terça-feira, 1 de julho de 2025

O revolucionário comunista é possuidor de um caráter íntegro

Tomemos como princípio de vida e trabalho a ideia e intenção do partido

Integridade significa ter um coração e uma conduta limpos, sem qualquer mancha ou ambiguidade.

A integridade de caráter é uma qualidade essencial que os funcionários devem possuir.

Para os funcionários que trabalham pelo Partido, pela revolução, pela pátria e pelo povo, a integridade deve ser uma norma inabalável tanto na vida quanto no trabalho.

O estimado camarada Kim Jong Un disse:

“Os funcionários do Partido devem ser, diante do povo, os mais honestos e íntegros, sem falsidade, sendo coerentes por dentro e por fora.”

A geração fundadora do Partido, além de ter acumulado méritos louvados por todos, foi composta por modelos de revolucionários comunistas que estabeleceram a autoridade do Partido e lançaram as bases de um estilo partidista saudável por meio de uma notável proximidade com o povo e de métodos de trabalho voltados para as massas.

Nosso Partido valoriza a consciência partidista íntegra dos funcionários, partindo do princípio de que mesmo o melhor estilo de trabalho só brilha e é reconhecido pelas massas quando sustentado pela consciência e pela integridade.

Hoje, nosso Partido exige que os funcionários estejam sempre conscientes de que, se surgirem neles mesmo os mínimos traços de autoritarismo, burocratismo ou corrupção, isso não apenas causará prejuízos ao Partido, mas também deixará marcas em sua própria vida política. Por isso, devem se autoavaliar constantemente, se disciplinar e dedicar sinceramente seus esforços ao Partido e ao povo.

A vida de um revolucionário perante o Partido e o povo deve ser tão transparente quanto água límpida em um frasco de vidro.

Somente o funcionário que não apresenta nenhuma ambiguidade em sua conduta e vida pode trabalhar e aprender mais do que os demais, devotando-se ao Partido e ao povo, e vivendo de forma totalmente integrada com o povo, sem qualquer distância, como se fosse algo natural à sua própria essência.

Os germes destroem o corpo humano, mas o egoísmo corrompe o espírito.

O egoísmo, que é o primeiro passo para a degeneração ideológica, deve ser combatido com firmeza.

Como diz o ditado “ao ver, nasce o desejo”, o egoísmo leva o indivíduo a querer sempre mais e a se lançar atrás de ganhos pessoais.

Buscar interesses egoístas significa usar as funções e os poderes que lhe foram confiados não em benefício do Partido e do povo, mas em proveito próprio.

Como alguém que coloca seus desejos acima dos interesses do Partido e do povo poderia seguir e encarnar a nobre vontade de nosso Partido, que tem o princípio da primazia das massas populares como essência e ideologia política?

Num momento em que se valoriza e incentiva ainda mais a honestidade, a integridade e a pureza de conduta, tornando essas qualidades características essenciais e consolidadas dos funcionários, é fundamental que todos tenham sempre em mente que, uma vez cegos pelo egoísmo, tornam-se capazes de cometer qualquer ato que prejudique os interesses do Partido e do povo — até mesmo trair o Partido e a revolução, sem qualquer hesitação.

É de extrema importância que os funcionários se esforcem constantemente para possuir uma personalidade pura e popular, sem manter nem mesmo um palmo de distância em relação ao povo.

A verdadeira realização de um revolucionário não está em comer bem e viver com conforto, mas em dedicar tudo de si e lutar de forma abnegada pelo Partido, pela revolução e pelo povo.

O verdadeiro comunista é aquele que considera como uma profunda vergonha qualquer desejo, ainda que mínimo, por privilégios ou tratamentos especiais.

Os leais que vivem eternamente na memória da história e do povo foram pessoas dotadas de elevada estatura ideológica e espiritual — indivíduos desprovidos de egoísmo.

Caso alguém, ao invés de servir de exemplo aos demais com tais nobres qualidades revolucionárias, passe a buscar privilégios e interesses próprios, inevitavelmente acabará por trair os princípios do trabalho e perder a confiança do povo.

Quem se considera um ser especial tende inevitavelmente a buscar apenas seu próprio conforto e vantagem pessoal, usando de sua posição como se tivesse autoridade extraordinária.

O simples fato de abusar do poder e prejudicar os interesses do povo já revela que tal pessoa não se vê como um servidor do povo, mas como um ser acima dele.

Para o nosso Partido, que considera como seu modo de existência e método revolucionário servir ao povo com devoção, tratando-o com reverência, fortalecendo sua confiança e mantendo um estilo partidista puro, essas condutas que menosprezam o povo e violam seus direitos e interesses não são apenas graves ofensas, mas atos intoleráveis que mancham a autoridade do Partido — independentemente de sua gravidade.

