalha da Altitude 1211 foi um verdadeiro pesadelo.
Ficaram tão aterrorizados que passaram a chamar a Altitude 1211 de "Altitude da Tristeza", porque bastava olhá-la para que seus corações se enchessem de desânimo, e chamavam os vales ao seu redor de "Vale da Armadilha", porque, segundo diziam, quem ali entrasse jamais conseguiria sair com vida.
Não apenas a Altitude 1211, mas todas as altitudes e vales da Coreia tornaram-se, para os invasores, "Altitudes da Tristeza" e "Vales da Armadilha".
Ho Yong Min

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