segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Discurso do camarada Kim Son Gyong, vice-ministro das Relações Exteriores da República Popular Democrática da Coreia, na 80ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas

Nova Iorque, 29 de setembro de 2025

Senhora Presidenta,

Senhor Secretário-Geral,

Distintos Delegados,

Antes de tudo, gostaria de expressar minha expectativa de que a 80ª sessão da Assembleia Geral da ONU, convocada no ano significativo do 80º aniversário de fundação das Nações Unidas, chegue a uma excelente frutificação em meio ao extraordinário interesse dos participantes.

Tomando nota do discurso de abertura do senhor Guterres, Secretário-Geral da ONU, em 23 de setembro, louvo sua afirmação de que o papel da ONU, esse púlpito único, deve ser reforçado, uma vez que um Estado individual não pode enfrentar sozinho as questões, e de que a ONU deve ser reformada para estar à altura do século XXI.

Como refletido no tema da atual sessão “Melhor Juntos: 80 anos e mais pela paz, desenvolvimento e direitos humanos”, estamos agora em um momento crucial em que todos olhamos para os 80 anos de história da ONU e traçamos o futuro.

Há oitenta anos, a humanidade adotou a Carta da ONU sobre os escombros da guerra desastrosa, lançando assim a pedra fundamental para as relações internacionais contemporâneas e estabelecendo a mais inclusiva organização internacional, as Nações Unidas.

Desde sua fundação, a ONU alcançou sucessos notáveis em vários campos, incluindo a paz e a segurança e o desenvolvimento socioeconômico, ao acelerar a descolonização em todo o mundo e liderar a codificação das normas universais do direito internacional.

Apesar de muitos altos e baixos, é uma sorte que uma nova guerra mundial não tenha eclodido. Pode-se dizer que esse é um resultado desejado do espírito principal da Carta da ONU: salvar as gerações futuras do flagelo da guerra mundial, que duas vezes trouxe inenarráveis tristezas à humanidade.

Não podemos subestimar o papel que a ONU desempenhou na promoção da cooperação entre as nações nos campos socioeconômicos, como a erradicação da pobreza e o combate às doenças transmissíveis, bem como no impulso ao desenvolvimento sustentável em nível global.

No entanto, nos anais da história da ONU, também estão registradas páginas vergonhosas, em que o título da ONU, subjugado pela prepotência e arbitrariedade das forças hegemônicas, foi abusado para exercer pressão a fim de privar Estados soberanos de seu direito legítimo ao desenvolvimento normal, em total contradição com o espírito da Carta.

Não devemos nos sentir aliviados nem nos parabenizar pela não ocorrência de uma Terceira Guerra Mundial nos últimos 80 anos. Ao contrário, devemos prestar devida atenção ao fato de que a ameaça persistiu e agora se torna mais séria, e tomar medidas em conformidade.

Senhora Presidenta,

A comunidade internacional testemunha agora o mundo mais turbulento e violento desde a Segunda Guerra Mundial.

A história moderna registrou muitos incidentes e eventos. Mas hoje, as normas e a ordem internacional estabelecidas e consolidadas com a fundação da ONU são desrespeitadas, e a soberania dos Estados é abertamente violada como nunca antes.

A guerra tarifária indiscriminada em relação ao mundo inteiro mergulhou a economia global como um todo no pântano da estagnação e da instabilidade.

Até mesmo a Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável, comprometida em eliminar a desigualdade e a pobreza e assegurar a dignidade humana em todo o mundo, é rejeitada pelo motivo de não atender aos interesses de um Estado individual. Essa é a dura realidade.

A ONU tem servido como um fórum multilateral onde todos os países do mundo, grandes ou pequenos, se reúnem e discutem respostas comuns aos desafios globais em pé de igualdade, transcendendo diferenças de tamanho, população e poder estatal. Essa ONU agora enfrenta crises graves sem precedentes.

Todas essas turbulências e sofrimentos enfrentados pelo mundo são, fundamentalmente, causados pela prepotência, arbitrariedade e ganância das potências hegemônicas em sua tentativa de submeter o mundo inteiro a seus interesses e de colocar seus interesses exclusivos acima do bem comum da humanidade.

Senhora Presidenta,

Hoje, a complicada situação internacional destaca a necessidade de reconsiderar o papel da ONU, responsável por manter a paz e a segurança internacionais.

