terça-feira, 11 de junho de 2024

Situação de direitos humanos da Grã-Bretanha revelada pelo incidente de danos ocorrido no setor de saúde pública


Em 20 de maio deste ano, o comitê britânico de investigação de sangue contaminado publicou o informe final acerca da pior crise de saúde pública na história da Grã-Bretanha ocorrida por causa da produção de sangue contaminado e sua transfusão.

Segundo informe, da década de 1970 a de 1990, mais de 30 mil pessoas foram contaminadas com VIH e hepatite C por causa deste incidente e, entre elas, mais de 3000 morreram.

A maioria das vítimas eram pacientes que padeciam hemofilia e disfunções similares, e estas pessoas usaram medicamentos importados dos EUA na década de 1970. E foi comprovado que uma parte destes medicamentos foi produzida com o plasma sanguíneo doado por presos ou viciados em droga.

Entre as vítimas estavam também as pessoas que receberam transfusão de sangue durante o parto, a operação ou um tratamento, e quase 1250 personas foram infectadas com o vírus SIDA e 75% delas morreram.

Os principais veículos de imprensa britânicos, tais como BBC, Reuters e o jornal The Telegraph, citaram o informe e assinalaram que muitos pacientes foram prejudicados por um erro do governo, mas que este encobriu os fatos.

Segundo The Telegraph, a OMS já havia advertido na década de 1970 sobre o perigo da propagação de vírus através do plasma sanguíneo doano, e publicou um regulamento de que, para deter tal propagação, é necessário utilizar somente o plasma sanguíneo de 10 pessoas para a produção de um medicamento. A OMS também mencionou na época sobre a proibição da importação de medicamentos fabricados com plasma.

Porém, as empresas farmacêuticas dos EUA ignoraram as advertências e os regulamentos e utilizaram o plasma sanguíneo de cem mil pessoas na fabricação de medicamentos, e o governo britânico, em vez de investir na produção de medicamentos de produção nacional, comprou em grande quantidade os medicamentos defeituosos das empresas estadunidenses.

Em particular, o jornal assinala como segue:

Entre as vítimas estão também as crianças. Em uma escola de crianças com deficiência, foi aplicado um medicamento a 122 estudantes que padeciam de hemofilia. Entre eles, 80 faleceram após contrair VIH e hepatite C, e o mais surpreendente é que os pais não sabiam que seus filhos estavam infectados. Em vez de proteger e dar tratamento preferencial às crianças, as trataram como objetos de experimento.

Os veículos de imprensa britânicos criticaram que, embora todos os danos pudessem ter sido evitados, o governo não priorizou a segurança dos pacientes, e durante décadas evadiu a investigação e a indenização pelo incidente.

A horrível situação de direitos humanos da Grã-Bretanha, revelada pelo incidente, demonstra claramente o quão absurdo é que este país, que nem sequer respeita o direito à vida (elemento principal dos direitos humanos), questione sob qualquer pretexto a situação de "direitos humanos" de outros.

Ministério das Relações Exteriores da República Popular Democrática da Coreia

segunda-feira, 10 de junho de 2024

Rodong Sinmun destaca a importância de cumprir as resoluções do Partido


"Todo o povo coreano tem a firme vontade de continuar com os êxitos mais seguros e transformadores a sagrada história de desenvolvimento da RPDC, ao cumprir perfeitamente as resoluções do Partido do Trabalho da Coreia."

Assim assinala o diário Rodong Sinmun em um artigo individual divulgado nesta segunda-feira (10) e prossegue:

"Implementar cabalmente as decisões do partido, tomando-as como norma absoluta, eis aqui a meneira de lograr o desenvolvimento integral do Estado e elevar seu poderio e prestígio defendendo seus interesses.

Em particular, será produzido um incremento excepcional do potencial político e militar do Estado.

A posição e influência de um Estado não são determinadas pelo tamanho de sua extensão territorial ou população, mas são garantidas pela força ídeo-política e pelo poder militar desse país.

O principal do poderio nacional é o político e militar e seu incremento constante assegura a dignidade de um Estado e o prestígio da potência.

A implementação das resoluções partidistas traz a viragem transcendental também na construção econômica e na melhoria da vida da população.

O setor econômico é o principal da construção socialista e a alta dignidade e o desenvolvimento independente de um Estado são respaldados por sua poderosa e moderna economia autárquica.

Para o PTC, a elevação do poderio e do prestígio do Estado e a defesa de seus interesses significam precisamente o fomento do bem-estar do povo.

O cumprimento das decisões do partido é pôr em prática o grande propósito do estimado camarada Kim Jong Un.

O magno propósito e firme vontade do Secretário-Geral do PTC consistem em converter o quanto antes a Coreia Juche na melhor potência do mundo, admirada por todo o mundo.

O avanço e desenvolvimento incessantes da revolução e da construção e a superioridade e invencibilidade de nosso Estado digno residem na via de apoiar com total entrega o grande propósito do Secretário-Geral.

As resoluções do PTC encarnam a ideia revolucionária do Secretário-Geral e são o programa para fazer realidade seu propósito e decisão.

Todos os funcionários, militantes partidistas e trabalhadores devem cumprir perfeitamente a grande causa do invencível PTC pelo país próspero e o exército poderoso ao implementar as resoluções partidistas com coragem e empenho redobrados."

domingo, 9 de junho de 2024

A maior mina de sal e o maior lago de sal do mundo


Conhecimentos gerais internacionais.

