segunda-feira, 27 de abril de 2026

Discurso do estimado camarada Kim Jong Un na cerimônia de inauguração do Museu Comemorativo aos Méritos de Combate na Operação Militar no Exterior

Pyongyang, 26 de abril de 2026

Oficiais e demais combatentes da unidade de operação no exterior do Exército Popular da Coreia que participam deste ato com a sagrada missão e a grande honra,

Oficiais e soldados do Exército Popular,

Familiares dos mártires da operação militar no exterior,

Cidadãos de Pyongyang,

Construtores militares, funcionários e criadores que concluíram com êxito e grande responsabilidade esta importante obra de construção,

Membros da delegação oficial da Federação Russa que visitaram Pyongyang para celebrar conosco este momento significativo e estimados amigos,

Camaradas:

Hoje realizamos a cerimônia inaugural do Museu Comemorativo aos Méritos de Combate na Operação Militar no Exterior, consagrado a transmitir eternamente as façanhas heroicas e o nobre espírito dos orgulhosos filhos da República Popular Democrática da Coreia que deram suas valiosas vidas à sagrada luta pela justiça e pela dignidade.

Em nossa capital, que os valentes guerreiros tinham como o mais sagrado e veneravam invariavelmente, a pátria ergueu uma tribuna de honra, morada solene de sua valiosa existência e espírito, e está prestes a acolher com amor a todos eles.

Assim como seus familiares, que contemplando de perto este lugar aguardaram ansiosamente o dia em que acolheria seus entes queridos, todos os seus companheiros de armas, todos os militares e todo o povo aguardamos este momento para depositar na tribuna as flores por sua eternidade, percebendo com profundo respeito o aspecto heroico e o grande valor de nosso exército, que no passado não soubemos apreciar plenamente.

Com este ardente desejo e sinceridade como base, foi erguido este espaço que perpetuará a condição dos mártires como filhos genuínos e orgulhosos da pátria.

Por fim, concretizou-se o desejo de trazer os restos mortais de todos os que tombaram jovens, cobri-los com a bandeira nacional e sepultá-los no caloroso solo pátrio; o anseio do exército de prestar-lhes a mais sincera saudação militar como companheiros de batalhas encarniçadas e de serviço; e a aspiração de todo o povo de agradecer e render tributo aos seus defensores como cidadãos deste país.

Em nome do Partido do Trabalho da Coreia e do Governo da República Popular Democrática da Coreia, estendo meus mais sinceros agradecimentos aos oficiais e soldados das unidades construtoras em todos os níveis, bem como aos funcionários e criadores das entidades correspondentes, que não pouparam esforços nem sabedoria na construção do museu, refletindo o ardente desejo de todo o povo e do exército de exaltar e eternizar a preciosa existência dos soldados caídos.

Muito obrigado aos estimados camaradas da delegação russa, presentes aqui como mensageiros da profunda recordação e obrigação moral do povo irmão.

Camaradas:

Hoje completa-se um ano do término da operação de libertação de Kursk.

Fiéis ao ideal da justiça, os exércitos coreano e russo lutaram ombro a ombro na mesma trincheira em prol da paz e da soberania, alcançando êxitos transcendentes no esforço de impedir o ressurgimento do fascismo e frustrar as ambições belicistas das forças hegemônicas.

Embora essas ações militares tenham sido realizadas em uma região determinada e por alguns meses, seus resultados adquirem enorme importância do ponto de vista estratégico.

Ao longo de toda a história da humanidade, coexistiram a justiça e a injustiça, e seu confronto foi intenso. Mas nunca como hoje as forças dominacionistas e despóticas irromperam com cinismo no centro do planeta numa tentativa de suprimir a aspiração à soberania e à liberdade, como a mais descarada e agressiva aliança reacionária de extrema direita, retirando a fina máscara que as cobria.

Nesta etapa sangrenta e decisiva, em que toda justa demanda pela autodeterminação política e pelo direito ao desenvolvimento de um país e de uma nação, bem como o cumprimento desse dever, se tornam alvo de violência, os exércitos coreano e russo, fiéis à sua nobre missão perante a pátria e a humanidade, demonstraram a força da justiça em combates sangrentos.

Com seu fervoroso senso de justiça e capacidade de superar a morte, provaram de forma eloquente que no planeta existe, sim, uma força capaz de destruir o mundo do mal inevitavelmente gerado pelo imperialismo e que jamais se pode conquistar a humanidade com a tirania da injustiça.

Nesse processo, os excelentes filhos de ambos os países estabeleceram um verdadeiro exemplo de fraternidade e derramaram abundante sangue por um objetivo comum.

Nenhuma contribuição é mais sagrada que o sacrifício da vida, e este constitui a expressão mais convincente do dever moral.

Na sagrada luta para aniquilar os invasores ucranianos, flagrantes violadores da soberania da fraterna nação russa, e libertar a região de Kursk, as unidades de nosso exército conquistaram uma vitória extremamente custosa com seu incomparável valor, heroísmo coletivo, espírito indomável e nobre sacrifício.