Como a mais universal organização internacional do mundo, composta por todos os Estados soberanos do globo, a ONU não pode ser representada por um determinado Estado ou por um pequeno grupo de Estados.

Em particular, a fim de prevenir a arbitrariedade e a prepotência de forças específicas, é imperativo ampliar e fortalecer a representação dos países em desenvolvimento, que constituem a maioria absoluta dos membros da ONU, e corrigir a estrutura inadequada liderada pelo Ocidente no Conselho de Segurança, encarregado do importante mandato de manter a paz e a segurança internacionais.

Somente quando a ONU pôr fim às práticas arbitrárias, autoritárias, tendenciosas e de padrão duplo em todas as suas atividades, e aderir estritamente aos princípios da igualdade soberana, da não ingerência nos assuntos internos, da imparcialidade e da objetividade, poderá restaurar sua imagem como uma organização plenamente qualificada e capacitada para realizar os propósitos da Carta.

Senhora Presidenta,

A paz e a segurança são o desejo há muito acalentado pela humanidade e o primeiro ponto da agenda da ONU.

Sem paz e segurança, não podemos alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), nem pensar em um bom futuro que assegure a dignidade humana e a prosperidade.

Entretanto, a atual situação objetiva de segurança da Península Coreana enfrenta desafios sérios como nunca antes.

As alianças militares EUA-RC, EUA-Japão e o sistema de cooperação militar trilateral EUA-Japão-RC, que têm como alvo direto a RPDC, evoluem rapidamente para um bloco militar mais ofensivo e agressivo, com elementos nucleares incluídos. Enquanto isso, exercícios de guerra e o fortalecimento militar contra nosso Estado estão batendo todos os recordes anteriores em termos de escala, natureza, frequência e alcance.

Em nenhum outro lugar do mundo pode-se encontrar uma situação como a da Península Coreana, onde o maior Estado nuclear do mundo e suas forças aliadas realizam exercícios de guerra bilaterais e multilaterais durante todo o ano e até mesmo ensaiam simulações reais de guerra, incluindo o uso de armas nucleares contra um Estado soberano, mobilizando forças combinadas multinacionais em massa e os mais modernos ativos estratégicos.

Mesmo poucos dias antes do início da atual sessão, os EUA e suas forças aliadas travaram exercícios de guerra nuclear, como o "Iron Mace" e o "Freedom Edge", destinados a dominar os procedimentos e métodos de ataques nucleares contra a RPDC sob um cenário de fato consumado, tensionando de forma extrema a situação na Península Coreana.

Ainda assim, mesmo diante da tremenda ameaça militar dirigida contra a RPDC e do perigoso cenário de segurança, os rugidos das armas de guerra estão silenciados e a paz e a segurança são firmemente salvaguardadas na Península Coreana.

Essa é uma realidade inegável.

Graças ao fortalecimento do dissuasor físico de guerra do nosso Estado, em proporção direta à crescente ameaça de agressão dos EUA e seus aliados, a vontade dos Estados inimigos de provocar uma guerra está completamente contida e o equilíbrio de forças na Península Coreana é assegurado.

Para manter permanentemente esse estado de equilíbrio e garantir a paz duradoura na Península Coreana, estipulamos o nuclear em nossa Constituição como algo sagrado e absoluto, que jamais poderá ser tocado ou alterado.

A imposição da “desnuclearização” à RPDC equivale a exigir que ela renuncie à soberania e ao direito de existência e viole sua Constituição.

Nunca abriremos mão da soberania, jamais abandonaremos o direito de existência e não violaremos a Constituição.

O camarada Kim Jong Un, Presidente de Assuntos Estatais da RPDC, deixou claro na 13ª sessão da 14ª Assembleia Popular Suprema, em 21 de setembro, que nosso Partido e o Governo da República salvaguardarão invariavelmente e firmemente, sem a menor vacilação, a Constituição da RPDC e sua lei básica sobre a política das forças nucleares, perpetuando a posse de armas nucleares e garantindo plenamente os interesses supremos de nosso Estado.

A linha política do camarada Presidente de Assuntos Estatais representa nossa lei estatal e defenderemos essa lei sem falhar.