Mina de Sal Zipaquirá

Existem alguns países no mundo que têm minas de sal, mas nenhuma é maior do que as minas de sal da Colômbia, na América do Sul.

A Mina de Sal Zipaquirá, localizada na região ao norte de Bogotá, capital deste país, é mundialmente famosa. Lá, o sal-gema é extraído todos os dias e é transportado diretamente de veículo através de diversas cavernas e passagens subterrâneas. Embora sua história de desenvolvimento tenha 500 anos, ainda é conhecida como a maior mina de sal. Segundo os dados, as reservas de sal-gema são suficientes para atender a demanda mundial de sal por 100 anos.

Centenas de milhares de toneladas de sal-gema são produzidas e exportadas todos os anos.

Lago Assal

Se você fizer uma viagem de avião de 20 minutos para o noroeste da capital do Djibuti, poderá ver um lago com uma área de cerca de 10 quilômetros quadrados. Esse lugar é o Lago Assal, famoso por ser o lago natural mais salgado do mundo.

O Lago Assal está cerca de 150 metros abaixo do nível do mar. O lago é rico em sal de potássio e bromo. Um litro de água contém 330 g de sal. É conhecida como uma das principais áreas produtoras de sal do mundo devido ao seu abundante teor de sal. Diz-se que o Lago Assal contém cerca de 2 bilhões de toneladas de sal.

Neste país onde 90% do território é deserto, ter um lago assim é como ter um tesouro. O sal é o recurso natural mais importante do Djibuti.

Em declaração, Kim Yo Jong adverte Seul


A vice-diretora de departamento do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia, Kim Yo Jong, publicou em 9 de junho a seguinte declaração:

Apesar de nossas reiteradas advertências de resposta à excessiva campanha psicológica e intrigante anti-RPDC das escórias humanas que fugiram da RPDC, nos dias 6 e 7, a República da Coreia voltou a tolerar o lançamento pelos fugitivos dos panfletos com conteúdo de agitação política para além de nossa fronteira, piorando a situação.

Entre os dias 6 e 8 foram descobertas estas imundices nas zonas fronteiriças, inclusive os condados de Singye e Thosan da província de Hwanghae Norte, o condado de Jangphung e o distrito de Phanmun da cidade de Kaesong e os condados de Kosan, Phyonggang e Cholwon da província de Kangwon.

Como já advertimos, na noite de 8 de junho e na madrugada do dia seguinte, lançamos 7.5 toneladas de papel higiênico a bordo de mais de 1400 balões.

Eles saberão, se os abrirem, o fato de que bombardeamos com papís inúteis sem nenhum conteúdo de agitação de caráter político.

É totalmente diferente do caráter dos panfletos lançados pelas escórias humanas da RC.

A nossa resposta tão mínima como desta vez nada mais é do que uma reação justa e ponderada a um nível inferior.

Foi planejado que nossa reação correspondente terminasse em 9 de junho, mas as circunstâncias variaram.

A razão foi explicada pelo ato da RC.

A provocação da transmissão por alto-falantes finalmente começou na área fronteiriça.

É um prelúdio da circunstância mais perigosa.

Os politiqueiros de Seul fazem esforços desesperados para justificar sua posição com a lógica deformada, rara e única no mundo de determinar e discernir "liberdade de expressão" e "provocação" segundo a direção do vendo e formalizaram seu procedimento ilógico de retomar a emissão do alto-falante como resposta à nossa reação à sua provocação, criando de modo contínuo a nova crise.

Condeno categoricamente a conduta suja e pueril da RC e exponho nossa posição de resposta.

Indubitavelmente, a RC presenciará nosso novo enfrentamento se realiza ao mesmo tempo o lançamento de panfletos para além da frontera e a emissão do alto-falante.

O cansativo recolhimento de lixo será o trabalho cotidiano da RC.

Exijo a Seul que pare imediatamente seu ato perigoso que piora ainda mais a crise conflitive, e tenha uma posição moderada.

A sociedade capitalista é a mais desigual da história


A sociedade capitalista, que durante séculos espezinha a dignidade humana e a independência das massas populares, esta sociedade exploradora antipopular que serve um punhado de conglomerados monopolistas, está com seus dias contados.

O capitalismo, que pisoteou impiedosamente as exigências humanas por verdadeiros direitos e uma vida feliz, está caindo profundamente no abismo da destruição.

Hoje, o problema do fosso entre ricos e pobres, um tumor maligno na sociedade capitalista, tornou-se um dos principais fatores que estrangulam esta sociedade reacionária e abalam os seus alicerces.

Na sociedade capitalista, à medida que a riqueza material aumenta, a desigualdade torna-se mais grave, levando as massas trabalhadoras a viver na pobreza. A sociedade capitalista é um lugar onde mesmo as pessoas que vivem em condições confortáveis não conseguem relaxar por um momento porque não sabem quando cairão no abismo da pobreza.

Embora tenhuma uma imagem externa com edifícios coloridos chamando a atenção com luzes ofuscantes à noite, a sociedade capitalista é um paraíso apenas para um punhado da classe rica e um mundo sombrio para a grande maioria dos trabalhadores. Isto porque se trata de uma sociedade baseada na propriedade privada e na desigualdade.

