domingo, 19 de agosto de 2018

Donativos - Anedotas de Kim Jong Il (Vol 3)


O grande Grande Sismo de Hanshin-Awaji que atingiu uma extensa região do Japão em janeiro de 1995 infligiu grande desgraça também aos integrantes de Chongryon (Associação Geral de Coreanos no Japão).

Apesar de que da noite pro dia terem perdido seus familiares e bens materiais, não tardaram em mitigar a tristeza e alçar-se na tarefa de ressarcir os danos. Um telegrama de condolência dirigido a eles pelo General lhes devolveu a calma e os deu ânimo e coragem. Que mais os invejava eram os compatriotas da "Mindan" (Associação de Cidadãos Sul Coreanos Residentes no Japão) e os que não pertenciam a nenhuma das organizações. Diz um refrão coreano: "Uma folha de papel pesa menos se a sustentam duas pessoas." Aqueles compatriotas se lamentavam de que ninguém se compadecia deles ou dava apoio espiritual.

Porém uma mão de ajuda foi estendida a eles também. Os funcionários de Chongryon entregaram donativos tanto para os membros da organização como a outros compatriotas que viviam no Japão. Então, de onde procediam os donativos?

Em 22 de janeiro, dias depois de haver enviado o telegrama de condolência, o estimado General chamou alguns dos funcionários do setor correspondente. Ele falou-lhes sobre o tanto de danos que sofreram os compatriotas devido ao terremoto e continuou:

-Não podemos ficar com os braços cruzados ante à desgraça e tristeza que sofrem os membros de Chongryon e os demais compatriotas. Deveríamos estudar a maneira de envia dinheiro aos compatriotas atingidos pelo recente terremoto.

-Como? Enviar dinheiro para eles?

-Sim, o dinheiro é uma maneira de consolo.

Por alguns instantes os funcionários sentiram-se profundamente emocionados. Eles estavam satisfeitos com o envio do telegrama pelo General e pensavam que tudo seguiria bem se Chongryon promovesse o movimento de ajuda aos compatriotas danificados. Não lhes passou pela mente a ideia de enviar dinheiro como modo de consolo naquela difícil situação que atravessava o país.

Comovidos com o ensinamento do General, os funcionários projetaram enviar uma modesta quantidade de dinheiro. Ao certificar-se, o General disse que não deveria-se poupar nada para aliviar a dor dos compatriotas residentes no Japão, que deviam enviar muita quantidade de dinheiro nem que tivessem que passar fome ou comer apenas mingau, e destacou de modo particular a necessidade de repartir o dinheiro entre os integrantes de Chongryon, os de "Midan" e os compatriotas que não pertenciam a nenhuma dessas organizações.

Ao escutar esta emocionante anedota, todos os compatriotas derramaram lágrimas. Fazia pouco tempo, alguns deles davam as costas para Chongryon pelo fato de que tinham diferentes ideais e pertenciam a outra organização. E todos eles conheciam melhor do que ninguém a grande dificuldade econômica que atingia a pátria.

Porém o General pensava somente que todos eram da mesma nação e que pelas veias de todos corria o mesmo sangue, e atendia sem discriminação a todos eles, independentemente da terrível escassez que sofria o país. Não sabiam como expressar a gratidão por essa grande amostra de amor e só então compreenderam que o sangue é mais denso que a água.

De verdade, o ilimitado amor do General para com seus compatriotas eram tão cálidos como raios de luz primaveral e dissipava as infelicidades e derretia a tundra de desconfiança e confrontação.

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