terça-feira, 3 de março de 2020

Jornais revelam os crimes do imperialismo japonês durante o Levante Popular de Primeiro de Março


Os jornais centrais da RPDC revelaram em seus artigos individuais difundidos nesta terça-feira (03) as atrocidades dos imperialistas japoneses cometidas no Levante Popular de Primeiro de Março.

"Este levante foi uma explosão da indignação e rancor da nação coreana pela ditadura militar colonial dos imperialistas japoneses que ocuparam com armas o território coreano, e uma expressão de seu desejo de viver com dignidade no Estado soberano e independente", adianta Rodong Sinmun e continua:

"O levante manifestou a todo o mundo que o povo coreano não deseja viver como escravo e luta ao risco da vida contra os invasores.

Inquietados pela luta furiosa do povo coreano que sacudia a raiz do sistema de dominação colonial, os imperialistas japoneses reprimiram de maneira indiscriminada e bestial os rebeldes mobilizando todas as forças de repressão como divisões de tropas ocupantes da Coreia, gendarmes e polícias.

Dentro de alguns meses, mataram a sangue frio mais de 100 mil coreanos usando métodos mais bárbaros na história da humanidade.

Esta barbárie foi um tremendo crime contra a humanidade que viola também o direito internacional."

Minju Joson exige que o Japão peça perdão à nação coreana por suas atrocidades e saques cometidos no século passado na Coreia e por todos os sofrimentos e desgraças impostos à nação coreana, tendo em mente que jamais poderá eludir a responsabilidade de indenizar esses antecedentes horríveis.

segunda-feira, 2 de março de 2020

Sobre a fundação do órgão do partido


Conversa com funcionários do Departamento de Propaganda do Comitê Central Organizador do Partido Comunista da Coreia do Norte, em 17 de outubro de Juche 34 (1945).

Dias atrás, criamos o Comitê Central Organizador do Partido Comunista da Coreia do Norte. Assim, nossa classe operária e outras massas trabalhadoras passaram a contar com o Estado-Maior da revolução, poderoso destacamento de vanguarda, que as conduzirá com segurança pelo caminho da construção de uma nova Coreia democrática.

Fundado o Partido, devemos publicar, o mais rápido possível, um jornal, órgão do Partido.

O órgão do Partido desempenha um papel muito importante tanto para dar uma correta educação a seus membros e às massas populares como para organizá-los e mobilizá-los na luta revolucionária. O órgão do Partido deve ser um forte propagandista que divulgue, oportuna e amplamente, a linha e a política do Partido; deve ser um fiel organizador que as defenda ativamente e chame as massas a materializá-las. Somente à luz do órgão do Partido é possível demonstrar oportuna e corretamente o propósito do Partido aos militantes e as massas populares, conduzi-los por um caminho justo, levar a bom término a luta revolucionária, congregando as vastas massas em torno do Partido.

A atual situação política de nosso país se torna muito heterogênea. O imperialismo japonês foi derrotado, porém, ao sul do Paralelo 38 de latitude Norte estão estacionadas as tropas dos Estados Unidos, um país imperialista. Desde o mesmo dia que desembarcou na Coreia do Sul, o exército estadunidense tratou de preparar seu terreno agrupando os pró-japoneses, os traidores da nação e demais reacionários, e impede por todos os meios as atividades democráticas do povo sul-coreano. Ademais, os faccionalistas e os renegados da revolução, que antes haviam causado enormes danos à luta antijaponesa de libertação nacional e ao movimento comunista coreano, tratam de ganhar, cada um por seu lado, as massas populares, fingindo-se de revolucionários. Sobretudo, os pró--japoneses e os traidores da nação recorrem a todo tipo de maquinações para dividir as forças democráticas e instalar uma base reacionária em Seul e em outras partes do país.

Porém, na atualidade ainda não pudemos divulgar, como é devido, às massas populares a linha do Partido dirigida a desmascarar e destruir as intrigas dos reacionários e a unir com firmeza todas as forças patrióticas e democráticas com vista a edificar uma nova Coreia democrática. Por isso, as organizações locais do Partido e a população estão indecisas sem saber o que fazer e como atuar por carecer de uma correta compreensão da linha do Partido.

