quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Arábia Saudita no Anuário da RPDC (1964)

Arábia Saudita

(Reino da Arábia Saudita) 

[Área] 1,6 milhão de km²

[População] 7,5 milhões de habitantes (1962)

A maioria dos habitantes é de etnia árabe, havendo também judeus, persas, indianos e outros.

[Capital] Riade (350 mil habitantes, sede do governo), Meca (250 mil habitantes, cidade sagrada do islamismo)

A Arábia Saudita esteve, até antes da Primeira Guerra Mundial, sob o domínio do Império Otomano (Hejaz, Nejd etc.).

Após a guerra, Bin Saud (rei de Nejd) conquistou o Hejaz para expandir seu território, unificou a Península Arábica e, em 1932, mudou o nome do país para Reino da Arábia Saudita. A Arábia Saudita é um Estado monárquico hereditário. Todas as leis do país baseiam-se no Alcorão. Em novembro de 1962, assinou um tratado de defesa mútua com a Jordânia e, apoiando junto com este país os monarquistas iemenitas depostos, interveio militarmente no Iêmen.

No fim de março de 1964, a tradicional instância suprema de poder da Arábia Saudita, o conselho religioso e o conselho da família real, decidiu que Faisal (irmão do rei Saud e então primeiro-ministro) exerceria os poderes reais, a fim de atenuar os conflitos internos e externos dentro da classe dominante pela disputa do poder. Em setembro de 1964, em uma reunião com o presidente Nasser da República Árabe Unida, Faisal concordou que a Arábia Saudita cessaria a ajuda financeira aos monarquistas iemenitas expulsos e reconheceria a República Árabe do Iêmen.

Os imperialistas estadunidenses, por meio da “Companhia Árabe-Americana de Petróleo” (ARAMCO), interferem nos assuntos internos da Arábia Saudita. Especialistas militares dos EUA treinam o exército saudita.

Na Arábia Saudita não existem parlamento nem partidos políticos, e as atividades sindicalistas também são proibidas.

[Rei] Faisal bin Abdulaziz Al Saud (entronizado em 2 de novembro de 1964)

[Governo] Formado em 3 de novembro de 1964. Primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores: Faisal.

Economia e sociedade: país semiargrário. Cerca de metade da população vive de forma nômade ou seminômade. A área cultivável é de aproximadamente 210 mil hectares, e a produção agrícola não ultrapassa cerca de um décimo da demanda interna. Os principais produtos agrícolas são tâmaras (produção anual de 200 mil toneladas), trigo, sorgo e arroz. O principal rebanho é de camelos, ovelhas e cavalos.

Os recursos do subsolo incluem petróleo, ouro, prata, cobre e minério de ferro. As reservas comprovadas de petróleo, no final de 1963, somavam 8,1 bilhões de toneladas, representando cerca de 20% das reservas do mundo capitalista. A receita do petróleo corresponde a 80–90% da receita orçamentária do Estado. Em 1964, a produção de petróleo foi de 85,7 milhões de toneladas. Os direitos de exploração petrolífera estão controlados pela Companhia Árabe-Americana de Petróleo (ARAMCO) (de 1933 a 1999), pela Companhia Petrolífera do Japão (por 40 anos a partir de 1957) e por monopólios petrolíferos italianos. A ARAMCO explora mais de 94% da produção total de petróleo do país em cerca de dois terços do território saudita. Além disso, possui refinarias, oleodutos, serviços de informação, forças armadas e polícia, constituindo um “Estado dentro do Estado”. Outros monopólios estrangeiros também controlam os principais setores da economia.

Neste país ainda subsistem resquícios de clãs tribais, e o comércio de escravos continua ocorrendo. Em 1963, o governo pagou uma indenização de 10 milhões de riais para libertar escravos na região central.

Os salários dos trabalhadores sauditas empregados por companhias petrolíferas estadunidenses não chegam nem a um sexto dos salários pagos a trabalhadores estadunidenses que realizam o mesmo trabalho. Como Meca e Medina, locais de origem do islamismo, situam-se neste país, a grande maioria da população é muçulmana.

Anuário da República Popular Democrática da Coreia de 1965 (páginas 319 e 320) 

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