quarta-feira, 4 de março de 2020

Sobre a constituição da União da Juventude Democrática


Discurso de conclusão na Conferência de Jovens Ativistas Democráticos, em 29 de outubro de Juche 34 (1945).

À presente Conferência de Jovens Ativistas Democráticos assistem os mais avançados elementos da juventude coreana.Nesta reunião discutimos a orientação que os jovens devem seguir e suas tarefas imediatas na construção de um Estado democrático, soberano e independente. Isso tem um significado muito importante para o desenvolvimento do movimento juvenil em nosso país.

No passado, ao ocupar a Coreia, os imperialistas japoneses implantaram qui um governo-geral, reforçaram grandemente o exército, a gendarmeria, a policia, os cárceres e outros aparatos repressivos para atropelar da forma mais brutal o nosso povo, convertendo a Coreia em uma base de abastecimento de víveres e matérias-primas, em uma base militar para agredir o continente.

Controlando as principais artérias da indústria de nosso país, dispunham a à sua vontade de nossas valiosas riquezas e saquearam de maneira inaudita o povo coreano. Isso não foi tudo: implantaram em nosso país uma política escravista e colonialista na educação, tratando à força de nos privar de nosso idioma nacional e incluso de nossos próprios nomes.

Mas, o povo coreano não permaneceu com os braços cruzados ante à cruel dominação colonialista do imperialismo japonês mas a combateu sem trégua. À frente da luta do povo coreano contra o imperialismo japonês figuravam sempre jovens engenhosos e valentes que desejavam ferreamente restaurar a pátria. Os jovens coreanos deram provas de bravura em todas as lutas que se desenvolveram em escala nacional contra o imperialismo japonês, entre outras, o Movimiento de 1 de Março, a Manifestação Independentista de 10 de Junho e o Incidente Estudantil de Kwangju. Em particular, no começo da década de 1930, nossos genuínos jovens comunistas se alçaram com armas na mão contra o imperialismo japonês. Em uma luta heroica que durou 15 anos derrotaram os agressores imperialistas japoneses logrando a histórica causa da restauração da pátria. Realmente, os jovens coreanos realizaram façanhas imortais na sagrada luta para libertar a pátria.

Camaradas:

O povo coreano liberado tem a transcendental tarefa de construir um novo Estado democrático. Os esforços atuais para cumpri-la são levados a cabo em circunstâncias sumamente complexas e difíceis.

Tendo como linha de demarcação o Paralelo 38, o exército da União Soviética, que é um Estado socialista, entrou na Coreia do Norte, enquanto que as tropas dos Estados Unidos, que é um país imperialista, desembarcaram na Coreia do Sul, por isso em ambas partes da Coreia existem hoje situações diametralmente opostas. Diferente da Coreia do Norte, onde as forças reacionárias foram freadas pelas forças democráticas e patrióticas, na Coreia do Sul, os pró-japoneses e traidores da nação atuam freneticamente para assegurar o terreno político, o amparo das tropas estadunidenses, e tramam abertamente maquinações para impedir a luta do povo sul-coreano para edificar uma nova Coreia democrática. Esta situação criada na Coreia do Sul vem a ser um grande obstáculo para nosso trabalho de edificação do país.

Urge construir um Estado democrático, soberano e independente, vencendo com audácia todas vicissitudes que encontremos no caminho da edificação do país. Certamente, será convocada uma conferência internacional para tratar o problema da paz mundial no pós-guerra, incluída a questão coreana. Porém, independentemente de qual resolução seja adotada nesta conferência sobre o problema da Coreia, depende inteiramente das forças do povo coreano lograr ou não construir um Estado democrático e unificado, soberano e independente em nosso país, superando todos os obstáculos que surjam em nosso caminho. Por melhores que sejam as resoluções que se tomem na conferência internacional, se são débeis as forças de 30 milhões de nossos compatriotas por falta de coesão, será impossível edificar um Estado democrático, totalmente soberano e independente. O dono da Coreia é o próprio povo coreano. O êxito na edificação da nova Coreia democrática depende, no fim das contas, da união ou não de nossa nação.

Por isso, devemos agrupar todas as forças patrióticas e democráticas. Sobretudo, é urgente aglutinar solidamente sob a bandeira da democracia os jovens, galhardos e valentes, que desejam com fervor uma pátria forte e próspera.

Para unir como um só os jovens de distintos setores há que organizar a União da Juventude Democrática. Isso não é para satisfazer ambições políticas de uns ou de outros, mas para associar todos os jovens coreanos a fim de edificar com êxito um Estado democrático, soberano e independente, que brinde uma vida ditosa ao nosso povo. Em outras palavras, a fundação da UJD é vitalmente necessária para cumprir as missões revolucionárias que temos planejadas.

Agora em nosso país subsistem em grande medida as forças remanescentes do imperialismo japonês, e é evidente ainda a presença das forças feudais. Referente a estas últimas não se trata de pessoas dispostas a manter hábitos feudais nas normas de ética e moral sobre como tratar os idosos ou como resolver o tocante a relações entre homens e mulheres, mas forças que tratam de conservar as relações feudais de produção. Devido à existência de forças remanescentes do imperialismo japonês e do feudalismo, hoje temos a tarefa de realizar a revolução democrática antimperialista e antifeudal.

