Recentemente, as autoridades israelenses aprovaram a construção de 34 novos assentamentos na região da Cisjordânia. Diz-se que esses assentamentos serão construídos em áreas onde até agora não viviam judeus.
Israel já estabeleceu um plano para anexar 82% da Cisjordânia. Entrou agora em uma fase concreta para sua realização.
Em meados de fevereiro, quando as autoridades israelenses tomaram medidas adicionais para reforçar o controle sobre a Cisjordânia e facilitar a compra de terras por colonos, o ministro das finanças, conhecido como figura de extrema-direita, chegou a falar de uma suposta “revolução de assentamentos”, declarando que “fortaleceremos o controle sobre todo o nosso território”. Na época, uma organização que monitorava as atividades de assentamento afirmou que, devido às medidas de Israel, os palestinos poderiam perder metade da Cisjordânia.
Desde a Guerra dos Seis Dias de 1967, Israel confiscou terras palestinas na Cisjordânia e estabeleceu o primeiro assentamento judaico, passando desde então a instalar mais de 700 mil judeus — cerca de 10% de sua população — na região.
Construindo assentamentos um a um e expandindo gradualmente sobre o território palestino, Israel agora adota métodos ainda mais agressivos, ampliando maciçamente os assentamentos e anexando grandes extensões de terra de uma só vez. A decisão de construir nada menos que 34 novos assentamentos demonstra isso claramente.
Segundo um relatório divulgado pela ONU, somente no período de 1º de novembro de 2024 a 31 de outubro de 2025, Israel expulsou mais de 36 mil palestinos na Cisjordânia, incluindo Al-Quds Oriental, enquanto intensificava a expansão ilegal de assentamentos. Nesse período, ocorreram cerca de 1.730 incidentes em que colonos judeus atacaram palestinos, causando mortes, ferimentos e danos materiais.
Sempre que a comunidade internacional condena fortemente a expansão dos assentamentos, Israel insiste que outros governos não têm o direito de restringir o direito dos judeus de viver em sua própria terra, alegando que tais exigências são moralmente erradas e constituem discriminação — uma inversão de responsabilidades típica de quem comete o ato.
Esse comportamento indica que Israel pretende provocar ainda mais derramamento de sangue no futuro.
Israel também busca tomar completamente a mesquita Al-Aqsa, local sagrado do islamismo situado em Al-Quds Oriental.
Atualmente, a extensão das ações de apropriação territorial de Israel não se limita à Cisjordânia.
Recentemente, o exército israelense iniciou uma nova operação para demolir todas as casas em vilas ao longo da fronteira com o Líbano que estão sob sua ocupação. A operação, denominada “Arado de Prata”, é justificada sob o pretexto de que essas casas seriam usadas como “bases avançadas do terrorismo”. O ministro da defesa declarou que todos os moradores da região não poderão retornar ao sul do rio Litani, acrescentando “até que a segurança do norte de Israel seja garantida”. Considerando que a “garantia de segurança” é um pretexto recorrente para agressões, isso equivale, na prática, a uma declaração de ocupação permanente.
As ações imprudentes de Israel vêm sendo fortemente criticadas e condenadas não apenas pelo mundo árabe, mas também por muitos países que desejam uma solução rápida para a questão palestina.
Para Israel, a agressão se traduz na expansão de assentamentos, e a expansão de assentamentos, por sua vez, constitui agressão.
Aproveitando-se da atual crise no Oriente Médio, Israel busca continuar expandindo assentamentos ilegais e alterar o status jurídico de territórios palestinos, incluindo Al-Quds Oriental e a Cisjordânia.
Ao intensificar abertamente a agressão e a guerra de extermínio para expandir seu território, Israel expõe cada vez mais claramente perante a comunidade internacional sua face como destruidor da paz no Oriente Médio.
Ho Yong Min

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