A propriedade privada divide as pessoas em classe dominante e classe dominada, classe exploradora e classe explorada. Aqueles que possuem os meios de produção aumentam sua riqueza através do exercício de privilégios ilimitados, enquanto as massas trabalhadoras, que não possuem os meios de produção, são incapazes de exercer quaisquer direitos e estão sujeitas a uma exploração ilimitada.

Os capitalistas consideram as massas trabalhadoras nada mais do que um meio de produção material e a sua força de trabalho como uma mercadoria. Na sociedade capitalista, as políticas econômicas implementadas pelo Estado e as normas jurídicas no domínio econômico visam todas proteger e manter o sistema de propriedade privada e proporcionar aos capitalistas todas as condições para obter lucros elevados através do fortalecimento da exploração das massas trabalhadoras.

A classe capitalista, que controla os meios de produção e a riqueza material, aumenta constantemente os lucros através da acumulação e concentração de capital. Não importa o quanto as massas trabalhadoras produzam, tudo está concentrado naqueles que possuem os meios de produção. Mesmo as conquistas científicas e tecnológicas não resolvem a desigualdade social, mas apenas resultam numa maior maximização do fosso entre ricos e pobres.

Na sociedade capitalista que legaliza a exploração humana e a desigualdade social, os ricos ficam mais ricos e os pobres ficam mais pobres, os ricos, com riqueza material abundante, levam uma vida de luxo, enquanto os pobres sofrem infortúnios e sofrimento porque não conseguem sequer ganhar a vida.

O exemplo dos Estados Unidos é representativo.

Um modelo de liberalismo extremo e de capitalismo selvagem, uma sociedade onde o fosso entre ricos e pobres é uma tendência de longo prazo, um país com o maior fosso entre ricos e pobres entre os países ocidentais, um país desenvolvido onde milhões de pessoas estão morrendo de fome e outros títulos semelhantes são sobre os EUA.

Esta é a verdadeira face dos EUA, dito como “modelo da civilização moderna” e “sociedade de igualdade para todas as pessoas”.

O número de pessoas pobres neste país ultrapassa 40 milhões, e mais de 65 milhões desistem do tratamento devido ao alto custo dos cuidados médicos. Quase metade das famílias vive na pobreza.

O patrimônio líquido de apenas 10% das famílias ricas representa quase 75% do patrimônio líquido de todas as famílias estadunidenses.

Foi reportado que a taxa de crescimento da riqueza das famílias das classes mais baixas nos últimos 30 anos é quase zero.

Devido à pobreza, a expectativa de vida das pessoas está diminuindo e as taxas de suicídio estão aumentando.

Estes dados mostram claramente até que ponto chegou o fosso entre ricos e pobres. Esta estrutura de desigualdade está acelerando o fenômeno dos ricos ficando mais ricos e os pobres ficando mais pobres nos EUA.

Em suma, os EUA são um ugar onde os ricos estão cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.

Uma revista estadunidense expressou indignação, dizendo que, em meio à existência de extremos econômicos, apenas os ricos vivem bem e a pobreza só aumenta para aqueles das classes mais baixas. Apontou que a exploração e o tratamento discriminatório para com os pobres, e a proteção dos ricos, estão se tornando o fator fundamental que intensifica a pobreza nos EUA.

É exatamente isso. A chamada liberdade na sociedade capitalista é a liberdade dos ricos, isto é, a liberdade de fazer qualquer coisa desde que tenha dinheiro. Essa é a liberdade que permite que uma camada privilegiada, que não chega a 1%, domine as amplas massas trabalhadoras e as explore ainda mais cruelmente. Os pobres são amarrados aos privilegiados, sugados até a última gota de sangue, e podem ser desempregados a qualquer momento, sofrendo na pobreza. Essa é a liberdade deles. Para piorar, será que os acadêmicos burgueses, que tomaram a dianteira em declarar a "superioridade" do capitalismo, são capazes de admitir que o fosso entre os ricos e os pobres nesta sociedade é uma doença incurável?

Durante séculos, desde o surgimento do capitalismo, os acadêmicos burgueses dedicaram-se a ocultar a natureza reacionária e antipopular da sociedade capitalista, embelezando o problema da desigualdade com teorias econômicas enganosas. No entanto, hoje em dia, está se tornando cada vez mais evidente que a crescente disparidade de riqueza e renda é uma consequência inevitável do desenvolvimento da economia de mercado capitalista.

Um acadêmico francês analisou a tendência dos ativos totais em relação à renda total dos países capitalistas ocidentais nos últimos 200 anos. Ele concluiu que é uma lei imutável que a diferença entre os capitalistas e os proletários aumente porque a taxa de retorno do capital é sempre de 4 a 5%, enquanto a taxa de crescimento econômico é de 1 a 2%, e a renda do capital é sempre maior do que a renda do trabalho. Em particular, ele revelou o princípio da “concentração de riqueza”, que a diferença de riqueza é determinada pelo fato de uma pessoa possuir ativos desde o nascimento ou não, negando completamente o pressuposto político do capitalismo que tem defendido a “igualdade de oportunidades e meritocracia”. Até mesmo as principais figuras acadêmicas ocidentais estão expressando concordância com isso.

Um relatório investigativo do Brookings Institution que reflete o atual estado de desigualdade social nos EUA e o livro "The American Dream in Crisis" de um professor da Universidade de Harvard que argumenta que o "sonho estadunidense" se tornará uma bolha devido ao fosso entre os ricos e os pobres também ganharam relevância no mundo capitalista, reconhecendo que o fosso entre ricos e pobres é um tumor maligno incurável.