A democracia a que nos referimos é a que concorde com a realidade de nosso país. Não é uma “democracia” de tipo estadunidense, ou dizendo em outras palavras, uma democracia burguesa, onde a participação na vida política está restringida e controlada pelo capital, nem tampouco uma democracia de tipo soviético. A democracia pela qual advogamos é uma democracia popular, que dê acesso às amplas massas de diferentes classes e estratos a gestão do Poder, a desfrutar da liberdade e dos direitos políticos e que lhes garanta uma vida feliz.

Quando se estabeleça a democracia popular e se cumpram as tarefas da revolução democrática, os camponeses serão emancipados para sempre das relações feudais de exploração, e outros trabalhadores terão assegurados a jornada laboral de 8 horas e outros direitos democráticos. Da mesma forma, os capitalistas nacionais também gozarão da liberdade empresarial.

Para fazer realidade semelhante democracia e levar a feliz término as tarefas da revolução democrática antimperialista e antifeudal, é imprescindível agrupar todos os jovens patriotas em filas compactas.

Nosso trabalho de construção do país não poderá nunca ser coroado com êxito se somente nos valemos das forças dos comunistas. Somente quanto aglutinemos as grandes massas e empreendamos uma forte luta organizada, poderemos derrotar os elementos reacionários e impedir que os imperialistas japoneses voltem a invadir nosso país. Ademais, se o fazemos assim, será possível estabelecer um autêntico Poder popular e realizar vitoriosamente a grande tarefa da construção de uma nova pátria.

Sem uma organização juvenil massiva que abarque os amplos setores da juventude, é impossível reuni-los solidamente sob uma só bandeira. A União da Juventude Comunista, tal como se chama, é uma organização juvenil na qual somente podem ingressar aqueles jovens despossuídos que professam ideias comunistas. Por esta causa, um bom número de jovens, que amam o país e a democracia, não podem estrar nela por sua posição social. E não são poucos os casos em que incluso jovens trabalhadores e de procedência do campesinado pobre, que logicamente deviam militar na UJC, permanecem fora observando suas atividades. Isso se deve principalmente à nociva propaganda anticomunista que os imperialistas japoneses realizaram intensamente no passado.

Agora, em nosso país, há, fora da UJC, diversas organizações juvenis, entre elas, a Sociedade de Jovens Cristãos e a União da Juventude Paek-ui e cada organização trata de atrair ao seu lado os jovens. Nestas condições, se não fundamos uma organização juvenil unitária, de caráter massivo, que abarque diversos setores e estratos de jovens, nos será impossível unir como um só as amplas massas juvenis, importantes forças revolucionárias e, mais adiante, haverá perigo de que se disperse por completo o movimento juvenil em nosso país.

Ademais, o problema que vocês apresentaram sobre os jovens ociosos só será solucionada com êxito quando criada uma organização juvenil massiva.

Para acabar com o desemprego entre os jovens é preciso restaurar e por o quanto antes em marcha as  fábricas e minas, devastadas pelos imperialistas japoneses e levantar muitas novas fábricas e empresas. Isso requer grande quantidade de mão de obra, materiais, fundos e técnica. Devemos lograr que todos os habitantes patrióticos, particularmente os jovens, dediquem todas suas energias, técnica e inteligencia à construção do país. E para isso é preciso uma organização massiva capaz de aglutinar nossos jovens em uma só fila.

Se pode propor o projeto de construção e gestão de fábricas pelos próprios jovens para acabar com a ociosidade entre os jovens, porém, neste caso se necessita dinheiro. Se negociasse com jovens  particulares, ninguém iria querer investir fundos. Somente quando, sobre uma base segura, se crie uma organização juvenil massiva que incorpore todos os jovens, se poderá obter créditos e terrenos para a construção de fábricas.

Parece que alguns companheiros consideram que a construção da União da Juventude Democrática inclinará a organização juvenil à direita, opinião que é errônea. Se fundamos uma organização juvenil massiva e abrimos suas portas a amplos setores da juventude, isso não significa também que permitiremos que entrem nela os pró-japoneses e traidores da nação. Neste caso não só devemos proibir-lhes a militância, mas também os repudiar tangentemente.

Por outra parte, certos companheiros tendem a manter intactas as organizações da UJC, pois temem que com a criação da UJD surjam entre os jovens atos de oposição aos membros da UJC. De fato, é provável que alguns elementos espúrios se infiltrem nas filas da UJD e se oponham aos membros da UJC. Mas, a esmagadora maioria dos jovens apoiará e seguirá estes que fazem ingentes esforços na construção de uma nova pátria. Como no momento atual são poderosas nossas forças democráticas, será de todo possível desbaratar os planes que certos elementos pérfidos possam tramar, e, por conseguinte, não será necessário fechar as portas das organizações juvenis.

Dizem que na atualidade há jovens que opinam se não seria melhor deixar intacta a UJC e criar à parte a UJD, o que é uma razão justificada. Na etapa atual toda organização juvenil deve cooperar no cumprimento das tarefas da revolução democrática. Para que então dividir as filas juvenis deixando que existam por separado a UJC e a UJD? Isso não teria nenhum sentido; pelo contrário, só afetaria negativamente a revolução. Só quando dissolvamos por iniciativa própria a UJC e fundemos a UJD, poderemos conduzir os jovens de amplos setores pelo correto caminho da democracia.