Fundando o quanto antes o órgão do Partido, devemos indicar aos  militantes e ao povo o rumo que devem tomar e chamá-los energicamente a alçar-se à luta para destruir as manobras dos reacionários e construir uma nova pátria.

Seria bom ser chamado de “Jongno” (caminho correto) o órgão do Partido. Na complicada situação política que hoje reina em nosso país, divulgar corretamente às massas populares a linha do Partido e orientá-las por um correto caminho é um dever importante de nosso Partido. Portanto, é justo chamar “Jongno” o órgão do Partido, já que nosso Partido lhes assinala uma linha correta e conduz as massas populares pelo caminho por ela indicado.

Dadas as condições em que nosso país acabou de ser liberado, vamos enfrentar múltiplas dificuldades para publicar o órgão do Partido. Porém contamos com as experiências acumuladas no fragor da árdua Luta Revolucionária Antijaponesa no que se refere a publicações. São uma base inapreciável que permite desenvolver frutíferas atividades de imprensa. Se organizamos bem esse trabalho sobre a base da experiência de trabalho da imprensa revolucionária que realizamos durante a Luta Revolucionária Antijaponesa poderemos superar sem dúvida alguma as dificuldades que surjam na publicação do órgão do Partido.

Nas atuais condições em que não contamos com forças para instituir de imediato o jornal devemos procurar que, por algum tempo, o Departamento de Propaganda se encarregue de sua redação, e os artigos sejam escritos pelos membros do Comitê Executivo do Comitê Central Organizador do Partido e pelos responsáveis de cada departamento. E quando se crie a base de sua publicação deverão ser tomadas as medidas para estabelecer à parte jornal e nomear os melhores camaradas da esfera de propaganda jornalística especializados para que escrevam artigos. É necessário que o órgão do Partido seja publicado, a princípio, pelo menos uma vez por semana e, depois de preparada a capacidade de redação, diariamente.

Há que prestar grande atenção à qualidade do órgão do Partido.

Este tem que estar, desde sua primeira edição, bem redigido, ter bom conteúdo e qualidade. Em outras palavras, deve refletir de forma correta e acessível o propósito do Partido. Só então será possível educar corretamente os membros do Partido e o povo e mobilizá-los ativamente na edificação do país. Se o órgão do Partido não reflete de maneira correta a intenção do Partido, ou inserta artigos que contém muitas frases inacessíveis, ao estilo da língua chinesa, e só os muito extensos, não poderá desempenhar com êxito o papel organizador e propagandístico. Os artigos para o órgão do Partido devem ser breves e de conteúdo profundo, escritos com nossas palavras (palavras coreanas) e simples para que as massas populares possam os compreender perfeitamente.

Para elevar a qualidade do órgão do Partido é preciso elevar a responsabilidade e o rol dos funcionários do Departamento de Propaganda. Aos que escrevem e redigem artigos do órgão do Partido lhes cabe o dever de consagrar seus esforços e talentos, com alta responsabilidade, para assegurar a qualidade.

Para publicar o órgão do Partido é necessário preparar bem as instalações de impressão. São nestas onde vemos o maior problema em estabelecer o jornal, assunto que devemos dar pronta solução. No que se refere às instalações, se faz necessário ir preparando as novas enquanto se reparam e concertam as já existentes. Mais adiante deveremos construir também um edifício para a impressão.

Máximo Dirigente Kim Jong Un dirigiu exercícios de golpe de subunidades de artilharia do EPC


Kim Jong Un, Presidente do Partido do Trabalho da Coreia e da Comissão de Assuntos Estatais da República Popular Democrática da Coreia e Comandante Supremo das Forças Armadas da RPDC, visitou no dia 2 o campo de exercício do golpe com fogo das subunidades de artilharia à longa distância da frente do EPC para avivar as chamas da revolução de exercícios.

