terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Países africanos aspiram ao desenvolvimento independente do continente


Os países africanos, que no passado sofreram a exploração e a pilhagem dos imperialistas, estão hoje acelerando vigorosamente, com suas próprias forças, a construção de uma nova sociedade, mantendo firmemente a posição de independência.

Apenas no ano passado, mesmo em meio à continuidade de conflitos armados, terrorismo e turbulências políticas, os países africanos envidaram esforços multifacetados para alcançar reconciliação e unidade e promover a paz e a prosperidade do continente.

A 38ª Conferência de Chefes de Estado e de Governo da União Africana, realizada em fevereiro do ano passado na Etiópia, tornou-se o ponto de partida desse movimento mais substancial.

Na conferência, realizada sob o tema “Justiça para os africanos e afrodescendentes por meio da reparação”, os países africanos expressaram sua posição de corrigir as injustiças históricas. Presidentes de vários países e dirigentes de organizações internacionais referiram-se às profundas feridas deixadas na África pelo colonialismo, pela escravidão e pelo racismo sistemático, enfatizando que não é possível alcançar uma justiça verdadeira sem liquidar as injustiças do passado.

Na reunião foram apresentados os êxitos alcançados na execução do plano destinado a transformar a África, até 2063, centenário da fundação da Organização da Unidade Africana, predecessora da União Africana, em um continente próspero e pacífico, bem como discutidas questões relativas à aceleração adicional desse processo. A conferência teve grande significado na realização da justiça, da igualdade e do desenvolvimento sustentável e na construção de um futuro inclusivo e próspero para todos os africanos.

A vontade de libertar-se do domínio neocolonial do Ocidente e realizar uma verdadeira independência foi claramente demonstrada também na expulsão das forças militares ocidentais que, entrincheiradas na região, fomentaram a desordem e a instabilidade sociais, bem como o ciclo vicioso de terrorismo e represálias. No ano passado, a Costa do Marfim e o Senegal expulsaram as tropas francesas estacionadas em seus territórios. Antes disso, forças dos Estados Unidos, da França e de outros países ocidentais foram expulsas do Mali, Burkina Faso, Níger e Chade.

Isso é o fruto da luta tenaz dos povos dos países da região para pôr fim à ingerência estrangeira que perdurou por longos anos e construir, com suas próprias forças, uma nova sociedade independente. Analistas da conjuntura avaliaram que isso demonstra que o continente africano, até então tão oprimido, começou a despertar, decidiu rejeitar o neocolonialismo ocidental e está buscando uma cooperação verdadeiramente baseada no benefício mútuo e na prosperidade comum.

No ano passado, os países africanos atraíram a atenção da comunidade internacional ao manter elevadas taxas de crescimento econômico, aproveitando seu próprio potencial.

Segundo dados, em 2025 a taxa de crescimento econômico da África Subsaariana alcançou 4,1%, superando a média mundial.

Também houve progressos concretos na construção da zona de livre comércio continental. Já 48 países ratificaram o acordo. De acordo com o Relatório Econômico da África de 2025, divulgado pela Comissão Econômica das Nações Unidas para a África, até 2045 as exportações intra-africanas crescerão 45% e o volume do comércio transfronteiriço aumentará em 275,7 bilhões de dólares.

Sobre a intensificação diária da cooperação e dos intercâmbios econômicos no continente africano, um meio de comunicação estrangeiro avaliou que os países africanos passaram a ter maior confiança no processo de busca de um caminho de desenvolvimento independente.

A influência da África no cenário internacional também se elevou.

Em fevereiro do ano passado, realizou-se pela primeira vez na África do Sul a reunião de ministros das Relações Exteriores do Grupo dos 20, seguida, em novembro, pela cúpula de chefes de Estado e de Governo. Isso representou uma grande mudança na configuração da política internacional, demonstrando que a voz e a influência dos países africanos no cenário mundial estão crescendo dia após dia. O presidente da África do Sul declarou que se sente orgulhoso de que seu país, como presidente do G20, tenha se empenhado para que as vozes da África e dos países em desenvolvimento sejam “reconhecidas, refletidas e respeitadas”.

A África está demonstrando uma nova face, renovando-se dia a dia ao exercer plenamente seu potencial.

Hoje, a África já não é de modo algum o “continente das trevas” nem a “terra do sofrimento” do passado, e em muitos países africanos ecoa a voz de que o renascimento do continente já não é um sonho.

A luta dos países africanos para salvaguardar a soberania, alcançar a prosperidade e o desenvolvimento comuns e o progresso, e construir um novo mundo justo e pacífico, desenvolve-se com ainda maior vigor.

Kim Su Jin

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