Os funcionários devem ter sempre em mente a vontade do Partido de jamais tolerar, nem minimamente, os principais alvos de combate que contradizem fundamentalmente a ideia e o espírito fundadores do nosso Partido: o autoritarismo, o burocratismo e os atos de corrupção e enriquecimento ilícito. Devem rejeitar por completo todos os fenômenos negativos que vão contra o estilo saudável de trabalho do Partido.

Aquele funcionário que compreende profundamente a intenção do Comitê Central do Partido — de que, se ele vive com conforto, o povo sofre, e de que somente se ele suportar dores até os ossos, o povo poderá viver melhor —, jamais vacila diante do egoísmo e do interesse próprio.

O funcionário em quem as massas podem confiar em qualquer momento e se apoiar com tranquilidade é, antes de tudo, alguém consciente e absolutamente íntegro.

Os funcionários não devem se considerar seres especiais, nem buscar tratamento diferenciado, tampouco devem pensar em usar sua autoridade para obter interesses pessoais. Pelo contrário, devem internalizar e tornar hábito viver de maneira idêntica ao povo.

É ao adotar como princípio de trabalho e de vida os ensinamentos do estimado camarada Secretário-Geral que reside o verdadeiro valor da existência dos funcionários, que constituem o núcleo sólido do Partido do Trabalho da Coreia.

Ryang Sun

Nos vinguemos cem vezes do imperialismo estadunidense, inimigo mortal do nosso povo

O estimado camarada Kim Jong Un disse:

"Apenas aqueles que mantêm firmemente a convicção revolucionária podem seguir até o fim o caminho da revolução e manter a dignidade perante a pátria e o povo."

Em um local ensolarado da aldeia de Tokhung, no distrito de Kangso, encontra-se os túmulos dos mártires patrióticos. Ali estão sepultados os restos mortais dos militantes do partido e de suas famílias da aldeia, brutalmente massacrados pelos inimigos durante a Guerra de Libertação da Pátria.

Essas pessoas, que haviam vivido sob o domínio do imperialismo japonês, sofrendo toda sorte de humilhações e desprezo, profundamente conscientes da dor de não possuir sequer uma terra própria, só puderam desfrutar de uma vida verdadeiramente humana e conhecer a felicidade após a libertação.

Em seus corações, transbordava uma gratidão imensurável ao grande Líder, que lhes devolvera a pátria perdida e até lhes distribuíra terras, trazendo-lhes a alegria de viver.

Quando as canções de felicidade ecoavam alto por toda a terra, as nuvens negras da guerra se aproximaram. Com o início da retirada estratégica temporária, os imperialistas estadunidenses e os inimigos de classe passaram a capturar e prender impiedosamente os patriotas que não haviam conseguido se retirar a tempo. Entre eles estavam diversos militantes do partido e suas famílias, que, partindo tardiamente, foram capturados pelos inimigos.

Os inimigos, em seu desespero para destruir a firme convicção na República que aqueles patriotas carregavam no coração, se lançaram num frenesi selvagem. Exigiam que revelassem o paradeiro de outros militantes do partido e os espancavam brutalmente com cabos de pás e picaretas. A alguns, cravaram pregos de ferro nas pernas em torturas cruéis.

Porém, nenhuma ameaça, intimidação ou atrocidade bestial foi capaz de quebrar sua convicção.

Como poderiam esquecer os dias em que, após receberem a tão desejada terra, dançavam e cantavam em lágrimas de emoção e alegria? Como poderiam apagar de suas memórias as noites insones, quando olhavam com incredulidade para os celeiros abarrotados em seus quintais, como se ainda estivessem sonhando?

Incapazes de arrancar qualquer palavra dos militantes do partido, os inimigos passaram a levar seus familiares diante deles. Apontando-lhes armas, diziam que os poupariam caso pronunciassem ao menos uma frase contra o governo da República. No entanto, nem por um instante sua convicção vacilou.

“A República está viva. Mesmo que morramos, a República vencerá.”

Também os familiares resistiram ferozmente aos inimigos. Uma mulher gritou com coragem diante dos agressores enlouquecidos:

“Seus monstros, se querem matar, matem! Nosso Exército Popular se vingará de vocês, custe o que custar!”

Tomados pelo ódio, os inimigos dispararam uma saraivada de balas contra eles. Sobreviventes que escaparam por um triz após serem capturados na época contam que, nos locais onde os patriotas foram fuzilados ou enterrados vivos, os gritos de “Viva o Partido do Trabalho da Coreia!” ecoavam com força.

Embora o tempo tenha passado, o espírito dos patriotas que, até o último momento, mantiveram firme sua convicção revolucionária continua, ainda hoje, exigindo de nossa geração uma vingança centenas de vezes maior.

