Discurso de síntese do camarada Kim Il Sung no Comitê Político do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia do Norte
22 de janeiro de 1949
Melhorar e fortalecer o trabalho na Escola para os Familiares dos Mártires Revolucionários de Mangyongdae tem grande importância para educar seus alunos como fervorosos revolucionários. Por isso mesmo, sempre que a visito ou quando surge uma oportunidade, enfatizo a necessidade de administrar adequadamente esta instituição e realizar bem o trabalho docente-educativo. Contudo, pelo relatório e pelas discussões, pude constatar que seu trabalho apresenta não poucos defeitos.
A Escola para os Familiares dos Mártires Revolucionários de Mangyongdae foi fundada com o objetivo de educar os filhos dos comunistas e patriotas que tombaram na luta armada ou clandestina contra o bandidesco imperialismo japonês no passado, e seus alunos constituem o futuro apoio da revolução coreana. A Escola tem a missão de formar os filhos dos mártires da revolução como revolucionários inabaláveis, que mantenham firmemente a continuidade de sua causa em quaisquer circunstâncias difíceis.
Entretanto, durante o período transcorrido, a Escola nem sempre educou os alunos com rigor de princípios, tratando-os com excessiva indulgência, o que não corresponde ao caráter e à missão da Escola.
Não se permitiu que os alunos realizassem por si mesmos trabalhos como o conserto das carteiras ou cadeiras que necessitavam de reparos devido ao desgaste. Nem sequer lhes foi permitido fazer a limpeza. Contudo, a realização de tarefas dessa natureza pelos alunos é positiva para eles. Em vez de elogiar grandemente e incentivar ativamente essas atividades tão positivas dos alunos, dizem que os responsáveis pela Escola chegaram a repreender professores por terem ordenado que eles fizessem a limpeza. Isso não está certo.
Educar com excessiva indulgência os filhos dos mártires, alegando que são órfãos, não contribui para formar bons revolucionários. A planta que cresce ao ar livre, exposta às intempéries da chuva e do vento, ergue-se com um caule robusto que lhe confere resistência; mas a planta cultivada em uma estufa, cercada de mil cuidados, será fraca e inconsistente. O mesmo podemos dizer do homem. Não façamos dos preciosos filhos dos mártires revolucionários homens frágeis como plantas de estufa.
A camarilha títere de Ri Sung Man teme que os formemos como revolucionários, pois sabe que neles é mais forte do que em quaisquer outros o espírito de vingança contra os inimigos que os privaram de seus pais, bem como a determinação de se tornarem verdadeiros revolucionários da Coreia, fiéis aos ideais de seus pais.
Se a Escola para os Familiares dos Mártires Revolucionários de Mangyongdae exigir desses magníficos rapazes apenas que estudem nas salas de aula, limitando-se a mimá-los, os transformará em eruditos incapazes de fazer qualquer coisa, muito longe de formá-los como revolucionários. Fundamos esta Escola não para criar aristocratas ou sabichões, mas para educar os filhos dos mártires como revolucionários inabaláveis.
Mesmo durante o difícil período da Luta Armada Antijaponesa, havíamos organizado escolas para o Corpo Infantil nas bases guerrilheiras e educado seus alunos como combatentes revolucionários inabaláveis. Muitas das crianças que passaram pelas escolas do Corpo Infantil eram filhos de camaradas revolucionários que tombaram combatendo ao nosso lado. Mesmo em uma situação de guerra tão difícil contra o imperialismo japonês, nunca deixávamos de dar atenção ao ensino e ao treinamento dos filhos dos que haviam tombado, a fim de formá-los como continuadores da revolução coreana. Construímos grandes escolas para o Corpo Infantil, providenciamos roupas, calçados e alimentação para as crianças, sem falar nos materiais escolares.
Entretanto, não cometíamos a imprudência de mimá-las, nem lhes ensinávamos a apenas estudar e cantar nas salas de aula. Nas difíceis condições provocadas pelas frequentes operações de "punição" do inimigo, soubemos ensinar e treinar militarmente os membros do Corpo Infantil. Mesmo quando as operações de "punição" do inimigo se intensificavam, prosseguíamos com o ensino e os treinávamos no tiro, levando-os conosco aonde quer que fôssemos.
Certa vez, no início da primavera de 1936, chegamos a Maanshan, vindos da Manchúria do Norte, a caminho do monte Paektu. Naquela ocasião, em Maanshan, vimos dezenas de membros do Corpo Infantil que eram mantidos por pessoas mal-intencionadas em condições precárias de vestuário e alimentação. Meu coração realmente se apertou ao ver aquelas crianças cobertas de trapos, famintas e abatidas. Então, determinei que fossem compradas roupas com os 20 wons que minha mãe me havia dado quando parti de seu lado para me juntar à luta revolucionária, e decidimos levar os rapazes conosco.