Contamos com suficientes possibilidades para formar a UJD e agrupar nela um grande número de jovens. Atualmente os jovens de nosso país tem um dever comum: cumprir as tarefas da revolução democrática antimperialista e antifeudal. Os jovens que amam o país e desejam com veemência a construção da nova Coreia, devem todos, independentemente do sector a que pertençam, consagrar toda sua energia e inteligência em prol da revolução democrática. A verdade é que não só os jovens de origem operária e camponesa, mas também os que pertenciam a outros setores, apoiam a revolução democrática antimperialista e antifeudal e querem participar ativamente na construção da Coreia democrática. Isso constitui uma condição importante para agrupar os jovens de nosso país em uma só organização. Ademais, hoje empreendemos o movimento juvenil em circunstâncias favoráveis.

Outrora, incluso no período tão árduo da Luta Armada Antijaponesa, logramos unir a população dos jovens de diferentes classes e estratos.

Contarei-lhes o que ocorreu uma vez no período da Luta Armada Antijaponesa. Quando empreendíamos aquela luta havia na China unidades antijaponesas, chamadas tropas antijaponesas de salvação nacional, que odiavam os comunistas sem razão alguma, e, com frequência, cometiam assassinatos atrozes. Apesar disso, a fim de combater o imperialismo japonês, nos arriscamos e fomos conversar com o líder de ditas tropas; o convencemos de que os povos coreano e chinês perseguiam um mesmo objetivo em sua luta e logramos que consentissem lutar juntos a nós contra o inimigo comum.

Desta maneira pudemos organizar com eles a batalha de assalto contra a cidadela distrital de Dongning, onde estavam concentradas grandes forças armadas do imperialismo japonês, batalha que terminou com nossa vitória. Nela, nós, os comunistas, cumprimos missões mais difíceis e duras e demos prova de valentia e de espírito de sacrifício. Os guerrilheiros antijaponeses demonstraram seu nobre traço ao salvar a vida de soldados de tropas de salvação nacional. Na batalha de assalto contra esta cidadela desferimos duros golpes no inimigo e, ademais, exercemos uma boa influência nos soldados de tropas de salvação nacional, inconsequentes de consciência ideológica, e estimulamos grandemente seus ânimos. Desde então lutaram bem ao nosso lado contra o imperialismo japonês. Posteriormente, houve entre eles não poucas pessoas que, inspiradas pela nobre moral dos comunistas, se tornaram comunistas.

Se naquelas condições tão difíceis ganhamos as tropas antijaponesas de salvação nacional mediante ações conjuntas, nas condições tão favoráveis de hoje, quando a luta é legal, não há razão para que não possamos conquistar os jovens de diversos sectores. Se vocês levam a cabo atividades intensas entre as massas juvenis, poderão unir firmemente todos os jovens patriotas.

Os ativistas juvenis, que são combatentes progressistas, devem por-se, como é natural, na vanguarda do movimento juvenil e esforçar-se para conquistar as grandes massas de jovens e agrupar todos aqueles jovens que estejam dispostos a lutar para construir um Estado democrático, soberano e independente. Tratando-se de jovens patriotas, devem todos serem incorporados à organização da UJD, sem distinção de crenças religiosas e fortuna. Posto que os trabalhadores e camponeses compreendem a maioria esmagadora na composição de classes de nosso país e constituem as forças principais da revolução, concederão importância primordial a atrair jovens operários e camponeses.

Para fundar a UJD há que esmerar-se em seus preparativos.

O que devemos ter em conta é que algumas pessoas, desconhecedoras da linha de fundação da UJD, podem estar insatisfeitas com a organização da UJC na UJD. Se não compreendem corretamente a situação reinante hoje em nosso país e a demanda de nossa revolução, podem se opor a esta re-organização, apegados ao estreito marco da UJC. Vocês devem combater estas opiniões mesquinhas e se esforçar para materializar até o fim a linha de organizar a UJD.

Todos os jovens ativistas democráticos devem trabalhar para que amplos setores dos jovens compreendam com clareza porque é imprescindível dissolver hoje a UJC, para que tomem parte ativa no trabalho de fundação da UJD, bem conscientes da justeza da linha em questão. Ao mesmo tempo, há que convocar o quanto antes conferências de jovens ativistas em todas as províncias para formar as organizações da UJD. Baseando-nos nestes preparativos criaremos prontamente a UJD e nesta organização unitária agruparemos firmemente os jovens.

Estou seguro de que vocês, fiéis ao espírito da presente Conferência, trabalharão com afinco para constituir a UJD, organização juvenil massiva.

Atual situação internacional e nacional e as tarefas das mulheres


Conferência ministrada aos quadros femininos da cidade de Pyongyang, em 25 de outubro de Juche 34 (1945).

Camaradas:

Faz uns dias que algumas camaradas me pediram que lhes falasse sobre a atual situação internacional e nacional e suas tarefa. É muito bom que nossas mulheres queiram conhecê-las melhor. Somente quando conheçam com toda clareza os acontecimentos que se desenvolvem hoje no mundo, a situação de nosso país e as tarefas que devem cumprir, as mulheres poderão fazer um ativo aporte à construção do país.

Primeiramente vou referir-me à situação no exterior e no interior do país.

Como todas vocês sabem, a Alemanha e Itália fascistas e o Japão militarista desencadearam a Segunda Guerra Mundial e levaram o mundo inteiro a esta horrível hecatombe. Os fascistas alemães, italianos e japoneses, sedentos de ambições agressivas, sonhavam em apagar da face da Terra o Estado socialista e converter em escravos os povos do planeta após invadir a União Soviética e conquistar o mundo inteiro. Para tornar realidade este perverso desígnio mobilizaram milhares de efetivos e todo o arsenal de modernas armas de exterminação massiva e perpetraram atrocidades espantosas, sem precedentes.

