quarta-feira, 22 de abril de 2026

A degeneração moral e espiritual acelera a ruína do capitalismo

Os políticos do Ocidente e seus porta-vozes, que outrora falavam com tanto alarde sobre a “eternidade” do capitalismo, nos últimos anos passaram a discutir com mais frequência a crise do capitalismo.

O ponto essencial dessas discussões é que as contradições internas, os conflitos e as divergências cada vez mais agudas que se manifestam no mundo ocidental levam à conclusão de que a civilização ocidental enfrenta um grave declínio, e que seus sinais também aparecem na corrupção e na decadência moral, revelando-se especialmente em estados mentais deformados e na pobreza intelectual.

A revista russa na internet “Novoye Vostochnoye Obozreniye”, em um artigo intitulado “A crise do Ocidente continuará se agravando”, transmitiu o seguinte.

"Estamos testemunhando muitos sinais de que as grandes potências do Ocidente estão, na prática, tornando-se impotentes. Esses fenômenos de crise estão claramente refletidos no relatório do chamado 'Clube de Roma'. Os autores do relatório afirmam: 'A crise atual não tem caráter cíclico, mas está se agravando continuamente. Ela não se limita apenas à natureza que nos cerca, mas inclui crises sociais, políticas, culturais e morais, crise da democracia, crise ideológica e crise do sistema capitalista.'"

Isso mostra que o futuro do capitalismo está se tornando cada vez mais sombrio.

É claro que os políticos ocidentais ainda se apegam à expectativa quanto ao futuro do capitalismo, vangloriando-se de sua relativa superioridade econômica e tecnológica e alegando que podem superar a crise e alcançar um rápido desenvolvimento.

No entanto, o desenvolvimento da sociedade não é determinado apenas pela economia e pela tecnologia.

Nenhuma sociedade pode existir separada do ser humano. Quem cria a riqueza material é o ser humano, e quem desenvolve a tecnologia também é o ser humano. A sociedade evolui por meio da atividade prática ativa das pessoas. Quando o ser humano desenvolve continuamente sua capacidade intelectual e, ao mesmo tempo, se aperfeiçoa moral e espiritualmente, a sociedade pode avançar incessantemente rumo a um futuro luminoso e garantir sua permanência.

Mesmo possuindo grande riqueza, uma sociedade em que o ser humano esteja moral e espiritualmente doente não pode ter um futuro brilhante nem manter sua existência para sempre.

A história não conhece precedentes de países moral e espiritualmente corrompidos que tenham alcançado o status de grandes potências. A principal razão pela qual impérios que no passado exibiam enorme poder militar e econômico acabaram afundando foi precisamente a corrupção moral e espiritual.

Um país que ignora a influência da consciência ideológica e da moral nas relações sociais, ou que considera a moral como um adorno desnecessário, é como um grande depósito de imundície.

Assim como um exército que se desintegra espiritualmente e se degrada moralmente perde a guerra, um país onde faltam a consciência ideológica e a moral das pessoas, por mais forte que seja seu potencial econômico e militar, torna-se inevitavelmente frágil e acaba desmoronando como uma parede encharcada.

O capitalismo está correndo justamente por esse caminho. Nesse mundo, a decomposição moral e espiritual do ser humano se acelera, e surgem diariamente pessoas que, embora tenham aparência humana, agem como feras ou como inválidos espirituais. Embora os países capitalistas propagandeiem a abundância material, a riqueza desvinculada da moral não contribui para o desenvolvimento humano, mas torna-se um catalisador para sua degradação moral e espiritual.

Não poucos indivíduos no Ocidente também consideram que o capitalismo está apodrecendo, sofrendo graves enfermidades ideológicas, culturais e morais, e avançando passo a passo para a ruína.

O problema é que não há em lugar algum uma solução ou medida capaz de impedir isso. Na sociedade capitalista, a corrupção moral e espiritual do ser humano é um resultado inevitável gerado pelo próprio sistema baseado no individualismo.

Para que o ser humano sobreviva e se desenvolva, deve existir uma relação de cooperação baseada na confiança e na ajuda mútua. Contudo, na sociedade capitalista, é considerado normal e legítimo buscar o próprio interesse mesmo à custa dos outros, desfrutar de conforto sacrificando os demais, e agir sem se importar com o destino alheio. A satisfação dos desejos individuais torna-se a própria verdade. As pessoas colocam os interesses individuais acima dos interesses sociais, e isso determina e domina todas as relações sociais. Como resultado, entre as pessoas existem apenas desconfiança, conflito, ódio e antagonismo. O capitalismo é um lugar onde se deve apertar o pescoço do outro para sobreviver.

Na realidade, nos países capitalistas, enganar, oprimir e atacar uns aos outros tornou-se algo cotidiano, e males sociais como imoralidade, assassinato e saque proliferam.

