Nos países ocidentais, em meio à prolongada estagnação econômica, a exploração e a opressão da classe capitalista contra as massas trabalhadoras tornam-se cada vez mais brutais.
Os monopólios pressionam os governos a modificar continuamente as políticas de emprego conforme seus interesses, sugando cruelmente o suor e o sangue dos trabalhadores. Os salários são fixados em níveis extremamente baixos, enquanto os postos de trabalho são reduzidos e os empregos temporários ampliados, impondo aos empregados um trabalho desumano.
Chega-se até mesmo a legalizar e incentivar o trabalho infantil. Um meio de comunicação ocidental revelou que, em todas as regiões de determinado país, crianças estão sendo submetidas ao trabalho escravo, afirmando que grande parte dos chamados “produtos de luxo” é produzida justamente por meio do trabalho infantil. Crianças que sequer atingiram a idade adequada para o trabalho são forçadas a labutar até a exaustão em grandes fazendas e a enfrentar longas jornadas em linhas de produção perigosas para suas vidas.
Segundo um relatório divulgado no ano passado pela Organização Internacional do Trabalho, a taxa de desemprego continua aumentando em escala mundial. Os empregadores das empresas estão restringindo ao máximo a contratação de trabalhadores e reduzindo drasticamente os salários.
Embora recentemente os meios de comunicação ocidentais façam grande alarde sobre a suposta redução do desemprego, isso não passa de propaganda enganosa destinada a ocultar a terrível realidade da sociedade capitalista.
Hoje, na maioria das empresas dos países capitalistas, os trabalhadores não possuem empregos estáveis, mas sim contratos temporários, podendo ser demitidos a qualquer momento. Os empresários elevam ilimitadamente o grau de exploração desses empregados, submetendo-os a péssimas condições de trabalho. Os trabalhadores sem emprego fixo vivem sob a constante ansiedade de perder o trabalho a qualquer instante e, por isso, acabam suportando silenciosamente a exploração cruel dos patrões em troca de salários miseráveis.
No Ocidente, tornou-se inclusive comum a expressão “trabalhadores pobres”, referindo-se a pessoas que, embora empregadas, vivem em condições pouco diferentes das dos desempregados.
Enquanto a crise econômica prolongada faz com que a vida das massas trabalhadoras se deteriore dia após dia, os patrimônios de um punhado de magnatas aumentam sem cessar, empurrando a polarização entre ricos e pobres a extremos incontroláveis.
Há alguns anos, uma organização internacional afirmou que a desigualdade global chegou a uma situação fora de controle e sustentou que sua causa reside em um sistema econômico enviesado que discrimina as pessoas e, ao mesmo tempo, proporciona riquezas imensas aos bilionários. Segundo dados divulgados pela organização, os ricos, que representam apenas 10% da população mundial, detêm 76% da riqueza global. Em particular, entre 2020 e 2022, o patrimônio total dos dez maiores bilionários do mundo mais que dobrou.
O fortalecimento da exploração capitalista e a consequente maximização da desigualdade constituem a verdadeira face da sociedade capitalista atual, cujo terreno fértil é precisamente a “democracia liberal” tão exaltada pelos defensores da burguesia.
A “democracia liberal” é um instrumento político e ideológico que concede à classe capitalista o direito de explorar e oprimir ilimitadamente as massas trabalhadoras.
A classe capitalista e seus porta-vozes difundiram sofismas destinados a justificar a ganância infinita do capital, sua autoexpansão e a exploração e saque das massas trabalhadoras.
A ideologia da “democracia liberal” foi criada pelos imperialistas ao distorcerem e deformarem, de acordo com os interesses da classe capitalista, os conceitos de liberdade e democracia defendidos pelas massas progressistas.
Baseada no individualismo extremo, no liberalismo e na adoração ao dinheiro, a “democracia liberal” tem servido para defender e justificar a exploração e os privilégios da classe capitalista.
Na sociedade capitalista, o que nasce do individualismo e do liberalismo é a exploração e a opressão das amplas massas trabalhadoras por uma minúscula classe dominante.
Os defensores da burguesia clamam constantemente por “liberdade” e “democracia”, anunciando o capitalismo como se garantisse uma vida livre e democrática para o ser humano. Na realidade, porém, na sociedade capitalista, uma minoria da classe capitalista monopoliza o poder estatal e os meios de produção, exercendo toda sorte de arbitrariedades e tirania, enquanto as massas trabalhadoras, privadas de quaisquer direitos, gemem sob desprezo e opressão.
Desejar viver livremente é uma exigência natural do ser humano, mas a “liberdade” proclamada pela classe capitalista nada tem a ver com isso.
Ela não passa de um sofisma destinado a encobrir e embelezar, sob a placa da “liberdade”, a arbitrariedade e a dominação predatória da classe capitalista para satisfazer sua ganância.
Mesmo as diversas teorias econômicas apresentadas pelos especialistas ocidentais são coerentemente orientadas para elevar a taxa de lucro dos capitalistas.
O núcleo da teoria econômica liberal sustenta que, no livre mercado, todos os elementos — como preços e demanda — entram naturalmente em equilíbrio pela chamada “mão invisível”. Embora pregue que todos os membros da sociedade, empregadores e empregados, cumprem fielmente suas funções em um sistema de divisão do trabalho conforme suas necessidades e interesses, apresentando isso como força motriz do desenvolvimento econômico, trata-se apenas de um veneno ideológico que oculta habilmente a exploração capitalista voltada ao lucro.