Jamais renunciaremos às forças nucleares, que é nossa lei estatal, nossa política nacional e nosso poder soberano, assim como o direito à existência. Sob quaisquer circunstâncias, nunca nos afastaremos dessa posição.

Senhora Presidenta,

A RPDC está abrindo vigorosamente o caminho para a prosperidade estatal integral com base na paz e na segurança garantidas por sua poderosa força.

Esforços intensos estão em andamento para consolidar ainda mais a força motriz e os potenciais de desenvolvimento da economia nacional autossuficiente em todos os setores da economia nacional, incluindo a indústria e a agricultura, e para atingir as metas de produção. Como resultado, a conclusão do plano quinquenal de desenvolvimento econômico nacional, estabelecido pelo 8º Congresso do Partido do Trabalho da Coreia, está definitivamente ao nosso alcance.

Notadamente, a construção de 50.000 moradias em Pyongyang é realizada anualmente, sem falhas, adiantando-se ao cronograma.

Enquanto isso, moradias rurais, estufas em grande escala e hospitais modernos, obras voltadas ao bem-estar do povo, estão sendo grandiosamente edificados.

Com o objetivo de proporcionar a todo o povo uma vida nova, próspera e civilizada, e elevar rapidamente o nível de desenvolvimento de todas as regiões em um curto período de 10 anos, a recém-adotada política de desenvolvimento local está sendo dinamicamente executada, com resultados tangíveis surgindo um após o outro.

A RPDC segue confiantemente o caminho de sua própria escolha, sem qualquer oscilação ou vacilação, mesmo em meio à turbulência política mundial.

Essa realidade é uma brilhante frutificação do inabalável espírito de independência e da correta liderança do Partido do Trabalho da Coreia e do Governo da RPDC.

Senhora Presidenta,

Neste ano, que marca o 80º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial, coloridos eventos políticos e culturais ocorreram em vários países, comemorando a vitória na guerra antifascista mundial.

Não tolerar as tentativas de negar os resultados da guerra antifascista e das lutas de libertação nacional, alcançados a um tremendo sacrifício, é a expressão da firme vontade da comunidade internacional justa.

Oitenta anos se passaram desde o fim da Segunda Guerra Mundial. No entanto, genocídios e crimes contra a humanidade, que podem até mesmo ofuscar Hitler, estão agora sendo cometidos abertamente no Oriente Médio, para consternação do mundo.

Israel, que massacrou mais de 60.000 civis palestinos nos últimos dois anos, busca ocupar à força toda a área de Gaza e exterminar completamente a população palestina.

Exigimos firmemente que Israel interrompa imediatamente os crimes contra a humanidade e se retire da Faixa de Gaza. Da mesma forma, apoiamos plenamente o estabelecimento de um Estado palestino independente, com Al-Quds Oriental como sua capital, e a plena adesão da Palestina à ONU.

Senhora Presidenta,

Independência, paz e amizade são os ideais invariáveis da política externa da RPDC.

A RPDC, assim como no passado, também no futuro colaborará com todos os países e nações que se opõem e rejeitam a agressão, a intervenção, a dominação e a subjugação, e que aspiram à independência e à justiça, independentemente das diferenças de ideias e sistemas.

A RPDC promoverá intercâmbios e cooperação multifacetados com os países que a respeitam e adotam uma postura amistosa em relação a ela.

Obrigado.

Han Chang Bong

Han Chang Bong (1922–1950) foi um firme comandante do Exército Revolucionário Popular da Coreia, cuja vida se confunde com o avanço da luta revolucionária. Ingressou no Exército Revolucionário Popular da Coreia em 1937 e logo demonstrou coragem e vigor, mesmo nos momentos cotidianos, como nas expedições de coleta de verduras, quando sua energia juvenil se expressava em lutas amistosas com seus camaradas, despertando entusiasmo coletivo. Porém, sua dedicação revelava-se sobretudo em missões arriscadas: enviado com Han Thae Ryong à região de Changbai, recebeu a incumbência de organizar atividades secretas, ligar familiares de guerrilheiros a novas estruturas clandestinas e recrutar jovens destacados para a base do Extremo Oriente soviético. Nessas missões, estabeleceu raízes firmes entre a classe trabalhadora e fortaleceu a rede revolucionária que sustentaria a luta de todo o povo.