Rodong Sinmun

Mudanças climáticas extremas que causam desastres


O aquecimento global, que se agrava a cada dia, está provocando mudanças climáticas extremas. Chuvas torrenciais, calor intenso e tufões ocorrem repentinamente, causando enormes prejuízos.

Em Daca, capital de Bangladesh, somente entre os dias 29 e 30 de maio, foi registrado um volume de chuva de 196 mm em 24 horas. Esse foi o maior volume diário de chuva em maio nos últimos 54 anos. As chuvas torrenciais que caíram durante vários dias alagaram inúmeras ruas e vielas da cidade.

No mesmo período, no Sri Lanka, as chuvas intensas deixaram 19 feridos, mais de 10 mil pessoas foram afetadas e milhares de residências foram danificadas. Na Índia, as chuvas de dois dias provocaram a morte de 18 pessoas em diversos estados e afetaram dezenas de milhares de moradores. Casas foram soterradas por deslizamentos de terra, estradas foram destruídas e escolas ficaram submersas.

Na província de Uíge, no norte de Angola, apesar da estação seca, chuvas fora de época acompanhadas de ventos fortes e granizo caíram por três dias. Houve mortos, o fornecimento de energia elétrica às residências foi interrompido, e hospitais e escolas foram destruídos.

Na província de Badakhshan, no Afeganistão, várias pessoas morreram por causa das enchentes provocadas pelas chuvas, e terras agrícolas, estradas e casas ficaram submersas.

Na província do Cabo Oriental, na África do Sul, dezenas de pessoas morreram por causa das grandes enchentes causadas por chuvas intensas. Muitas pessoas foram deslocadas, 127 escolas e cerca de 20 unidades de saúde foram danificadas.

A partir de 18 de junho, durante vários dias, as chuvas que caíram no norte e noroeste da província de Hunan, na China, foram registradas como extremamente fortes. Em uma localidade do condado de Shangzhi, o volume de chuva chegou a 664,5 mm. O sistema de emergência foi ativado e alertas foram emitidos nas áreas prioritárias. No condado de Longgang, província de Guizhou, a partir de 24 de junho, o nível dos rios subiu rapidamente, provocando danos causados por inundações. Estradas foram alagadas, a infraestrutura de algumas aldeias e vilarejos foi severamente danificada e as comunicações foram interrompidas.

No estado de Himachal Pradesh, na Índia, no dia 25 de junho, enchentes e deslizamentos de terra causados pelas chuvas torrenciais deixaram cinco mortos e muitas pessoas desaparecidas. No mesmo dia, no oeste da ilha de Java, na Indonésia, deslizamentos de terra provocados por chuvas intensas causaram a morte de quatro pessoas.

Na província de Khyber Pakhtunkhwa, no Paquistão, fortes chuvas e tempestades ocorreram no final de junho, causando grandes danos.

Enquanto isso, no Japão, uma onda de calor persistente está provocando vítimas. A agência meteorológica do país informou que a temperatura continua subindo em praticamente todas as regiões.

Nos Estados Unidos, o calor recorde recente tem feito com que o asfalto se dilate repentinamente, provocando o salto de carros em movimento. Esse fenômeno foi observado em cerca de 50 localidades nas regiões Centro-Oeste e Leste do país. A onda de calor antecipada, com temperaturas próximas dos 40 °C por vários dias consecutivos, fez com que pessoas desmaiassem durante eventos ao ar livre em grandes cidades como Nova York e Filadélfia, necessitando de atendimento médico de emergência. Para piorar, ocorreram apagões em algumas áreas, deixando passageiros presos em trens superaquecidos, enfrentando grande sofrimento. A agência meteorológica dos EUA afirmou que o verão no país está 1,3 °C mais quente do que há 50 anos.

Mais da metade da população dos Estados Unidos está sendo afetada pela intensa onda de calor.

Na ilha italiana da Sicília, foi proibido o trabalho ao ar livre durante o dia, quando a temperatura máxima prevista era de 39 °C.

Em Atenas, na Grécia, onde os termômetros chegaram a 40 °C, grandes incêndios florestais eclodiram. As autoridades emitiram ordens de evacuação e fecharam partes das estradas costeiras.

Em uma região do sul da Espanha, a temperatura chegou a atingir 46 °C em determinado momento. A agência meteorológica espanhola emitiu um alerta de emergência. Em Portugal, onde as temperaturas continuam subindo, alertas de risco foram emitidos para cerca de dois terços do território nacional.

Na Sibéria e no Extremo Oriente da Rússia, uma onda de calor tropical, com temperaturas entre 8 °C e 9 °C acima da média, está se prolongando. No sudeste da Sibéria, as temperaturas atingiram 38 °C.

Por outro lado, na França, uma onda de calor fora de época foi seguida por chuvas torrenciais repentinas. Diversas áreas de Paris ficaram alagadas em instantes.