O funcionamento da economia capitalista não é um processo de atividade livre das pessoas integradas na divisão do trabalho, mas sim um cruel processo de exploração no qual a classe capitalista prende as massas trabalhadoras ao processo produtivo mediante salários ínfimos e extrai até o último resquício de sua força de trabalho para acumular lucros.
Com a ganância crescente da classe capitalista, a teoria econômica liberal transformou-se em “neoliberalismo”, degenerando ainda mais em instrumento de exploração ilimitada das massas trabalhadoras. Sob as bandeiras da “liberalização” e da “flexibilização”, eliminam-se todas as regulamentações financeiras e trabalhistas consideradas obstáculos à satisfação da ganância capitalista, impondo aos trabalhadores condições de trabalho desumanas.
Há pouco mais de uma década, um país da Europa Ocidental aplicou, sob o agradável nome de “reforma do mercado de trabalho”, uma política que flexibilizou as condições para demissão de empregados. Como resultado, o número de desempregados aumentou drasticamente. Alguns anos depois, a taxa de desemprego juvenil desse país tornou-se uma das mais altas entre os membros da União Europeia.
Esses fenômenos, observados de maneira generalizada nos países ocidentais, constituem precisamente o resultado inevitável da “democracia liberal” tão propagandeada pelos defensores do capitalismo.
A realidade demonstra claramente que a chamada “democracia liberal” é, na prática, a “liberdade” dos ricos para explorar os pobres à vontade e a “democracia” de uma minúscula camada privilegiada para oprimir brutalmente a imensa maioria das massas trabalhadoras.
A “democracia liberal” é um mal que justifica, estimula e intensifica ainda mais a desigualdade social.
O modo de existência próprio do ser humano social é a unidade e a cooperação. Somente quando todos ocupam posição igualitária como donos da sociedade, respeitando-se mutuamente, unindo-se e fortalecendo a cooperação, é possível desfrutar de uma vida livre e igualitária, alcançar o desenvolvimento e abrir verdadeiramente o próprio destino. Esse é o modo de vida próprio do ser humano social.
Entretanto, na sociedade capitalista, sob a ideologia da “democracia liberal”, a lei da selva, na qual os fortes esmagam e pisoteiam os fracos, é exaltada como forma natural e legítima de vida, enquanto a feroz competição pela sobrevivência é legalizada pelo poder estatal.
A chamada teoria do darwinismo social, segundo a qual “somente os adaptados sobrevivem”, é um sofisma permeado de individualismo extremo e da lei da selva.
Os defensores da burguesia apropriam-se da teoria evolucionista sobre a evolução biológica e a seleção natural para argumentar que a “livre concorrência” é a fonte do desenvolvimento, alegando que a competição livre entre as pessoas e a eliminação dos fracos seriam leis inevitáveis, e que um sistema que incentiva a competição pela sobrevivência seria o mais adequado para sobreviver em difíceis condições naturais.
Nessa competição desumana em que uns devoram os outros, empresas com menor poder financeiro são esmagadas por empresas mais fortes, enquanto as amplas massas trabalhadoras são oprimidas por uma pequena camada privilegiada. Nesse processo, a riqueza social concentra-se nas mãos de um número reduzido de capitalistas, e a desigualdade entre ricos e pobres atinge níveis extremos.
A realidade dos Estados Unidos, que se apresentam como modelo da “democracia liberal”, demonstra eloquentemente o quão terríveis são as consequências do darwinismo social. Há alguns anos, dados divulgados naquele país mostraram que 42% das famílias estavam à beira da ruína. Especialistas afirmaram que isso não era um fenômeno acidental, mas resultado da lógica operacional do capitalismo estadunidense, baseada no “lucro acima de tudo” e na “prioridade ao capital”, citando como exemplo as políticas fiscais e de gastos voltadas aos conglomerados econômicos. Essas políticas reduziram drasticamente os gastos destinados às camadas mais pobres, enquanto concederam cortes ainda maiores de impostos aos mais ricos. Como resultado, ocorreu uma concentração de riqueza entre a classe de alta renda que a própria imprensa estadunidense chamou de “a maior transferência ascendente de riqueza da história dos Estados Unidos”. Em contrapartida, mais de 40% das famílias passaram a enfrentar risco de colapso. Analisando esses fatos, um instituto de pesquisa estadunidense afirmou que, antes de 2027, a renda de 99% dos cidadãos dos Estados Unidos diminuirá, enquanto apenas o 1% mais rico obterá benefícios.
Um especialista em ciência política destacou que a ruína das famílias estadunidenses é expressão da lógica de “os vencedores levam tudo e os derrotados são expulsos”, característica da sociedade estadunidense, afirmando que a infiltração total do darwinismo social está por trás desse fenômeno.
A origem da pior desigualdade da história — na qual toda a riqueza social se concentra não nos trabalhadores que a criam, mas nos exploradores, e o direito de sobrevivência das amplas massas é esmagado pelos privilégios de uma minúscula elite — encontra-se na “democracia liberal”.
Hoje, entre as massas trabalhadoras dos países capitalistas, cresce cada vez mais a voz de que a “democracia liberal” já não é modelo de democracia e de que o sistema capitalista deve ser transformado radicalmente.
Uma organização internacional afirmou que, no Ocidente, o debate sobre se os bilionários são benéficos ou prejudiciais à sociedade está se intensificando cada vez mais, sustentando que o sistema capitalista, ao enriquecer os monopólios e concentrar a riqueza nas mãos de uma minoria ínfima, não poderá escapar da ruína.
Un Jong Chol

Nenhum comentário:
Postar um comentário