Os sequestros e atos terroristas que se alastram em várias partes da África tornaram-se a maior dor de cabeça para os países deste continente que aspiram ao seu próprio desenvolvimento e prosperidade.
Há pouco tempo, ocorreu um incidente em que bandidos armados atacaram uma aldeia na região norte de Camarões. Segundo informações, oito moradores foram mortos e um ficou ferido. Nessa região, atos terroristas têm se alastrado desde 2014, causando grandes perdas humanas e materiais.
Na região norte de Camarões, grupos extremistas frequentemente invadem a área e realizam atos criminosos como sequestros e terrorismo.
No estado de Kaduna, na Nigéria, no dia 26 de julho, bandidos armados não identificados atacaram uma aldeia e mataram mais de 30 moradores. Os bandidos dispararam indiscriminadamente contra as pessoas e atearam fogo às casas e lojas.
Os atos terroristas também continuam sendo cometidos na região do Sahel.
No Níger, em julho passado, ocorreu um ataque terrorista contra as forças de defesa e segurança na região de Téra, no oeste do país, causando a morte de 16 soldados e ferindo 23.
No Mali, em abril, um alto comandante militar foi atacado e morto por terroristas em sua residência.
É justamente na África Ocidental e na região do Sahel que os civis sofrem as maiores perdas causadas pelas forças extremistas.
Em 29 de janeiro, o ministro das Relações Exteriores de Gana expressou preocupação com o aumento dos atos terroristas nessa região, afirmando: "O centro do terrorismo mundial está se deslocando do Oriente Médio para nossa região. Pelo menos 47 a 59% dos atos terroristas registrados no mundo ocorrem em nossa região."
Segundo suas palavras, nos últimos 15 anos, os ataques terroristas aumentaram 1.266%, enquanto o número de mortos aumentou 2.860%.
Então, por que os atos terroristas na África não são eliminados e continuam aumentando?
Em 21 de janeiro do ano passado, o representante permanente da Rússia junto à ONU apontou o seguinte durante uma reunião do Conselho de Segurança sobre a luta contra o terrorismo na África:
"Depois que o Ocidente realizou a invasão militar da Líbia em 2011, os países africanos enfrentaram um rápido aumento do terrorismo internacional. Naquela época, o Ocidente, sob o pretexto da doutrina da responsabilidade de proteger, destruiu o sistema estatal e a economia da Líbia. Esse acontecimento trágico criou um terreno fértil para que o potencial dos terroristas se expandisse e se fortalecesse no continente africano."
Na realidade, depois da crise da Líbia em 2011, o número de grupos extremistas aumentou rapidamente na África, e diversos atos terroristas se intensificaram.
Em particular, a situação está se tornando cada vez mais sombria porque as forças terroristas extremistas e os grupos criminosos transnacionais da África Ocidental e da região do Sahel estão fortalecendo sua cooperação e cometendo desenfreadamente diversos atos criminosos.
Sob o pretexto de impedir os horríveis atos criminosos terroristas que ocorrem em várias partes da África, os países ocidentais impuseram sua presença militar aos respectivos países. Entretanto, vários países africanos perceberam que o objetivo da presença militar dos países ocidentais não era a luta contra o terrorismo, mas sim realizar uma neocolonização de seus países sob esse pretexto, monopolizar seus recursos e obter benefícios próprios, e tomaram medidas para retirar as forças militares ocidentais que já estavam posicionadas e abolir suas bases militares.
A questão é: de onde os grupos terroristas que atuam nos países africanos continuam recebendo armamentos?
Segundo informações, para manter sua influência colonialista sobre a África, os países ocidentais fornecem armas e recursos financeiros a grupos criminosos e terroristas que atuam em várias regiões.
Isso mostra que a origem dos atos terroristas que se alastram cada vez mais na África está nas intrigas e maquinações das forças ocidentais, que persistentemente conspiram para transformar este continente em sua neocolônia.
Embora ainda tenham muitas deficiências em diversos aspectos, os países africanos estão fazendo esforços ativos para fortalecer o diálogo e a cooperação entre si e desenvolver capacidades independentes de combate ao terrorismo.
Kim Su Jin

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