O Máximo Dirigente Kim Jong Un foi recebido no terreno pelo general do exército das forças terrestres Pak Jong Chon, chefe do Estado-Maior-General do EPC, e por comandantes das grandes unidades combinadas e membros de comando de artilharia participantes no treinamento.

No observatório escutou parte do plano dos exercícios de golpe com fogo e dirigiu o treinamento.

Com a ordem de início do Máximo Dirigente, os artilheiros à longa distância da frente abriram fogo com o canhão.

Os artilheiros demonstraram a arte de atirar aprimorada nos dias de exercícios.

O Máximo Dirigente grande satisfação com o fato de que os artilheiros estão perfeitamente preparados para cumprir sua missão de combate de fogo, respondendo rapidamente a qualquer situação.

Assinalou que se expressa o mais ardente patriotismo dos militares no suor derramado no campo de exercício e estimulou todos oficiais e soldados do exército destacando que eles devem avivar mais as chamas da revolução de exercícios, ao guardar no fundo do coração a férrea vontade de defender confiavelmente a pátria socialista e o ardente patriotismo.

"A vitória da causa socialista é garantida pelas poderosas forças militares e pelo dissuasivo de guerra", disse o Máximo Dirigente e destacou que o EPC deve manter o estado de enfrentamento militar para que ninguém possa invadir o céu, a terra e o mar da RPDC, fortalecer sem cessar a combatividade e apoiar fielmente a causa revolucionária do partido.

Fotos: https://bit.ly/2TwTB15

Rodong Sinmun exorta toda população à campanha de restauração florestal


Hoje é o dia comemorativo do início do movimento de plantação de árvores pelo Presidente Kim Il Sung.

"O Presidente Kim Il Sung e o Dirigente Kim Jong Il apresentaram o magno propósito de reflorestar todo o país e fizeram todo o possível pôr este plano em prática até o último período de sua vida", adianta o diário Rodong Sinmun no editorial publicado nesta segunda-feira (02), e continua:

"O reflorestamento não é um simples trabalho mas uma campanha para materializar a ideia do partido e defender suas políticas.

O Partido do Trabalho da Coreia chamou todo o partido, exército e povo à campanha de reflorestação declarando-a como 'batalha' com a natureza em aras da prosperidade das gerações vindouras e ao desenvolvimento do território-pátrio onde está latente o propósito patriótico dos grandes Líderes.

Sob a sábia direção do PTC, foram levantados por toda parte do país os viveiros de árvores dignos de fazer alarde ante a todo o mundo e se logrou grande avanço na restauração florestal mediante a cooperação entre civis e militares.

Contudo, não podemos nos vangloriar dos êxitos já obtidos.

Para fazer realidade os legados dos grandes Líderes e o propósito do partido, é preciso dedicar toda força e paixão a essa tarefa patriótica."

Rodong Sinmun destaca o caráter da reunião ampliada do BP do CC do PTC


Em um artigo individual divulgado nesta segunda-feira (02), Rodong Sinmun assinala que foi exposta novamente a posição revolucionária do Partido do Trabalho da Coreia na recente reunião ampliada do Bureau Político de seu Comité Central, guiada pelo Máximo Dirigente Kim Jong Un.

"Servir ao povo com total entrega constitui o estilo revolucionário do PTC", adianta o diário e continua:

"Se os funcionários desacatam, ainda que por um só minuto, a ideia e propósito do Partido de amar o povo, perderão o valor de diretivo da revolução. Dar as costas ao povo ou ir contra seus interesses significa a renúncia à revolução e a traição à população.

Conduzir o povo responsabilizando-se totalmente de seu destino é a natureza revolucionária do PTC.

Já que nunca pensou nem por um momento em sua existência desvinculada do destino e da vida do povo, ou do avanço da revolução, o PTC castigou duramente na reunião ampliada os atos anti-partidários, o abuso de autoridade especial, o privilégio, o burocratismo e as irregularidades e corrupção.