Apesar de tudo, a guerra terminou em uma grande vitória das forças democráticas antifascistas mundiais, amantes da paz e da democracia. Como consequência, cresceu extraordinariamente o prestigio internacional da União Soviética, foi aberto um caminho de desenvolvimento democrático para muitos países e foram criadas condições favoráveis para que os povos dos países coloniais e semicoloniais conquistassem sua independência nacional.

Hoje em dia, os povos de numerosos países de Europa e Ásia vem empreendendo o caminho do desenvolvimento democrático e em todas partes do mundo os povos intensificam a luta pela independência nacional. Em distintos países europeus, liberados do jogo fascista, começaram a serem estabelecidos governos democráticos e a luta pela libertação dos povos da China e muitos outros países entraram em nova etapa superior. Na atualidade, sé mais forte a voz dos povos que demandam a paz, a democracia e a independência nacional, e vão crescendo e fortalecendo-se, dia após dia, as forças democráticas internacionais.

Agora, ao cessar o fogo da Segunda Guerra Mundial, os países capitalistas se encontram gravemente debilitados no político e econômico. Na Alemanha, Itália e Japão, derrotados na guerra, assim como em outros países capitalistas reina o caos do sistema de dominação reacionária e suas economias vão caindo em um estado de estagnação. Nos países capitalistas se desenvolve a luta dinâmica dos trabalhadores que demandam melhora de condições trabalhistas e aumentos salariais e, como nunca, cresce a ação das massas populares em prol da democracia. Tudo isso testemunha que o regime capitalista está cambaleando em sua raiz.

Esta mudança da situação em escala mundial se reflete igualmente em nosso país.

O povo coreano, através de uma longa e renhida luta, logrou liberar sua pátria. Foram expulsos da Coreia todos os imperialistas japoneses que oprimiram e exploraram cruelmente o povo coreano durante 36 anos e foi aberta a perspectiva esplendorosa de construir aqui um novo país para o povo.

Todavia, depois da libertação, nosso país foi dividido em Coreia do Norte e Coreia do Sul, onde são criadas situações diametralmente opostas.

Como vocês podem ver com os próprios olhos, atualmente todos os habitantes da Coreia do Norte, jubilosos pela libertação, se alçaram à uma luta enérgica para a construção de uma nova pátria. Em varias regiões foram organizados os comitês populares, por iniciativa do povo, e, por toda parte, se empreende a luta para liquidar as sequelas do imperialismo japonês e feudais e forjar uma nova vida democrática. Da mesma forma, se acelera o trabalho para restaurar as fábricas, as minas e as ferrovias que os imperialistas japoneses destruíram durante a fuga.

Porém a realidade sul-coreana é diametralmente distinta à norte-coreana. Quando o exército estadunidense desembarcou na Coreia do Sul, proclamou que seriam executados, segundo a lei marcial, os que lhe desobedecessem. Após este desembarque, a Coreia do Sul se converteu em uma zona de administração militar estadunidense. Agora, em Seul e demais regiões da Coreia do Sul os pró-japoneses e traidores da nação, que outrora espremeram o suor e sangue de nosso povo em contubérnio com os imperialistas japoneses, vivem às suas custas apoiando-se no exército estadunidense enquanto as atividades patrióticas dos habitantes se encontram obstaculizadas em diversos aspectos. Sendo precisamente assim a realidade dos habitantes da Coreia do Sul, que dançavam alegres pela libertação, pela chegada de um mundo novo e livre, se encontram mergulhados em um estado de grande inquietude.

Nesta situação de hoje nosso povo luta pela construção de uma nova Coreia.

Na maior brevidade de tempo devemos fazer fracassar por completo as maquinações dos pró-japoneses, traidores da nação e outros elementos reacionários e edificar um Estado democrático, soberano e independente, rico e poderoso, unindo todas as forças da nação.

Agora pois, quais tarefas tem as mulheres coreanas emancipadas na atual situação externa e interna do país?

Em primeiro lugar todas as mulheres devem tomar parte ativa na edificação do país.

Para construir um Estado democrático, soberano e independente, rico e poderoso, há que estabelecer o Poder popular, extirpar por completo os remanescentes do imperialismo japonês e os feudais e fomentar com toda rapidez a economia e a cultura. Dadas as condições de nosso país, em que a longa dominação feudal e colonialista do imperialismo japonês frearam o desenvolvimento social e deixaram profundamente arraigados vestígios do feudalismo do capitalismo, e em que tudo acabou destruído e no caos, é tarefa dificílima cumprir com êxito o trabalho de construção do país, porém devemos executá-lo a todo custo. Para levar a cabo de maneira brilhante esta importante e honrosa tarefa, é preciso que os que disponham de dinheiro, o aportem, os que tenham forças, as consagrem e os que possuam conhecimentos, os ofereçam, e que se mobilize todo o povo como um só, tanto homens e mulheres como idosos e crianças. Precisamente nesta obra as massas femininas assumirão uma grande parte.

A missão das mulheres na construção da nova Coreia é, de verdade, importante. Se pode dizer que as mulheres, que representam a metade da população de nosso país, desempenham papel igual ao da roda de uma carreta, na construção do país. Como ambas rodas devem girar devidamente para que a carreta corra rapidamente, assim também as mulheres devem desempenhar, ao igual que os homens, um grande papel, para que nosso trabalho na construção do país seja realizado com êxito.

