Alguns países europeus, falando de uma suposta “frota sombra”, estão cometendo abertamente atos de pirataria em alto-mar. Interceptam indiscriminadamente navios considerados ligados à Rússia e os conduzem à força para seus portos.
Recentemente, a Bulgária tomou a medida de entregar aos Estados Unidos dois cidadãos russos que haviam sido detidos no país no final do ano passado.
O Japão também se apega obstinadamente às ações antirrussas.
De acordo com um relatório divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores da Rússia em outubro do ano passado, devido às políticas hostis das autoridades japonesas, os direitos socioeconômicos dos cidadãos russos residentes no Japão estão sendo seriamente violados. Diante das representações diplomáticas e consulares russas ocorrem regularmente distúrbios e manifestações, e ameaças telefônicas não cessam. Nos meios de comunicação e na internet proliferam argumentos de que, para recuperar as ilhas Curilas do Sul, seria inevitável alinhar-se com a Ucrânia.
Nesse contexto, a questão do apoio militar à Ucrânia veio à tona abertamente.
Recentemente, o Japão decidiu participar da compra de armamentos para as forças ucranianas. Também decidiu cooperar com a Ucrânia no campo da produção de drones.
A Rússia já advertiu que qualquer tentativa do Japão de fornecer equipamentos militares e tecnologia que possam ser usados para matar cidadãos russos será considerada um ato hostil contra o país, acrescentando que, caso tais medidas sejam implementadas, inevitavelmente serão seguidas por ações contundentes que causarão grandes prejuízos em áreas sensíveis do Japão.
Quando, em outubro do ano passado, a primeira-ministra japonesa expressou disposição de resolver a questão territorial e concluir um tratado de paz com a Rússia, esta afirmou que nada havia mudado na política japonesa em relação à Rússia, enfatizando que a renúncia à atual linha antirrussa é condição prévia para a retomada do diálogo. Acrescentou ainda que não foi a Rússia, mas sim o Japão, que escolheu essa linha não amistosa.
Posteriormente, o governo russo voltou a afirmar que o diálogo bilateral só será possível quando o Japão abandonar, não apenas em palavras, mas também na prática, sua linha antirrussa, cessar tentativas de prejudicar as relações bilaterais e adotar medidas concretas e substanciais para sua melhoria.
A realidade mostra que nada mudou na política antirrussa do Japão.
A Rússia está respondendo com firmeza às agressivas manobras de confronto do Ocidente.
Declarou que responderá com todos os meios necessários às tentativas da OTAN e da União Europeia de transformar o mar Báltico e outras águas em “águas internas”, enquanto praticam abertamente atos de pirataria. Em relação à Bulgária, que entregou cidadãos russos aos Estados Unidos, qualificou-a como um fantoche dos EUA.
A Rússia também está reagindo de forma contundente ao Japão, que busca fornecer apoio militar à Ucrânia.
Em resposta às contínuas sanções antirrussas do Japão, a Rússia já proibiu indefinidamente a entrada no país de cerca de 30 cidadãos japoneses, incluindo um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.
Desta vez, declarou sua posição de adotar medidas de resposta inevitáveis e firmes contra o Japão, que procura participar no fornecimento de equipamentos militares à Ucrânia.
A posição do governo russo de enfrentar com firmeza as manobras de confronto do Ocidente conta com amplo apoio do povo russo.
Ho Yong Min

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