sábado, 12 de setembro de 2026

Estimado camarada Kim Jong Un envia mensagem de resposta ao Presidente da China

O estimado camarada Kim Jong Un enviou, no dia 12, uma mensagem de resposta ao camarada Xi Jinping, Secretário-Geral do Comitê Central do Partido Comunista da China (PCCh) e Presidente da República Popular da China (RPC).

A mensagem diz o seguinte:

Respeitado camarada Secretário-Geral,

Agradeço profundamente suas calorosas felicitações e sinceros votos enviados por ocasião do 78º aniversário da fundação da República Popular Democrática da Coreia.

Suas felicitações constituem uma grande força e estímulo para todos os membros do Partido do Trabalho da Coreia e para o povo coreano, que se empenham com grande dedicação na campanha destinada a abrir uma nova era de prosperidade integral do Estado, tendo o socialismo como sua convicção.

Sempre avançaremos lado a lado com os camaradas chineses no caminho de defender firmemente e levar adiante a causa socialista comum, de acordo com as exigências da nova época e com a aspiração e o desejo dos povos dos dois países, e de cultivar e desenvolver ainda mais excelentemente as tradicionais relações de amizade e cooperação entre a Coreia e a China.

Aproveito esta oportunidade para reiterar minha convicção de que o fraterno povo chinês alcançará avanços contínuos e renovados na sagrada causa de construir integralmente uma potência socialista modernizada e realizar a grande prosperidade da nação chinesa, sob a sábia direção do PCCh, tendo o camarada Xi Jinping como seu Secretário-Geral.

Formulo sinceros votos pela saúde do camarada Secretário-Geral e por maiores êxitos no desempenho de suas responsabilidades.

Agência Central de Notícias da Coreia

Mensagem de Ano Novo do camarada Kim Il Sung

1º de janeiro de 1948

Ao despedir o ano de 1947, ano de avanço vitorioso para nós na construção de um Estado democrático, plenamente soberano e independente, rico e poderoso em nossa pátria libertada, e ao receber o ano de 1948, transmito, em nome do Comitê Popular da Coreia do Norte, minhas felicitações a todo o povo coreano, desejando-lhe vitórias e glória ainda mais brilhantes no ano novo.

1947 foi um ano de grande vitória para o povo coreano. No ano passado, a população norte-coreana elaborou um plano da economia nacional para consolidar e desenvolver os êxitos das reformas democráticas, fortalecer ainda mais as bases econômicas do país, aproveitando todas as condições possíveis, e melhorar a vida material e cultural do povo, e dedicou todos os seus esforços ao seu cumprimento.

Graças ao entusiasmo patriótico do povo e ao poderio conjunto das forças democráticas, o plano da economia nacional para 1947 — o primeiro dessa natureza na história de nosso país — foi realizado com excelentes resultados. Como consequência disso, a base econômica do país foi ainda mais fortalecida, a vida material e cultural de nosso povo melhorou rapidamente, infundindo-lhe maior amor próprio e confiança nacionais na capacidade de construir com suas próprias mãos a pátria como um Estado soberano e independente, rico e poderoso.

O fato de nosso povo ter reconstruído com seu próprio esforço as fábricas, minas e ferrovias que os imperialistas japoneses haviam destruído e ter iniciado a administração e exploração, com suas próprias tecnologias e forças, de empresas tão grandes como a Fábrica Popular da Zona de Hungnam, a Fundição de Ferro de Hwanghae, a Siderúrgica de Songjin e a Central Hidrelétrica de Suphung, apesar da falta de materiais e de inúmeras dificuldades, é realmente motivo de orgulho para nossa nação, que pode sentir por isso elevado amor próprio.

Os êxitos e realizações do ano que terminou emanam inteiramente do fato de que o poder se encontra nas mãos do povo, de que todas as riquezas, fábricas e empresas do país são propriedade do povo e de que este trabalhou com entusiasmo e com base em sua própria iniciativa.

As experiências da Coreia do Norte demonstraram que nossa nação pode construir com seu próprio esforço o Poder popular, a economia nacional e um Estado soberano e independente, rico e poderoso. Também mostraram com maior clareza que nem os imperialistas, nem a "Comissão Provisória da ONU para a Coreia", nem outros organismos que aqueles manipulam por meio de engano e "dólares" podem proporcionar à nossa Coreia a soberania e a independência completas, mas que é precisamente nossa nação que deve conquistá-las. A "Comissão Provisória da ONU para a Coreia" não pode, de maneira alguma, resolver a questão coreana. Como e com que descaramento vão resolver os problemas de nossa Coreia homens dos círculos dominantes, provenientes daqueles países que, incapazes de resolver devidamente sequer seus próprios problemas, estão submetidos à dependência de outros? Nada podem oferecer ao povo coreano. Se algo podem fazer, será apoiar os imperialistas estadunidenses na aplicação de sua sinistra política colonialista de agredir nosso país. A questão coreana será resolvida somente quando todas as tropas estrangeiras se retirarem da Coreia e nossa nação avançar a passos firmes pelo caminho da construção, com suas próprias mãos, de um Estado plenamente soberano e independente.

Por ocasião do Ano Novo de 1948, dirijo-me novamente aos meus compatriotas em todo o país com um chamado para avançarmos aceleradamente rumo à rápida formação de uma República popular democrática unificada, com maior amor próprio e confiança nacionais de que nosso povo pode construir com suas próprias forças um Estado soberano e independente, rico e poderoso.

Em 1948, todo o povo coreano deverá dar o máximo de seus esforços para consolidar e levar adiante a vitória democrática já alcançada.

Baseando-nos nas realizações obtidas na construção da democracia, temos de fazer todo o possível para elaborar e pôr em vigor uma Constituição de novo tipo, democrática e popular, desejada por todo o povo coreano, e, apoiando-nos nela, organizar uma nova vida e construir um Estado democrático e unificado.

Partindo da experiência acumulada no cumprimento do plano da economia nacional de 1947, devemos elaborar e executar o de 1948, para dar maior impulso ao nível de vida material e cultural do povo e consolidar ainda mais os fundamentos da economia nacional.

Este ano, a indústria aumentará a produção ao dobro ou mais em comparação com o ano passado e produzirá grande quantidade de artigos de primeira necessidade para o povo.