Sua valente façanha de repelir a invasão junto com os militares russos desbaratou as tentativas hegemônicas e as aventuras militares dos Estados Unidos e do Ocidente.

Os heróis, que merecem toda a honra de estarem aqui conosco, lideram esta formação empunhando nosso prestigioso e glorioso estandarte, com um espírito e uma fé que nem o fogo é capaz de quebrar.

Agora todos sabemos bem a razão pela qual sacrificaram sua juventude nos distantes campos de batalha.

No entanto, ainda não é de conhecimento público em que circunstâncias concretas caiu cada um deles e quais foram suas últimas vontades e pedidos.

É muito doloroso que não tenhamos podido reproduzir aqui seus últimos instantes em toda a sua dimensão.

Não haverá no mundo um museu que descreva com total fidelidade sua nobreza e reúna, sem temor de arrependimento, toda sua pureza e beleza.

Foi no próprio campo de batalha que nossos soldados, pouco conhecidos, simples e ingênuos no cotidiano, revelaram sua verdadeira essência.

A resistência tenaz e o ataque incessante daqueles que não se deixavam abalar por nenhuma pressão e não detinham o avanço mesmo ao cair, a lealdade à missão que não abandonavam nem no último instante, o sacrifício incomparável ao enfrentar a morte, a escolha épica entre a vida e a morte — tudo isso nos causou enorme admiração antes mesmo de impressionar o mundo, sendo algo sem precedentes, lendário e digno de veneração até mesmo para a geração vencedora da Guerra de Libertação da Pátria.

Seus excelsos sacrifícios pavimentaram solidamente o caminho das batalhas encarniçadas e, pisando sobre eles, nossas tropas anteciparam o dia da libertação.

O monumento simbólico deste museu não representa um único mártir em particular, mas o perfil dos valentes militares do Exército Popular da Coreia e a figura coletiva dos mártires e heróis que encarnam o espírito e o caráter do povo coreano.

O mundo espiritual do herói não se baseia apenas em seus méritos destacados, e sua façanha heroica não se realiza por um impulso momentâneo.

As encarniçadas batalhas em Kursk foram a continuação e uma etapa do serviço de nossos militares em prol do Partido, da revolução, da pátria e do povo.

O último momento de suas vidas também faz parte deles.

Todos eles foram fiéis, patriotas e homens exemplares, independentemente de onde e como pereceram.

Nunca imaginaram abandonar a pátria; empunharam o fuzil jurando converter-se em um punhado da terra pátria caso fosse necessário dar a vida por ela. Partiram sem qualquer vacilação para o campo de batalha no exterior, onde não poderia-se recuperar seus cadáveres, e ao cruzar a fronteira redobraram a determinação de cumprir a ordem ao custo da vida, antes de pensar em sua terra natal, seus pais, esposas e filhos, dos quais se afastavam cada vez mais. São detalhes muito nobres, inexplicáveis apenas pela obrigação militar.

Como mostram as fotografias e os objetos expostos no museu, embora fisicamente estivessem em terras estrangeiras, ninguém esqueceu o Partido nem se imaginou fora do seio da pátria.

A bandeira da República que contemplavam com respeito antes do assalto, decididos a defender Pyongyang desejando sua paz e prosperidade; os sacos com punhados da terra natal que guardavam no peito para respirar seu aroma; as cartas em que registraram que eram dignos da pátria e de seus entes queridos, ainda que não pudessem regressar com vida; os solenes juramentos e os pedidos de ingresso no Partido tingidos de sangue — tudo isso explica, em seu lugar, sua escolha admirável e seu fim heroico.

De fato, nunca conceberam uma vida separada da pátria e, por isso, ainda que tenham alcançado méritos destacados, não perguntaram por seu preço nem exigiram recompensa por seus atos extremos.

Ao tombarem derramando sangue, pediram a seus companheiros que cumprissem até o fim a ordem do Partido e, diante da morte iminente, aclamaram Pyongyang desejando a prosperidade da pátria.

O único desejo deles era que o Partido e a pátria os recordassem. E mesmo que houvesse a possibilidade de não serem lembrados, sentiam-se satisfeitos por terem cumprido a ordem do Partido, orgulhosos por terem se dedicado completamente à pátria, e isso constituía sua suprema dignidade e felicidade.

Seu fim durou apenas alguns minutos, alguns segundos, mas esse breve instante bastou para expressar sua fidelidade imaculada e o princípio máximo de seu serviço autêntico ao Partido e à pátria.

O sacrifício e a dedicação que não buscam recompensa nem remuneração definem a elevada fidelidade de nosso exército.

A pureza imaculada nutre o heroísmo excepcional, santifica o juramento, reforça a vontade de combate e eleva a personalidade do homem forte para quem a morte é uma glória.

Com sua lealdade ao Partido e à pátria, adquiriram o valor da ave fênix e uma capacidade de ataque que ultrapassa as leis da fisiologia humana, escolheram uma morte ainda enigmática para o mundo e deram a vida para salvar seus companheiros.

A operação militar no exterior de nosso exército foi uma façanha inédita na história da humanidade, protagonizada por combatentes que acataram a ordem do Partido e da pátria não como simples disciplina militar, mas com sua própria consciência e direito moral, como homens dos mais sinceros e nobres, que incendiaram seus corações com fidelidade imaculada e superaram todos os limites com vitalidade inesgotável.

