sexta-feira, 14 de agosto de 2026

A poluição radioativa do Pacífico está se agravando dia após dia

As autoridades japonesas continuam despejando resíduos nucleares no mar, patrimônio comum da humanidade, apesar da grande preocupação e da forte oposição da comunidade internacional.

Há pouco, o Japão iniciou a quarta descarga de água contaminada por materiais nucleares no ano fiscal de 2026.

A descarga de água contaminada por materiais nucleares pelo Japão, iniciada em agosto de 2023, chega agora à sua 22ª vez, e essa prática continuará por 30 anos ou mais, fazendo com que nada menos que cerca de 1,3 milhão de toneladas de águas residuais nucleares sejam despejadas no Oceano Pacífico.

A ação irresponsável do Japão, que destrói gravemente o ambiente ecológico do mar, amplamente utilizado na vida das pessoas ao longo de gerações, é um crime monstruoso e sem precedentes que ameaça até mesmo a vida das futuras gerações.

Como é amplamente conhecido, as autoridades japonesas chegaram a inventar a expressão “água tratada” e fizeram esforços incansáveis para fazer a comunidade internacional reconhecer a “segurança” da água contaminada por materiais nucleares, mas sua nocividade foi completamente exposta por meio de diversos fatos.

De fato, a água contaminada por materiais nucleares que o Japão vem despejando em grande escala no mar, inclusive estabelecendo planos anuais de descarga, contém mais de 60 tipos de substâncias radioativas, incluindo trítio, césio e estrôncio, e afirma-se que ainda não existe uma tecnologia capaz de tratar tantos radionuclídeos.

Além disso, o fato de ter ocorrido, pouco depois do início da descarga da água contaminada por materiais nucleares, um incidente no qual águas residuais misturadas com substâncias radioativas jorraram da tubulação das instalações de purificação da água contaminada demonstra que até mesmo a capacidade de purificação e gestão das águas residuais nucleares é extremamente limitada.

Como resultado, após o início da descarga da água contaminada por materiais nucleares, a concentração de trítio na água do mar nas proximidades da usina nuclear de Fukushima aumentou em comparação com o período anterior, e a situação está se tornando cada vez mais grave.

Também em abril passado foi divulgada a concentração de trítio na água do mar ao redor da usina nuclear, que se encontrava cerca de 10 a 70 vezes mais elevada do que antes do início das descargas.

Isso constitui uma prova científica irrefutável do perigo da descarga da água contaminada por materiais nucleares.

E não é só isso.

O preocupante fenômeno de cardumes de sardinhas mortas terem chegado à costa japonesa após o início da descarga da água contaminada por materiais nucleares pode ser considerado uma demonstração concreta de quão perigosa essa água contaminada é para os seres vivos.

Não é por acaso que, diante do episódio da morte em massa de sardinhas, tenham surgido em vários países do mundo vozes de séria preocupação, tais como: “Isso ocorreu três meses depois de ter começado a descarga de água contendo substâncias radioativas de Fukushima”, “Acredito que inúmeras sardinhas morreram devido à contaminação nuclear” e “Não está distante o momento em que a humanidade será extinta devido à descarga japonesa de água contaminada por materiais nucleares”.

Mesmo diante de uma realidade tão grave, o Japão continua obstinadamente despejando de forma indiscriminada no mar, de maneira planejada e contínua, grandes quantidades de água contaminada contendo substâncias radioativas, e isso não pode ser senão uma ameaça aberta à segurança da vida de toda a humanidade.

A comunidade internacional jamais deve permanecer de braços cruzados diante do fato de que um país agressor de guerra que, no século passado, trouxe sofrimento e infortúnio imperdoáveis aos povos dos países asiáticos, sem sequer expiar seus crimes, tenta hoje impor uma terrível catástrofe nuclear a toda a humanidade.

Cada crime recebe sua devida punição.

O Japão será levado ao tribunal da história por seus atos malignos e receberá um veredito doloroso.

Agência Central de Notícias da Coreia

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