Os políticos do Ocidente e seus porta-vozes costumam expressar a democracia com a expressão “igualdade de todos”, propagandeando que, na sociedade capitalista onde isso estaria realizado, qualquer pessoa pode desfrutar da “liberdade” e ter a oportunidade de enriquecer. No entanto, a democracia ocidental vem sendo cada vez mais rejeitada pelas pessoas do mundo, por gerar todo tipo de desigualdade e males sociais e por acelerar o colapso moral e espiritual do ser humano.
Numa sociedade capitalista, baseada na propriedade privada dos meios de produção e que pressupõe a desigualdade, não pode existir verdadeira liberdade nem democracia.
A democracia ocidental, a chamada “democracia liberal”, é, em sua essência, uma “liberdade” em que o forte pode devorar o fraco, e uma “democracia” em que apenas uma minoria exerce privilégios enquanto a maioria não pode exercer direito algum. A sociedade capitalista é um lugar onde as pessoas sem dinheiro são tratadas como mercadorias.
A verdadeira face de dessa ideologia, que não é ideologia de verdade, que transforma as pessoas em escravas do capital embebidas de mamonismo e libertinagem, rebaixando-as a seres vulgares, foi plenamente revelado, e por isso uma crise sociopolítica ainda mais grave chegou ao mundo capitalista. Ideias e culturas reacionárias que fomentam discórdia, confronto, hostilidade e ódio entre as pessoas se espalham, e chegam a jorrar até toda sorte de sofismas confusos, sem entidade ideológica clara nem mesmo no plano conceitual; com isso, a reação e a pauperização no âmbito da vida política e da vida cultural e espiritual se aceleram, e a sociedade inteira afunda profundamente no desespero e no caos. A democracia ocidental, que produz tais resultados, não pode ser a verdadeira democracia que impulsiona o desenvolvimento humano.
A democracia ocidental é um veneno terrível que paralisa o pensamento e o espírito sãos das pessoas, aniquila completamente a humanidade e conduz a sociedade à destruição, sendo algo antinatural e antiético.
A verdadeira democracia, como uma ideologia sociopolítica voltada à realização das exigências essenciais do ser humano social, coloca as massas populares como donas do Estado e da sociedade e lhes permite exercer plenamente a liberdade e os direitos em todos os campos da vida social. Faz com que o ser humano adquira dignidade e qualidades nobres próprias de um ser humano, e enche a sociedade de um espírito de unidade e cooperação. Concede a todos uma posição igual como membros da sociedade, bem como direitos e deveres sociais equivalentes, fazendo com que, confiando e ajudando-se mutuamente, tanto o ser humano quanto a sociedade avancem juntos.
Porém, a “democracia liberal” baseada no individualismo tem como objetivo supremo defender a vida e os interesses do indivíduo; por isso, “liberdade” e “igualdade” estão sempre acompanhadas de conflitos e de restrições mútuas.
Nos documentos oficiais que proclamam políticas nos países capitalistas, inserem-se frases agradáveis aos ouvidos como “todos os seres humanos nascem iguais”, “todos têm direitos” e “o governo foi estabelecido para proteger tais direitos”; mas, na realidade, quem detém o poder político e controla a sociedade são os riquíssimos, uma ínfima minoria da sociedade. Em contrapartida, para as pessoas sem dinheiro e sem poder não existem liberdade, igualdade nem direitos. Numa sociedade assim, a dignidade e o valor de cada pessoa não podem ser respeitados, e surgem entre as pessoas relações de desconfiança, antagonismo, ódio e hostilidade, conduzindo a sociedade à ruína.
A democracia ocidental é uma “democracia” antiética que, sob o pretexto da “liberdade”, dissemina na sociedade um modo de vida animal de lei da selva.
Nos países capitalistas, está legalizado que os ricos explorem e oprimam cruelmente os pobres para se apropriar de ainda mais riqueza. Com a força da riqueza que arrancaram com avareza, eles controlam o governo, o parlamento e o sistema judiciário, fazendo com que todas as políticas e leis sejam elaboradas e promulgadas em seu próprio benefício. Pelas manobras e artimanhas dos monopólios financeiros, a esmagadora maioria da população torna-se fraca e trilha um caminho de destino miserável. É a democracia ocidental que assim o faz.
No Ocidente, as pessoas estão se tornando seres cruéis que, para o interesse individual ou para alcançar seus próprios objetivos, não hesitam em lançar mão de quaisquer meios e métodos. Isso ocorre porque o desejo individual se transforma em verdade absoluta.
Em um livro didático de uma universidade ocidental, há a seguinte passagem:
“O objetivo do sucesso dos homens modernos, sem margem para discussão, é o poder e a riqueza. Como se percorre o caminho até esse objetivo e como se alcançam os frutos do sucesso dependem da capacidade potencial de cada um. A base dessa capacidade potencial é a consciência de sobrevivência de que ‘para eu viver, preciso esmagar você’.”
No mundo ocidental, essa concepção tornou-se algo generalizado. Enganos e disputas ocorrem diariamente. O ódio ao ser humano e a lei da selva, resumidos na ideia de que “o homem é lobo do homem”, tornaram-se uma característica inerente.
Pela democracia ocidental, as pessoas estão sendo adestradas como assassinas, e os países ocidentais ganharam má fama, no sentido literal, como reinos aterradores de assassinato e mundos do crime.
Nos países ocidentais, incluindo os Estados Unidos, cenas que exibem saque e massacres são transmitidas normalmente pela televisão, e crimes com armas de fogo acontecem todos os dias, tornando-se algo corriqueiro. Recentemente, também no estado da Califórnia, nos EUA, um tiroteio deixou mais de dez mortos e feridos, e no estado de Queensland, na Austrália, um homem de 41 anos foi atingido por disparos e sofreu ferimentos fatais. Criminosos chegam a declarar publicamente que agiram assim porque queriam viver “livremente”, mesmo depois de matar pessoas.