Como se vê, a situação é extremamente grave.

Segundo a Organização Meteorológica Mundial, em 2024 a temperatura média global superou pela primeira vez a marca de 1,5 °C acima dos níveis anteriores à Revolução Industrial, atingindo 1,55 °C — o limite estipulado pelo Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas há 10 anos.

O ano passado foi registrado como o mais quente da história das observações climáticas, causando prejuízos de 300 bilhões de dólares em todo o mundo.

As previsões indicam que este ano não será menos grave.

Especialistas afirmam que os desastres causados por calor extremo, chuvas intensas, grandes enchentes e elevação do nível do mar estão diretamente ligados ao aquecimento global. Se isso não for contido, a temperatura continuará batendo recordes e os desastres se sucederão.

Foi divulgado que Tuvalu, um país insular do Pacífico, está se tornando o primeiro lugar do mundo onde não será possível viver devido à elevação do nível do mar causada pelas mudanças climáticas. Com uma altitude média de apenas 2 metros acima do nível do mar, estima-se que, até 2050, a maior parte do território e das infraestruturas essenciais ficará abaixo da maré média.

No futuro, fenômenos climáticos extremos e desastres imprevisíveis poderão surgir a qualquer momento, em qualquer região e de diversas formas.

A realidade exige urgentemente que a comunidade internacional estabeleça medidas eficazes para superar as graves consequências causadas pelo aquecimento global.

Rodong Sinmun

segunda-feira, 30 de junho de 2025

Sangue por sangue: refletindo sobre a exposição de belas artes com o tema da educação de classe (2)


 O estimado camarada Kim Jong Un disse:

"Devemos intensificar o nível da educação de classe anti-imperialista entre os militantes do Partido e os trabalhadores, para que compreendam com clareza a natureza agressiva e predatória dos imperialistas estadunidenses e dos inimigos de classe."

Tomados por um ódio crescente contra os imperialistas estadunidenses, seguimos observando a exposição até pararmos diante de uma obra que denunciava minuciosamente a verdadeira face dos imperialistas estadunidenses, que desde mais de cem anos atrás estendiam suas garras negras de invasão sobre nosso país. O título da obra era “Carrascos com uma cruz na mão”.

Eram bestas disfarçadas de missionários, que sob o pretexto de tratar doenças, realizavam experimentos de dissecação humana em salas escuras, abrindo o ventre de pessoas vivas e as matando. Já é bem conhecido que os missionários estadunidenses espalhados por todo o país antes da libertação cometeram atos extremamente bárbaros. No entanto, ao ver essas atrocidades retratadas numa pintura, era como se o sangue nos fervesse.

Os sentimentos dos visitantes também eram os mesmos. Todos expressaram sua indignação:

“Como é possível que criaturas com aparência humana tenham cometido atos tão horrendos?”

O guia explicou que as atrocidades dos missionários estadunidenses, que brandiam a cruz enquanto proclamavam “caridade” e “fraternidade”, foram fatos reais, e contou a seguinte história:

Aos pés do monte Namsan, na cidade de Haeju, havia um hospital chamado “Hospital da Salvação”, operado por um missionário estadunidense. Em abril de 1924, uma mulher em trabalho de parto foi levada ao hospital em uma maca. O missionário, garantindo que ela poderia ter um parto tranquilo, aplicou anestesia, colocou-a sobre a mesa cirúrgica e, durante muito tempo, realizou um experimento de dissecação em seu corpo. No fim, tanto a mãe quanto o bebê perderam a vida nas mãos do missionário.

Quando as enfermeiras coreanas do hospital tomaram conhecimento desses fatos, o missionário tramou um plano cruel em conluio com os japoneses para eliminá-las. Assim, enfermeiras e estudantes do “Hospital da Salvação” foram levados para o mar em frente a Ryongdangpo a bordo de um velho barco de carga, que foi então abalroado por um navio de guerra japonês, resultando na morte trágica de mais de 250 pessoas.

Justamente por serem descendentes de açougueiros humanos e feras selvagens, os imperialistas estadunidenses perpetraram, décadas depois, na Guerra da Coreia, massacres sangrentos e atos de extermínio em massa inimagináveis, sem qualquer hesitação.

Na galeria da exposição, havia também obras que retratavam o povo coreano reafirmando, com mil vezes mais determinação, sua vontade de vingança e aniquilação diante das atrocidades cometidas pelos inimigos, que haviam transformado suas cidades natais em cinzas e mares de sangue durante a Guerra de Libertação da Pátria.

A pintura tradicional coreana intitulada “Sangue por sangue” retrata vividamente a cena em que um combatente, após libertar uma aldeia, escuta de uma idosa a história de um poço manchado de sangue, firmando sua determinação de vingança.