As mulheres podem executar qualquer trabalho se propõem-se a fazê-lo, e fazer grande aporte à construção do país. Nossas mulheres são capazes de trabalhar tão bem quanto os homens em todos os domínios da política, da economia e da cultura.

Grande número de mulheres de nosso país lutaram dignamente em aras da pátria e do povo. Outrora muitas mulheres coreanas tomaram parte na Luta Armada Antijaponesa e fizeram grande aporte à sagrada causa da libertação da pátria. As revolucionárias que naqueles tempos lutaram contra o inimigo com armas na mão ou realizaram trabalhos entre as massas na  clandestinidade, eram modestas filhas de trabalhadores e camponeses.

Se todas nossas mulheres, bem conscientes de que também são construtoras de uma nova pátria, se entregam unanimemente à tarefa de edificar o país, esta poderá ser coroada com grande triunfo.

A participação ativa das mulheres nesta tarefa constitui importante garantia para levar a cabo com êxito a tarefa de sua emancipação.

As mulheres coreanas, atadas por longo tempo às normas de ética e moral feudais, estavam marginadas das atividades sociais e, fechadas em suas casas, levavam uma vida de lágrimas, sofrendo toda classe de desprezo e maus-tratos. Para livrar-se desta situação do passado e conseguir sua emancipação social, nossas mulheres devem se incorporar ao trabalho de edificação do país.

Agora há algumas mulheres que, perguntando-se o que podem fazer e qual trabalho podem cumprir bem se o executam elas mesmas, se mostram indecisas em tomar parte neste trabalho; incluso há mulheres que riem a escondidas daquelas camaradas que se dedicam ao trabalho social. Trabalhar é uma atitude digna para as mulheres coreanas emancipadas. Sem abandonar esta errônea atitude as mulheres não  poderão lograr por completo a emancipação social.

Agora estamos nos esforçando para construir uma nova sociedade democrática. Este nosso trabalho, de construção do país, é uma tarefa revolucionária para libertar as mulheres de uma dupla ou tripla corrente e de toda desigualdade social. Somente participando na edificação do país poderão se ver livres da anterior situação

Naturalmente, na situação de hoje as mulheres terão numerosas dificuldades para incorporar-se plenamente à tarefa de edificação do país. Além de carecerem de experiência em atividades sócio-políticas ainda carregam muitas tarefas domésticas. No futuro, melhorada a situação do país, não cabe dúvida de que serão criadas boas condições que permitirão às mulheres tomar parte nos trabalhos sociais, porém no momento isso não está ao nosso alcance. Mas, nunca devem vacilar em participar na construção do país, assustadas pelas dificuldades e obstáculos. Se equivocam se acreditam que a magna e ambiciosa tarefa de erigir um novo país é uma coisa fácil. Devemos levar a cabo este trabalho suportando e vencendo as dificuldades e obstáculos que se apresentes em nossa frente.

Nossas mulheres, profundamente conscientes da importante missão que assumem na construção de uma nova Coreia, tomarão parte ativa nas atividades sócio-políticas e farão ingentes esforços para contribuir à edificação do país.

Para cumprir bem sua tarefa na construção do país e lograr sua emancipação social as mulheres deverão elevar decididamente sua consciência ideológica.

Isso isso não poderão ser dignas protagonistas na construção de uma nova Coreia. As pessoas carentes de consciência político-ideológica não poderão mostrar elevado entusiasmo para levantar o país nem tampouco desfrutar realmente da liberdade e dos direitos concedidos. Em outros tempos, as mulheres coreanas, ao ser totalmente ignorantes, consideravam natural todo tipo de maus-tratos e desprezo dos que eram vítimas, tanto na sociedade como na família, e acreditavam que estavam predestinadas à miserável situação em que se viam submergidas como mulheres de um país colonizado.

Somente quando elevem sua consciência ideológica e tenham uma boa formação político-ideológica elas não voltarão a sofrer a amarga vida do passado, cheia de vicissitudes, e criarão uma vida nova e ditosa.

Para elevar sua consciência ideológica, as mulheres, antes de tudo, devem se alfabetizar. Somente aprendendo a ler poderão conhecer a situação do país e ao que se propõe o país, por meio dos jornais e livros, e cursar distintos estudos necessários para elevar sua consciência ideológica. Sem instrução, não só não poderão assimilar a avançada teoria revolucionária nem tampouco assimilar conhecimentos científicos. Para construir uma pátria rica e poderosa é preciso que as mulheres participem de maneira ativa na edificação da economia e cultura do país e isso requer saber ler e escrever. Desde antigamente se diz que conhecimento é poder, o que é uma afirmação correta.

Em tempos passados, as mulheres coreanas não podiam receber instrução, mesmo que desejassem, por serem demasiadamente rigorosas as restrições que lhes impunham a sociedade e a família. Porém, agora existe condições para que todas as mulheres estudem. Bem conscientes de que sem estudos não poderão elevar sua consciência ideológica nem servir às tarefas de construção do país, as mulheres farão ingentes esforços para se instruir.

As guerrilheiras antijaponesas não deixavam de estudar nem um só momento, incluso em circunstâncias de ininterruptos combates. Apesar do cansaço e das condições climáticas desfavoráveis, liam à luz da fogueira, sem dar-se conta de que passava a noite, e não desgrudavam de seus livros nem durante as marchas pelas montanhas abruptas. Assim, com firmeza, se equiparam de ideias avançadas e teorias revolucionárias e cumpriram maravilhosamente seu dever revolucionário.