Bem conscientes do propósito do partido que convocou essa reunião, todos os funcionários devem viver cada momento servindo com total entrega ao povo e contribuir assim à plena manifestação da grandeza e vitalidade da ideia de nosso partido de dar prioridade às massas populares."

domingo, 1 de março de 2020

Resolução sobre o Problema da Terra


Adotada na Primeira Reunião Ampliada do Comitê Executivo do Comitê Central Organizador do Partido Comunista da Coreia do Norte em 16 de outubro de Juche 34 (1945).

1. Confiscar a totalidade de terras que pertenciam aos imperialistas japoneses e as dos latifundiários coreanos, pró-japoneses e reacionários, e as distribuir entre os camponeses para que as cultivem eles mesmos.

2. Confiscar todos os bosques, rios e lagos que pertenciam aos imperialistas japoneses, e proclamá-los propriedade do povo conferindo sua administração aos órgãos do Poder local.

3. Confiscar todos os sistemas de irrigação que pertenciam aos imperialistas japoneses e aos latifundiários pró-japoneses e reacionários, e os pôr sob administração comum do comitê camponês ou do comitê popular para usufructo dos camponeses. As tarifas das instalações de irrigação administradas pelos latifundiários coreanos, deverão ser aprovadas exclusivamente pelo comitê popular ou pelo comitê camponês.

4. Os arrendatários serão os donos das colheitas produzidas nas terras confiscadas dos imperialistas japoneses e dos latifundiários pró-japoneses e reacionários, e o imposto deve ser pago aos órgãos locais do Poder, à taxa de cerca de 30% da colheita

5. Enquanto ao arrendamento das terras que estavam sob jurisdição da “Companhia de Exploração Colonial do Oriente”, pode ser reduzido em 30% ou menos, conforme decisão do comitê popular e do comitê camponês da localidade respectiva, tendo em conta entre outras coisas as peculiaridades da região e a diferença de parcelas.

6. O arrendatário que cultiva a terra do latifundiário coreano pagará a este a taxa de 30% da colheita enquanto o latifundiário pagará o imposto ao órgão do Poder local.

7. O imposto sobre o arrendamento da terra do latifundiário coreano será fixado e cobrado após um estudo justo de sua situação real de modo que tenha assegurada a subsistência.

8. Definição de latifundiário traidor pro-japonês:

1) Os vende-pátria que serviram aos imperialistas japoneses antes da “anexação da Coreia ao Japão” ou que contribuíram para a anexação, e seus herdeiros.
2) Os sujeitos que depois da “anexação da Coreia ao Japão” colaboraram intensamente com os bandidescos organismos do imperialismo japonês.
3) Os que ajudaram direta ou indiretamente o imperialismo japonês em sua guerra agressiva.

Mesmo que se trate de empregados públicos, nomeados oficialmente, se seus vizinhos ou arrendatários provam que não foi por vontade própria, a propriedade sobre a terra lhe é concedida.

9. Regulamento da distribuição da terra:

1) Distribuir a terra, em princípio, aos peões agrícolas e aos camponeses pobres.
2) Conceder prioridade na distribuição da terra aos participantes de movimentos em defesa de sua nação e classe, do movimento de libertação nacional, e aos familiares dos mártires que queiram trabalhar na agricultura.
3) Dar prioridade na distribuição da terra aos ex-guerrilheiros antijaponeses e aos familiares dos mártires que queiram trabalhar na agricultura.
4) Conceder prioridade na distribuição da terra aos familiares das vítimas da guerra agressiva do imperialismo japonês, se desejam cultivar a terra.
5) Ao individuo que cultiva na presente terra arrendada se concederá preferentemente o direito de recebê-la em propriedade.


10. O censo da terra do latifundiário pró-japonês e reacionário não se limitará a averiguar sua situação e extensão como também, com base em dados reais, até toda conduta dele mesmo no passado e no presente.

Unamo-nos e construamos uma nova Coreia democrática


Discurso proferido no banquete de boas-vindas oferecido pelos representantes de diferentes setores da cidade de Pyongyang em 13 de outubro de Juche 34 (1945).