E a economia rural aumentará ainda mais a produção de cereais e desenvolverá a pecuária, enquanto a indústria pesqueira aumentará o volume de sua produção.

Assim, satisfaremos as necessidades vitais da população, reduziremos os preços das mercadorias e elevaremos ainda mais o nível de vida material e cultural do povo.

Que não nos satisfaça nem nos embriague a vitória alcançada; trabalhemos com maior entusiasmo patriótico.

Cabe aos responsáveis racionalizar a distribuição da mão de obra, planejar e realizar cuidadosamente suas tarefas e manifestar iniciativa no trabalho.

Todo o povo, sem exceção, deve ser verdadeiro protagonista de sua obra. Hoje, nosso povo é dono do poder e de seu trabalho. Trabalhará com o sentimento patriótico de que o faz para construir o país e com o interesse pelo trabalho e o espírito de combate próprios de quem se sente dono de um país novo. Acabando definitivamente com os hábitos caducos da época do imperialismo japonês, todas as pessoas devem forjar-se como homens novos para uma Coreia nova. É urgente erradicar de nossas fileiras todo tipo de fenômenos antipatrióticos e desleais, como o descuido e o desperdício dos bens do Estado, a propensão à ociosidade, a indolência no trabalho e a indiferença pelas tarefas do Estado. E dirigir, dessa maneira, todos os esforços para a construção de uma nova pátria, subordinando tudo à construção de um Estado soberano e independente.

Também nos cabe combater as intrigas dos reacionários, que vendem o país em conluio com os imperialistas para satisfazer ambições pessoais. Da mesma forma, devemos descobri-los e eliminá-los a tempo, mantendo sempre elevada vigilância, para que não permaneçam sequer por um momento ocultos entre as massas populares.

Neste mesmo momento em que se inicia o novo ano, envio minha mais sincera saudação aos compatriotas que estão sofrendo na Coreia do Sul, metade meridional de nossa pátria, devido à dominação do imperialismo estadunidense, e expresso minha mais profunda consideração pela luta heroica de todas as massas do povo patriótico.

Estou firmemente seguro de que também a população do Sul, como a do Norte, chegará a desfrutar de uma vida feliz em um futuro não distante.

A qualquer momento, nós, os norte-coreanos, estaremos dispostos a apoiar e respaldar ativamente, com toda a nossa força e carinho, os sul-coreanos em sua luta de libertação contra a dominação imperialista estadunidense. A causa dos norte-coreanos pela construção da democracia lhes infunde maior confiança em si mesmos e, além disso, serve-lhes como única esperança e poderoso apoio.

Unidas sempre como um só feixe, todas as forças democráticas e todo o povo da Coreia trabalhemos com maior afinco para construir o quanto antes um Estado plenamente soberano e independente.

A vitória será sempre da democracia, de nosso povo. 

Conversa do camarada Kim Il Sung com operários do Complexo Popular da Zona de Hungnam

29 de dezembro de 1947

É para mim uma grande alegria vê-los aqui, trazendo uma mensagem tão excelente, na qual anunciam ter superado honrosamente o plano da economia nacional deste ano, atribuído ao seu Complexo, e assumido novos compromissos de trabalho.

Este ano, pela primeira vez na história de nosso país, traçamos e cumprimos, com nossas próprias forças, um plano de economia nacional. É preciso dizer que, no curso de sua realização, deparamo-nos com muitos obstáculos e dificuldades.

O mais grave foi a grande debilidade da base econômica do país. Ao fugirem após a derrota, os imperialistas japoneses deixaram destruídas todas as nossas indústrias, que já eram insignificantes. Empreendemos a gestão de uma economia planificada sem ter concluído a reconstrução completa das fábricas e empresas destruídas e em circunstâncias nas quais acabávamos de nacionalizar as principais indústrias. Além disso, não tínhamos experiência na gestão planificada da economia nem dispúnhamos de técnica suficiente. Os obstáculos e as dificuldades surgidos durante o cumprimento do plano da economia nacional não se reduziam apenas a isso. Também as virulentas maquinações dos imperialistas ianques e dos reacionários internos, destinadas a frustrar nossa construção econômica, constituíram uma das maiores dificuldades.

Não podia deixar de ser um trabalho verdadeiramente difícil cumprir o plano da economia nacional do presente ano, vencendo semelhantes obstáculos e dificuldades. Mas nossa classe operária e todo o nosso povo cumpriram brilhantemente essa tarefa, superando com valentia e com suas próprias forças todos os entraves e dificuldades com que se deparavam incessantemente.

Especialmente, os operários do Complexo Popular da Zona de Hungnam trabalharam bem, alcançando êxitos portentosos. Os operários da Fábrica de Fertilizantes, ao cumprirem antecipadamente seu plano de produção de adubos, contribuíram consideravelmente para elevar o entusiasmo dos camponeses pelo aumento da produção e incrementar a colheita de cereais. Também outras fábricas pertencentes a esse Complexo cumpriram magnificamente, antes do prazo fixado, as tarefas assumidas no plano.

Isso me alegra muito, e agradeço de coração aos operários, técnicos e empregados do Complexo Popular da Zona de Hungnam por cumprirem antecipadamente o plano da economia nacional para 1947.

1947 foi um ano verdadeiramente difícil, no qual tivemos de superar múltiplas dificuldades e obstáculos. Através da penosa luta deste ano, nosso povo acumulou valiosas experiências e aprendeu muitas coisas. Ao realizar brilhantemente o plano anual da economia nacional, o povo coreano demonstrou diante do mundo inteiro que pode construir com suas próprias forças um Estado soberano e independente.

Durante cerca de meio século, nosso povo foi obrigado a viver na escravidão, submetido a todo tipo de desprezo e maus-tratos nacionais sob a dominação colonial do imperialismo japonês. Como resultado, arraigou-se em nosso povo o mau hábito de olhar apenas para os outros, desconfiando de suas próprias forças. Mas, no curso do cumprimento do plano da economia nacional do ano em curso, nosso povo chegou a compreender claramente quão poderosa é sua força, adquiriu firme confiança e passou a orgulhar-se de poder administrar com segurança a economia planificada com suas próprias forças, sem recorrer à ajuda alheia. Especialmente, nossa classe operária tomou plena consciência de sua posição como classe dirigente na construção da nova sociedade. Este é um êxito inestimável, que não pode ser trocado por nada, para o desenvolvimento da economia do país e a construção de um Estado soberano e independente, e constitui uma base segura para alcançar maiores vitórias no futuro.