No campo de batalha, Han Chang Bong distinguiu-se por bravura exemplar. Contribuiu para operações de inteligência em Sosura e Chonghak, onde até elementos da polícia japonesa, sob sua influência, ofereceram apoio às atividades revolucionárias. Foi protagonista no ataque à fortaleza de Kyonghung, sendo o primeiro a atravessar o rio Tuman à frente do destacamento avançado, abrindo caminho para a destruição de fortificações e para a libertação de Wonjong. Seu nome ficou associado a batalhas decisivas como a de monte Mayu, em Hunyung, símbolos de sua audácia e espírito combativo. Após anos de luta pela libertação nacional, Han Chang Bong continuou servindo fielmente à pátria e tombou em 30 de novembro de 1950, durante a Guerra de Libertação da Pátria, deixando como legado o exemplo de um combatente revolucionário cuja vida foi inteiramente dedicada à pátria e ao povo.

Kim Hak Song

Kim Hak Song, nascido em 10 de setembro de 1917, ingressou no Exército Revolucionário Popular da Coreia em 1936, tornando-se um dos fiéis combatentes da luta armada antijaponesa. Como comandante revolucionário, destacou-se pela coragem e dedicação, sendo lembrado como um dos "anjos da guarda" que protegiam o General Kim Il Sung. Atuou lado a lado com camaradas como Kim Un Sin, Choe Won Il, Han Ik Su, Jon Mun Sop e muitos outros, sempre se colocando na linha de frente para defender a causa revolucionária. Em missões arriscadas, Kim Hak Song demonstrou bravura exemplar, enfrentando o fogo inimigo para cumprir ordens cruciais, como nas operações contra os soldados inimigos entrincheirados em passagens subterrâneas.

O espírito de sacrifício de Kim Hak Song se revelou plenamente em sua última missão. Durante o reconhecimento das fortificações em Kyonghung, foi cercado pelo inimigo, situação semelhante à vivida por Son Thae Chun. Mesmo diante da morte iminente, não abandonou sua tarefa: transmitiu as informações coletadas ao camarada Kim Pong Sok e atraiu as tropas inimigas para si, lutando até o último instante. Sua morte heroica em 20 de outubro de 1942 imortalizou sua lealdade e coragem, legando às futuras gerações o exemplo de um combatente que dedicou toda a sua vida à pátria e à revolução.

Kim Hyok Chol

Kim Hyok Chol (1910-1943) nasceu em 3 de outubro de 1910 e desde jovem envolveu-se em atividades revolucionárias na região de Taoquanli. Ainda nos anos 1930, foi recrutado por Kim Jong Suk durante seu trabalho clandestino e, em 1937, ingressou no Exército Revolucionário Popular da Coreia. Conhecido por sua coragem e lealdade, desempenhou papel ativo na formação de organizações secretas em Hungnam e em operações de infiltração que visavam apoiar as atividades armadas contra o imperialismo japonês. Junto de companheiros de infância como Wi In Chan e Kim Kong Su, disfarçava-se de vendedor ambulante para despistar o inimigo. Ao lado de figuras como Jong Tong Chol, Ryu Yong Chan e Ri Chol Su, participou do esforço de mobilização de dezenas de jovens de Taoquanli para a luta armada, destacando-se como um quadro de confiança entre os revolucionários.

Posteriormente, Kim Hyok Chol integrou destacamentos de elite do Exército Revolucionário, selecionados por sua firmeza ideológica e experiência, realizando importantes missões de reconhecimento em território inimigo. Atuou em operações que levantaram informações valiosas sobre fortificações, armamentos e instalações militares, demonstrando notável bravura. Contudo, em sua décima incursão de reconhecimento à pátria, enfrentou uma prova extrema: ao carregar um camarada enfermo em meio a uma nevasca, atrasou-se e ficou sem apoio de guia. O companheiro acabou falecendo, e Kim, exausto e faminto, também tombou pouco depois, ainda agarrado à sua pistola. Seu corpo foi encontrado e enterrado por moradores locais às margens do rio Tuman, junto ao camarada que tentara salvar. Assim, Kim Hyok Chol ficou marcado como símbolo de fidelidade e abnegação à causa da libertação da pátria.

Lendas do monte Kuwol

O monte Kuwol, que exibe sua beleza peculiar de montanhas e vales, constitui um dos montes mais famosos de nosso país.