Sobre o processo de criação dessa obra, um artista Casa Central de Criação de Belas Artes contou:

"De fato, após a guerra, havia em todo o país poços que haviam se tornado túmulos de pessoas inocentes pelas mãos dos estadunidenses. Nesses locais, foram erguidas placas com a inscrição ‘Sangue por sangue’. Ao ouvir essa história, achei que era uma frase de vingança que todos os jovens da nova geração deviam carregar no coração, e por isso intitulei a obra como ‘Sangue por sangue’."

Ficamos por muito tempo parados diante daquela pintura, incapazes de seguir adiante.

Dizem que o musgo do tempo cobre tudo com o esquecimento, mas como poderia o ódio e o desejo de vingança contra os imperialistas estadunidenses — verdadeiras feras de duas pernas e inimigos mortais do povo coreano — ser coberto por qualquer musgo?

Exatamente.

Não importa quanto tempo passe ou quantas gerações se sucedam, jamais esqueceremos os crimes dos imperialistas estadunidenses. Cobraremos, centenas de milhares de vezes mais caro, o preço do sangue derramado por nosso povo.

Reafirmando esse ardente espírito de vingança, seguimos para a próxima obra da exposição.

Rodong Sinmun

Assassinos enlouquecidos pela caça humana, usando ajuda humanitária como isca

Na Faixa de Gaza, os massacres brutais cometidos pelos belicistas israelenses contra os palestinos continuam ininterruptamente.

Recentemente, eles têm intensificado ainda mais as caçadas humanas inimagináveis, usando ajuda humanitária como isca.

No último dia 24 de junho, o exército israelense cometeu uma atrocidade bárbara ao abrir fogo contra centenas de palestinos inocentes que se aproximavam de caminhões carregados com ajuda humanitária em uma rua no centro da Faixa de Gaza. Como resultado, 25 pessoas morreram, mais de 140 ficaram feridas e mais de 60 dos feridos se encontram em estado crítico.

Antes disso, na cidade de Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, tanques israelenses dispararam contra civis que aguardavam por ajuda humanitária.

Segundo testemunhas, naquele momento, os soldados israelenses reuniram milhares de palestinos ansiosos pela chegada de caminhões com alimentos e, em seguida, dispararam dois projéteis de tanque contra eles.

O massacre resultou na morte de mais de 50 pessoas e deixou mais de 200 feridos. Trata-se de um crime de genocídio deliberado, fruto da política de extermínio étnico conduzida por sionistas israelenses em conluio com os Estados Unidos.

Como se sabe, as autoridades israelenses, incentivadas pelos Estados Unidos, têm se empenhado em um plano de roubo territorial, visando forçar a deportação dos palestinos da Faixa de Gaza para países vizinhos. No entanto, diante da resistência dos palestinos, que se recusam a abandonar Gaza, os assassinos israelenses, sob o pretexto de eliminar o Hamas, têm lançado operações de terra arrasada com a intenção insana de exterminar até o último habitante da Faixa de Gaza.

Os moradores do norte da Faixa de Gaza foram forçados a "evacuar" para o sul, sendo colocados em condições extremamente precárias. Não satisfeitos com isso, os israelenses interromperam durante cerca de três meses o fornecimento de ajuda humanitária, sob a alegação de que os materiais estavam caindo nas mãos do Movimento de Resistência Islâmica da Palestina (Hamas).

Com o massacre e a destruição incessantes, a fome extrema e a crise sanitária prolongada, a tragédia seguiu se agravando, provocando crescente indignação e condenação da comunidade internacional. Frente a isso, os Estados Unidos e Israel estabeleceram no sul da Faixa de Gaza um suposto “sistema de fornecimento de ajuda humanitária” em zonas “seguras”.

Mas por trás disso estava um plano sinistro dos invasores e ocupantes: ao usarem os suprimentos como isca, poderiam identificar e eliminar mais facilmente membros do Hamas, além de acelerar os planos de massacres e expurgos coletivos contra os moradores da Faixa de Gaza.

Tendo transformado Gaza em ruínas completas e em um matadouro humano sem precedentes, Israel agora implementa, como se não bastasse, até mesmo uma “caçada humana”, promovendo um novo massacre contra os palestinos.

Desde que esse "sistema de fornecimento de ajuda" entrou em funcionamento no final de maio até 24 de junho, o número de palestinos assassinados enquanto tentavam obter alimentos e suprimentos humanitários já ultrapassa 510, com cerca de 3.800 feridos.

Moradores locais, abraçando os corpos ensanguentados das vítimas, desabafam com revolta: “Vejam! As pessoas estão morrendo! Ninguém olha para elas com compaixão. Aqueles que lutavam para conseguir farinha para alimentar seus filhos foram despedaçados e mortos.”