É realmente enorme o êxito alcançado no cumprimento do plano da economia nacional deste ano. Mas, de maneira alguma, devemos nos acomodar. Apenas demos o primeiro passo rumo à construção de um Estado soberano e independente, rico e poderoso. Devemos transformar o quanto antes nosso país em um Estado soberano e independente, rico e forte e, para isso, é preciso reconstruir e desenvolver rapidamente, antes de tudo, a indústria.

A indústria é o ramo-chave da economia nacional. Somente quando a indústria for reconstruída e ampliada será possível desenvolver a agricultura, melhorar a vida do povo e, mais adiante, fortalecer a base material de um Estado soberano e independente. Reconstruir e desenvolver rapidamente a indústria destruída e, assim, melhorar a vida do povo também tem grande importância para despertar o povo sul-coreano. Quando conseguirmos que nosso povo viva melhor, reconstruindo rapidamente a indústria e aumentando a produção, o povo da Coreia do Sul será estimulado por isso e se levantará com maior denodo na luta contra os traidores da nação.

O desenvolvimento da indústria da Coreia pesa sobre os ombros de nossa classe operária. Consciente dessa importante tarefa, a classe operária deve esforçar-se ao máximo para também levar a bom termo, no ano entrante, as tarefas que se apresentam à indústria. Considero que os operários do Complexo Popular da Zona de Hungnam devem, naturalmente, estar à frente dessa luta sagrada. Sem diminuir nem um pouco o ímpeto com que cumpriram antecipadamente o plano da economia nacional deste ano, devem também superar brilhantemente, no próximo ano, as metas estabelecidas no plano, lutando com vigor e continuamente para alcançá-las.

Antes de tudo, devem esforçar-se ao máximo para produzir mais fertilizantes. Aumentar a produção de fertilizantes é uma garantia básica para incrementar a produção de cereais. Todos os operários, técnicos e empregados da Fábrica de Fertilizantes devem reconstruir rapidamente sua fábrica destruída e normalizar a produção, dedicando a isso toda a sua força, inteligência e técnica. Dessa maneira, no próximo ano, terão de produzir e enviar ao campo mais fertilizantes do que no presente.

É preciso também produzir em grande quantidade artigos de primeira necessidade.

Embora o país tenha sido libertado e o povo tenha se tornado seu mestre, sua vida ainda é muito precária. Devemos estabilizar e melhorar o mais rapidamente possível a vida do povo, produzindo em grandes quantidades artigos de primeira necessidade. Mas a indústria leve de nosso país está muito atrasada, e o artesanato é pouco desenvolvido, em consequência da dominação colonial do imperialismo japonês. Por isso, é impossível resolver o problema da produção de artigos de primeira necessidade somente com a indústria leve. Para satisfazer a demanda do povo por esses artigos, é necessário que também as fábricas da indústria pesada os produzam, aproveitando todas as condições disponíveis.

O Complexo Popular da Zona de Hungnam possui muitas máquinas e instalações e, portanto, poderá, sem dúvida alguma, construir com suas próprias forças fábricas filiais que produzam artigos de primeira necessidade. Vocês devem construir muitas fábricas filiais nas quais serão produzidos diversos artigos de primeira necessidade, utilizando materiais disponíveis e resíduos.

É preciso intensificar a luta pela redução do custo de produção.

Um dos principais defeitos manifestados no cumprimento do plano da economia nacional deste ano é que o custo de produção não foi reduzido. Sem reduzi-lo constantemente, não será possível aumentar a rentabilidade da empresa nem melhorar sistematicamente a vida do povo.

A fim de reduzir o custo de produção, é necessário, antes de tudo, intensificar a luta pela economia. É preciso reduzir ao máximo as normas de consumo de materiais e lutar energicamente contra seu desperdício.

Junto com a intensificação da luta pela economia, é necessário elevar incessantemente a produtividade do trabalho. É preciso aumentar a produção por unidade de tempo, observando rigorosamente a jornada de 480 minutos, introduzindo ativamente os métodos de trabalho mais avançados e colocando as instalações em pleno funcionamento.

Para reduzir o custo de produção, é de importância decisiva elevar o patriotismo dos operários. Quanto mais elevado este for, mais eles manifestarão sua iniciativa criadora e seu talento para reduzir incessantemente o custo de produção. Portanto, os dirigentes das fábricas devem intensificar a educação ideológica entre os operários, para que estes procurem, baseando-se em um elevado patriotismo, reduzir o custo dos produtos.

A tarefa mais urgente apresentada hoje aos operários é elevar prontamente sua qualificação e seu nível técnico.

Não se deve considerar difícil a assimilação da técnica. Aplicando-se com elevado grau de entusiasmo, será possível dominar qualquer técnica. Todos os operários devem levantar-se como um só na luta pela assimilação da técnica. Devem estabelecer como norma aprender uns com os outros e ensinar uns aos outros, e esforçar-se incessantemente para assimilar a técnica. E assim, os operários não qualificados se tornarão o quanto antes qualificados, e estes se transformarão em operários técnicos.

Para cumprir devidamente as tarefas de produção apresentadas ao Complexo, é importante elevar o papel do pessoal dirigente.

Agora, o entusiasmo dos operários pela construção do país é muito elevado. O problema depende de como os dirigentes da fábrica realizam a gestão empresarial. Se organizarem bem o trabalho e dirigirem corretamente a produção, poderão levar a bom termo, com segurança, qualquer tarefa difícil que se apresente à empresa. Em especial, nossa economia, que se desenvolve rapidamente de acordo com um plano e está nas mãos do povo, exige urgentemente a elevação do nível de administração empresarial dos dirigentes das fábricas.

O diretor e os demais dirigentes do Complexo devem esforçar-se para adquirir conhecimentos econômicos e aprender métodos avançados de administração empresarial. Assim, devem elevar continuamente o nível da gestão e da administração empresarial.