Embora a visão de que o fosso entre ricos e pobres é a principal causa de várias desigualdades e contradições domine os círculos acadêmicos ocidentais, esta questão está emergindo de fato como uma questão importante nos círculos políticos e sociais.

O capitalismo tem contradições internas insolúveis, uma vez que se baseia na desigualdade que promove e aumenta as diferenças na vida econômicas das pessoas, mas nunca foi tão grave como agora. Isto expõe a verdadeira natureza da sociedade capitalista, que apenas representa os interesses do capital e onde prevalece a lei da selva, e ao mesmo tempo serve como um fator que aprofunda ainda mais as suas contradições internas.

O fato do crescimento econômico do capitalismo estar enfrentando limites também prenuncia o fim desta sociedade reacionária.

Recentemente, os círculos acadêmicos ocidentais argumentaram que o capitalismo está à beira do seu fim, uma vez que a taxa de lucro caiu dramaticamente devido ao desaparecimento do espaço lucrativo e o processo de autoproliferação do capital atingiu o seu ponto final.

Um professor da Universidade de Harvard nos Estados Unidos, que já foi Secretário do Tesouro dos EUA e presidente do Conselho Econômico dos EUA, analisou os indicadores de baixo crescimento dos países ocidentais e revelou que a economia de mercado capitalista atual entrou em uma longa recessão não inferior à década de 1930. Outro professor universitário também analisou a situação extremamente baixa da taxa de crescimento potencial dos EUA, União Europeia, Japão, etc., e argumentou que o crescimento geral da economia capitalista inevitavelmente chegará ao fim. Eles afirmam que o capitalismo ocidental, que salva a classe capitalista monopolista e sacrifica a classe média com o dinheiro dos impostos do povo, já perdeu a sua base de apoio e força motriz para o desenvolvimento.

Acadêmicos da Universidade de Oxford no Reino Unido, Universidade de Stanford nos Estados Unidos e Universidade de Komazawa no Japão também criticaram que é uma ilusão anunciar que as contradições de classe são resolvidas pelo avanço tecnológico. Eles argumentam que, ao contrário, traz o efeito colateral do desemprego tecnológico, tornando o futuro do capitalismo ainda mais sombrio. Um estudo mostrou mesmo que 47% das pessoas empregadas nos EUA serão vítimas do desemprego tecnológico nos próximos 10 a 20 anos, levantando alertas sobre um “futuro sem empregos”.

A crítica à realidade do capitalismo, que enfrenta os limites do espaço de sobrevivência, e as alegações relacionadas ao seu fim estão intensificando a ansiedade como um sinal de consciência de crise sobre a dura realidade do capitalismo.

O pessimismo, o desespero e vários males sociais que hoje são galopantes nos países capitalistas revelam a verdadeira face de uma sociedade sem futuro.

A sociedade capitalista nunca pode esconder a sua identidade como uma sociedade reacionária que vai contra as aspirações e exigências naturais das massas trabalhadoras.

Ao longo de toda a sua existência, o capitalismo nunca defendeu ou representou as reivindicações e interesses das massas populares, e nunca teve uma forma verdadeira que pudesse representar o futuro da humanidade. Uma sociedade como esta, que representa e defende os interesses de uma minoria da classe exploradora e privilegiada, nunca poderá tornar-se uma sociedade para as massas trabalhadoras.

À medida que a falsa natureza do desenvolvimento capitalista é revelada em detalhes, o desgosto e a resistência do povo a esta sociedade reacionária aumentam.

Os reacionários da história fazem esforços desesperados para manter a sua estrutura predatória e domínio, que sobrevive através do sangue e do suor de centenas de milhares de pessoas, mas não podem escapar ao destino sombrio do declínio e colapso.

Na sociedade capitalista, onde a desigualdade social atingiu um ponto crítico, a contradição e o conflito entre uma pequena elite privilegiada e as grandes massas trabalhadoras crescem dia após dia, pressagiando uma explosão social em grande escala.

Uma sociedade rejeitada pelas massas trabalhadoras está fadada à morte.

A razão pela qual vários tipos de sistemas de exploração que existiram durante o processo de desenvolvimento histórico foram destruídos foi porque foram abandonados pelo povo.

O capitalismo também nasceu com esse destino.

Ho Yong Min

Rodong Sinmun advoga pela política do PTC de conceder primazia às massas populares


"A política do Partido do Trabalho da Coreia de conceder primazia às massas populares é o mais poderoso modo político que faz invencível o poderio do Estado e coloca o povo coreano no plano máximo da dignidade e glória.

Esta política apresenta como assunto importante a formação das massas populares, donas da política e forças decisivas de sua implementação, como ente e forças poderosos."

Assim assinala o diário Rodong Sinmun em seu artigo individual divulgado neste domingo (9) e prossegue:

"Hoje em dia, com a consciência de cidadão da potência, o povo coreano cria sem cessar a civilização da nova época com o modo de luta e temperamento de criação ao estilo coreano, o que não se pode pensar à margem da justeza e vitalidade desta política.

A política do PTC chama o povo a lograr ascensão incessante em todos os domínios de desenvolvimento do Estado.