A política de extermínio étnico promovida por Estados Unidos e Israel com o objetivo de dominar a Faixa de Gaza torna-se mais cruel a cada dia.

As atrocidades cometidas por esses assassinos — que chegam a usar até mesmo a ajuda humanitária como ferramenta para alcançar seus objetivos — revelam, sem disfarces, a natureza brutal e a crueldade dos invasores e ocupantes.

Agência Central de Notícias da Coreia

Por que a OTAN estende suas garras para a região da Ásia-Pacífico?

A OTAN aprovou uma nova meta de gastos militares.

Na recente cúpula de líderes da OTAN, foi decidido que até 2035 os países-membros aumentarão seus gastos militares para um nível equivalente a 5% do PIB. A decisão inclui a exigência de que cada membro destine 3,5% do PIB para despesas militares essenciais, enquanto os 1,5% restantes sejam amplamente investidos em setores indiretamente relacionados à infraestrutura militar.

A OTAN é o bloco de guerra mais representativo.

O anúncio da nova meta de aumento dos gastos militares por parte da OTAN tem, sem dúvida, o objetivo de fortalecer suas capacidades bélicas, sendo um ato criminoso que eleva ainda mais o grau de ameaça à paz e à segurança mundial.

Mais preocupante ainda é a questão de para onde estão apontadas as armas dessa máquina de guerra.

O secretário-geral da OTAN, ao criticar diversos países da região da Ásia-Pacífico, afirmou abertamente que “o aumento dos gastos militares da OTAN é extremamente importante” à luz das atividades desses países.

Isso revela de forma escancarada a intenção criminosa de estender seus tentáculos de intervenção militar para a região da Ásia-Pacífico.

Originalmente, como o nome indica, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) era um bloco militar cujo principal palco de atuação era a região do Atlântico Norte. Sua formação partiu dos países dessa região, e durante a Guerra Fria sua atividade central estava voltada ao confronto militar contra a União Soviética e os países do Leste Europeu.

Com o fim da Guerra Fria, a OTAN, tornada um resquício da era passada, perdeu completamente sua razão de existir e deveria ter desaparecido do palco da história. No entanto, essa ferramenta de confronto passou a servir integralmente à ambição de hegemonia global dos Estados Unidos, expandindo gradualmente sua esfera de ação para o Oriente Médio, África e outras regiões.

Já há alguns anos, a OTAN vem insistindo, de maneira infundada, na retórica de que “a segurança da região da Europa e do Atlântico está indissociavelmente ligada à segurança da região do Indo-Pacífico”, e tem avançado com suas botas militares em direção à Ásia-Pacífico, interferindo nos assuntos da região.

No conceito estratégico adotado em 2022, a OTAN deixou registrado que a região do Indo-Pacífico é importante para a aliança, que a evolução da situação nessa região pode influenciar diretamente a segurança da Europa e do Atlântico, e que fortalecerá o diálogo e a cooperação com os países parceiros do Indo-Pacífico. Com base nisso, vem intensificando sua cumplicidade e conluio militar por meio do desenvolvimento conjunto de equipamentos militares e de exercícios militares combinados com países da região da Ásia-Pacífico, como Austrália e Repúblics da Coreia.

O antigo bloco militar do Atlântico Norte, cuja base de operações se limitava à Europa e ao Atlântico, está se transformando em um bloco de escala mundial, com foco também na Ásia-Pacífico. A “otanização” da Ásia-Pacífico e a regionalização asiática da OTAN estão sendo promovidas de maneira plena.

O fato dessa organização de guerra ter decidido aumentar drasticamente os gastos militares, mirando diretamente as grandes potências da região da Ásia-Pacífico, constitui uma situação extremamente grave.

É evidente que, na Ásia-Pacífico, se intensificará o confronto político-militar entre as potências nucleares da região e a maior organização de guerra nuclear do mundo, levando a uma escalada da corrida armamentista e, consequentemente, ao aumento das tensões.

Ninguém pode garantir que não explodirá em breve uma nova grande guerra na região da Ásia-Pacífico, que já se converteu no mais acirrado campo de confronto de forças e no maior foco de tensão do planeta.

Atualmente, meios de comunicação e especialistas de diversos países alertam que o envolvimento da OTAN com países asiáticos é, na verdade, uma tentativa de encontrar um pretexto para estender seus tentáculos à região da Ásia-Pacífico, e que o aumento maciço dos gastos militares visa fortalecer o “poder letal” dessa aliança de confronto, manifestando assim seu receio e desconfiança.

Un Jong Chol

Rodong Sinmun

Alcancemos brilhantemente as metas de luta deste ano redobrando a atividade e a combatividade das organizações partidistas


Editorial

Começou o avanço do segundo semestre para encerrar com vitória o último ano do plano quinquenal apresentado pelo 8º Congresso do Partido. Agora, todo o povo do país se levantou como uma montanha no caminho do avanço para implementar completamente as resoluções das 11ª e 12ª reuniões plenárias do 8º Período do Comitê Central do Partido.