Desejo aos operários do Complexo Popular da Zona de Hungnam que lutem com maior determinação para imprimir um vertiginoso desenvolvimento à indústria, destinada a assegurar a soberania e a independência completas da Coreia.

Sobre as tarefas imediatas da Federação Geral dos Sindicatos da Coreia do Norte

Discurso do camarada Kim Il Sung no Segundo Congresso da Federação Geral dos Sindicatos da Coreia do Norte

21 de dezembro de 1947

Queridos delegados:

Permitam-me felicitar calorosamente, em nome do Comitê Popular da Coreia do Norte e do povo coreano libertado, os 400 mil membros da Federação Geral dos Sindicatos da Coreia do Norte e todas as massas trabalhadoras que hoje realizam brilhantes façanhas na luta pela independência democrática de nossa pátria. Como todos vocês sabem, as forças reacionárias imperialistas internacionais, muito debilitadas na Segunda Guerra Mundial, agem furiosamente para salvar seus destinos em declínio. Tentam desesperadamente, tanto no Oriente como no Ocidente, destruir a paz e a segurança da humanidade, alcançadas com o sacrifício de preciosos recursos humanos e materiais dos povos do mundo, provocar uma nova guerra e agredir outros países. Mas isso não é mais que o desespero dessas forças em ruínas e jamais poderá salvar o destino do imperialismo em declínio.

O desenvolvimento atual da história caracteriza-se pela brilhante vitória que os povos do mundo inteiro, após derrubarem o fascismo, estão conquistando na luta por uma paz duradoura para a humanidade e pela construção de uma nova sociedade democrática. Isto é, a iniciativa do desenvolvimento atual da história humana está nas mãos dos povos amantes da paz, dos povos trabalhadores de todo o mundo que lutam pela paz, pela democracia e pela liberdade; a história mundial marcha dinamicamente rumo ao triunfo decisivo da paz e da democracia. Essa mudança que ocorre no desenvolvimento da história mundial também se observa nitidamente na realidade de nosso país.

Atualmente, as forças democráticas da Coreia, encabeçadas pela classe operária, tomaram firmemente em suas mãos os destinos da pátria e da nação e desenvolvem uma luta heroica contra o imperialismo ianque e seus lacaios, que promovem todo tipo de maquinações sinistras para transformar novamente nossa pátria em uma colônia.

Diante dessa situação, é muito significativo o fato de que a Federação Geral dos Sindicatos da Coreia do Norte, que reúne 400 mil operários, técnicos e empregados, que desenvolvem suas forças criadoras para a construção da pátria, tenha convocado este Congresso para fazer um balanço de suas atividades. Aqui manifestaremos ao mundo inteiro os brilhantes êxitos dos trabalhadores da Coreia, encabeçados pela classe operária, na luta pela construção de um Estado democrático e independente, e definiremos as tarefas ulteriores da luta. Isso estimulará todo o nosso povo a alcançar outra vitória e desferirá um forte golpe contra os inimigos internos e externos que tentam, mais uma vez, transformar nossa pátria em uma colônia.

A classe operária coreana, sob a cruel repressão da dominação do imperialismo japonês, lutou heroicamente contra os inimigos, pela honra e pelo destino da nação. O povo trabalhador da Coreia, cujo núcleo era constituído pela classe operária, e seus melhores filhos e filhas lutaram sem cessar nas fábricas, nas aldeias, na clandestinidade ou atrás das grades das prisões, pela independência da pátria, sem se curvar diante da bárbara repressão do inimigo; armados com fuzis, organizaram unidades antijaponesas e lançaram-se a uma dura luta de libertação nacional.

Após a libertação, a classe operária coreana, que conta com essas preciosas experiências e gloriosas tradições revolucionárias, combateu heroicamente à frente de todo o povo para construir na pátria um Estado democrático e independente.

A classe operária da Coreia, juntamente com outras massas trabalhadoras, fundou na Coreia do Norte o comitê popular, autêntico poder do povo, e realizou enormes trabalhos para lançar bases sólidas para a construção de uma pátria democrática e unificada.

Nossa classe operária, os técnicos e os empregados, principais forças da construção democrática, fundaram a Federação dos Sindicatos, a mais poderosa organização de massas; hoje, essa nossa Federação, filiada à Federação Sindical Mundial, é um digno elo do movimento operário internacional que luta pela liberdade, pela paz e pelo progresso social.

Como resultado das reformas democráticas implantadas pelo Poder popular, registraram-se grandes transformações sociais na Coreia do Norte e a situação dos operários e empregados mudou radicalmente.

Todas as principais entidades industriais pertencentes ao imperialismo japonês e aos traidores da nação foram devolvidas ao povo. Os operários, técnicos e empregados tornaram-se donos das fábricas e empresas, tendo a honra de ser as forças essenciais na construção da pátria democrática. Para os operários e empregados, instituiu-se a jornada de oito horas e o seguro social.

Desde os primeiros dias da libertação, nossa classe operária mobilizou-se para reabilitar todas as fábricas, minas e ferrovias destruídas pelo imperialismo japonês; empregou todas as suas energias na criação de uma base sólida para restabelecer e fomentar a economia nacional.

Com base nos êxitos alcançados nessa luta, o Congresso dos Comitês Populares de Província, Cidade e Condado da Coreia do Norte, convocado em fevereiro do ano corrente, adotou um plano de desenvolvimento da economia nacional para 1947, o primeiro plano desse gênero em nossa história nacional. Todo o povo trabalhador, cujo núcleo é a classe operária, apoiou-o fervorosamente e acendeu a chama da luta patriótica para concretizá-lo.

Todo o povo trabalhador restabelece e fomenta, com seu trabalho criador, a economia nacional, base material para a independência completa da pátria. Dedica todos os seus esforços ao cumprimento da missão atribuída pela pátria e pelo povo, considerando-a uma honra e uma felicidade infinitas.

E, dessa maneira, vão surgindo novos operários e técnicos de espírito criador e patriótico, algo inimaginável sob a dominação do imperialismo japonês. Até agosto deste ano, o número de membros exemplares da Federação Geral dos Sindicatos da Coreia do Norte premiados pelos órgãos superiores, incluindo a Assembleia Popular e o Comitê Popular da Coreia do Norte, ultrapassava 6.700.