No período tão difícil como agora, o PTC traçou a meta de prosperidade integral do Estado e está seguro de sua vitória, pois deposita a confiança na fidelidade, no patriotismo e na faculdade mental do povo coreano que apoia absolutamente todas as resoluções e indicações partidistas e as cumprem ao risco da vida.

O Partido vê o povo como um professor de tudo e crê que apoiar-se neste é a chave para todos os problemas.

A política partidista em favor do povo permite alcançar as metas aspirantes ao desenvolvimento para o fomento do bem-estar do povo.

O PTC abriga o propósito de que todas as criações devem ser os bens socialistas representativos da época atual e heranças para as futuras gerações.

Sob a política de confiança e amor do PTC, são levantadas em toda a pátria muitas obras que contribuirão a satisfazer o ideal do povo e melhora a cada dia o caráter avançado e moderno do Estado.

Assim como o povo é eterno, a vitalidade da política que prioriza o povo é eterna, e assim como a força do povo é inesgotável, o poder da política que prioriza o povo é irresistível."

sexta-feira, 7 de junho de 2024

O "Gabinete de Jang Myon" é uma extensão do "regime" de Ri Sung Man


Após a derrubada do regime ditatorial de Ri Sung Man na Coreia do Sul, uma "nova Assembleia Nacional" e um "novo Gabinete" foram criados através de "eleições" realizadas em 29 de julho.

As figuras de alto escalão do imperialismo estadunidense e do "Partido Democrata" vociferam como se estes aparatos pudessem implementar políticas democráticas, restaurar a economia e estabilizar a vida das pessoas.

No entanto, isso não é nada mais que uma tática néscia e enganosa para tentar manter o governo antipopular, que foi abalado em seus alicerces, lançando ilusões ao povo.

Considerando a fabricação do novo regime títere, a sua essência de classe e as políticas que defende, o "Gabinente de Jang Myon" é o herdeiro e extensão do regime títere de Ri Sung Man. É claro que do Gabinete não sairá nada diferente de tirania e desgoverno dos traidores da pátria, assim como Ri Sung Man.

No que diz respeito às políticas promovidas pelo Gabinete de Jang Myon, até a classe dominante está ridicularizando-o como "damasco brilhante" e criticando-o por "não haver mais avanços nas políticas da administração de Ri".

Como o novo regime títere foi fabricado?

Durante e depois do Levante Popular de Abril, o povo sul-coreano não só demandou a queda do regime títere de Ri Sung Man, mas também continuou lutando obstinadamente para forçar os imperialistas estadunidenses a renunciarem, demandando uma nova política, novo sistema e nova vida, dizendo que tanto o Partido Liberal quanto o Partido Democrata tinham falhado.

No entanto, toda a administração e os resultados das eleições da "Assembleia Nacional" títere da Coreia do Sul mostraram que se trata de um monopólio do Partido Democrata. Mesmo nestas eleições, a vontade do povo não foi refletida nem um pouco.

Isso não é de forma alguma acidental. Após a queda do Partido Liberal de Ri Sung Man diante da luta heroica do povo sul-coreano, a eleição que se seguiu foi um truque e uma peça de teatro que partiu do objetivo de recuperar a base do domínio colonial, que estava em crise. Foi a sucessão do regime títere para a elite reacionária do Partido Democrata, um partido de oposição que o imperialismo estadunidense vem manipulando como uma das rodas de sua carruagem para o domínio colonial.

Nas condições em que as forças do imperialismo estadunidense permanecem intactas, o sistema eleitoral reacionário é mantido e o aparato de dominação títere e reacionário que organiza e realiza as eleições segue em vigor, é impossível que a vontade do povo seja refletida, mesmo que as eleições sejam realizadas cem vezes.

Nas eleições, prevalecem apenas a vontade dos traidores da pátria que cometem todo tipo de fraude e corrupção, usufruindo de seus privilégios, e os truques de Washington que manipula as eleições através de seus lacaios.

Então, como as eleições à "Assembleia Nacional" títere foram manipuladas desde o início?

Após o Levante Popular de Abril, os imperialistas estadunidenses e seus títeres alteraram a constituição para incluir o Gabinete e, com base nisso, elegeram uma nova "Assembleia Nacional" e um novo "governo", vociferando que "as demandas do povo foram atendidas".

O que é exatamente esta "constituição" que muda do sistema de responsabilidade presidencial para o sistema de responsabilidade do Gabinete?

Foi apenas uma troca de palavras e cláusulas da original constituição fascista de Ri Sung Man.

Como pode ser visto nos países imperialistas atualmente, as formas do "sistema de responsabilidade presidencial" e do "sistema de responsabilidade do Gabinete" são diferentes, mas ambos mantêm a mesma essência de ditadura burguesa. Seja qual for o país imperialista que se observe, não há sequer vestígios da verdadeira democracia.

Apesar disso, os integrantes da camarilha títere na Coreia do Sul falam como se estivessem impedido uma ditadura fascista ou uma ditadura de um homem só ao mudar de "sistema de responsabilidade presidencial" para "sistema de responsabilidade do Gabinete", para que o "poder legislativo" e o "poder executivo" se controlem mutuamente.

No entanto, seu propósito obscuro não pode ser escondido.

Uma vez que suas ambas câmaras, nomeadamente "Câmara dos Representantes" e "Câmara dos Conselheiros", são dominadas por reacionários traidores da pátria, é evidente que tipo de pessoas serão eleitas como Presidente e Primeiro-Ministro.

