No encontro, o presidente Putin enfatizou que é necessário enfrentar conjuntamente todas as tentativas de distorcer a história da Grande Guerra Patriótica e, em especial, fazer todo o possível para que os jovens conheçam bem os feitos heroicos das gerações anteriores, que conquistaram a vitória na Grande Guerra Patriótica ao preço de inúmeros sacrifícios.
Nos últimos tempos, na Europa, vêm se intensificando cada vez mais os atos destinados a distorcer a história e os resultados da Segunda Guerra Mundial.
Há países que se recusam a reconhecer como genocídio os atos bárbaros cometidos pelos nazistas contra o povo soviético, incluindo o bloqueio de Leningrado, praticados pela Alemanha, bem como países que afirmam que a responsabilidade pelo início da Segunda Guerra Mundial recai igualmente sobre a Alemanha fascista e a União Soviética.
Em decorrência das manobras vis do Ocidente para menosprezar o papel decisivo desempenhado pela União Soviética na derrota do nazismo e apagar da memória da humanidade os feitos dos soldados soviéticos, diz-se que, em países europeus, as gerações jovens com menos de 30 anos sequer sabem bem quais países lutaram contra quem, por que motivos e pelo que combateram durante a Segunda Guerra Mundial.
Já em não poucos países foram profanados e desmontados monumentos, estátuas e túmulos de soldados soviéticos.
O fato de a sangrenta agressão, os massacres, a destruição e o saque da época da Segunda Guerra Mundial serem abertamente exaltados, enquanto o elevado preço pago em sacrifícios pela defesa da justiça é distorcido, constitui um problema extremamente preocupante.
As manobras de distorção histórica que se intensificam na Europa não são simples erros de percepção histórica. Elas contêm claramente motivações e objetivos políticos obscuros. Trata-se de tentar criar um clima que demonize a Rússia atual e justifique os jogos de sanções e pressões contra esse país, por meio da desfiguração da imagem da União Soviética, que desempenhou um papel decisivo na vitória da Segunda Guerra Mundial.
As vis manobras de distorção histórica do Ocidente, destinadas a enfraquecer o papel decisivo do Exército Vermelho na grande vitória e a contribuição de alcance mundial do povo soviético, vêm provocando forte reação da Rússia.
Em novembro do ano passado, o presidente Putin, em sua mensagem de felicitação aos participantes do fórum científico-prático internacional “Não há prescrição. Nurembergue. 80 anos”, afirmou que os crimes dos fascistas não prescrevem e destacou que as normas e princípios estabelecidos há 80 anos continuam demonstrando vitalidade ainda hoje, ajudando a enfrentar resolutamente as tentativas de distorcer os fatos históricos e contribuindo para a busca de respostas aos desafios e ameaças globais.
A Rússia vem se esforçando para conter, com a força unida da região, as vis manobras de distorção histórica do Ocidente, que se tornam cada vez mais explícitas.
Atualmente, está em andamento um plano para a compilação de materiais que apresentem os feitos heroicos dos soldados dos países membros da Comunidade dos Estados Independentes que contribuíram para a derrota do nazismo. Também avançam ativamente os trabalhos para descobrir novas provas dos crimes atrozes cometidos pelos nazistas e seus cúmplices contra a população civil nos territórios soviéticos ocupados, por meio da desclassificação de documentos de arquivo.
A Rússia alerta com frequência para as consequências negativas das distorções históricas que proliferam em vários países europeus e conclama os povos de todo o mundo a se empenharem contra o ressurgimento do nazismo.
Ao mesmo tempo, vem reforçando a educação patriótica voltada à preservação da história comum, ao esmagamento das manobras de distorção histórica e à transmissão às gerações futuras dos feitos heroicos e do espírito dos antepassados que lutaram e deram a vida pela vitória na Grande Guerra Patriótica.

Nenhum comentário:
Postar um comentário