História contada pelo senhor Kim Thaek Yong, residente em Taedongmun-dong, no Distrito Central de Pyongyang.
O estimado camarada Kim Jong Un disse:
"Nossos confiáveis membros da União das Crianças, também no passado, herdando as tradições revolucionárias do Corpo das Crianças Antijaponesas, hastearam orgulhosamente a bandeira da União das Crianças da Coreia e lutaram corajosamente pela pátria e pelo povo, realizando muitas ações dignas."
Há algum tempo, visitamos a casa do senhor Kim Thaek Yong, que vive em Taedongmun-dong, no Distrito Central de Pyongyang.
Ele é um dos meninos vingadores que lutaram corajosamente contra os imperialistas estadunidenses durante o período de retirada estratégica temporária na Guerra de Libertação da Pátria.
Na época, ele tinha 9 anos, ainda um menino que necessitava da proteção e do cuidado dos pais. Ninguém acharia estranho que, ao ouvir o som de tiros ao longe, ele corresse para os braços da mãe ou se apressasse em evacuar para um lugar seguro fora do alcance dos inimigos.
Mas ele seguiu o caminho da eliminação do inimigo. Então, por que ele se tornou um vingador em tão tenra idade?
Quando lhe perguntamos isso, ele mergulhou em profunda reflexão e permaneceu em silêncio por um tempo.
"Durante o período de retirada estratégica temporária na Guerra de Libertação da Pátria, perdi minha mãe e meus dois irmãos em um instante."
Ao iniciar assim seu relato, o rosto do antigo menino vingador se encheu de indignação e dor.
Sua terra natal era uma aldeia na então cidade de Songjin.
Antes da libertação, sua mãe sofreu todo tipo de dificuldades para sustentar sozinha os filhos pequenos, depois que seu marido foi preso sob a acusação de ser um “elemento subversivo”.
Com a libertação do país, ocorreu uma mudança dramática em suas vidas.
Seu pai, que voltou à terra natal, trabalhou dia e noite na siderúrgica para retribuir a benevolência do país que o havia tornado dono da nação e da fábrica, enquanto sua mãe também se dedicou à construção do novo Estado.
Alguns anos depois, ele começou a frequentar a escola.
Naqueles tempos sem pátria, ele havia sido como uma pedra rolando à beira do caminho, destinado a murchar antes mesmo de florescer.
Mas a calorosa primavera da libertação aqueceu seu coração congelado. No luminoso ambiente escolar, ele pôde desenvolver plenamente seus talentos. Seu jovem coração encheu-se de sonhos e esperanças para o futuro.
Contudo, as nuvens de guerra trazidas pelos invasores imperialistas estadunidenses roubaram tudo isso.
Seu pai, operário da siderúrgica, partiu em evacuação organizada, e sua mãe passou dias ocupada apoiando o esforço de guerra junto aos moradores da aldeia.
Então, um dia, devido ao bombardeio brutal dos invasores estadunidenses, ele perdeu, em um instante, sua mãe e seus dois irmãos. Ao retornar de uma reunião da União das Crianças na escola, ele abraçou os corpos frios de seus familiares e, tomado por um desespero indescritível, golpeou o chão com seus pequenos punhos. Sem perceber, deixou escapar estas palavras:
"Hei de cobrar o preço do sangue."
Sua determinação de eliminar o inimigo se fortaleceu ainda mais com o início da retirada estratégica temporária.
Os invasores que pisaram sua terra natal com botas ensanguentadas cometeram massacres horrendos, assassinando indiscriminadamente homens, mulheres, idosos e crianças inocentes.
A aldeia transformou-se instantaneamente em um terrível matadouro humano. Essa realidade cruel encheu todo o seu ser de um ardente desejo de vingança contra o inimigo.
Com a firme consciência de classe de que era preciso lutar até o fim para defender sua aldeia e sua escola, ele e outros quatro meninos da aldeia reuniram-se um dia. Era o encontro dos jovens vingadores.
Naquele dia, deram as mãos com firmeza e juraram lutar corajosamente contra os invasores estadunidenses. Discutiram também medidas concretas, como elevar a confiança do povo na vitória por meio de slogans e panfletos, além de apoiar material e moralmente o Exército Popular.
A partir de então, os jovens vingadores lutaram bravamente contra o inimigo.
Os slogans e panfletos que colavam e distribuíam inspiravam nova confiança na vitória entre o povo, ao mesmo tempo em que provocavam inquietação e medo entre os inimigos. Onde quer que fossem, cortavam as linhas de comunicação dos inimigos e incendiavam depósitos de combustível.
Movidos pelo ódio ao inimigo, contribuíram grandemente para a libertação de sua terra natal.
Após a guerra, conforme seu desejo, ele ingressou no Exército Popular da Coreia e tornou-se piloto. Carregando o ódio contra os imperialistas estadunidenses que lhe tiraram a mãe e os irmãos, voou pelos céus em missões de vingança.
Por meio do relato heroico do antigo menino vingador, reafirmamos mais uma vez a verdade de que, se se possui uma firme consciência de classe e um elevado espírito de enfrentamento contra os inimigos de classe, incluindo os imperialistas estadunidenses, mesmo jovens de pouca idade podem lutar contra eles e vencê-los.
Sin Chol

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