Nos países ocidentais, os crimes de violência dentro das escolas estão aumentando dia após dia.
Em 9 de fevereiro, em uma escola secundária em Rockville, no estado de Maryland, nos Estados Unidos, ocorreu um incidente em que um estudante disparou uma arma contra outro estudante, deixando-o ferido. No dia seguinte, em uma escola secundária em Londres, no Reino Unido, um garoto de 13 anos esfaqueou pessoas, ferindo gravemente duas.
Em uma escola na província da Colúmbia Britânica, no Canadá, um agressor armado disparou indiscriminadamente, matando 9 pessoas e ferindo mais de 20.
Os incidentes de violência escolar não são algo surpreendente nem novo nos países capitalistas. Já faz muito tempo que, na maioria dos países capitalistas, as escolas se transformaram em palcos de crimes violentos.
De acordo com dados divulgados, nos Estados Unidos ocorrem dezenas de casos de violência escolar a cada ano, e também entre os estudantes das escolas de todos os níveis no Japão continuam ocorrendo incessantemente incidentes de violência, grandes e pequenos.
A situação em outros países ocidentais não é muito diferente.
Nos países capitalistas, devido à frequente ocorrência de violência escolar, tornou-se algo comum que professores e estudantes frequentem a escola portando armas como pistolas ou facas. A situação chegou ao ponto de os estudantes terem de ir à escola não apenas com armas, mas até mesmo com mochilas à prova de balas.
Somente nos últimos anos, crimes de assassinato ocorreram com tanta frequência em escolas de vários países da Europa, como França, Reino Unido e Áustria, que meios de comunicação estrangeiros chegaram a clamar que “o terror escolar cobriu a Europa”.
Nos países capitalistas, uma causa importante é que a posse de armas de fogo é permitida e não são estabelecidas medidas legais rigorosas contra crimes violentos.
Os políticos dos Estados Unidos, sempre que ocorre um crime com armas de fogo e surge uma controvérsia social, fingem agitação dizendo que tomarão medidas, mas não adotam soluções fundamentais. Isso se deve às estreitas relações de conluio com as empresas de armas.
Uma causa igualmente importante é que o próprio sistema social capitalista está deformando o estado mental dos jovens.
Em abril do ano passado, na Áustria, ocorreu um incidente em que um criminoso entrou em plena luz do dia em uma sala de aula de uma escola e, disparando uma arma indiscriminadamente, matou mais de dez pessoas e depois cometeu suicídio.
Ele era um estudante que havia sido expulso daquela escola.
Na carta encontrada no local estava escrito: “Enquanto frequentava a escola, fui vítima de agressões coletivas.”
Ou seja, ele se vingou despejando balas contra aqueles que o haviam agredido.
Isso pode ser considerado um exemplo claro que mostra bem o estado psicológico e mental generalizado dos jovens que estão se tornando cada vez mais deformados em uma sociedade capitalista onde desconfiança, antagonismo, inveja e ódio formam a base das relações humanas.
Um especialista ocidental afirmou que, nos países capitalistas, as crianças crescem carregando apenas ódio e desejo de vingança por sofrerem com diversos problemas sociais, como a discriminação; quando esse desejo de vingança atinge seu ponto de explosão, ocorrem crimes com armas de fogo; e que tais crimes são um produto evidente do colapso psicológico.
A sociedade capitalista é uma sociedade desumana na qual o ódio entre as pessoas, baseado em um individualismo extremo, e a lei da selva, onde o forte oprime e esmaga o fraco, são reconhecidos como um modo de vida.
Em um ambiente onde se tornou uma tendência pisar e prejudicar os outros para satisfazer os próprios interesses, o assassinato passa a ser considerado algo que pode ocorrer no curso normal da vida. Chega-se inclusive ao ponto de considerar o crime como uma espécie de diversão ou entretenimento.
Em maio de 2022, nos Estados Unidos, ocorreu um caso em que um criminoso, dizendo que comemoraria o fato de ter completado 18 anos, comprou uma arma e entrou em uma escola, disparando indiscriminadamente e matando vários estudantes e professores.
Pode-se dizer que isso é uma expressão concentrada do modo de pensar e do modo de vida perversos e decadentes dos jovens dos países capitalistas, que consideram massacre e violência não como crimes, mas como diversão.
Em uma sociedade onde tal tendência apocalíptica se espalha desde a família até a escola, as crianças que nascem e crescem inevitavelmente acabam se tornando bestializadas.
Diante disso, não se deveria dizer que, nos países capitalistas, o fato de os estabelecimentos escolares terem se transformado não em locais para educação, mas em palcos de violência juvenil, é uma consequência inevitável?

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