terça-feira, 14 de abril de 2026

Rejeitam mecanismos seletivos e discriminatórios de direitos humanos

No recente 61º Período de Sessões do Conselho de Direitos Humanos da ONU, realizado em Genebra, muitos países rejeitaram os mandatos específicos por país no Conselho, como práticas de politização, seletividade e padrão duplo em matéria de direitos humanos.

No debate geral sobre temas principais, como situações de direitos humanos que requerem a atenção do Conselho, RPDC, Rússia, China, Laos, Bielorrússia, entre outros, revelaram a injustiça dos mecanismos de direitos humanos seletivos, discriminatórios e de motivações políticas, como o mecanismo de “relator especial” para países específicos, e exigiram firmemente a manutenção do princípio de respeito à soberania estatal e a solução dos problemas por meio do diálogo construtivo e da cooperação no campo dos direitos humanos.

Muitos países, como África do Sul, Egito, Etiópia, Indonésia, Argélia, Quênia e Emirados Árabes Unidos, qualificaram a proliferação de mandatos de monitoramento para países sem o consentimento dos Estados interessados como violação da soberania e intervenção nos assuntos internos do país em questão, e levantaram a necessidade de pôr fim a todas as práticas discriminatórias no cenário dos direitos humanos.

Especialmente, a Rússia revelou que o Escritório do Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU vem se degenerando, devido às suas práticas de padrão duplo, como uma organização de vigilância privada de sua missão intrínseca e responsabilidade.

Por outro lado, a China assinalou que, apesar da atual ocorrência de graves violações de direitos humanos e desastres humanitários em escala internacional, o mecanismo de relator especial de 13 países faz vista grossa a questões de direitos humanos que merecem a devida atenção e desperdiça importantes recursos financeiros ao ter como alvo países em desenvolvimento. Fez um apelo aos Estados-membros para rejeitarem a politização, instrumentalização e duplo padrão em temas de direitos humanos e promoverem sua defesa por meio do diálogo e da cooperação baseados nos princípios de igualdade e respeito mútuo.

O recente 61º Período de Sessões do Conselho de Direitos Humanos da ONU foi uma ocasião que demonstrou que o abuso dos direitos humanos para fins políticos se torna, por si só, o maior desafio para os direitos humanos.

Ministério das Relações Exteriores da República Popular Democrática da Coreia

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