Além disso, é óbvio que os operários e camponeses não podem ter representantes na "Assembleia Nacional" títere devido a várias restrições sobre depósito, residência, idade, etc., e à supressão fascista nas eleições à "Assembleia Nacional" títere.

Nestas condições, mesmo que o "sistema de responsabilidade presidencial" seja alterado para um "sistema de responsabilidade do Gabinete", e mesmo que a chamada "Assembleia Nacional" exerça o direito de desconfiança nos "membros do Conselho de Estado", a essência das políticas reacionárias e traidoras não pode ser modificada. 

O objetivo da camarilha títere sul-coreana é enganar o povo como se a "política democrática" estivesse sendo implementada com o pretexto de que o objetivo é o "sistema de responsabilidade do Gabinete" e o "controle mútuo" entre o "poder legislativo" e o "poder executivo".

Como se pode ver, a chamada "constituição revisada" nada mais é que uma cópia da "constituição" fascista de Ri Sung Man.

Uma vez que as eleições à "Assembleia Nacional" títere foram realizadas com base nesta "revisão" enganosa, está claro qual seria o resultado. 

As eleições parlamentares de 29 de julho foram as mesmas que as eleições parlamentares anteriores, onde nenhum representante dos trabalhadores e camponeses foi eleito. Como resultado, os capitalistas subordinados, os proprietários de terras e seus representantes ideológicos foram eleitos, obtendo a maioria esmagadora.

Através destas "eleições", o "Partido Democrata" tomou o controle da "Assembleia Nacional" títere.

Foram repetidos os métodos de eleições de Ri Sung Man com fraude, opressão infame e abuso de poder.

O que foi diferente neste processo de eleições, em comparação com a época em que Ri Sung Man governava, é que atos como assassinatos, ameaças, suborno e rapaça, que eram cometidos de forma mais explícita, agora são cometidos às escondidas, de forma mais astuta, pelos dirigentes do "Partido Democrata", o que é reconhecido até pelos meios de comunicação sul-coreanos.

Assim que a campanha eleitoral começou, os dirigentes do "Partido Democrata" se portaram como se este fosse o partido governante, recebendo amplo apoio dos EUA. O partido de Ho Jong reforço a opressão política contra o povo e promoveu ativamente o suborno e fraude para obter sua "vitória eleitoral". À medida que as eleições se aproximavam, os EUA criaram um clima de medo severo através de uma série de ações, incluindo a visita de Eisenhower à Coreia do Sul, as frequentes visitas de altos funcionários e oficiais militares dos EUA à Coreia do Sul, a interferência direta do embaixador dos EUA nas eleições, o envio de uma missão de vigilância da embaixada, a realocação de membros da Comissão das Nações Unidas para a Unificação e Reabilitação da Coreia, uma série de provocações militares, a presença constante da força policial anti-distúrbios em todas as áreas eleitorais, entre outros. Durante o período eleitoral, o povo estava capturado pela ansiedade e pelo medo, como um camponês sul-coreano disse: "Há mais tumulto do que eleições".

O governo interino de Ho Jong forneceu aeronaves militares e veículos oficias aos candidatos do "Partido Democrata", tolerou suas atividades ilegais e apoiou de forma abrangente a fraude eleitoral, enquanto investigava minuciosamente até pequenas questões relacionadas aos novos candidatos independentes que emergiam no cenário político e tinham apoio popular.

A camarilha títere suprimiu, ameaçou e chantageou as "forças inovadoras" que defendiam as negociações Norte-Sul antes das eleições, sob o pretexto de "pró-comunismo", limitando assim as atividades eleitorais de novos partidos políticos.

No momento da "revisão da constituição", os membros de alto escalão do "Partido Democrata" rejeitaram a exigência de inserir uma disposição para punir aqueles que acumularam capital ilegalmente, e levantaram enormes fundos "eleitorais" de numerosos acumuladores ilegais, usando a falsa promessa de que iriam limitar suas posições, direitos e interesses quando o "Partido Democrata" chegasse ao poder.

Com estas eleições nas mãos, os membros de alto escalão do "Partido Democrata" não hesitaram em apoiar os atos fraudulentos de subornar os eleitores.

De fato, estas eleições, mas até que as anteriores, prevaleceram a fraude, o suborno e a chantagem. Até mesmo os meios de comunicação sul-coreanos caracterizaram estas eleições como as dominadas por dinheiro e poder.

Através do teatro eleitoral, onde prevaleceram a manipulação, o conluio, e a influência do poder e do dinheiro, os membros de alto escalão do "Partido Democrata", que usurparam a maioria das cadeiras da "Assembleia Nacional" títere, venceram a disputa entre as facções velha e nova pelo poder político envolvendo o posto de "Primeiro-Ministro", que exerce poder real, em vez do "Presidente", que não tem grande poder graças à revisão da constituição.

O "Gabinete de Jang Myon" é uma extensão do "regime" de Ri Sung Man

Basta olhar para a composição do "Gabinete de Jang Myon", que surgiu após os jogos eleitorais de 29 de julho, para perceber que nada mais é que um remanescente do regime títere de Ri Sung Man.

Se observamos a lista de ministros títeres anunciada por Jang Myon, ela é constituída por traidores da nação e lacaios dos EUA e do Japão. Dentre eles estão também os membros da "Assembleia Nacional" títere do "Partido Liberal" que estavam durante o regime de Ri Sung Man.

