Devido às mudanças climáticas, à desertificação e à destruição do meio ambiente pelo homem, a perda da diversidade biológica apresenta-se como um grave problema desde meados do século passado. Tal desperdício da biodiversidade constitui um dos problemas que exigem solução urgente em escala mundial, juntamente com os problemas da população, dos alimentos e dos recursos.
Na primeira sessão do Conselho Internacional de Coordenação do programa "O Homem e a Biosfera", da UNESCO, realizada em 1971, foi apresentada como tarefa importante a conservação das zonas naturais de grande significado mundial e dos recursos genéticos nelas existentes, tendo sido decidido estabelecer zonas mundiais de proteção da biosfera.
As referidas zonas são áreas de proteção reconhecidas como zonas naturais típicas, nas quais se podem realizar a conservação da biodiversidade e de seu ambiente, a investigação científica a esse respeito, o ensino e a divulgação, a vigilância ambiental e o intercâmbio de informações.
Nos anos passados, nosso país realizou estudos sobre a biodiversidade, o ambiente ecológico e o estado de desenvolvimento econômico das principais zonas de biodiversidade e, com base nisso, inscreveu na Rede Mundial de Reservas da Biosfera da UNESCO os principais montes do país, incluindo o Paektu (1989), o Kuwol (2004), o Myohyang (2009), o Chilbo (2014) e o Kumgang (2018).
Atualmente, cada reserva da biosfera desempenha um papel específico na proteção da biodiversidade do país, por estar situada em regiões naturais e geográficas características do interior setentrional (Reserva da Biosfera do Monte Paektu), do interior central (Reserva da Biosfera do Monte Myohyang), da parte setentrional da costa do Mar Leste da Coreia (Reserva da Biosfera do Monte Chilbo), da parte meridional (Reserva da Biosfera do Monte Kumgang) e da parte meridional da costa do Mar Oeste da Coreia (Reserva da Biosfera do Monte Kuwol).
Em conformidade com as rápidas mudanças climáticas e as alterações na distribuição de animais e plantas em perigo de extinção, o Instituto de Biodiversidade da Academia Estatal de Ciências redefiniu as áreas funcionais das cinco reservas da biosfera e, como resultado, solucionou problemas científico-técnicos relativos à proteção da biodiversidade.
Dessa maneira, elevou-se a proporção do território nacional ocupada pela rede de reservas da biosfera e aumentou consideravelmente a superfície das principais zonas de proteção, melhorando-se, de modo geral, a função de proteção da biodiversidade em cada uma das respectivas reservas da biosfera.
Os animais e as plantas em perigo de extinção protegidos nas reservas da biosfera, incluindo o tigre-coreano, o leopardo, a cegonha-branca e o teixo, ultrapassam 200 espécies, representando mais de 60% das espécies ameaçadas de extinção em âmbito nacional.
Em consonância com a melhoria constante do ambiente florestal e do ambiente ecológico natural do país, o Instituto aprofunda as investigações e os estudos sobre as atuais reservas da biosfera e suas zonas de reserva.
Além disso, inscreveu na rede de reservas da biosfera as zonas úmidas costeiras, ricas em ecossistemas florestais e biodiversidade, com o objetivo de protegê-las e, ao cumprir as metas do Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal e o projeto de ação estratégica "O Homem e a Biosfera", de Hangzhou, contribui ativamente para a proteção da biodiversidade mundial.
O dia 3 de novembro é o Dia Internacional das Reservas da Biosfera.
Kim Kum Song, chefe de sala do Instituto de Biodiversidade da Academia Estatal de Ciências
Naenara

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