A existência de hospitais e médicos neste mundo se deve ao propósito de prevenir e tratar as doenças das pessoas e salvar vidas preciosas.
No entanto, na sociedade capitalista, os hospitais estão se tornando lugares onde a vida humana é colocada em jogo e antros de crimes onde prosperam indivíduos desumanos que usam a máscara de médicos.
Há pouco, a polícia japonesa prendeu uma enfermeira que trabalhava em um hospital da prefeitura de Chiba sob acusação de assassinato. Segundo a investigação, em janeiro passado, enquanto cumpria um turno noturno, a criminosa introduziu na veia de um paciente sob seus cuidados uma solução intravenosa misturada com excrementos humanos, causando sua morte.
Este caso mostra bem um aspecto da sociedade japonesa, onde a imoralidade, a depravação e a misantropia chegaram ao extremo.
A situação nos demais países capitalistas não é diferente.
Em 2023, veio à tona, no Reino Unido, a verdade sobre uma série de assassinatos de recém-nascidos em um hospital que permanecia sem solução havia vários anos, causando espanto geral.
A criminosa era uma enfermeira que trabalhava no hospital.
Segundo a acusação apresentada pela Procuradoria, em 2015 e 2016, enquanto cumpria turnos noturnos, a criminosa injetou insulina e ar nos recém-nascidos, alimentou-os à força com leite e, às vezes, submeteu-os a todo tipo de violência, matando sete recém-nascidos e tentando matar outros seis. Entre os recém-nascidos assassinados havia também um bebê que tinha menos de 24 horas de vida.
Também são numerosos os médicos que utilizam a medicina como meio de ganhar dinheiro.
Eis um caso ocorrido em um hospital de certo país capitalista.
Uma mulher seria submetida a uma cirurgia devido a uma doença ginecológica, mas o médico obcecado por ganhar dinheiro, durante a operação, retirou sorrateiramente, sem que ela soubesse, um rim que nada tinha a ver com a doença ginecológica, embolsando uma grande quantia de dinheiro.
O caso veio à tona posteriormente. Ao descobrir o fato durante um exame após a cirurgia, a família da paciente apresentou uma reclamação contra o médico responsável pela operação e, ao mesmo tempo, levou o caso à Justiça. Porém, a sentença proferida pelo tribunal a esse respeito foi realmente absurda.
A sentença afirmava que a mulher submetida à cirurgia possuía originalmente uma "característica física" de não ter um dos rins. Evidentemente, tratava-se de algo que o lado médico e o sistema jurídico haviam tramado em conjunto, e a única vítima foi a paciente.
No fim, por causa do dinheiro, eles transformaram da noite para o dia uma pessoa perfeitamente saudável em uma "aleijada por dentro".
O fato de os hospitais estarem se tornando não lugares para tratar os pacientes, mas antros de crimes e locais para ganhar dinheiro, e de os médicos, que têm a missão de proteger a vida humana, a mais preciosa de todas, estarem se tornando feras, é justamente a verdadeira face da saúde pública capitalista, escondida sob o manto de seda da "civilização" e do "desenvolvimento".
O capitalismo é, verdadeiramente, uma sociedade da lei do mais forte, onde imperam a imoralidade e a depravação, uma sociedade do culto ao dinheiro, que coloca o dinheiro acima da vida humana, uma terra devastada da saúde pública.
Kim Su Jin

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