sexta-feira, 17 de julho de 2020

ACNC ressalta em comentário o caráter perigoso do novo plano espacial do Japão



Na recente reunião do gabinete, o Japão determinou o novo plano principal do espaço cósmico consistente em duplicar a atual dimensão do mercado da industrial espacial até princípios da década de 2030 e promover a incorporação das empresas ao mesmo.

O agravante do caso é que o país insular apresentou a "ameaça crescente" de RPDC e China como pretexto da renovação de sua política espacial e anunciou que para fazer frente, reforçará a capacidade de defesa cósmica e de detecção e interceptação de mísseis em cooperação com os EUA.

Em particular, decidiu incluir o projeto de possuir muitos satélites-espiões capazes de detectar com prontidão os mísseis da RPDC, o que desperta a atenção da opinião pública mundial.

Em poucas palavras, o plano acima mencionado é uma guia de ações abertas para lograr a conversão em potência militar mediante a militarização do cosmos.

Tomando o espaço cósmico como cenário de guerra, o Japão vem promovendo em segredo sua presença militar no osmos sob o pretexto de defesa frente à "ameaça" de alguém.

Mediante a "lei principal do cosmos" adotada em 2008, tirou o vistoso cartaz de "uso pacífico do cosmos" e anunciou em 2018 este espaço e o cibernético como novas esferas de defesa no "programa de defesa" e no "plano de ordenamento de forças defensivas no tempo intermediário".

Tais tentativas dos reacionários japoneses chegam este ano à fase mais perigosa.

Desde o princípio do ano, submeteu à revisão o tema de mudar o nome das "Forças Aéreas de Autodefesa" como as aéreas e espaciais. Em fevereiro, lançou um satélite-espião para detectar a tendência dos equipamentos de lançamento de mísseis da RPDC e, em maio, instalou nas "Forças Aéreas de Autodefesa" o "corpo de operações espaciais", primeira unidade especializada no espaço cósmico.

O Primeiro-Ministro Abe declarou que a meta geral do Japão é converter-se na "potência espacial independente do futuro" e expôs sua maligna intenção de tomar a hegemonia militar nessa esfera.

Ao reportar essa intervenção, AP assinalou que Abe busca elevar o "papel e a capacidade do Japão na arena internacional" ao seguir intensificando a cooperação entre as "Forças de Autodefesa" e as tropas estadunidenses e igualar os tipos de armamentos com os EUA.

Em estreita cooperação com as forças espaciais dos EUA, o corpo fundado em maio dá acicate à investigação técnica para neutralizar e destruir os satélites de outros países.

Em desafio à sociedade internacional, o Japão, privado dos direitos à posse de exército e à beligerância e participação na guerra, converteu as "Forças de Autodefesa" nas ofensivas, incluiu em sua esfera operacional o cosmos e o espaço cibernético e mobiliza até as empresas civis para se juntar ao mercado espacial. Estes fatos são testemunho evidente da ambição de nova agressão e da cobiça insaciável dos reacionários japoneses.

Não se pode tolerar nunca que o Japão, que cometeu no século passado os crimes inauditos contra a nação coreana e a humanidade, se mova freneticamente para converter-se em potência cósmica e militar e realizar com o tempo seu velho sonho da "Esfera de Coprosperidade da Grande Ásia Oriental". 

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