Para transformar este ano significativo num divisor de águas na história da liderança de nosso Partido, ocupando a posição mais brilhante, é preciso antes de tudo elevar ainda mais a capacidade combativa e a atividade das organizações partidistas em todos os níveis.

O estimado camarada Kim Jong Un disse:

"As organizações do Partido devem concentrar o poder de fogo do trabalho partidista na execução completa das políticas do Partido e das tarefas revolucionárias fundamentais apresentadas para seu setor e sua unidade."

O êxito dos trabalhos nos respectivos setores, regiões e unidades depende inteiramente da capacidade combativa e da atividade das organizações do Partido. Somente quando as organizações do Partido elevarem consideravelmente sua combatividade e atuarem com vigor, os setores, regiões e unidades poderão alcançar um desenvolvimento rápido e sustentável; além disso, a marcha geral de hoje pelo desenvolvimento integral do socialismo poderá se acelerar ainda mais, e em toda parte surgirão inovações e transformações surpreendentes.

Nosso Partido tem resolvido todos os problemas, sempre que se apresentam vastas tarefas na construção socialista, fortalecendo a capacidade combativa e a atividade das organizações partidistas.

Todas as vitórias orgulhosamente inscritas nos anais da revolução são frutos preciosos da enérgica liderança de nosso Partido, que tem conduzido com sabedoria as organizações partidistas em todos os níveis — do centro até a base — a elevar constantemente sua combatividade e atividade.

O fato de termos alcançado, no primeiro semestre, resultados notáveis nos campos da política, economia, cultura, ciência, educação, defesa nacional e outras áreas da construção socialista, atendendo ao apelo do Comitê Central do Partido para transformar este ano em um marco de cumprimento do grande programa revolucionário proposto pelo 8º Congresso do Partido e em um ano de transição extraordinária rumo a uma nova etapa de desenvolvimento, se deve ao firme domínio, por parte de nosso Partido, da elevação da capacidade combativa e da atividade das organizações partidistas como elo central e etapa preliminar de todos os trabalhos, promovendo isso com consistência.

Os êxitos estimulantes e motivo de orgulho obtidos na luta pela implementação das principais políticas do Partido e do Estado no primeiro semestre, bem como o ímpeto vigoroso que domina toda a construção socialista, demonstram mais uma vez que, ao se elevar a combatividade e a atividade das organizações partidistas, não existem fortalezas intransponíveis nem tarefas irrealizáveis.

A luta travada nos últimos quatro anos e meio para implementar as resoluções do 8º Congresso do Partido foi importante, mas os trabalhos do segundo semestre deste ano têm um significado especialmente relevante.

Atualmente, entramos em uma fase de máxima responsabilidade em que se conjugam, de forma unificada, os esforços para celebrar com significância o 80º aniversário da libertação da pátria e o 80º aniversário da fundação do Partido, assim como para acolher com vitória e glória o 9º Congresso do Partido. Somente concluindo adequadamente, em todos os setores e unidades, os trabalhos planejados para o segundo semestre, poderemos encerrar com êxito a luta inaugural e transformadora da primeira etapa rumo ao desenvolvimento integral do socialismo e avançar com sucesso para a próxima etapa do processo de desenvolvimento.

No caminho do avanço, ainda se interpõem dificuldades e obstáculos consideráveis, e a realidade exigente de hoje — em que devemos alcançar a todo custo os grandiosos objetivos propostos — exige urgentemente que todos os setores, regiões e unidades concentrem cada dia do segundo semestre como se fossem dez ou cem, realizando inovações e transformações ainda maiores e conquistando um crescimento extraordinariamente acelerado.

Para corresponder às características desta era, em que se desenvolve uma luta grandiosa sem precedentes em termos de amplitude e profundidade do progresso nacional e magnitude das metas estabelecidas, bem como à conjuntura objetiva em mudança, é imprescindível elevar continuamente a capacidade combativa e a atividade das organizações partidistas.

A elevação da capacidade combativa e da atividade das organizações partidistas significa a implementação das resoluções das reuniões plenárias do Comitê Central do Partido e a conclusão vitoriosa da luta deste ano.

As organizações do Partido devem, com extraordinária capacidade combativa e atividade, conduzir com força todo o povo a lutar de forma mais ousada, mais substancial e mais intensa, de modo a implementar completamente as decisões das reuniões plenárias do Comitê Central do Partido e conquistar, assim, sucessos transformadores que mereçam destaque na história do Partido e da pátria.

É necessário desenvolver com maior vigor e ofensiva o trabalho político para a implementação completa das resoluções das 11ª e 12ª reuniões plenárias do 8º Período do Comitê Central do Partido.

