No início do ano, também havia insistido repetidamente na necessidade de discussões práticas para a revisão desses três documentos militares, alegando um ambiente de segurança rigoroso ao mencionar países vizinhos.
Não é só isso. As forças de extrema-direita no meio político e a imprensa conservadora, sempre que surge oportunidade, proclamam que, devido às atividades militares intensas dos países vizinhos, o ambiente de segurança do Japão enfrenta a situação mais severa e complexa desde o pós-guerra.
É precisamente para esse tipo de comportamento que se usa a expressão “absurdo completo”.
O Japão tem participado continuamente de exercícios militares conjuntos com os Estados Unidos e a República da Coreia, que agravam a tensa situação regional. Também se inseriu em diversos blocos de alianças de pequena escala, como AUKUS, QUAD e SQUAD, organizados sob liderança dos EUA, desempenhando papel ativo em plantar um barril de pólvora na região da Ásia-Pacífico — fato que nem os próprios políticos podem negar.
Seguindo os EUA, foram também as autoridades japonesas que criaram o conceito de região “Indo-Pacífico”, abrangendo tanto a Ásia-Pacífico quanto o Oceano Índico, abrindo caminho para que as “Forças de Autodefesa” se expandam para áreas ainda mais amplas. Basta lembrar que trouxeram arbitrariamente países membros da OTAN para a região, realizando exercícios militares conjuntos e apoiando a chamada “OTANização da Ásia-Pacífico” — o que demonstra claramente que as alegações das forças de extrema-direita japonesas sobre o ambiente de segurança não passam de uma inversão completa dos fatos.
O Japão acusar países vizinhos é, de fato, como um ladrão gritar “pega ladrão”.
Se o ambiente de segurança do arquipélago está se tornando mais severo e complexo, isso se deve inteiramente ao fato de que as autoridades japonesas persistem em políticas hostis em relação aos países vizinhos, em vez de adotarem uma postura amigável.
O Japão não pode, de forma alguma, escapar da responsabilidade por agravar continuamente a situação regional.
A expansão externa é uma ambição constante das forças reacionárias japonesas. As “Forças de Autodefesa”, que estão na linha de frente dessa estratégia, já se transformaram completamente em uma força de caráter ofensivo, com base no aumento recorde dos gastos militares e no desenvolvimento e aquisição contínuos de equipamentos avançados de ataque, promovidos pelo governo. Atualmente, realizam abertamente exercícios conjuntos com o exército dos EUA visando atacar importantes bases militares de países vizinhos.
O Japão, sob a proteção total dos EUA, está investindo todos os seus esforços e recursos para se tornar uma entidade agressiva capaz de travar guerras contra países vizinhos a qualquer momento.
A verdadeira intenção das forças de extrema-direita japonesas ao insistirem na narrativa de um ambiente de segurança ameaçador é incutir continuamente na população a percepção de que o país enfrenta “ameaças” externas, criando assim um ambiente social favorável à revisão da Constituição e à transformação do Japão em uma potência militar.
Esse comportamento imprudente do Japão inevitavelmente levará suas relações com os países vizinhos ao pior nível possível.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia declarou que as autoridades japonesas estão, na prática, implementando uma linha de militarização do país, o que exerce uma influência extremamente prejudicial à segurança regional, enfatizando que o Japão deveria ponderar cuidadosamente antes de tomar qualquer decisão precipitada.
O porta-voz do Ministério da Defesa da China afirmou que o Japão, no passado, cometeu crimes imperdoáveis contra países asiáticos e contra o mundo; e que hoje as forças de direita japonesas, recorrendo a métodos já conhecidos, falam ruidosamente sobre “ameaças externas”, enganando e desviando a opinião pública, criando pretextos para a expansão militar e tentando realizar suas ambições políticas — advertindo que o Japão não deve tentar fazer a roda da história girar para trás, caso contrário enfrentará uma derrota mais rápida e mais miserável.
Isso demonstra que o Japão é visto não apenas pelo nosso país, mas também pela Rússia e pela China, como um fator prejudicial e fonte de instabilidade para a segurança regional.
Diante de uma realidade em que a correlação de forças está mudando rapidamente, se o Japão deseja viver em paz, é essencial que não perca o discernimento e a razão, e que conduza sua política de maneira adequada.

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