Possui muitos vestígios e relíquias históricas que refletem a inteligência e o espírito de nossos antepassados, e não são poucas as lendas relacionadas a eles.

Entre elas, existem as que se referem a Tangun, fundador da nação coreana.

Por exemplo, pode-se citar a lenda “Tangun que subiu ao céu montado em um cavalo dragão”, que conta que Tangun, ao morrer, se transformou em semideus.

Segundo a lenda, Tangun, que vivia no vale do pico Asa, ao recordar sua vida, pensou em viver no céu como seus antepassados e pediu isso ao céu. Então, desceu a carruagem puxada por cinco cavalos dragões, na qual Tangun subiu e foi ao céu.

O fato de que neste monte existem várias lendas relacionadas a Tangun se deve ao fato de que, após a fundação da Coreia Antiga (início do século XXX a.C. - 108 a.C.), os habitantes desta região tinham uma grande veneração por seu fundador.

Existem também lendas como “Levantar a fortaleza do monte Kuwol” e “Poço milagroso que aniquilou os invasores”, que refletem a luta patriótica de nosso povo contra a invasão estrangeira.

A primeira reflete o conteúdo de que, durante o período de Coguryo (277 a.C. - 668 d.C.), os habitantes de Pyongyang e Hwangju levantaram a fortaleza do monte Kuwol, competindo mutuamente, e a segunda transmite o conteúdo de que, certo ano, quando os invasores estrangeiros irromperam para ocupar a região do monte Kuwol do Estado de Coguryo, um comandante militar do Estado de Coguryo exterminou os inimigos, aproveitando o poço onde espalhou o sonífero.

Além disso, existem as lendas que ironizam os governantes feudais, aquelas que elogiam os belos costumes do povo e as que louvam a paisagem natural do monte Kuwol, incluindo “O dragão que trouxe a água”, segundo a qual o dragão que veio visitar este monte, devido à beleza da paisagem de setembro com suas folhas amareladas e avermelhadas, trouxe a água clara.

Assim, nas lendas do monte Kuwol, está impregnado o apego singular de nosso povo a este monte, bem como sua aspiração e anseio patriótico de amar infinitamente a paisagem pitoresca do monte e defendê-la e exaltá-la.

As lendas do monte Kuwol foram registradas como patrimônio cultural imaterial do Estado em agosto de 2025.

Ko Chol Hwa

Naenara

domingo, 28 de setembro de 2025

Son Thae Chun

Son Thae Chun (1915-1942) ingressou na revolução aos 16 anos, juntando-se à 7ª Regimento do Exército Revolucionário Popular da Coreia em 1932. Desde cedo, destacou-se por sua coragem e lealdade, tornando-se figura central em diversas operações militares contra os invasores japoneses. Sua habilidade em organizar emboscadas e missões complexas era notável; durante uma batalha em um vale, por exemplo, liderou uma unidade estratégica na altura norte para cortar a retirada inimiga, permitindo que a força de disfarce bloqueasse o avanço adversário. Além disso, Son Thae Chun foi responsável pela exploração das fortificações em Kyonghung e pelo levantamento de informações cruciais a partir de bases secretas temporárias, evidenciando sua dedicação à causa revolucionária e à proteção das forças de comando.

O comprometimento de Son Thae Chun não se restringiu ao campo militar; sua vida pessoal também refletia os sacrifícios do período. Enquanto realizava trabalhos da União da Juventude Comunista em Changrenjiang, sofria com o destino da família de sua noiva, que também enfrentava as adversidades da ocupação japonesa. Apesar das dificuldades, ele participou de todas as batalhas significativas sob comando do General Kim Il Sung, incluindo as de Jiansanfeng, Musan e Hongqihe, sempre demonstrando coragem e heroísmo inigualáveis. A família de Son Thae Chun era profundamente revolucionária, com vários de seus irmãos, como Son Thae I, Son Thae Un e Son Thae Ryong, caindo em batalha. Em suas últimas ações, ele entregou informações vitais e atraiu os inimigos para si, lutando com bravura até seu sacrifício heroico, em 5 de junho de 1942.

Aniversário da Mãe

O 80º aniversário da fundação do Partido, só de pensar já enche o coração de alegria e júbilo transbordantes, e esse dia se aproxima a cada jornada.