A garantia firme para alcançar as metas deste ano está em um trabalho político inovador e emocionante. As organizações do Partido devem apoiar e encorajar os funcionários, militantes e trabalhadores a firmarem com mais força a convicção de que as resoluções do Partido são ciência e prática, e dar passos ainda mais enérgicos na marcha pela nova vitória da revolução.

É necessário mobilizar completamente as forças e os meios de propaganda e agitação, intensificando com vigor a ofensiva ideológica nos campos efervescentes, para que em todos os locais de trabalho transbordem fervor revolucionário, espírito de luta e amor à pátria. Mesmo ao realizar uma única ação de propaganda e agitação, deve-se fazê-la com vigor, de modo a emocionar as massas conforme a situação, as condições e o estado psicológico, despertando o espírito de emulação e de superação, transformando-a numa atividade política marcante, com frescor e caráter próprio.

No dia de hoje, em que a luta para encerrar este ano com vitória se desenvolve com força em todos os lugares, a posição que os funcionários do Partido devem ocupar é, antes de tudo, o campo de produção em ebulição. Os funcionários do Partido devem se inserir profundamente entre as massas, compartilhando com elas alegrias e dificuldades, explicando de forma clara e oportuna as políticas do Partido, empunhando diretamente o microfone e o tambor para conduzir a agitação, cantando canções e lançando uma ofensiva ideológica enérgica, para que em todo lugar transborde uma força gigantesca. Quanto mais difíceis forem as condições, mais importante é olhar primeiro para o coração das massas e dedicar atenção especial às atividades destinadas a aliviar seus sofrimentos, de modo que se devotem totalmente à implementação das resoluções do Partido.

Na luta do segundo semestre, os que devem desempenhar um papel central são, sem dúvida, os funcionários. As organizações do Partido devem fortalecer a educação ideológica desses funcionários, para que, ao refletirem constantemente sobre o peso das tarefas revolucionárias que juraram cumprir incondicionalmente perante o Partido, conduzam os trabalhos de seus setores e unidades com coragem audaciosa, força de superação, paixão inabalável e espírito de entrega.

É necessário acompanhar de maneira regular e concreta a implementação das resoluções do Partido, mantendo controle firme até que estejam completamente executadas, corrigindo oportunamente quaisquer desvios que surgirem. Deve-se elevar continuamente o grau de exigência para que os funcionários rompam resolutamente com a irresponsabilidade, o desleixo, o empirismo anticientífico e a atitude de procurar atalhos, e assumam elevada responsabilidade, obtendo resultados reais e avanços concretos em seus trabalhos.

Também é importante que, mesmo em uma única visita de orientação ao campo, os funcionários forneçam uma orientação realista e verdadeiramente necessária. A partir do exame dos êxitos e experiências do primeiro semestre, devem ser encorajadas ativamente as conquistas e extraídas lições e soluções constantes, adotando métodos práticos e realizando uma orientação viva e eficaz.

É também essencial que os funcionários organizem e administrem meticulosamente a força de trabalho, a fim de maximizar as capacidades latentes das massas e garantir o cumprimento do plano da economia popular atribuído a seus respectivos setores e unidades.

Para executar completamente as tarefas atribuídas à unidade, é indispensável considerar como fator decisivo a valorização da ciência e da tecnologia, bem como a mobilização de talentos. As organizações do Partido devem orientar os funcionários a manter uma visão centrada na ciência e tecnologia, apoiando-se firmemente nas capacidades dos talentos de suas unidades, de modo a criar ainda mais riquezas valiosas por meio da autoconfiança.

Consolidar os êxitos da luta contínua de avanço e pioneirismo conquistados ao longo dos últimos quatro anos e meio, e acelerar a grande marcha de todo o povo rumo à nova vitória, depende agora de como as organizações do Partido exercerão sua capacidade combativa e sua atividade durante os mais de 180 dias restantes.

A geração pioneira da revolução, a geração fundadora do Partido, está nos observando.

Para sermos dignos diante deles e conquistarmos o quanto antes a nova vitória da revolução, devemos transformar este ano — ano do 80º aniversário da libertação da pátria e do 80º aniversário da fundação do Partido — em um divisor de águas histórico que ocupe a posição mais brilhante na história da liderança de nosso Partido e no desenvolvimento do Estado, por meio do máximo esforço e de realizações milagrosas.

Organizações do Partido em todo o país:

Que elevem extraordinariamente a capacidade combativa e atividade, convoquem com força as massas para implementar as resoluções das 11ª e 12ª reuniões plenárias do 8º Período do Comitê Central do Partido e convertam em realidade brilhante a grandiosa decisão do Comitê Central do Partido!

Rodong Sinmun