Compatriotas:

Nossa nação, que durante 36 anos esteve submetida à opressão e humilhações sob a dominação colonialista dos imperialistas japoneses, se libertou por fim da ignominiosa vida de escravo apátrida, recuperou sua liberdade e direitos e empreendeu o caminho da magna luta pela construção de um novo Estado democrático.

Agora, eu não posso conter a emoção que sinto hoje ao estar sob o mesmo teto com os representantes dos diversos setores da cidade de Pyongyang, na pátria transbordante de alegria pela libertação.

Permita-me expressar-lhes minha cordial saudação a todos vocês, representantes de diferentes estratos da cidade de Pyongyang, que preparam este significativo encontro nos dias de febril atividade pela construção de uma nova Coreia.

Vinte anos se passaram desde que abandonei minha queria terra-natal, abrigando o propósito de restaurar a pátria. Durante todo este tempo, nem por um momento esquecemos a pátria pisoteada pelos imperialistas japoneses nem a nação que, atada com as correntes de escravo colonial, padecia desgraças e sofrimentos, e com as armas nas mãos empreendemos uma luta ao risco da morte contra os bandidos imperialistas japoneses.

Nosso inteligente e valoroso povo, mesmo sob a cruel repressão do imperialismo japonês, não diminuiu seu temperamento nacional e entregou seu ativo apoio espiritual e material à luta armada que nós, os comunistas, empreendíamos. Graças a este apoio e respaldo pudemos combater até o fim, redobrando o ânimo e confiança no dia da recuperação da pátria, apesar das duras condições calafriantes de múltiplas dificuldades e obstáculos que bloqueavam nosso avanço.

Compatriotas:

Nós, que cumprimos a causa histórica da libertação da pátria, temos pela frente uma nova tarefa combativa: a de construir um Estado democrático, soberano e independente, rico e poderoso.

Nosso povo exige hoje um genuíno Poder democrático que represente e defenda sua vontade e seus interesses. Imediatamente depois de liberado o país, foi apresentada ao povo a tarefa de estabelecer os organismos do Poder popular e organizou em vários lugares os comitês populares. Na província de Phyongan Sul os organismos do Poder popular se chamam “comitês políticos populares”, o que, em minha opinião, reflete a vontade das massas que aspiram a uma política em favor do povo. Devemos formar o quanto antes a frente unida nacional democrática que abarque todas as forças patrióticas e democráticas, e estabelecer sobre esta base o governo democrático que ponha em prática uma genuína política popular.

Estruturando o Poder popular e mobilizando ativamente as forças de todo o povo devemos reabilitar e desenvolver a economia e a cultura do país, a fim de edificar uma nova Coreia democrática, rica, potente e civilizada.

A tarefa cardinal para a construção da nova Coreia é formar um grande número de quadros nacionais.

Entre as múltiplas dificuldades e contratempos com que tropeçamos na construção de uma nova Coreia democrática na terra-pátria liberada está a escassez de quadros nacionais, o que representa um problema mais escabroso. Agora, em todas partes, por onde vamos, nos exigem quadros preparados. Porém, seu exíguo número nos freia bastante na tarefa da edificação do país.

A escassez de quadros nacionais é uma consequência da feroz dominação colonialista dos imperialistas japoneses. Nos tempos passados eles recorreram a todo tipo de maquinações para lançar nosso povo na ignorância e obscurantismo e impediram a formação de quadros nacionais em nosso país.

Formar ou não rapidamente os melhores quadros nacionais é agora um assunto chave relacionado com o destino da construção da nova Coreia.

Uma das soluções deste problema é prepará-los na luta prática, criar muitos centros tais como escolas políticas e cursos, admitir neles as pessoas de grande valia para educá-los como quadros.

Em especial, há que formar quadros com visão de futuro dando um rápido impulso à educação popular. Se faz necessário liquidar os vestígios do sistema educacional de escravidão colonialista do imperialismo japonês, estabelecer o sistema de ensino popular e criar muitas escolas a todos níveis para preparar jovens e crianças como excelentes construtores da nova Coreia.