Graças à luta patriótica de todo o povo trabalhador, cujo núcleo é a classe operária, o plano da economia nacional de 1947 está sendo cumprido vitoriosamente. A Mina de Carvão de Thongchon e a Fábrica Têxtil de Pyongyang já haviam cumprido seus planos deste ano em 20 e 31 de maio, respectivamente. Os trabalhadores do transporte ferroviário cumpriram seu plano anual no final de setembro e se propuseram a transportar 2 milhões de toneladas adicionais, o que conseguiram, com trabalho abnegado, no último dia 20. No setor elétrico, o plano anual foi cumprido em 30 de outubro; a indústria leve e a de materiais de construção concluíram-no no início de dezembro. Numerosas empresas, entre elas a Siderúrgica de Chongjin, a Fábrica Química de Chongsu, a Fundição de Metais Não Ferrosos de Nampho, a Fábrica de Processamento de Milho de Pyongyang, a Fábrica Têxtil de Sinuiju, as Minas de Carvão de Aoji e Kowon e a Mina de Songhung, já cumpriram o plano anual e agora estão lançando produção adicional.

Entre as províncias, a de Phyongan Sul cumpriu o plano anual nas empresas estatais em 15 de dezembro. Assim, atualmente, em todos os rincões da Coreia do Norte, os trabalhadores estão realizando uma campanha geral para cumprir ou superar o plano da economia nacional.

O que merece ser particularmente destacado é que a Fundição de Ferro de Hwanghae, a Fábrica de Fertilizantes de Hungnam, a Siderúrgica de Songjin e outras grandes fábricas das quais podemos nos orgulhar no plano internacional, tanto por seus equipamentos como por suas dimensões, são operadas por nossos operários e técnicos; pelas mãos de nossos operários, produzem-se ferro-gusa, aço e máquinas; e, com os artigos que produzimos, asseguramos a vida do povo.

Com a recente reforma monetária, pudemos implantar um sistema monetário único, de suma importância para criar a base financeira independente de nossa nação, e utilizar nossa própria moeda. Da mesma forma, estamos elaborando a Constituição do povo coreano com base nos grandes êxitos das reformas democráticas, que se consolidam com o passar dos dias.

Como dissemos acima, na Coreia do Norte, todo o povo, encabeçado pela classe operária, estabeleceu seu poder com suas próprias mãos, realizou com suas próprias mãos reformas democráticas e está dirigindo e fomentando a economia nacional. Isso demonstra claramente que, hoje, o povo coreano não apenas deseja a soberania e a independência, mas também está lançando, com sua luta heroica, bases sólidas para a construção de um Estado soberano e independente, sendo capaz de transformar sua pátria em um Estado democrático e independente, rico e poderoso, e de pôr em evidência diante do mundo a honra de nossa nação e de nossa pátria.

Delegados:

De maneira alguma podemos dormir sobre os louros da vitória e das façanhas atuais. Tampouco devemos esquecer que, na parte Sul, as forças reacionárias internas e externas, em conluio, tentam transformar nossa pátria em uma colônia; apesar dos assassinatos e das repressões selvagens perpetrados por elas, nossos queridos pais, irmãos e irmãs prosseguem sua difícil luta.

Toda a nação tem diante de si a tarefa de repelir as forças reacionárias internas e externas e construir um Estado independente, democrático e unificado.

Temos de estar conscientes de que, no futuro, nos depararemos com muitas dificuldades.

Os operários e todo o povo trabalhador devem elevar mais do que nunca seu entusiasmo patriótico e lutar com maior valentia, empregando todo o seu talento e abnegação, pela independência completa da pátria.

Terão de consolidar e desenvolver ainda mais os êxitos das reformas democráticas na Coreia do Norte, base da independência completa de nossa pátria, e lutar com todas as suas energias para realizar essas reformas democráticas em toda a Coreia.

Hoje, nossos pais, irmãos e irmãs da Coreia do Sul depositam grandes esperanças no desenvolvimento democrático da Coreia do Norte e em suas forças democráticas, encabeçadas pela classe operária; anseiam pela vida feliz desfrutada pelos trabalhadores da Coreia do Norte; e sentem-se muito estimulados por ela.

Devemos estar profundamente conscientes de que o destino da pátria depende do esforço e da luta do povo trabalhador, encabeçado pela classe operária. A Federação Geral dos Sindicatos da Coreia do Norte, que reúne os operários e empregados norte-coreanos, e todo o povo trabalhador têm deveres ainda mais importantes.

Primeiro: é necessário fortalecer ainda mais a Federação Geral dos Sindicatos, organização de massas da classe operária, força medular na construção de nossa pátria, e dos técnicos e empregados da Coreia do Norte; todas as suas organizações devem cumprir fielmente as importantes missões que lhes foram confiadas pela pátria e pelo povo.

Tendo em vista que a Federação Geral dos Sindicatos da Coreia do Norte atua no cenário internacional como membro da Federação Sindical Mundial, deve ser uma organização poderosa, capaz de desempenhar não apenas um papel primordial na construção democrática interna, mas também, como digno membro do movimento operário internacional, cumprir honrosamente importantes missões de caráter internacional.

Segundo: os operários e os demais trabalhadores devem lutar para consolidar o comitê popular, autêntico poder do povo. Nossos operários e empregados devem apoiar mais ativamente o comitê popular, estar sempre à frente de todo o povo e desempenhar um papel exemplar na observância de todas as leis do comitê popular.

Terceiro: a Federação Geral dos Sindicatos e todos os seus membros devem participar com maior entusiasmo na luta pelo restabelecimento e fomento da economia nacional.

Os êxitos alcançados até o presente nesse domínio não são mais que os primeiros passos na construção de nossa pátria.

No ano novo, iniciaremos o plano da economia nacional para 1948. Na indústria, devemos organizar bem o trabalho, elevar incessantemente a produtividade, economizar materiais e reduzir o custo de produção.

É necessário aumentar o valor global da produção da indústria estatal em 53% em relação ao resultado preliminar de 1947, e a produtividade do trabalho em 50% em relação ao mesmo ano. Já o custo de produção na indústria deve ser reduzido em 20% a 25%.

