quinta-feira, 13 de agosto de 2026

A nova estratégia nuclear dos EUA leva o ambiente de segurança global ao limiar de uma guerra nuclear

Um comentarista militar da RPDC publicou no dia 13 o artigo intitulado “A nova estratégia nuclear dos EUA torna-se uma grave ameaça que leva o ambiente de segurança global ao limiar da guerra nuclear”.

O texto integral é o seguinte:

A tentativa dos EUA de conquistar a hegemonia nuclear por meio de sua preponderância absoluta de forças entra em uma nova e perigosa etapa, causando grande preocupação e cautela na comunidade internacional.

Segundo uma fonte estrangeira, a atual administração estadunidense começou a elaborar uma nova estratégia nuclear com o objetivo de facilitar o uso de armas nucleares.

Em uma reunião consultiva do Comando Estratégico dos EUA, realizada recentemente a portas fechadas, o subsecretário de Defesa para Política dos EUA insistiu na necessidade de elaborar um plano racional de opções nucleares, mencionando as armas nucleares táticas de pequeno porte e a questão da guerra regional.

A esse respeito, meios de comunicação e especialistas estimam que a atual administração estadunidense tenha iniciado o estabelecimento de uma nova estratégia nuclear centrada na ampliação da capacidade de ataque mediante o uso de armas nucleares táticas para fazer frente ao conflito regional latente com a China e a Rússia.

Isso sugere que a estratégia nuclear estadunidense está se convertendo em uma estratégia ofensiva voltada para o “uso em combate real”, indo além de sua “missão de dissuasão”.

As administrações estadunidenses anteriores já haviam examinado periodicamente a estratégia nuclear. Entretanto, a tentativa de estabelecer uma nova estratégia nuclear mostra que a tentativa dos EUA de manter a hegemonia nuclear chegou a um nível tão aventureiro e grave.

Considerando que os EUA possuem o maior arsenal nuclear do mundo, não se pode ignorar a consequência catastrófica que a nova estratégia nuclear estadunidense, orientada para o combate real, terá sobre o equilíbrio nuclear e o ambiente de segurança de todo o mundo.

O império estadunidense, único país do mundo que utilizou armas nucleares, vem perseguindo obstinadamente, há muito tempo, a modernização de suas forças nucleares e a possibilidade de seu uso em combate real, tomando as armas nucleares como um dos principais meios para realizar seus objetivos políticos e militares de caráter hegemônico e agressivo.

No Relatório de Revisão da Postura Nuclear, publicado em 2018, os EUA anunciaram publicamente que iniciariam a modernização das forças nucleares estratégicas e o desenvolvimento de armas nucleares de baixo rendimento, e que a condição para o uso de armas nucleares também corresponderia a um ataque com armas não nucleares.

Para esse fim, foram submetidas à remodelação as três forças estratégicas nucleares, incluindo o desenvolvimento e a produção do submarino nuclear estratégico da classe Columbia, do novo ICBM LGM-35A Sentinel e do bombardeiro estratégico nuclear de sexta geração B-21 Raider. Ao mesmo tempo, aceleraram a implantação da ogiva nuclear W76-2 e da bomba nuclear tática B61-12.

Recentemente, os EUA divulgaram seu plano de construir 19 submarinos nucleares da classe Virginia, armados com mísseis teleguiados, e aumentar sua capacidade de carga. Dessa maneira, revelaram sua intenção de melhorar significativamente a capacidade operacional de suas forças nucleares.

Além disso, destinam recursos colossais à modernização das bases militares no exterior, a fim de ampliar o posicionamento de suas armas nucleares táticas nos países membros da OTAN na Europa.

Em particular, insistem no aumento dos gastos militares espaciais com o objetivo de realizar ainda neste ano o primeiro teste do novo sistema antimísseis Golden Dome.

Tais fatos comprovam que a nova estratégia nuclear, centrada em facilitar o uso de armas nucleares em combate real, já entrou na etapa de execução antes mesmo de sua formalização.

Dito claramente, a nova doutrina nuclear dos EUA destrói gravemente o equilíbrio nuclear, agrava a corrida armamentista nuclear em escala mundial e leva o ambiente de segurança mundial à beira de uma guerra nuclear.

Não há dúvida de que a nova estratégia nuclear afetará ainda mais gravemente o ambiente de segurança da região da Ásia-Pacífico, onde se concentram países possuidores de armas nucleares.

Os EUA já elaboraram uma “diretriz de operações nucleares” em conluio com a República da Coreia, considerando a guerra nuclear contra a RPDC como um fato consumado, realizam periodicamente conspirações de guerra nuclear, como o “Grupo Consultivo Nuclear”, e se comprometeram a incluir armas nucleares no “oferecimento de dissuasão ampliada” ao Japão.

Isso prenuncia que a Península Coreana poderá ser a primeira região onde a nova estratégia nuclear dos EUA será colocada em prática.

A realidade demonstra que elevar o nível multiuso, funcional e prático das forças nucleares, no sentido de cumprir satisfatoriamente suas duas missões — a dissuasão e a retaliação, ou seja, a prevenção e a condução da guerra — constitui a melhor opção de ação para manter o equilíbrio de forças com os países inimigos e garantir a segurança do Estado e a paz regional.

O ataque mais forte é a defesa mais confiável.

Daqui em diante, também ampliaremos e fortaleceremos incessantemente o dissuasor nuclear de autodefesa capaz de frustrar ameaças nucleares de todo tipo e faremos com que os países inimigos conheçam continuamente as consequências catastróficas que sua opção aventureira contra a RPDC acarretará.

A nova estratégia nuclear dos EUA jamais lhes proporcionará os interesses de segurança que eles próprios desejam.

Agência Central de Notícias da Coreia 

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