sexta-feira, 13 de março de 2026

Plano Marshall


Conhecimentos gerais internacionais

Trata-se de um plano de ajuda externa aplicado pelos Estados Unidos aos países da Europa Ocidental após a Segunda Guerra Mundial. Também é chamado de “Plano de Recuperação Europeia”.

Foi apresentado em junho de 1947 pelo então secretário de Estado dos Estados Unidos, George Marshall, em um discurso na Universidade de Harvard. Em julho do mesmo ano, o plano foi oficialmente anunciado na Conferência de Cooperação Econômica Europeia realizada em Paris. Na ocasião, afirmou-se que os Estados Unidos estavam dispostos a fornecer ajuda econômica para a “recuperação da Europa”, estabelecendo como condições a redução das tarifas sobre produtos estadunidenses e a aceitação do controle dos Estados Unidos sobre setores industriais e financeiros.

O chamado “Plano Marshall” foi executado de abril de 1948 a junho de 1952. O valor da “ajuda” foi de aproximadamente 15 bilhões de dólares e o órgão responsável por sua implementação foi a Administração de Cooperação Econômica dos Estados Unidos.

O objetivo perseguido por Washington com o “Plano Marshall” era aproveitar a difícil situação econômica dos países europeus devastados pela guerra para, sob o pretexto de ajuda, introduzir maciçamente seus produtos excedentes, transformar a Europa em um mercado monopolizado pelos Estados Unidos e, posteriormente, estabelecer domínio econômico sobre os países do continente. Para isso, os Estados Unidos venderam em grande quantidade equipamentos e máquinas antigas a preços elevados e introduziram grandes volumes de produtos agrícolas e mercadorias excedentes.

O “Plano Marshall” não tinha apenas objetivos econômicos. Um de seus propósitos importantes era também impedir a influência política e econômica da União Soviética na Europa Ocidental e conter as forças de esquerda em vários países capitalistas, como França e Itália.

Os Estados Unidos criaram e administraram a Organização para a Cooperação Econômica Europeia vinculada ao plano. Os países da Europa Oriental que seguiam o caminho socialista foram excluídos dessa estrutura. Na França e na Itália, forças reacionárias foram incentivadas a expulsar do governo parlamentares ligados aos partidos comunistas como condição para receber a “ajuda”. Ao mesmo tempo, intensificaram-se as perseguições contra os comunistas e foram impostas restrições às suas atividades legais.

O “Plano Marshall” também foi utilizado como um instrumento para preparar a criação de uma aliança militar agressiva liderada pelos Estados Unidos.

Em 1951, os Estados Unidos aprovaram no Congresso a Lei de Segurança Mútua, segundo a qual a ajuda seria concedida apenas aos países que seguissem a política militar e de guerra de Washington e participassem de suas alianças militares. Dessa forma, o “Plano Marshall” desempenhou um papel ativo na criação e expansão da OTAN.

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