A fim de melhorar o bem-estar material do povo, devemos expandir ainda mais a indústria leve. No próximo ano, é necessário aumentar o valor da produção da indústria leve em 89% em relação ao ano de 1947.

No ano entrante, é preciso produzir mais carvão e metais de diversas variedades e, em particular, aumentar consideravelmente a produção da indústria de máquinas. É necessário incrementar a produção de fertilizantes e carbureto de cálcio e, para satisfazer as necessidades da construção, elevar também a produção de cimento e madeira. Na indústria pesqueira, devemos aumentar as capturas em mais de 15% em relação ao ano corrente.

Nos transportes, devemos aumentar em 30% o volume do tráfego ferroviário e em mais de 55% o transporte aquático, em comparação com o ano passado.

Ao cumprir o plano da economia nacional de 1948, devemos consolidar e desenvolver os êxitos do ano em curso e fortalecer ainda mais as bases da economia nacional de nosso país.

Quarto: devemos prestar particular atenção à elevação do nível político, cultural e técnico dos operários, técnicos e empregados. Todos, sem exceção, devem ser hábeis em seu trabalho e versados nas técnicas. O torneiro deve dominar a engenharia de torno e elaborar peças com maestria; o mineiro deve assimilar a técnica e capacitar-se para extrair mais carvão. O maquinista deve conhecer bem a locomotiva e a técnica de seu manejo, para conduzi-la sem acidentes e sem infringir o horário. O mecânico deve conhecer sua máquina melhor que a palma da própria mão, cuidar dela como de si mesmo, manejá-la com maestria e prolongar sua vida útil. Por sua vez, os fundidores e moldadores devem conhecer melhor os métodos de fundir minérios e realizar vazamentos, além de saber produzir ferro e peças moldadas de melhor qualidade. As fiandeiras e tecelãs devem conhecer melhor a fiação e a tecelagem, para produzir mais, melhor e com maior rapidez os tecidos destinados a vestir o povo e a outros fins.

Para que todos os trabalhadores conheçam bem seu trabalho e elevem seu nível técnico e profissional, devem criar um ambiente em que estudem trabalhando e trabalhem estudando. E, para que todos progridam, os mais adiantados devem ajudar os atrasados, e os que sabem devem ensinar aos que não sabem.

Quinto: é necessário fomentar ainda mais o espírito de economia e o cuidado com os bens do Estado e da sociedade.

É preciso elevar ainda mais a vigilância na proteção das fábricas, minas, empresas, ferrovias e outros bens que passaram à posse do povo. É necessário intensificar a disciplina no trabalho e estabelecer uma ordem mais rigorosa nas fábricas.

Por último, é necessário fortalecer ainda mais a luta contra os reacionários do interior e do exterior do país, desbaratar completamente suas intrigas e desmascarar e liquidar os elementos conspiradores, subversivos, sabotadores e ambiciosos que se camuflam em nossas fileiras.

Os imperialistas estadunidenses fabricaram a "Comissão Provisória da ONU para a Coreia", um aparato que, sob a bandeira da ONU, os substitui na execução da política agressiva; e os reacionários internos, em conluio com o imperialismo ianque, formaram uma organização reacionária como a "Federação Geral dos Sindicatos da Coreia do Sul" para enganar a classe operária sul-coreana e dividir suas fileiras.

Devemos desmascarar completamente as maquinações sinistras dos reacionários internacionais e internos, dirigidas a transformar nossa pátria em uma colônia, dividir nossa nação e cindir a classe operária. Devemos apoiar e respaldar ativamente a classe operária e todo o povo trabalhador da Coreia do Sul, que lutam heroicamente sob a selvagem repressão do inimigo.

Camaradas:

Estou firmemente seguro de que nossa classe operária e o povo trabalhador, cujo núcleo é constituído pela classe operária, cumprirão magnificamente seus importantes deveres e alcançarão êxitos ainda mais brilhantes na luta pela construção de um Estado democrático, soberano e independente.

A vitória será de nosso povo, encabeçado pela classe operária.

Unidos firmemente em torno da heroica classe operária, marchemos com valentia pelo caminho indicado pela pátria, caminho traçado pela história.

Viva a classe operária coreana, força essencial na construção da pátria democrática!

Viva o comitê popular, poder do povo coreano!

Viva a independência completa e democrática!

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Discurso de felicitação do camarada Kim Il Sung na cerimônia de corrida do alto-forno nº 3 da Fundição de Ferro de Hwanghae

3 de dezembro de 1947

Camaradas:

Hoje, por ocasião da gloriosa cerimônia de corrida do alto-forno nº 3 da Fundição de Ferro de Hwanghae, agradeço cordialmente, em nome do Comitê Popular da Coreia do Norte e de todo o povo coreano, aos operários, técnicos e funcionários desta Fundição.

Hoje é um dia de profundo significado, pois alcançamos mais uma vitória em nossa marcha triunfal pelo caminho da construção de uma nova Coreia democrática. O triunfo de hoje foi obtido no setor mais importante da economia nacional de nosso país.

Após a reconstrução do alto-forno nº 3 da Fundição de Ferro de Hwanghae, nosso povo começa, pela primeira vez, a produzir ferro com suas próprias mãos, fabricar máquinas importantes e trilhos necessários para os diversos ramos da economia nacional. Vocês cumpriram brilhantemente a importante tarefa que lhes foi confiada pelo povo.

Seguindo o exemplo da classe operária da Fundição de Ferro de Hwanghae, todo o povo deverá empenhar seu entusiasmo total no cumprimento das tarefas democráticas.

Os trabalhadores da Fundição de Ferro de Hwanghae não devem contentar-se com a vitória de hoje, mas avançar continuamente para conquistar vitórias ainda maiores. Cabe-lhes a tarefa de reconstruir os altos-fornos nº 1 e nº 2 e executar o plano da economia nacional para 1947 e, posteriormente, o de 1948. Ao cumprirem com êxito essa tarefa que têm diante de si, deverão contribuir ativamente para transformar nosso país em um novo Estado democrático, o melhor de sua espécie no Oriente.

