No domingo, 15 de março de 2026, foi realizada em todo o país a eleição dos deputados à Assembleia Popular Suprema da República Popular Democrática da Coreia.
De forma resumida, o processo eleitoral norte-coreano funciona assim: os pré-candidatos de cada colégio eleitoral — atualmente 687, um para cada cadeira no parlamento — apresentam seus nomes ao comitê eleitoral responsável — anteriormente administrado pela Frente Democrática para a Reunificação da Pátria —, que organiza reuniões de avaliação das competências e méritos dos pré-candidatos, além de encontros com eleitores, a fim de escolher uma pessoa como candidato a ser submetido à aprovação ou desaprovação no dia da eleição. No dia da votação, os eleitores decidem a favor ou contra o deputado escolhido, que é eleito caso obtenha a maioria dos votos. Na maioria dos casos, o candidato é aprovado com taxas superiores a 95%.
Um aspecto que chama atenção, embora não seja novidade no país, é a elevada taxa de renovação no parlamento. Em relação à eleição anterior, a atual elegeu 481 novos deputados, frente a 206 reeleitos, representando quase 70% de renovação. Entre os deputados que não retornam estão aqueles falecidos (como Kim Ki Nam e Kim Yong Nam), aposentados (como Pak Pong Ju e Choe Ryong Hae) e outros que possivelmente foram realocados para diferentes cargos partidistas ou estatais, ou que não atenderam às demandas da população e foram substituídos por novos candidatos.
Nos países socialistas, é comum observar uma alta taxa de rotatividade por diversos motivos: o poder do povo de substituir aqueles que não atendem às suas demandas; a realocação de quadros para novos postos, evitando a acumulação de cargos; o incentivo e a promoção de novas gerações de políticos; a avaliação constante das qualificações dos deputados; e o combate ativo a elementos infiltrados ou degenerados durante o mandato. Países como Laos, Cuba, China e Vietnã historicamente mantêm taxas de renovação iguais ou superiores a 60%. Por outro lado, países capitalistas desenvolvidos e imperialistas, como Estados Unidos e Reino Unido, apresentam historicamente taxas inferiores a 35%, com exceções em períodos de turbulência política.

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