Sobretudo, há que criar o quanto antes institutos de ensino superior do povo. Na situação que nosso país vive agora, certamente não é fácil configurá-los. Como resultado da política do imperialismo japonês, que pretendia afundar o povo no obscurantismo colonial, não há nem um só instituto no norte da Coreia, e por isso carecemos de experiência em sua gestão. Para criá-los enfrentamos os problemas referentes ao edifício destes centros docentes, ao material didático e aos instrumentos de experimentação, e nos falta um considerável número de intelectuais preparados para o ensino universitário. Porém, não é porque surjam tantos problemas difíceis que devemos nos manter de braços cruzados nesta obra. Sem universidade, sem uma formação sistemática de quadros nacionais, é impossível imaginar um futuro esplêndido para a pátria.

Temos que impulsionar com energia a fundação dos institutos do povo, superando todos os obstáculos que se apresentam ante a nós. Se organizamos algo como um "comitê preparatório" para criá-los e irmos resolvendo um por um os problemas que surjam neste terreno, creio que poderemos abrir os institutos de ensino superior em um futuro não muito distante.

O que importa é elevar o papel dos intelectuais na construção da nova Coreia. No passado, sob o domínio colonialista do imperialismo japonês, os intelectuais de nosso país foram oprimidos e discriminados por serem de nacionalidade coreana e lhes esteve vedado o caminho que lhes permitisse aprimorar seus conhecimentos e técnicas. Porém a realidade é diferente hoje, quando eles transitam por um caminho que lhes permite atuar livremente em todos os domínios da política, da economia e da cultura. Devemos procurar fazer com que os intelectuais tomem parte ativa na construção da nova Coreia, situando-se firmemente ao lado do povo, e aplicando com plenitude seus conhecimentos e sua técnica contribuam a levantar um Estado democrático, soberano e independente.

Para configurar um Estado soberano e independente, rico e poderoso, é necessário criar as forças armadas populares regulares.

Com o fim de lograr a plena independência e construir um Estado soberano e independente, rico e forte, qualquer nação tem que contar inevitavelmente com um exército nacional. Um país sem um poderoso exército nacional não pode ser independente. E isso é provado claramente pela história de nosso país. Se tivesse um exército nacional capaz de vencer o inimigo estrangeiro, nosso povo jamais veria o país sendo usurpado pelos agressores imperialistas japoneses nem teria sido obrigado a submeter-se à vida de escravo apátrida.

Nosso povo jamais deve repetir esta existência de escravidão colonial. Por esta razão, há que formar sem falta, por cima de todas as dificuldades, as forças armadas populares regulares. Nossa pátria está liberada, o povo está cheio de elevado entusiasmo patriótico e conta com combatentes antijaponeses que levaram a cabo a árdua guerra revolucionária de 15 anos contra os imperialistas japoneses. Nosso dever é, portanto, criar prontamente as forças armadas regulares, tendo como armadura esses combatentes.

Nós, que ainda sobre as dificílimas circunstâncias da dominação colonialista do imperialismo japonês organizamos a Guerrilha Antijaponesa, passamos a contar com um exército revolucionário, hoje, com o país já liberado, poderemos criar magníficas forças armadas populares, apoiando-nos neles.

Nosso jovens, ardentes de fervor patriótico, devem todos, daqui pra frente, lutar com armas na mão e ao risco da vida pela pátria e povo.

Para construir uma nova pátria devemos reabilitar rapidamente as instalações industriais e o campo, devastados pelos imperialistas japoneses em sua fuga. Eles destruíram incluso a artesania de nosso país. Agora não temos víveres nem artigos de consumo, nem sequer um lápis. Todo o povo deve mobilizar-se para restabelecer com rapidez ao menos a artesania e reconstruir e reparar as fábricas e empresas destruídas.

