Em 26 de julho, Israel aprovou a entrada de uma força internacional de estabilização de 200 homens na Faixa de Gaza, na Palestina.
A força internacional de estabilização foi organizada neste ano, de acordo com uma resolução do Conselho de Segurança da ONU adotada em meados de novembro do ano passado.
Segundo o que foi revelado em fevereiro pelo comandante da força internacional de estabilização, ela seria composta por militares de vários países, num efetivo de 20 mil homens, e deveria cooperar na Faixa de Gaza com 12 mil policiais palestinos.
Diz-se que a missão da força internacional de estabilização é assumir a responsabilidade pelo fim da guerra e pela garantia da segurança na Faixa de Gaza.
Quando foi levantada a questão da criação da força internacional de estabilização, Israel impôs como condição que essas forças realizassem operações fora das áreas sob seu controle, em cooperação com o exército israelense, e que somente países que mantivessem relações diplomáticas com Israel pudessem enviar forças para a força de estabilização.
Isso visa impedir que a força internacional de estabilização se torne um obstáculo à realização das ambições de Israel de eliminar o Movimento de Resistência Islâmica Palestina (Hamas) e alcançar a ocupação militar e o controle total da Faixa de Gaza. Em outras palavras, Israel espera que a força internacional de estabilização desarme o Hamas e coopere com seu controle sobre a Faixa de Gaza.
Um alto funcionário israelense declarou que a força internacional de estabilização receberá imunidade legal de acordo com as leis de Israel.
Na realidade, considerando a área de atuação e o número de tropas da força internacional de estabilização que entrou desta vez na Faixa de Gaza, ela está estruturada de modo a poder contribuir muito pouco para pôr fim ao conflito armado e garantir a estabilidade.
É natural que analistas da situação tenham criticado que o envio de uma força de apenas 200 homens possui, em grande medida, um significado simbólico, que o efetivo limitado demonstra que a posição de Israel está refletida nisso e que a entrada na Faixa de Gaza da força internacional de estabilização aprovada por Israel possui um caráter mais político do que propriamente voltado à garantia da segurança.
Também vêm sendo levantadas alegações de que Israel pretende utilizar a força internacional de estabilização para concretizar suas ambições de anexação territorial.
Há fundamentos para tal afirmação.
Recentemente, Israel anunciou um plano para estabelecer "zonas humanitárias" em Rafah, no sul da Faixa de Gaza. Pretende transferir em massa os palestinos para essas áreas.
A posição de Israel é administrar essas zonas sob a forma de uma "coordenação de segurança" entre Israel e a força internacional de estabilização. Analistas afirmam que esses planos podem resultar em concentrar os palestinos em determinadas áreas e, ao mesmo tempo, reduzir as áreas que estão fora do controle de Israel.
A conclusão é que a entrada da força internacional de estabilização na Faixa de Gaza não poderá, de maneira alguma, impedir as ambições de anexação territorial de Israel; pelo contrário, a força internacional de estabilização apenas desempenhará o papel de cúmplice.
O fato de Israel ter aprovado desta vez a entrada da força internacional de estabilização, impondo diversas condições, tem como objetivo utilizá-la como instrumento para concretizar suas ambições de anexação territorial.
Israel, obcecado por massacres, destruição e pilhagem, apoiando-se nos Estados Unidos, seu mestre, está se apegando de maneira cada vez mais obstinada às suas manobras de repressão contra a Palestina.
Kim Ji Song

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