Seguindo este exemplo, todas nossas mulheres terão que estudar de modo incansável com grande entusiasmo. Assim poderão se livrar o quanto antes do analfabetismo, assimilar as ideias avançadas e obter conhecimentos científicos, e tornarem-se excelentes trabalhadoras da construção da nova pátria.

Para elevar a consciência ideológica, as mulheres, além do estudo, terão que levar a cabo uma luta enérgica contra os vestígios ideológicos do imperialismo japonês e os hábitos feudais. Hoje, na mente de nossas mulheres estão profundamente arraigados esses vestígios e conceitos feudais. São remanescentes da ideologia do imperialismo japonês e do feudalismo os hábitos como os de numerosas mulheres considerarem algo bom viver no ócio, desprezem o trabalho, olhem com inveja as pessoas endinheiradas, ou que vacilem em participar em trabalhos sociais e careçam de dignidade nacional, ou que estimem as pessoas pela linhagem, chamem exorcistas para exorcismar e busquem adivinhos para prever o destino. Sem desprender-se destes vestígios ideológicos do imperialismo japonês e dos costumes feudais, nunca se tornarão genuínas mulheres democráticas da nova Coreia.

Todas as mulheres devem se alçar unanimemente à luta para desarraigar ditos vestígios e costumes. Debemos empreender entre as mulheres uma enérgica campanha para que se oponham aos remanescentes da ideologia do imperialismo japonês e liquidar o feudalismo, a fim de que todas elas se livrem da ignorância e do obscurantismo, e se formem política e ideologicamente.

Uma das tarefas importantes que se apresentam hoje ante as mulheres consiste em impulsionar com dinamismo o trabalho para criar uma organização democrática massiva de mulheres.

Para levar a feliz término a responsável missão que tem nossas mulheres, devem contar com sua própria organização democrática, de caráter massivo. Somente quando formarem a organização democrática unitária e se incorporem todas nela, as mulheres poderão contribuir, unidas suas forças, à construção da nova pátria, receber uma educação democrática e forjar-se para serem excelentes trabalhadoras. Por maior que seja o entusiasmo das mulheres na construção do país e extraordinários seus esforços, se não agrupam-se todas em uma só organização não poderão cumprir com êxito nem sua tarefa na edificação do país nem tampouco a tarefa de sua emancipação social.

Portanto, devem formar o quanto antes uma organização democrática unitária das mulheres para lograr a unidade das mesmas. Bem conscientes da importância que tem a criação dessa organização, todos os quadros femininos deverão acelerar este trabalho pondo-se na frente das massas femininas. Quando logrem aglutinar todas as mulheres nessa organização única poderão incorporá-las à tarefa de construir a nova Coreia democrática e de realizar sua emancipação social.

De forma geral, estas são as importantes tarefas que as mulheres tem na atual situação internacional e nacional. Os quadros femininos, tendo em mente as tarefas imediatas das mulheres, organizarão e mobilizarão de maneira ativa as amplas massas femininas na luta por sua realização.

ACNC vaticina em comentário o resultado trágico do expansionismo do Japão


Os reacionários japoneses recorrem à obstinada e criminosa campanha para usurpar a ilhota Tok, território inalienável da Coreia.

Recentemente, os parlamentares interpartidários e ultradireitistas do Japão celebraram na Dieta a "3ª reunião do 'Dia de Takeshima' de Tóquio" em demanda da recuperação da ilhota Tok "ilegalmente ocupada".

Em uma entrevista coletiva, o diretor do secretariado do gabinete, Suga, disse que "indubitavelmente, Takeshima é território próprio do Japão tanto em vista dos fatos históricos como à luz do direito internacional".

Enquanto isso, foi realizado no departamento de Shimane um ato pelo "Dia de Takeshima" com a presença de um alto funcionário enviado pelas autoridades, e até a propaganda nas ruas sobre o "direito de posse da ilhota Tok".

Os fatos evidenciam que os reacionários japoneses são os descarados que tergiversam sem vacilação alguma a história para realizar sua ambição expansionista e intensão de arrebatar terras alheias.

A aberta agitação de guerra de usurpação territorial, a de agressão, que se desenvolve ignorando a opinião pública que se encontra inquietada com a proliferação brusca do COVID-19 que ameaça a saúde e a vida da população japonesa, demonstra o grau que chega tal ambição dos reacionários japoneses.

Como já foi divulgado, o Japão ampliou e reconstruiu este ano a "exposição do direito à posse do território" a fim de fazer apologia de sua história de agressões e inculcar ainda mais nos habitantes a mentalidade agressiva.

No mesmo contexto, se escutam no círculo político os disparates sobre o "resgate" da ilhota em questão.

É evidente o objetivo da cada dia mais recrudescente provocação do Japão que assentou toda a base militar, econômica e legal para se tornar um Estado bélico.

Ao polemizar e internacionalizar o assunto da ilhota Tok, querem buscar o pretexto de guerra e, posteriormente, preparar o trampolim da invasão ao continente.

O país insular sonha em vão repetir a história do século passado quando ocupou a Península Coreana valendo-se de coação, ameaça e chantagem.

Não existe nem existirá o "direito à posse da ilhota Tok" do Japão.