Aportando com o dinheiro de que disponham, as técnicas que possuam e as forças que tenham, devem todos mobilizar-se na construção do país. Assim, criar, antes de tudo, as condições que permitam ao povo comer e subsistir.

Para levar a feliz término todas as tarefas que se apresentam na construção da nova pátria, todo o povo deve firmemente. A coesão é a fonte da força de nosso povo emancipado e a garantia da vitória. Da união indissolúvel dos 30 milhões de habitantes depende o êxito na construção de uma nova Coreia.

Todas as forças patrióticas e democráticas deverão lutar arduamente para edificar uma nova Coreia, agrupadas solidamente sob a bandeira da frente unida nacional democrática, e neste não pode haver espaço pró-japoneses nem para traidores da nação e outros reacionários.

Quando todos os partidos e grupos democráticos, as classes e estratos do povo, que amam seu país e sua nação e se preocupam com o futuro de sua pátria, se unirem firmemente e por mãos à obra da construção da nova Coreia, esta nossa sagrada causa será coroada com êxito. Vocês devem fazer grandes esforços para lograr a unidade de todas as forças patrióticas e democráticas.

Compatriotas:

No dia 10 passado, nós, os comunistas, organizamos o Comitê Central Organizador do Partido Comunista da Coreia do Norte e proclamamos ao mundo a fundação do Partido Comunista.

Como vocês sabem, no passado os imperialistas japoneses levaram a cabo uma mal intencionada e perversa propaganda para impedir que os comunistas tivessem influência sobre as massas populares e desacreditar seu prestigio. Há pessoas que ainda não se libertaram do influxo de tal propaganda dos imperialistas japoneses contra os comunistas, e por isso não compreendem justamente o que é o Partido Comunista.

O Partido Comunista é o destacamento combativo e a vanguarda da classe operária, que luta para defender estritamente seus interesses e os das massas trabalhadoras e construir um Estado democrático, soberano e independente. Nós, os comunistas, não temos outros propósito que não seja o de lutar pelos autênticos interesses e felicidade das massas trabalhadoras.

Em seu recente Congresso Inaugural, o Partido Comunista definiu sua linha política fundamental na atual etapa: lograr que nosso país seja um Estado democrático, soberano e independente, rico e poderoso, fundando para isso uma República Popular Democrática, e apresentou as tarefas imediatas. Entre elas figuram a formação da frente unida nacional democrática com todas as amplas forças patrióticas e democráticas de diferentes classes e setores, sobre cuja base se deve fundar a República Popular Democrática; liquidar as forças remanescentes do imperialismo japonês, os lacaios da reação internacional e outros elementos reacionários, para assim facilitar o avanço democrático do país; organizar comitês populares em todas as localidades e levar a cabo reformas democráticas, restabelecer e desenvolver a economia e melhorar a vida material e cultural do povo; estabelecer desta maneira os firmes cimentos fundamentais para a construção de um Estado independente e democrático. O Partido Comunista e seus membros dedicarão todas suas forças para materializar a linha política adotada, que concorda plenamente com os interesses fundamentais de todo o povo coreano.

O Partido Comunista não é, de nenhuma maneira, uma organização fechada para um reduzido número de comunistas. Nós o desenvolveremos como um forte partido de massas, que tenha profundas raízes nas grandes massas trabalhadoras. O Partido Comunista incorporará ativamente em suas filas os elementos avançados dos trabalhadores e camponeses, que lutam com abnegação para construir um Estado democrático, soberano e independente, com o qual se ampliará e fortalecerá constantemente seu poderio.

O Partido Comunista não vacilará em colaborar com os partidos e personalidades patriotas que advogam pela completa independência e desenvolvimento democrático de nosso país. Nós nos esforçaremos tenazmente para lograr a união de todas as forças patrióticas e democráticas de diferentes casses e estratos, e empreenderemos uma luta intransigente contra tudo que obstaculize a formação da frente unida nacional democrática.

Para finalizar, gostaria de instar-lhes à luta enérgica, vigorosa e entusiasta para a construção de um Estado democrático, soberano e independente, rico e poderoso.