À medida que a geração muda e a revolução avança, tenhamos uma consciência de classe anti-imperialista mais forte
Visitando o condado de Pyongwon
O grande Dirigente camarada Kim Jong Il ensinou:
"A natureza da classe exploradora jamais muda."
A sala de educação de classe localizada em Songsok-ri, condado de Pyongwon, é uma casa de granito de três andares que pertencia a um latifundiário chamado Kim, que, antes da libertação, possuía grandes extensões de terra naquela localidade e sugava impiedosamente o sangue e o suor dos camponeses. Aquele homem, que originalmente vivia em uma imponente casa de 99 cômodos, obrigou os camponeses a transportar, de locais situados a dezenas de ris, mais de 2.200 pedras, pesando entre 150 quilos e uma tonelada cada, para construir a casa de pedra.
No pavilhão de educação de classe do condado, pudemos conhecer o testemunho de Ri Jong Phil, que relata o ressentimento impregnado naquela casa de pedra.
Tudo aconteceu na primavera do ano em que Jong Phil, que trabalhava como criada na casa do latifundiário, completou 12 anos. Naquele dia, como de costume, Jong Phil carregava nas costas o filho do latifundiário para levá-lo à escola. Ao percorrer uma ladeira, acabou pisando em falso e caiu junto com a criança. Pouco depois, quando Jong Phil entrou em casa, o latifundiário, que estava à espreita junto ao portão principal, arrancou a grande tranca e golpeou impiedosamente sua cabeça. Depois, arrastou-a pelo pátio, enquanto ela, caída e segurando a cabeça de onde jorrava sangue, foi amarrada a uma árvore. Em seguida, reuniu ali mais de 20 criados que trabalhavam em sua casa e, dizendo que lhe daria uma lição para fazê-la perder aquele mau hábito, cometeu toda sorte de crueldades, inclusive queimando seus pés com espetos de ferro aquecidos no fogo.
Tais atos cruéis daquele homem não foram praticados apenas contra Jong Phil.
Na casa do latifundiário trabalhava também Yong Thae, responsável pela alimentação dos cavalos. Ele havia sido levado àquela casa para trabalhar como criado em substituição à "dívida" que seu pai, morto ao cair do terceiro andar durante a construção da casa de pedra, não conseguira quitar.
Certo dia, o latifundiário voltou para casa depois de percorrer os campos de arroz a cavalo. Como Yong Thae não havia trazido a tempo o apoio utilizado para montar e desmontar do cavalo, espancou-o com uma pá e o matou naquela mesma noite.
Com a libertação do país, o latifundiário fugiu, mas, durante o período de retirada estratégica temporária da Guerra de Libertação da Pátria, voltou a se infiltrar naquela casa de pedra junto com seu filho. Afirmando que cobraria em sangue, e não em arroz, os arrendamentos que não conseguira receber durante cinco anos, os dois arrastaram os camponeses mais combativos para o porão, submeteram-nos a torturas cruéis e os assassinaram.
A família de Jong Phil também não foi poupada.
Rangendo os dentes de ódio porque os antigos criados haviam se tornado membros do Partido do Trabalho, aqueles homens assassinaram cruelmente seu marido e seus dois filhos diante de seus olhos.
Quando ela perdeu os sentidos e caiu, os criminosos, tomados pela crueldade, gritavam que morrer daquela maneira seria uma felicidade excessiva e que deveriam fazê-la recuperar a consciência para que morresse depois de sofrer dores ainda maiores. Entretanto, essa conspiração assassina dos inimigos de classe não pôde ser concretizada devido à impetuosa contraofensiva do Exército Popular, e Ri Jong Phil conseguiu sobreviver por um verdadeiro milagre.
Até o dia de sua morte, ela contou às gerações posteriores o ressentimento impregnado naquela casa de pedra e pediu-lhes que vingassem aqueles crimes multiplicando a vingança por mil e dez mil vezes.
Ainda hoje, aquela casa de pedra impregnada de ressentimento grava profundamente nas novas gerações a lição da luta de que os inimigos de classe são inimigos principais e imutáveis, com os quais jamais poderemos viver sob o mesmo céu, e que devemos exterminá-los até o último.

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