Devem superar a imaturidade técnica e tornar-se todos operários hábeis, conciliando o estudo com o trabalho e aperfeiçoando continuamente a técnica.

Para concluir meu discurso de felicitação, quero expressar-lhes meu desejo de que contribuam ativamente para a construção de um novo Estado democrático.

Sobre a realização da reforma monetária


Discurso de síntese do camarada Kim Il Sung na 53ª Sessão do Comitê Popular da Coreia do Norte

1º de dezembro de 1947

Na sessão de hoje, debatemos a questão da emissão das cédulas do Banco Central da Coreia do Norte e da troca da moeda aqui em circulação por uma nova.

Assim como todas as demais reformas democráticas já realizadas na Coreia do Norte, a reforma monetária constitui uma questão importante na construção de um Estado plenamente soberano e independente.

Nossa Coreia libertada, longe de se desenvolver como um Estado unificado, soberano e independente, foi dividida em Norte e Sul, que avançam em direções opostas.

Na Coreia do Norte, metade do território da Coreia, foi estabelecido o Poder popular e são adotadas medidas democráticas em benefício e para a felicidade do povo. Somente nos dois anos transcorridos desde a libertação, a Coreia do Norte desenvolveu-se vertiginosamente, e nosso povo alcançou êxitos retumbantes ao realizar, em curto espaço de tempo e de maneira vitoriosa, diversas tarefas democráticas que outros países não conseguiram realizar nem em dez nem em vinte anos.

Pelo contrário, na Coreia do Sul, os reacionários, em conluio com a reação internacional, perpetraram abertamente maquinações para dividir a nação, vender o país e transformar novamente a Coreia em uma colônia do imperialismo. Isso se deve, escusado dizer, à política dos agressores imperialistas ianques, voltada para colonizar a Coreia.

Rejeitando a exigência de nosso povo de que as tropas soviéticas e estadunidenses devem retirar-se simultaneamente da Coreia, deixando a solução da questão coreana nas mãos do próprio povo coreano, os imperialistas ianques perpetraram todo tipo de intrigas e maquinações para satisfazer suas ambições agressivas. Esses imperialistas chegam até mesmo a abusar do nome da ONU para escravizar a Coreia.

Nas atuais condições, em que ainda não foi estabelecido um governo central unificado devido às maquinações dos imperialistas estadunidenses e de seus cães de caça, é preciso consolidar e desenvolver os êxitos das reformas democráticas efetuadas na Coreia do Norte e construir uma economia nacional independente, a fim de lançar as bases políticas e econômicas da construção de um Estado plenamente soberano e independente, assegurar o futuro desenvolvimento de nossa pátria e acelerar a reunificação do Norte e do Sul.

O que importa para consolidar e desenvolver os êxitos das reformas democráticas e lançar os sólidos fundamentos de uma economia nacional independente é implantar, mediante a reforma monetária, um sistema monetário único e criar um sistema financeiro e bancário independente.

Não há dúvida de que, por meio das reformas democráticas, alcançamos certos êxitos no lançamento das bases de uma economia nacional independente e na melhoria da vida do povo. Entretanto, como não foi estabelecido um sistema financeiro e bancário independente, não estamos em condições de exercer controle nem de realizar a regulamentação, a direção e a supervisão da moeda em circulação. Isso causa não poucos obstáculos ao desenvolvimento econômico do país e à melhoria da vida do povo.

Por isso, com vistas a lançar sólidos fundamentos para uma economia nacional independente e impulsionar a construção de um Estado plenamente soberano e independente, emitiremos as cédulas do Banco Central da Coreia do Norte, a moeda do povo coreano.

A reforma monetária também é necessária para assegurar o desenvolvimento planificado da economia nacional.

Graças às reformas democráticas, criou-se a base que nos permite dirigir a economia do país de maneira planificada, com a passagem para as mãos do Estado das indústrias, dos transportes, das comunicações, dos bancos, etc., que pertenciam aos imperialistas japoneses e aos traidores da nação. Apoiando-nos nisso, elaboramos e estamos executando, a partir deste ano, o plano da economia nacional.

Entretanto, ainda não possuímos uma moeda independente. Atualmente, na Coreia do Norte circulam "cédulas do Banco Coreano" e "cédulas do Exército Vermelho". As primeiras são utilizadas tanto no Norte quanto no Sul da Coreia. Mantendo intacto um sistema monetário que permite a circulação de diversas moedas e o uso das "cédulas do Banco Coreano", cuja quantidade em circulação é desconhecida, não é possível elaborar com exatidão o plano financeiro da economia nacional. Somente implantando um sistema monetário que corresponda à economia planificada será possível desenvolver rapidamente a economia.

A reforma monetária é uma exigência tanto mais urgente quanto se intensificam as sinistras maquinações dos imperialistas ianques e de seus lacaios no âmbito da circulação monetária.

Aproveitando-se do fato de que as "cédulas do Banco Coreano" circulam no Norte e no Sul da Coreia, os imperialistas estadunidenses e seus lacaios imprimiram-nas ilegalmente no valor de 28 bilhões de wons, colocaram-nas em circulação na Coreia do Norte para comprar grandes quantidades de mercadorias e cereais a preços baixos no mercado e levá-los para a Coreia do Sul. Desse modo, procuram provocar uma alta brusca dos preços, desestabilizar a vida de nosso povo e, posteriormente, despertar o descontentamento popular em relação ao Poder popular, para separar este daquele e frustrar a economia planificada. Emitiremos uma nova moeda para destruir completamente tais maquinações dos imperialistas ianques e de seus lacaios.

A implantação de um sistema monetário único mediante a emissão das cédulas do Banco Central da Coreia do Norte tem grande significado político e econômico.

Sua emissão permitirá, primeiro, proteger economicamente o mercado; segundo, assegurar o desenvolvimento da indústria e do comércio; terceiro, aumentar a produção de fertilizantes e de outros artigos, bem como os bens do Estado; quarto, eliminar os especuladores perversos; e, quinto, garantir, do ponto de vista financeiro, o cumprimento do plano da economia nacional. Em resumo, a emissão da nova moeda tem grande significado para estabilizar a vida econômica do povo, fortalecer as bases econômicas do Estado e lançar os fundamentos financeiro e bancário do governo central unificado que será estabelecido no futuro.