Todos aqueles que vivem nesta terra avançam ao encontro do glorioso 10 de outubro com um coração infinitamente emocionado e, com redobrada paixão, dão passos ainda mais largos na criação e na construção.

O estimado camarada Kim Jong Un disse:

“Nosso Partido colocou os interesses do povo em primeiro lugar, como prioridade absoluta, e lutou com devoção pelo povo; por isso, todo o povo confia e segue o Partido como sua mãe, e, repleto de confiança na vitória, apoia com lealdade a direção do Partido.”

No mundo existem muitos países e muitos partidos com suas próprias trajetórias. Porém, não existe nenhum outro país em que o aniversário do Partido seja celebrado por todo o povo como uma festa de alegria e como um dia de grande júbilo.

Por que será assim? Por que nosso povo recebe o aniversário do Partido do Trabalho da Coreia não apenas como um simples feriado ou um dia de recordação, mas como um dia de grande júbilo, em meio a profunda emoção e felicidade?

O 10 de outubro é, para nosso povo, o aniversário da grande Mãe.

Mãe é aquela que compartilha sangue e alento, dá a vida e concede a alma; é a mais grata e próxima benfeitora neste mundo.

O Partido do Trabalho da Coreia, que nos protege de ventos e tempestades, abrigando-nos e cuidando de nós com infinito carinho por toda a vida, nosso povo há muito tempo passou a chamá-lo de mãe, seguindo-o e respeitando-o de coração. O grande Partido do Trabalho da Coreia, que desde o primeiro dia da fundação até hoje acumulou feitos imortais ao longo de 80 anos e é louvado como o invencível partido governante socialista de mais longa história no mundo, diante de sua imagem sagrada e nobre, quão simples e comum parece a palavra “mãe”.

No entanto, não existe outro chamado que mais se adeque. O Partido-mãe, a quem o povo recorre sem hesitação tanto nos momentos de alegria como nos de dificuldade, esse nome não foi criado por pensadores ou políticos, mas brotou do coração de nosso povo como um título honorífico único do grande Partido do Trabalho da Coreia.

É o seio que garante não apenas a vida feliz de hoje, mas também o radiante futuro; o seio que transforma em realidade, como se fosse um sonho, os anseios nutridos por longos anos; o seio agradecido que protege ainda mais e abraça com mais calor aqueles que sofreram desastres inesperados ou filhos feridos. É um seio tão caloroso e benevolente que só pode ser chamado, de forma verdadeira e profunda, de Mãe.

Nesse simples e sincero chamado de “Mãe”, que concentra o afeto unânime de todo o povo do país, está condensada a dignidade eterna, a vitalidade imortal e a invencibilidade do grande Partido do Trabalho da Coreia.

Esse chamado de mãe, o mais próximo e carinhoso de todos neste mundo, ficou ainda mais profundamente gravado no coração de cada um de nós ao longo dos mais de 10 anos de revolução conduzida sob a liderança do estimado camarada Secretário-Geral.

Ainda hoje, em nossos ouvidos ecoa a voz afetuosa do estimado camarada Secretário-Geral, que, ao concluir seu discurso na praça festiva de outubro por ocasião do 70º aniversário da fundação do Partido, expressou com ardente sinceridade de seu coração: “Viva o invencível Partido do Trabalho da Coreia, em torno do qual o grande povo coreano se une monoliticamente!”.

Um povo que, mesmo no aniversário de sua própria mãe, sente o impulso de primeiro proclamar “Viva o Partido do Trabalho!”, recebendo antes de tudo nada além de uma glória incomparável no mundo — haverá em algum lugar outro povo tão feliz quanto o nosso?

Em julho do ano passado, o que vimos, o que vivenciamos?

Na cena de desastre onde as águas subiam a cada instante, o estimado camarada Secretário-Geral permaneceu até o fim, dirigindo pessoalmente o combate de resgate até que o último dos milhares de cidadãos fosse salvo. Que verdade compreendemos e que sentimento profundo experimentamos ao contemplar essa imagem?

E, sob o sol escaldante, quando novamente visitou os moradores das áreas afetadas, os calorosos aplausos que lhe dirigiram mostraram, de maneira viva, o quanto é intensa a afeição e a confiança do povo por sua grande mãe, sua única guardiã e protetora do destino.