Naturalmente, era um pesado fardo levar crianças em plena guerra de guerrilhas. Mas os filhos dos camaradas que tombaram são para nós o futuro apoio da revolução coreana, razão pela qual agimos dessa maneira, com o propósito de educá-los como combatentes revolucionários inflexíveis e comunistas consequentes. A melhor escola para os revolucionários é a prova da luta revolucionária. Forjados em meio à tempestade da revolução, os integrantes do Corpo Infantil incorporaram-se mais tarde à guerrilha, combateram com valentia e sem se curvar contra os bandidos imperialistas japoneses e posteriormente se destacaram como verdadeiros revolucionários.
Educar os filhos dos mártires revolucionários como firmes revolucionários é, para nós, comunistas, um dever sagrado e uma obrigação moral revolucionária.
Na época da Luta Armada Antijaponesa, os revolucionários que tombavam em combate contra o imperialismo japonês rogavam, momentos antes de morrer, que fizéssemos de seus filhos excelentes revolucionários.
Se hoje não os educarmos como homens decididos e íntegros, além de causarmos enormes prejuízos à revolução, também não seremos fiéis ao legado que nos deixaram aqueles mártires revolucionários. Diferentemente dos anos da Luta Armada Antijaponesa, hoje dispomos de todas as condições e possibilidades para proporcionar uma boa educação aos filhos dos mártires revolucionários. Contamos com o autêntico Poder Popular, excelentes professores, bem como livros e magníficos edifícios que nos permitem educar e instruir os alunos. Portanto, se o pessoal da Escola se empenhar, conseguirá, sem dúvida, formá-los como firmes revolucionários.
O que devemos fazer, então, para educá-los como revolucionários inflexíveis?
Antes de tudo, é necessário intensificar a educação ideológica e política dos alunos.
Esta é a premissa para dotá-los firmemente da ideologia avançada e educá-los como verdadeiros revolucionários.
A Escola deve intensificar a educação destinada a armar firmemente os alunos com a linha e a política de nosso Partido e elevar sua consciência de classe.
Entre os alunos da Escola para os Familiares dos Mártires Revolucionários de Mangyongdae, muitos sofreram pessoalmente ao verem seus pais tombarem heroicamente enquanto combatiam tenazmente o inimigo. Com uma educação adequada na Escola, não tardarão a compreender claramente quem é o verdadeiro inimigo, e seu ódio por ele se tornará ainda maior.
A Escola deve ministrar diariamente e com eficiência uma educação que eleve a consciência de classe dos alunos, de modo que estudem bem e levem uma vida saudável, adquirindo uma profunda consciência de para quem e como devem viver e estudar.
Por outro lado, é necessário intensificar o ensino dos conhecimentos gerais básicos.
No passado, aqueles que hoje são alunos da Escola para os Familiares dos Mártires Revolucionários de Mangyongdae não tiveram a oportunidade de estudar, sendo submetidos a maus-tratos e perseguições insuportáveis pela "culpa" — quando, na realidade, era justamente o contrário — de seus pais serem revolucionários. Levando isso em consideração, a Escola deve dedicar atenção ao ensino abundante dos conhecimentos gerais básicos. Como o período escolar é aquele em que se forma nos alunos da Escola a concepção revolucionária do mundo, fundamentada na dialética materialista, intensificar o ensino dos conhecimentos gerais básicos na Escola é de suma importância para acelerar a formação dessa concepção do mundo.
Desenvolvendo esse ensino de acordo com o nível de preparação dos alunos, a Escola lhes proporcionará conhecimentos abrangentes sobre a natureza e a sociedade e estabelecerá as bases para que possam receber, no futuro, uma educação superior. Em especial, deve dedicar séria atenção para que os alunos assimilem conhecimentos científicos e técnicos avançados.
Simultaneamente ao ensino dos conhecimentos gerais básicos, a Escola deve também fortalecer a instrução militar.
Isso é importante tanto para forjar os alunos quanto em função da situação de nosso país. A metade sul de nosso país está ocupada pelos imperialistas ianques, e nossa pátria continua sem ser reunificada. Enquanto existir imperialismo no mundo, devemos nos esforçar ao máximo para aumentar a capacidade de defesa nacional e formar excelentes quadros militares. Também deve ser intensificado o treinamento militar, a fim de dotar os alunos dos conhecimentos militares indispensáveis para assumir o comando de um pelotão. Além da preparação militar, é necessário proporcionar aos alunos uma boa preparação física.
Forjá-los no cadinho da prática revolucionária é uma medida importante para educá-los como fervorosos revolucionários.
Somente o contínuo forjamento em meio a essa prática permitirá que os alunos se tornem revolucionários inflexíveis, que não se curvem diante de nenhuma dificuldade ou obstáculo. Cabe também à Escola forjar incessantemente os alunos, não apenas por meio da intensificação da vida orgânica e da disciplina, mas também através das práticas de trabalho. Seria conveniente organizar frequentemente visitas às fábricas e ao campo, despertando seu entusiasmo, e incentivá-los a participar ativamente do trabalho de propaganda política e das atividades dos círculos artísticos.
A Escola deverá organizar o horário diário de maneira mais racional, para que os alunos possam viver sempre cheios de otimismo e disposição.