Não é de forma alguma acidental que, mesmo sob o comando do "Partido Democrata", o "Gabinete de Jang Myon" seja um gabinetes de lacaios pró-Japão, sendo a maioria burocratas do período colonial japonês e do regime de Ri Sung Man.

Também é possível adivinhar que tipo de políticas representativas internas este Gabinete títere irá implementar.

Basta olhar para a "política administrativa de oito pontos" anunciada por Jang Myon que revela a mesma identidade que a de Ri Sung Man,ao manter o domínio colonial dos EUA com todas as forças.

Em seu primeiro "discurso sobre a política administrativa", Jong Myon apela às eleições intercoreanas sob a chamada supervisão das Nações Unidas. Com declarações como essa, tenta passar a imagem de que está sinceramente interessado na reunificação pacífica da pátria.

Contudo, isso não é nada mais que uma manobra astuta que se opõe à reunificação pacífica da pátria e embelezar a política de agressão dos imperialistas estadunidenses.

A reunificação pacífica da pátria é um assunto interno do povo coreano. Nenhuma interferência estrangeira pode ser tolerada neste assunto. Por que insistem em que forças externas intervenham no assunto, em vez de nós mesmos, coreanos, resolvermos? Esta insistência destrói a independência do país e coloca o destino da nação sob a subjugação do imperialismo estrangeiro.

Como mostra a experiência, as "eleições sob supervisão da ONU" já foram realizadas várias vezes na Coreia do Sul nos últimos 15 anos. No entanto, é amplamente conhecido que tais eleições foram repletas de fraude, chantagem e terrorismo sem precedentes. Todas as eleições sob a supervisão da ONU foram acompanhadas por uma opressão sangrenta do povo da Coreia do Sul e foram apenas um meio de fortalecer ainda mais a pilhagem colonial e a divisão nacional por parte dos imperialistas estadunidenses.

No entanto, a conspiração da camarilha de Jang Myon nada mais é que uma manobra para expandir o domínio colonial dos EUA ao invadir a metade Norte da Coreia, algo que não conseguiram realizar por meio da guerra, realizando eleições sob a supervisão superficial da ONU.

Assim que tomou o poder, o "Gabinete de Jang Myon" começou a cometer atos malignos de trair o país e o povo para subordinar para sempre o destino do país e do povo ao imperialismo estadunidense. O fato de haver rejeitado o diálogo sob o pretexto de que 'há o receito de que mesmo trocas de cartas entre o Sul e o Norte representem uma curva perigosa, já que a eliminação do comunismo é definida como uma política nacional", expressa claramente a manipulação traseira da Organização do Tratado do Nordeste Asiático, composta por EUA, Japão e Coreia do Sul, que se opõe ao bloco socialista e serve de organização de agressão do imperialismo estadunidense.

Mesmo na chamada "política externa" do "Gabinete de Jang Myon" é possível ver o verdadeiro aspecto do imperialismo estadunidense.

O lema de fortalecer ainda mais a cooperação nos setores de economia, assuntos militares e cultura entre EUA e a classe dominante da Coreia do Sul tem o objetivo de destruir a soberania e a cultura nacional ao fortalecer ainda mais a subordinação política, econômica e militar da Coreia do Sul aos EUA e a penetração do estilo de vida estadunidense.

A relação de subserviência mestre-servo já é evidente e o "Gabinete de Jang Myon" já solicitou aumento da "ajuda" do amo e até decidiu despachar um "enviado" aos EUA.

A classe dominante dos EUA também se vangloria do novo governo títere sul-coreano, dizendo: "Avaliamos positivamente o novo governo da Coreia, que é mais cooperativo do que o antigo governo”.

O "Gabinete de Jang Myon" insiste em que devem buscar não só a "ajuda" dos EUA, mas também o capital monopolista da Alemanha Ocidental e do Japão militarista. Quando pensamos no fato de que o povo coreano sofreu uma vida dolorosa como escravo colonial sob o domínio do capital monopolista japonês no passado, se torna ainda mais intolerável que estes sujeitos pró-Japão estejam buscando novamente o capital japonês.

Se a chamada "política externa" do "Gabinete de Jang Myoin", além de adotar a política de subordinação colonial aos EUA sob o slogan de diplomacia e anticomunismo, é uma política traiçoeira e maligna que aceita completamente a política de subordinação colonial dos EUA, então sua política interna também está apenas repetindo a política antipopular de Ri Sung Man, que buscava garantir a todo custo a política de pilhagem colonial dos EUA e explorar e oprimir o povo da Coreia do Sul.

A "política econômica" expressa nesta "política administrativa" é caracterizada por ser uma política de engano do começo ao fim.

A fim de promover a construção econômica, o "Gabinete de Jang Myon" utiliza várias frases vazias tais como "desenvolvimento a longo prazo", "expansão de empréstimos", "estabelecimento do sistema de impostos sobre aquisição de terrenos", "medidas financeiras para promover pequenas e médias empresas", etc.

São tais promessas que o povo sul-coreano tem ouvido desde o período do regime de Ri Sung Man. No entanto, o povo sul-coreano nunca viu nenhum avanço nessas promessas. 

Como o "Gabinete de Jang Myon" será capaz de resolver isso?

Em que base poderá esta política econômica ser realizada?