Sua irrisória ambição territorial lhe conduzirá ao arruinamento.

terça-feira, 3 de março de 2020

Máximo Dirigente Kim Jong Un felicitou o Presidente da Bulgária


O Presidente da Comissão de Assuntos Estatais da República Popular Democrática da Coreia, Kim Jong Un, enviou no dia 3 uma mensagem de felicitação ao Presidente da República da Bulgária, Rumen Radev.

O texto assinala como segue:

"Com motivo do Dia Nacional da República da Bulgária, lhe estendo cordiais felicitações em nome do governo e povo da RPDC formulando votos pelos êxitos nas tarefas de Vossa Excelência e seu povo pelo desenvolvimento e prosperidade do país.

Aproveito esta oportunidade para expressar a convicção de que as relações de amizade entre RPDC e Bulgária se fortalecerão e se desenvolverão ainda mais às alturas da nova época."

Nossas tarefas para construir um novo Estado democrático


Discurso proferido no banquete de boas-vindas oferecido pelo Comitê Político Popular da província de Pyongan Sul em 18 de outubro de Juche 34 (1945).

Recebam meu cordial agradecimento e consideração vocês, membros do Comitê Político Popular da província de Phyongan Sul, que me ofereceram esse encontro significativo, e representantes de diferentes setores e trabalhadores de Pyongyang aqui presentes.

Quando eu tinha tinha treze anos cruzei o rio Amnok com a firme decisão de não voltar até que a Coreia fosse independente. Naquele dia, cantando a "Canção do rio Amnok", que não sei quem a compôs, pensei quando voltaria a pisar outra vez neste solo, quando chegaria o dia de meu retorno à terra onde nasci e onde estão as tumbas de meus antepassados. Pensando em tudo isso, mesmo ainda sendo uma criança, a tristeza tomou meu o coração.

Porém, aquele dia que tanto esperava por fim chegou e, de novo, voltamos a nos encontrar. É uma grande alegria!

Nem um só momento esquecemos vocês, que vivem na terra-pátria, enquanto lutávamos no exterior, após sermos obrigados a deixar o país. Sabíamos muito bem que vocês amam fervorosamente o país e nos expressavam sua simpatia e apoio enquanto combatíamos no exterior, o que nos deu grande vigor.

A libertação de nossa pátria foi lograda graças a várias formas de lutas levadas a cabo por um grande número de revolucionários e de patriotas da Coreia no exterior e no interior do país, com as armas na mão ou como vocês fizeram, na legalidade ou na ilegalidade contra o imperialismo japonês. A luta de vocês foi um grande estímulo para nossos combates fora do país.

Há um ditado que diz que um povo privado de seu país vale menos que um cão em uma casa em luto, e isso é verdade. O mais precioso para nós é a pátria. Isso, até a medula, o sentimos na terra alheia, enquanto lutávamos pela independência da pátria. Desde aqueles tempos, estávamos firmemente convencidos de que chegaria sem falta um dia de maior alegria, dia em que recuperaríamos a pátria, construiríamos um Estado e seríamos ditosos, e embora enfrentássemos todo tipo de dificuldades, lutávamos com valentia.

Nos demos conta de que a União Soviética, país vizinho, brindava sincera ajuda aos movimentos de libertação nacional dos povos oprimidos e estávamos seguros de que nos alçaríamos, sem falta, com a vitória se combatêssemos ao lado do povo soviético. Assim foi e lutamos até o fim sobrepondo-nos a múltiplas dificuldades e acabamos conquistando a liberdade e a libertação. Nosso objetivo de aniquilar o imperialismo japonês havia sido logrado.

Agora, nossa luta entrou em uma nova etapa. Se apresenta ante a nós uma grande tarefa, porém muito difícil, de construir um novo Estado democrático. Pois bem, o que devemos fazer para cumpri-la?

Antes de tudo, devemos extirpar pela raiz as tendências da luta entre grupos, que segue sendo crônica no movimento de libertação de nosso país. Por causa dessa luta houve um tempo em que incluso ficou em ruínas o país e nossa nação não pôde unir-se para combater o inimigo estrangeiros. De nenhuma maneira devemos repetir este erro. O que mais nos importa é a coesão. Todas as forças patrióticas e democráticas tem que estar unidas monoliticamente. Mesmo que ainda não contemos com a frente unida nacional. Nos cabe o dever de formar uma frente unida nacional democrática que agrupe compactamente todas as forças que amem o país e mantenham com firmeza posições democráticas.

Logo, devemos fortalecer com todos os meios a amizade e solidariedade com os países amigos. Fazer todos os esforços para fortalecer a amizade com a União Soviética. O Exército Vermelho não só derramou seu sangue em apoio ao nosso povo em sua causa de libertação mas também permanece em nosso país para facilitar a edificação de um Estado democrático, soberano e independente. Não devemos deixar estes amigos generosos fazer demasiados esforços, mas fortalecer nossa coesão e desta maneira estabelecer o quanto antes um novo Poder baseando-nos nas próprias forças. Desta forma devemos procurar que nosso país, como Estado por completo democrático e independente, marche ombro a ombro com os demais países amigos ocupando as mesmas posições na arena internacional.

Reconstruir a indústria, reabilitar e desenvolver a economia nacional é uma das tarefas mais apremiantes que temos. Devemos empreender a produção reparando e reabilitando o quanto antes as fábricas, minas e empresas destruídas pelos imperialistas japoneses em sua fuga. E desta maneira, estabilizar a vida dos trabalhadores e demais setores do povo dando emprego aos desempregados.