Os alunos da Escola são melancólicos e sombrios por terem crescido, no passado, malvestidos, famintos e submetidos a maus-tratos e desprezo. A Escola deve organizar sua vida extracurricular de maneira diversificada, para que todos possam viver em um ambiente otimista e crescer vigorosamente, tocando instrumentos musicais e jogando futebol.
Para melhorar e fortalecer o trabalho docente-educativo com os alunos, é indispensável elevar decisivamente a qualidade dos professores.
O nível intelectual alcançado pelos alunos dependerá principalmente da competência dos professores. Somente se estes possuírem um elevado nível de competência será possível proporcionar aos alunos uma melhor formação intelectual. A Escola deve intensificar os estudos entre os professores para elevar sua qualificação. Sobretudo, deve cuidar para que os professores assimilem amplos conhecimentos militares. Trata-se de fazer com que, se os professores da Escola instruírem, por exemplo, 100 alunos, todos eles se tornem quadros competentes.
Convém também corrigir a estrutura orgânica da Escola.
O melhor seria que todas as suas atividades e seu sistema estrutural fossem adaptados às práticas do exército. Em outras palavras, todas as atividades devem ser realizadas segundo um sistema militar ordenado, desde a vida dos alunos até a administração da Escola, para que o corpo discente viva em um ambiente de rigorosa disciplina militar. Se a Escola para os Familiares dos Mártires Revolucionários de Mangyongdae for administrada segundo um sistema militar, é aconselhável que o Ministério da Educação se encarregue da direção de seu trabalho administrativo e do conteúdo do ensino, enquanto o Ministério da Defesa Nacional deverá ajudá-la na instrução militar dos alunos.
Até agora, o Ministério da Educação demonstrou grande negligência em sua função de dirigir a Escola, supondo que essa responsabilidade cabia ao Ministério da Defesa Nacional. A principal responsabilidade por nem tudo ter corrido bem no trabalho docente-educativo da Escola para os Familiares dos Mártires Revolucionários de Mangyongdae recai, mais do que sobre qualquer outro, sobre os funcionários do Ministério da Educação. De agora em diante, este deverá dirigir a Escola com responsabilidade.
Com vistas a melhorar o trabalho da Escola, seus professores e funcionários devem estar unidos monoliticamente. Somente assim poderão cumprir com êxito as pesadas tarefas revolucionárias que a Escola tem pela frente.
Ouvi dizer que, às vezes, surgem disputas entre os instrutores militares e os professores a respeito da superioridade de suas respectivas patentes. Isso é inadmissível. Não há superioridade nem inferioridade de patente entre os instrutores militares e os professores; eles apenas se diferenciam pelas funções que cada um desempenha, e todos servem à educação dos filhos dos mártires.
Os dirigentes da Escola também devem procurar alcançar maior coesão e prestar mais ajuda mútua em suas tarefas. Na ausência dessa unidade, não poderão exercer devidamente sua função educativa nem estabelecer a disciplina na Escola.
A desunião entre os professores e os demais funcionários deve-se à incompetência da organização do Partido na Escola. O Partido é uma organização política que reúne os revolucionários e constitui uma arma de luta; contudo, a organização partidista da Escola não se esforçou para pôr fim aos fenômenos negativos que se manifestavam entre os professores e funcionários, esquecendo-se de sua missão principal. Como resultado de não ter desempenhado devidamente seu papel, as deficiências do pessoal da Escola acumularam-se continuamente, a ponto de o Comitê Político ter hoje de criticá-las.
Cabe aos funcionários da Escola, ao retornarem à sua instituição, convocar uma reunião da célula do Partido dos professores e funcionários para criticar seriamente essas deficiências no trabalho e na vida e corrigi-las sem falta. A organização do Partido na Escola deve intensificar a vida orgânica entre os quadros e militantes, para que fortaleçam incessantemente seu espírito partidista e se unam ainda mais como camaradas.
O Partido deve prestar atenção à questão do ensino e da educação dos filhos dos mártires revolucionários. Estes são nossos sucessores, tão preciosos quanto o ouro. Não devemos poupar nada quando se trata deles.
Alguns funcionários demonstram pouco interesse pela educação dos filhos dos mártires revolucionários. As organizações locais do Partido não se empenham tanto quanto deveriam em procurá-los e encaminhá-los à Escola. Também há negligência no fornecimento pontual de carvão e de outros materiais necessários.
As organizações partidistas de todos os níveis e os funcionários, tendo plena consciência dos objetivos e da importância da Escola para os Familiares dos Mártires Revolucionários de Mangyongdae, deverão concentrar ainda mais sua atenção no trabalho de educá-los.
As organizações partidistas de todos os níveis deverão continuar procurando, nas localidades, todos os filhos dos revolucionários que tombaram e encaminhá-los à Escola. Junto com isso, deverão trabalhar ainda melhor para solucionar oportunamente os problemas que essa instituição enfrenta.
Espero que vocês, tomando por base o espírito da reunião de hoje, corrijam o quanto antes as deficiências do passado e promovam uma nova virada no ensino e na educação dos filhos dos mártires revolucionários.

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