Com efeito, a implantação de um sistema monetário único acelerará ainda mais a construção de um Estado plenamente soberano e independente, desferindo golpes decisivos contra as maquinações dos imperialistas ianques e dos reacionários sul-coreanos, que procuram provocar a confusão em nosso mercado e em nossa economia e frustrar o desenvolvimento da economia nacional.

Há muito tempo planejamos a emissão monetária e realizamos seus preparativos. Contudo, consideramos que emitir uma moeda única sobre a base da consolidação dos fundamentos econômicos do país, quando o Poder popular, eleito pelo povo, desfrutasse de seu apoio e confiança absolutos e tivesse adquirido elevado prestígio por meio de suas próprias atividades, teria maior significado político do que a emissão de moeda nos primeiros tempos após a libertação.

Hoje, na Coreia do Norte, existem todas as condições para emitir uma nova moeda. O Poder está nas mãos do povo, assim como as grandes fábricas, minas, empresas, bancos e transportes. Sobre essa base, podemos emitir nossa moeda com toda segurança.

A nova moeda que vamos emitir estará garantida por todas as riquezas do país, pelos estabelecimentos industriais nacionalizados, pelos cereais armazenados nos depósitos do Estado, pelos produtos marítimos e pelos tesouros inestimáveis guardados nos cofres dos bancos, todos eles patrimônio do povo.

Nestes dias, os reacionários sul-coreanos falam ruidosamente que também realizarão uma reforma monetária. Mas, com a impressão desenfreada de cédulas sem qualquer garantia, acabarão por arruinar a vida econômica do povo.

Para a troca de moeda que vamos efetuar, estabelecemos a proporção de um para um entre a moeda antiga e a nova. Quanto ao limite dessa troca, estabelecemos diferenças para o operário, o camponês, o funcionário, a instituição, a empresa e a organização. E determinamos que as pessoas, instituições, empresas e organizações que possuíssem uma quantidade de moeda superior ao limite depositassem o excedente no Estado. Por isso, por meio desta reforma monetária, é preciso consolidar as finanças do Estado e assegurar a unidade dos meios de circulação.

O Banco Central deve responsabilizar-se pela troca da moeda.

Seus funcionários devem dirigir-se diretamente às províncias para orientar esse trabalho.

Ao mesmo tempo que se empenham em efetuar a troca monetária de maneira pontual e exata, devem intensificar a vigilância contra todo tipo de atos subversivos dos reacionários. A reforma monetária que vamos realizar é um trabalho tão importante quanto a reforma agrária já realizada. O Departamento do Interior e a Procuradoria devem reforçar o máximo possível a vigilância costeira e a vigilância na região do Paralelo 38, proteger devidamente os bancos e os locais de troca monetária e intensificar a luta contra qualquer violação das leis.

É preciso selecionar e distribuir corretamente os funcionários e propagandistas que serão mobilizados para a troca de moeda e, por meio deles, explicar e divulgar amplamente o significado e a necessidade desse trabalho, bem como seus benefícios para a vida econômica do povo.

É necessário preservar rigorosamente o segredo de Estado sobre a troca de moeda. Até que o Comitê Popular da Coreia do Norte promulgue oficialmente a lei sobre a troca monetária, é necessário mantê-la em absoluto segredo. Pensamos promulgar essa lei em 5 de dezembro; portanto, até 4 de dezembro, devemos mantê-la em absoluto segredo. Quanto às informações relacionadas com a reforma monetária, não devemos divulgá-las pelo rádio, mas exclusivamente por meio da imprensa.

A fim de dirigir e ajudar o trabalho de troca da moeda, os funcionários responsáveis do Comitê Popular da Coreia do Norte devem estar presentes em todas as províncias. Os camaradas que forem às províncias devem estudar bem os regulamentos detalhados e ensinar aos presidentes dos comitês populares provinciais como organizar e realizar a troca de moeda. Não devem interferir nos trabalhos de organização realizados pelas províncias, mas limitar-se a orientá-los e controlá-los, bem como promover o trabalho de esclarecimento e propaganda. Além disso, devem organizar e dirigir o trabalho de adoção de medidas para estabilizar os preços, a vigilância, a informação, etc.

O diretor do Departamento de Finanças deve redigir, até 13 de dezembro, o projeto de lei sobre a forma de devolver o dinheiro depositado por indivíduos, fábricas, empresas e organizações, e o Departamento do Interior deve assumir a responsabilidade pela impressão de todos os documentos necessários para a troca de moeda.

Estou certo de que todos os camaradas aqui presentes contribuirão para consolidar os êxitos das reformas democráticas, lançar as bases de uma economia nacional independente e acelerar a construção de um Estado democrático, plenamente soberano e independente, ao efetuarem de maneira consequente e em curto prazo a reforma monetária, baseando-se estritamente na lei sobre a mesma, aprovada desta vez pelo Comitê Popular da Coreia do Norte.

Patrimônios culturais imateriais da Coreia — Ssirum

O ssirum (luta coreana) é uma modalidade esportiva entre dois homens que consiste em um combate corpo a corpo realizado em uma área determinada.

Os antepassados coreanos começaram a praticá-lo desde o final do período da Coreia Antiga (do início do século 30 a.C a 108 a.C).

O ssirum pôde adquirir um sistema completo durante o período de Coguryo (277 a.C.-668 d.C).

No período de Coryo (918-1392), era um exercício físico militar praticado no exército e, durante a dinastia feudal de Joson, passou a ser praticado também pelos civis.

A área circular, com 4 metros de diâmetro, é coberta de areia.

Os lutadores usam a satpa (faixa de tecido) na perna esquerda ou direita.

A luta sem satpa era chamada mindung ssirum.

Entre as regras da modalidade estão os três principais métodos técnicos de luta, as habilidades para combiná-los, a etiqueta e a determinação do vencedor.

O ssirum é classificado segundo as diferentes províncias, como o de Phyongan, o de Hwanghae e o de Hamgyong, e é dividido de acordo com as diferentes idades dos competidores.

O ssirum foi inscrito na lista dos patrimônios culturais imateriais nacionais em novembro de 2013.

Agência Central de Notícias da Coreia