Para recuperar e desenvolver nossa economia nacional é necessário assegurar a livre atividade aos empresários e fomentar suas faculdades criadoras. A todos eles corresponde o dever de trabalhar honesta e tenazmente pelos interesses de sua pátria e povo.

Além da indústria, é de suma importância desenvolver a agricultura. Sem ela não é possível resolver o problema dos alimentos nem fomentar aquela.

Para cumprir com êxito estas tarefas é preciso inculcar solidamente a noção patriotismo nas pessoas. O imperialismo japonês pisoteou a dignidade nacional dos coreanos e semeou entre nossos jovens os hábitos de escravo. Para construir um país democrático e independente há que fazer ressurgir a dignidade nacional de nosso povo. Nós devemos abandonar para sempre os costumes de escravo colonial e marchar adiante com elevado orgulho nacional e com a confiança de que podemos realizar qualquer obra.


Empreendamos todos uma luta mais ativa pela construção de um novo Estado democrático, unindo nossas forças.

Kim Yo Jong expressa consternação pelo estúpido modo de pensar de Chongwadae


A primeira diretora de departamento do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia, Kim Yo Jong, fez pública nesta terça-feira (03) a seguinte declaração:

"Ao espantado sua sombra lhe basta.

Assim é a reação de Chongwadae (Casa Azul) da Coreia do Sul ao exercício militar de fogo dos artilheiros da frente do Exército Popular da Coreia que foi realizado ontem.

Nosso treinamento não foi para ameaçar alguém.

Para um exército que existe para a defesa do país, o treinamento é seu oficio principal e uma ação de autodefesa.

Todavia, saem de Chongwadae coisas como 'grande lástima', 'pedimos o cessar' e outras palavras nos deixam consternados.

É um ato verbal muito atrevido.

Na realidade, se trata do que repetiam Chongwadae e o Ministério de Defesa Nacional como voz automática de telefone.

O que lhes importa o exercício ou o descanso, que se faça na casa alheia, para dizer tais palavras insensatas?

Sabemos que a parte Sul prefere os exercícios militares conjuntos e se dedica às práticas desagradáveis como a compra entusiasmada de equipamentos militares sofisticados.

Não é duvidoso que os caças ultramodernos, que são introduzidos sigilosamente no solo sul-coreano, tenham a missão de atacar-nos a qualquer momento e não serviriam para espalhar os produtos agroquímicos.

Todo o mundo sabe que a manobra militar conjunta, prevista para março, foi adiada não pela decisão dos inquilinos de Chongwadae, que não estão interessados na paz ou reconciliação e cooperação, mas devido à proliferação do coronavírus de novo tipo na Coreia do Sul.

Estamos muito curiosos para escutar a resposta que Chongwadae vai dar quando pedirmos à parte Sul para suspender os exercícios militares conjuntos, que eles tanto gostam, argumentando que estes não ajudam em nada nos esforços para relaxar a tensão na Península Coreana.

É uma conduta de gangster que tais homens fanáticos pelo simulacro de guerra censurem os treinamentos militares em casa alheia.

Em outras palavras, isso quer dizer que eles devem estar preparados militarmente, porém nós não devemos fazer exercícios militares. Quem, em sã juízo, trataria como contraparte essa gente que insiste em tal absurdo?

O critério e ato verbal ilógicos de Chongwadae multiplicam nossa desconfiança, ódio e desprezo sobre toda a parte sul-coreana, mais além de figuras individuais.

Somos nós que temos que expressar 'grande lástima' pelo modo de pensar ilógico e estúpido de Chongwadae.

Isso pode ofendê-los, porém nos parece que a conduta de Chongwadae não se difere muito da conduta de crianças de 3 anos de idade.

Essa postura bandidesca e obstinada é idêntica à dos EUA.

É natural que eles se pareçam com os EUA, há que vivem como parasitas dando mais apreço à aliança com o amo estrangeiro do que à parte compatriota.

Será que eles não tem uma maneira de nos enfrentar com mais coragem e dignidade deixando a insistência absurda?

De verdade, é muito lamentável e decepcionante, porém devo dizer que menos mal que isso não tenha sido uma declaração direta da posição do presidente.

Como será possível que cada palavra e ação deles seja tão estúpida de ponta a ponta e detalhe por detalhe?

Nos dá muita pena usar esta comparação mas: o cão acovardado late mais forte. Semelhante a alguém…"

Nomes antigos do lago Chon do monte Paektu


O lago Chon se encontra na cimeira do monte Paektu. Nos tempos antigos era chamado de Taethaek (grande lagoa) e há centenas de anos foi posto o nome atual no sentido de estar localizado no local sagrado e alto como o céu.

É a fonte dos três rios longos da Coreia e China, que são o Amnok e o Tuman e o Songhua da China. Se caracteriza pelos fenômenos naturais muito variáveis que oferece uma visão maravilhosa.

Os antepassados coreanos refletiram os mistérios da natureza em outros nomes do lago como Roethaek, Ryongdam ou Sinil.

Roethaek significa que as furiosas ondas do lago se chocam contra os barrancos de sua margem fazendo soar ruídos estrondosos.

Os antepassados coreanos pensavam que os barulhos produzidos próximo ao lago se deviam ao Deus-dragão e consideraram que este Deus vivia no lago. Por isso os nomes Ryongdam e Sinil.