Em qualquer outro país, aquelas pessoas teriam apenas de enxugar lágrimas de tristeza, mas em poucos meses receberam, todas ao mesmo tempo, as chaves de novas casas como palácios. Naquele momento, cada um deles, em meio às lágrimas, murmurava repetidamente o sagrado e afetuoso nome de “mãe”.

Assim é: a imagem do Partido-Mãe se grava cada dia, cada instante, mais profundamente, mais nitidamente e mais vividamente no coração do povo.

Portanto, como não haveriam de brotar ardentes e sinceros os sentimentos do povo que considera o 10 de outubro como o aniversário da mãe e deseja cumprir plenamente, nesse dia, o dever e a devoção de filhos?

No significativo mês de outubro, só em nosso país se desenrola um quadro sublime: os frutos abundantes do esforço e da dedicação do Partido-Mãe, que se empenhou em satisfazer mais um desejo de seus milhões de filhos, e as criações orgulhosas que nascem da sabedoria e da sinceridade do povo, que se esforçou em oferecer algo digno como presente de aniversário à sua grande mãe.

O anseio das pessoas, de presentear sua mãe que passou por incontáveis sofrimentos pelos filhos com algo esplêndido, e de viver como verdadeiros filhos e filhas do Partido, como criadores de façanhas, erguendo-se de modo honroso diante dela, transformou-se hoje em característica ideológica e espiritual própria do nosso povo, em uma corrente irresistível da época.

Hoje, à medida que se aproxima o glorioso feriado de outubro, todos os filhos criados sob a orientação do Partido do Trabalho transbordam de imenso orgulho e autoafirmação por servirem à mãe mais grandiosa do mundo. No aniversário da grande Mãe, a aspiração ardente e constante do povo deste país é alegrar ao máximo sua Mãe e, ao se aconchegar em seu seio, exaltar em alta voz o orgulho e a felicidade supremos.

Hoje, isso se manifesta não apenas nos grandes canteiros de obras da zona de Hwasong e na construção do Complexo de Estufas de Sinuiju, mas também nos complexos siderúrgicos, nas bases da grande indústria química, nos campos socialistas e nas aldeias pesqueiras, onde continuamente surgem gloriosos presentes de trabalho para oferecer à Mãe.

Nos rostos dos funcionários que cumprem, um a um, os bons afazeres planejados para o povo, meticulosamente anotados em pequenos cadernos, nos sorrisos dos trabalhadores que, movidos por emulação coletiva, superam os planos diários em seus postos de trabalho, e nos corações de milhões de membros do Partido que registram cuidadosamente “cumprido” nas resoluções das células partidistas, pulsa a alegria e o orgulho de preparar presentes para a Mãe.

Em todos esses feitos criativos pulsa intensamente a ardente admiração e confiança do povo pelo estimado camarada Secretário-Geral, que encara os esforços do povo como glória gratuita e segue pela via da devoção sem limites; pulsa também a confiança inabalável e a firme determinação de milhões de pessoas, que guardam como linha de vida o afeto com seu grande progenitor e oferecem lealdade pura como jade.

No aniversário da Mãe, como poderíamos apenas receber amor e bondade sem retribuir?

Se nos limitássemos a derramar lágrimas de gratidão e não cumpríssemos plenamente o dever de filhos, se não proporcionássemos alegria e satisfação à Mãe, não poderíamos nos considerar verdadeiros filhos e filhas do Partido do Trabalho da Coreia.

O desejo sincero e intenso do povo deste país de se apresentar diante da grande Mãe como filhos e filhas mais leais é assim verdadeiro e profundo.

Ó habitantes desta terra, se vocês realmente cresceram no seio da grande Mãe, o Partido do Trabalho da Coreia, se seus olhos já se umedeceram pela inesquecível benevolência recebida ao longo da vida, não deixem que cada dia passe em vão. Preparemos um buquê de celebração tecido com frutos abundantes para o aniversário da Mãe e cantemos com coragem a canção de amor por ela.

Para entrar com altivez na praça festiva de outubro, comemorando o 80º aniversário da fundação do Partido, e para receber gloriosamente o aniversário da Mãe, cumpramos plenamente, com sabedoria, nosso dever como filhos.

Ju Chang Son