sexta-feira, 8 de março de 2024

EUA são considerados cúmplices do massacre de civis


O comentarista de assuntos internacionais da República Popular Democrática da Coreia, Ri Kwang Song, publicou um artigo intitulado "'Juiz' sentado no banco dos réus".

Seu texto completo assinala como segue:

Estados Unidos é um país famoso por atuar como "juiz" do mundo definindo ao seu capricho as "normas" e "regulamentos" e os impondo aos países membros da ONU.

Este país tenta colocar no "banco dos réus" os países que não se rendem a ele, classificando como "destruidor da paz", "país violador de direitos humanos", "Estado pária", "Estado revisionista" e outros.

Porém, ocorreu um caso em que desta vez é o "juiz" que senta no "banco dos réus".

Recentemente, os EUA exerceram o veto sobre o projeto de resolução do Conselho de Segurança sobre o cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza segundo a resolução aprovada em abril de 2022.

A respeito disso, foi realizada em 4 e 5 de março a reunião plenária da Assembleia Geral da ONU onde se explica o motivo.

Na ocasião, muitos países membros da ONU insistiram em que os EUA permitiram a matança de Israel ao exercer o veto ignorando a exigência da sociedade internacional sobre o cessar-fogo imediato e incitam o extermínio racial pelo país sionista com seu abastecimento de armas e munições. Acrescentaram que desta vez os EUA, que atuavam como "defensor de direitos humanos", revelaram sua natureza como cúmplices do genocídio.

Os EUA advogaram por seu exercício do veto dizendo que o projeto de resolução apresentado pela Argélia não se estenderia à paz sustentável mas impediria a libertação dos reféns e as negociações sobre o armistício temporário.

Contudo, suas explicações provocaram críticas e condenação da sociedade internacional.

De fato, é um resultado merecido.

Verdadeiramente, o sistema de explicação do motivo do exercício do veto foi inventado pelos EUA abusando astutamente do senso psíquico da sociedade internacional que demanda a reforma do Conselho de Segurança da ONU, com o fim maligno de colocar em apuros os países desobedientes ao seu despotismo e arbitrariedades.

De fato, por não alcançar sua intenção maligna nas reuniões do CS da ONU sobre os casos de Ucrânia e Síria e outros assuntos devido ao exercício do veto de um país permanente, os EUA abriram a reunião plenária da Assembleia Geral da ONU para incitar a pressão coletiva falando de "irresponsabilidade" e, para piorar, exigiram a retirada do país que é membro permanente.

Contudo, a situação mudou com o incidente do Oriente Médio ocorrido no ano passado.

Também neste momento, muitos civis palestinos perdem a vida pelo ataque militar indiscriminado de Israel e a Faixa de Gaza se tornou um matadouro humano e inferno.

Diante desta tragédia humanitária tão horrível, a sociedade internacional fica muito consternada e até os países aliados dão as costas aos EUA que amparam Israel.

Apesar disso, os EUA exerceram o veto sem hesitar, ignorando a demanda unânime da sociedade internacional, e exterminaram qualquer esperança de conter a tragédia sangrenta na Faixa de Gaza, sentando assim por si mesmos no "banco dos réus".

Por fim, os EUA testemunharam que seu país deverá ser expulso do CS da ONU.

É natural que seja submetido ao julgamento da sociedade internacional o império do mal que só persegue seus objetivos egoístas sem tomar em consideração o destino da humanidade e sacrifica a paz internacional e a segurança para alcançar seu objetivo geopolítico.

Os EUA deverão ouvir com atenção as vozes da sociedade internacional, deixando de atuar por mais tempo como "juiz".

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