Numa situação lamentável em que o tesouro está vazio, não há produção e o governo tem uma dívida de 400 bilhões de wons, o que pode ser feito para restaurar a economia nacional falida e salvar os milhões de desempregados que sofrem de fome e pobreza?

A falsidade da chamada "política econômica" do "Gabinete de Jang Myon" pode ser vista apenas olhando para o plano de orçamento do Ano Novo anunciado em 27 de agosto.

O plano de orçamento do Ano Novo tem um tamanho de receita de cerca de 5,2 trilhões de wons, que é 23% maior do que a demanda fiscal deste ano. Isso em si é um orçamento deficitário enorme e a fonte de receita também depende de atos de dívida, como a emissão de títulos do governo, se não for a receita do imposto inicial.

Como um orçamento deficitário que considera impostos ou emissão de títulos do governo como a única fonte de receita, põe em situação difícil, onde nem mesmo os custos crescentes de militares, polícia e administração podem ser cobertos.

O "Gabinete de Jang Myon" deposita grandes esperanças na "ajuda" dos EUA. No entanto, é consabido o que as "ajudas" dos EUA provocaram na Coreia do Sul.

O "Gabinete de Jang Myon" nunca poderá implementar sua política econômica.

Até o "Wall Street Journal" dos EUA comentou que a política econômica defendida pelo "Gabinete de Jang Myon" é absurda, concluindo que a instável economia sul-coreana e as instáveis finanças governamentais não seriam capazes de suportar um plano tão caro.

Tal política econômica do "Gabinete de Jang Myon" é absolutamente impossível de implementar, mesmo considerando seus interesses de classe.

Isto é claramente revelado apenas olhando para o tratamento dispensado aos acumuladores ilegais.

Mesmo após a queda do regime de Ri Sung Man, o povo sul-coreano não parou de lutar, exigindo que as propriedades daqueles que acumularam riqueza ilegalmente fossem confiscadas e revertidas para salvar os agricultores e os desempregados.

Aqueles que acumularam riqueza ilegalmente são os capitalistas subordinados que foram acusados ​​de todos os tipos de fraude e corrupção sob o regime títere de Ri Sung Man. Estas pessoas, ao mesmo tempo que implementavam a política predatória de “ajuda” dos EUA, entregaram toda a riqueza da Coreia do Sul ao imperialismo estadunidense e desperdiçaram injustamente a sua riqueza em troca de levarem a economia, a democracia e a vida das pessoas à destruição.

Portanto, é natural que o povo da Coreia do Sul castigue severamente estas pessoas e confisque as suas propriedades para socorrer os pobres.

No entanto, o "Gabinete de Jang Myon" afirma que "lidará com aqueles que acumularam capital por via ilegal de forma branda, sem causar a ruína econômica, a fim de que a economia nacional não encolha". Isso não é acidental.

O fato de que a Jang Myon em si é um proprietário e sua base é composta por capitalistas subordinados, é comprovado pelo fato de que descarta punição aos acumuladores ilegais. O próprio fato de que Jang Myon posterga tais punições mostra bem a natureza antipopular de seu gabinete.

Os fatos gerais são que, a julgar pelas medidas do "Gabinete de Jang Myon" desde que chegou ao poder, pela composição e pelas políticas que defende, trata-se de uma verdadeira extensão do regime de Ri Sung Man.

Este regime não pode fazer nada para o povo, exceto tirar direitos políticos e impôr fome e pobreza.

Como pode haver uma relação agradável nas condições do domínio reacionário colonial dos invasores estadunidenses e dos proprietários de terras e capitalistas pró-EUA e pró-Japão?

O camarada Kim Il Sung indicou como segue:

"Enquanto o imperialistas estadunidense estiverem dominando a Coreia do Sul e nosso país estiver dividido, não importa quem chega ao poder ou por qual meio, não poderá resolver a situação da Coreia do Sul, tampouco atender às demandas do povo. Apenas sairá Ri Sung Man e entrará outro semelhante, não mudando em nada a situação e a vida das pessoas." (Informe no ato pelo 10º aniversário de libertação da pátria)

Atualmente, em meio à crise política e econômica grave, o conflito interno na classe dominante acerca da política de colonização estadunidense e o monopólio do poder está se intensificando, assim como a luta feroz do povo sul-coreano pela liberdade, democracia e direito à sobrevivência.

As contradições nacionais e de classe que estão se tornando mais agudas na Coreia do Sul, bem como as contradições dentro da classe dominante, irão inevitavelmente acelerar a crise e a destruição dentro e fora do "Gabinete de Jang Myon".

Não se passaram nem três semanas desde que o gabinete foi formado, e o fato de que a avaliação do gabinete já está em andamento é uma expressão clara de sua crise política. Mesmo que alguns sujeitos tenham sido expulsos do cargo de ministro títere e substituídos por outros, isso não pode mudar a natureza do gabinete, nem pode aliviar sua crise política. A luta do povo, que está se desdobrando exigindo uma nova política e uma nova vida, nunca pode ser impedida.

A única maneira de resolver a situação atual na Coreia do Sul e resolver os direitos democráticos e os problemas de vida urgentes do povo é remover a ocupação imperialista estadunidense, acabar com o sistema de governo reacionário títere, promover as negociações intercoreanas e alcançar a reunificação pacífica da pátria

Escrito por Kim Sang Won na edição de setembro de 1960 da revista Kulloja