No mundo ocidental, o ser humano não é visto como o ser mais valioso dotado de consciência independente, mas como um meio para a produção de mercadorias; não como um ser capaz de abrir seu próprio destino com sua criatividade, mas como um ser impotente dominado pelo dinheiro. Na sociedade capitalista, onde o dinheiro é onipotente, o único critério de ação é quanto dinheiro se pode ganhar em quanto tempo. A racionalidade saudável, a dignidade e o amor são tratados como subprodutos sociais, e o próprio ser humano é degradado a objeto de desprezo.

Na sociedade capitalista, a corrupção moral e espiritual do ser humano atingiu um nível irreversível.

A pobreza na esfera da vida cultural e espiritual está se acelerando, destruindo tudo o que é humano.

O ser humano não apenas busca viver fisicamente saudável com uma vida material satisfatória, mas também desenvolver-se cultural e espiritualmente. Para elevar qualitativamente a vida social de acordo com a natureza humana, é necessário promover tanto a vida material quanto a espiritual.

Entretanto, os capitalistas, que são os governantes reais do Ocidente, desejam que as massas trabalhadoras se tornem escravas do capital e, por isso, esforçam-se freneticamente para degenerar e tornar reacionária a vida cultural e espiritual. Assim, os meios de comunicação difundem amplamente ideias e culturas desumanas que paralisam o corpo e a mente das pessoas, bem como estilos de vida burgueses decadentes. Luxo, desperdício desordenado e vida dissoluta são propagandeados como sendo “abundância” e “civilização”.

Essa chamada “civilização” visa eliminar completamente a própria essência humana, cuja base é a independência. Atos perversos que antes eram condenados como piores que comportamentos animais agora recebem proteção governamental e legal.

Em certos países ocidentais, foram promulgadas leis que destroem todos os vínculos com os fundamentos morais e incentivam a proliferação de comportamentos desviantes, com o objetivo de manter seu sistema social antipopular.

Não é por acaso que estudiosos ocidentais afirmam que, no mundo capitalista, vícios morais semelhantes aos da Idade das Trevas estão hoje organizados e amplamente disseminados, que a vida na civilização ocidental se baseia na ganância e que o dinheiro constitui o fundamento de todos os seus valores, caracterizando-a como uma nova era de ignorância.

De fato, nos países capitalistas, propagandas que exaltam a busca de riqueza, a especulação e o hedonismo, baseadas na ganância extrema, alcançam vendas recordes a cada ano. O número de viciados em drogas e álcool e de indivíduos degradados cresce rapidamente, e inúmeras pessoas estão se tornando inválidos físicos e mentais. Até mesmo jovens abusam abertamente de drogas e álcool.

No Japão, os crimes relacionados a drogas entre jovens estão aumentando rapidamente. No ano passado, 6.832 pessoas estiveram envolvidas em crimes desse tipo, mais de 70% delas jovens na faixa dos 10 e 20 anos. Mais de 40% dos jovens criminosos realizaram transações de drogas por meio da internet.

A situação em outros países capitalistas não é muito diferente. Muitos estudantes universitários já não conseguem passar um dia sem consumir drogas. Em certo país, quase metade dos jovens entrevistados declarou usar cannabis regularmente.

Na sociedade capitalista, o empobrecimento da vida cultural e espiritual corrói impiedosamente as relações humanas e morais.

As relações entre pais e filhos reduzem-se a relações de herança, e matar os próprios pais por dinheiro tornou-se algo comum. O abuso de crianças por pais e o abuso de idosos por filhos tornaram-se problemas sociais graves. Em um país ocidental, chegou-se ao ponto de elaborar uma “estratégia para o futuro das crianças visando prevenir abusos”, o que comprova essa realidade.

No Ocidente, as relações humanas são regidas pela lei da selva, e apenas a “moral” do vencedor, que pisa nos outros para satisfazer seus interesses e ganância, é exaltada. Assim, desconfiança, inveja e hostilidade tornaram-se relações comuns entre as pessoas.

Nos Estados Unidos e em vários outros países capitalistas, as pessoas carregam armas sob o pretexto de “autodefesa” e atiram indiscriminadamente ao menor incômodo. Esse fenômeno tornou-se algo corriqueiro no mundo ocidental.

O sistema capitalista transformou o ser humano em uma besta sem moral, em um inválido espiritual.

Segundo uma pesquisa nacional divulgada pelo instituto de opinião pública Gallup, a maioria dos entrevistados lamentou a deterioração dos valores morais no país e expressou preocupação com o aumento contínuo da criminalidade e o agravamento da situação social.

A decadência de um sistema social começa pela degeneração da esfera espiritual e cultural do ser humano. O Ocidente, onde a humanidade das pessoas está sendo continuamente destruída, não pode ter futuro.

Com a agravante doença crônica da corrupção moral e espiritual, o capitalismo está acelerando sua marcha rumo ao túmulo da história, produzindo todos os tipos de males sociais.

Ri Hak Nam

Rodong Sinmun

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