Como a humanidade está sendo aniquilada nos países que têm a democracia ocidental como sistema social aparece claramente também em práticas como mães que, dizendo ser difícil criar o recém-nascido que deram à luz, o mercantilizam e o vendem a preço vil, ou que colocam crianças de poucos anos em fornos de assar pão quente e sentem prazer nisso, cometendo tais atos descaradamente.
Desde os tempos antigos se diz que não há amor mais ardente e sacrificial do que o amor materno, nem força mais poderosa do que a força contida nesse amor. No entanto, na sociedade capitalista, inúmeras mães que deveriam estar repletas de amor terno por seus filhos estão se transformando em feras.
Foi a democracia ocidental que criou esses seres que já não são humanos.
A democracia ocidental é uma “democracia” que corrompe e degrada as pessoas ao extremo.
O que distingue o ser humano do animal é a existência da moral e da ética humanas; agir em desacordo com isso já não é ser humano. Contudo, a democracia ocidental descreve isso como “liberdade ilimitada da individualidade” humana, incentivando o luxo e a devassidão, e paralisando o espírito sadio das pessoas.
Numa sociedade capitalista em que a “democracia liberal” se torna ideologia política do Estado, os meios de comunicação de massa, como jornais e emissoras, corrompem as pessoas com doces tentações. Nos países ocidentais, aumentam dia após dia os degenerados que abusam de drogas e álcool para saborear prazeres momentâneos. Escravos do dinheiro, vulgares dominados pelos instintos, que não hesitam em fazer qualquer coisa por dinheiro e prazer animal, surgem diariamente em grande número.
A frase do escritor britânico Scott, “a faca mata o corpo do homem, mas o dinheiro mata o espírito do homem; o ouro mata mais pessoas do que o ferro”, era verdadeira ontem e hoje se desenrola como realidade no mundo ocidental.
Nos países capitalistas, as pessoas enlouquecem pelo dinheiro, abandonando tanto a dignidade humana quanto a consciência. Por algumas moedas, vendem e até matam seus próprios parentes. Fraudes motivadas por dinheiro, assassinatos e saques, tráfico de pessoas e toda sorte de crimes grassam por toda parte. A vida de depravação moral e devassidão se desenvolve. Não se encontra absolutamente nada de humano.
Mesmo assim, os políticos do Ocidente embelezam e maquiam esse modo de vida apocalíptico com palavras pomposas, chamando-o de “o estilo de vida de liberdade suprema dos homens modernos”.
É mais do que natural que a democracia ocidental, que expõe e embeleza abertamente, na era da civilização moderna, um modo de vida desumano que até os homens primitivos corariam de vergonha, seja alvo da condenação da humanidade progressista que preza a moral e a ética humanas.
A democracia ocidental é uma “democracia” criminosa que impede absolutamente o ser humano de possuir consciência de independência.
No Ocidente, que clama pela “democracia liberal”, o ser humano ideologicamente desperto e independente é considerado, ao contrário, uma existência perigosa. Por isso, as classes dominantes e os capitalistas monopolistas jamais querem gastar dinheiro para elevar a consciência de independência das pessoas; ao contrário, despejam enormes somas de dinheiro e riqueza para bloquear o desenvolvimento cultural e espiritual sadio das massas trabalhadoras e para corrompê-las ideológica e espiritualmente. Criam deliberadamente, sem freios, todo tipo de meios que corroem o corpo e o espírito humanos. Sob o letreiro da “liberdade de pensamento”, difundem freneticamente ideias e culturas reacionárias e antipopulares, bem como estilos de vida burgueses apodrecidos. Com isso, na sociedade capitalista, a consciência de independência das massas trabalhadoras é paralisada e a capacidade criadora se deforma. A pilhagem e a ociosidade tornam-se motivo de orgulho, e o trabalho honesto é desprezado. Incitam-se a consciência de discriminação, o racismo e o ódio ao ser humano.
As massas trabalhadoras não se tornam usufrutuárias da riqueza cultural e espiritual que elas próprias criaram, mas vítimas da cultura ideológica reacionária que a “democracia liberal” corrompe.
No Ocidente, a pauperização da vida cultural e espiritual chegou a um ponto irreversível.
Uma sociedade em que as pessoas se degradam ideológica e espiritualmente e se corrompem moralmente não pode jamais durar muito tempo, ainda que possua vasto potencial econômico e riqueza material. A sombra de um destino funesto projeta-se densamente sobre o futuro do capitalismo, no qual proliferam toda sorte de enfermidades e males sociais.
Um historiador dos Estados Unidos, no texto intitulado “O fim da história e o último homem”, previu ousadamente que o sistema de “democracia liberal” dos países ocidentais chegou ao seu ponto terminal e que, em consequência, pode trazer o fim.
O fato de as forças ocidentais ainda alardearem ruidosamente a “superioridade da democracia liberal” não passa de sofismas lançados para tentar encobrir a crise terminal que se abateu sobre o capitalismo.
A democracia ocidental é a coisa mais reacionária, fundamentalmente em contradição com as exigências essenciais da natureza humana.
A situação atual dos países capitalistas e a realidade dos países que, cedendo à coerção e às tentativas de sedução dos imperialistas, introduziram a democracia ocidental e, como resultado, viram as pessoas se degradarem e o caos e a desordem extremos se instaurarem, vivendo atormentados por conflitos, confirmam mais uma vez essa verdade.

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