Esse espírito e essas proezas não estabeleceram limites entre especialidades, cargos, idades e patentes, nem fizeram distinção entre membros do Partido e da União da Juventude.

Nossos militares viviam o mundo heroico antes mesmo de se tornarem heróis após a morte e possuíam o nobre espírito de militantes do Partido antes mesmo de ingressarem nele.

Soldados fiéis ao Partido e patriotas são as únicas definições para os heróis que escolheram sem hesitação o sacrifício extremo por sua grande honra, assim como para aqueles que tombaram na linha de frente do ataque e para os que se contorceram de dor não pelo sofrimento físico dos ferimentos, mas pela frustração de não terem conseguido cumprir a ordem.

Diz-se que os méritos e a vitória são o que mais honra o soldado em combate, mas ainda mais sublimes e preciosos são sua consciência limpa dedicada ao Partido e à pátria e sua firme convicção.

Mesmo quando caíam sozinhos no meio da floresta coberta de neve e seus corpos eram despedaçados pelo vento em terras estrangeiras, acreditavam que com esse sacrifício contribuíam para o cumprimento da missão, que com seu lampejo de vida engrandeciam o prestígio da grandiosa pátria, e que isso era a maior de todas as glórias. Medir essas ideias e sentimentos tão puros e belos apenas pelo volume de méritos seria como tentar apagar o verdadeiro amor, as lágrimas e os sacrifícios incalculáveis de inúmeros soldados extraordinários.

São filhos de nosso Partido e de nossa pátria que, mesmo nos lugares mais remotos do mundo, são capazes de explicar sua razão de existir com tal amor e lealdade.

Por tudo isso, exaltamos como símbolo da combatividade de nosso exército e do heroísmo deste país a ardente lealdade ao Partido e à pátria e o nobre espírito de sacrifício que dela emana, acima das façanhas excepcionais.

Pode-se dizer que o mural memorial deste museu representa inúmeros mártires que, embora não estejam mais fisicamente entre nós, continuam sendo exemplos brilhantes e permanecem junto à pátria.

As estrelas do mural, que brilham dia e noite por essas vidas inesgotáveis e essas almas imperecíveis, nos ajudarão a compreender a verdade da existência eterna e a apreciar o valor e o significado do museu.

O museu ergue-se aos olhos do mundo como um imenso baluarte onde vivem as almas dos filhos fiéis e onde batem fortemente os corações dos patriotas.

Com todas as riquezas do mundo não se poderia erguer um museu como este, equivalente à medalha oferecida à pátria por nossos louváveis filhos.

O tempo seguirá seu curso, mas o museu continuará aproximando os heróis de todas as gerações da República, e nossos futuros soldados se fundirão com eles em um caloroso abraço e continuarão escrevendo a história do patriotismo ardente, para que o sangue derramado pelos combatentes não tenha sido em vão.

O país sustentado pelo ardente patriotismo de seus defensores é eternamente forte e grande.

A presente cerimônia ficará registrada em uma página de nossos anais como um ato sagrado que perpetua a dignidade absoluta e a fama de nosso Estado.

Camaradas:

No museu registramos uma nova história de amizade escrita com sangue pelos povos coreano e russo, uma nova história de justiça conquistada ao preço do sangue.

Isso simboliza nossa firme continuidade e nossa vontade.

O futuro se projeta com total clareza.

Para defender a soberania e os interesses nacionais nestes tempos de mudanças repentinas, devemos transformar-nos continuamente em adversários temíveis do inimigo e, para isso, unir-nos e fortalecer-nos cada vez mais.

Como já mencionei em várias ocasiões, devemos consolidar-nos como um bastião autêntico, dedicado e poderoso, capaz de enfrentar sempre com força conjunta qualquer forma de guerra, independentemente de como ela mude, e qualquer crise, não importa quando e onde ocorra.

É o que desejam os dois povos que aspiram à independência, à dignidade, à paz e ao florescimento. É o que indica a história de confiança e unidade escrita com sangue.

Como nos ensinam as esculturas da imortalidade dos militares de ambos os países, a época exige que estejamos sempre preparados como eles, que possamos dedicar-nos como eles e que sejamos resolutos como eles.

O Museu Comemorativo aos Méritos de Combate na Operação Militar no Exterior, erguido com a história de nossa audácia, da justiça e da obrigação moral, reafirma nossa determinação voltada para o futuro.

Camaradas:

Nosso exército continuará lutando valorosamente pela dignidade e honra de sua pátria, a República Popular Democrática da Coreia.

Assim como as crônicas de defesa que escrevemos com o sagrado senso de missão e perseverança, o museu exibirá sua presença diante do mundo e seus raios resplandecentes eternizarão os mártires.

Desejando de todo coração a vida eterna e preciosa de nossos grandes militares, dignos filhos de nosso povo, declaro inaugurado o Museu Comemorativo aos Méritos de Combate na Operação Militar no Exterior.

Nenhum comentário:

Postar um comentário