terça-feira, 28 de maio de 2019

Elevam-se as vozes de denúncia em todo o mundo contra as manobras para o reforço do bloqueio anti-Cuba


Recentemente os Estados Unidos pôs em vigor a Lei "Helms-Burton"

A lei, fabricada pelos EUA em 1996, é chamada "Helms-Burton" porque foi criada pelos senadores Jesse Helms e Dan Burton.

A lei foi criada depois que dois aviões estadunidenses foram abatidos pela força aérea cubana. Naquele tempo os EUA afirmou que foram abatidos em águas internacionais.

O propósito da Lei "Helms-Burton" dos EUA é impedir que empresas estrangeiras mantenham relações econômicas e comerciais com Cuba, sufocando a economia do país.

Assim que a Lei "Helms-Burton" foi aprovada pelo Congresso dos EUA, ela encontrou resistência do Canadá e da União Européia.

Todavia, os Estados Unidos colocou em vigor o Título III da lei.

Esta disposição estipula que os estadunidenses que tiveram seus bens confiscados por Cuba após a vitória da Revolução Cubana podem mover processos por meio dos tribunais estadunidenses contra qualquer pessoa ou empresa que realize comércio com Cuba.

Analistas demonstram preocupação que os movimentos dos EUA diminua o interesse de investidores em Cuba e leve a ações judiciais nos tribunais dos EUA.

Cuba é firme contra a hostilidade dos EUA.

O presidente do Conselho de Estado de Cuba, Miguel Díaz-Cañel, twittou recentemente que Cuba está pronta para lidar com ações dos EUA.

Ele disse que os EUA colocaram a Lei "Helms-Burton" em pleno vigor para sufocar Cuba economicamente, argumentando que ela é ineficaz em Cuba.

Anteriormente, José Ramón Machado, segundo secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, também declarou que a tentativa dos EUA de colocar Cuba sob suas rédeas está fracassando. Ele também disse que a nação deve estar completamente preparada para se defender contra a crescente ameaça dos Estados Unidos.

O Ministro das Relações Exteriores de Cuba definiu a Lei "Helms-Burton" como a "Lei do garrote".

Analistas dizem que a atual administração dos EUA está adotando uma linha dura em disputa comercial com empresas europeias que têm fortes relações econômicas e comerciais com a Venezuela, e o próximo passo são as empresas intimamente ligadas à Cuba, como forma de barganha.

Há um grande clamor internacional contra a implementação da Lei "Helms-Burton".

Um porta-voz da União Europeia disse que a aplicação da lei americana Helms-Burton é uma clara violação da lei internacional e que a UE tomará medidas em relação à aplicação desta lei.

A Organização Mundial do Comércio também condenou a ação unilateral dos EUA e prometeu reagir a ela.

O Canadá também posicionou-se dizendo que a medida estadunidense viola a lei internacional e que trabalhará junto à União Europeia para defender seus interesses.

O Ministro das Relações Exteriores da Rússia condenou os EUA por impor sanções contra empresas estrangeiras que operam em Cuba por meio da citada lei que, segundo ele, é inaceitável.

Não muito tempo atrás, a Comunidade do Caribe realizou uma reunião em Granada e emitiu uma declaração contra as hostilidades dos EUA contra Cuba.

Agências de notícias estrangeiras também criticaram os EUA por suas ações, dizendo que pode encontrar-se isolado se segue desafiando a opinião mundial e as intenções de muitos países.

Por: Pak Jin Hyang (Rodong Sinmun)

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