sábado, 29 de março de 2025
É inevitável que a democracia ocidental seja rejeitada tanto internamente quanto externamente
O que a Europa realmente obteve ao seguir cegamente os Estados Unidos?
Analistas políticos avaliam que a principal razão para essa situação está na política externa egoísta dos Estados Unidos, que prioriza apenas seus próprios interesses, sem considerar minimamente a insegurança da Europa ou seus interesses econômicos.
A instabilidade da Europa é um resultado inevitável de sua submissão cega aos Estados Unidos. Seguindo a liderança estadunidense, a Europa impulsionou a expansão da OTAN para o leste, comprimindo constantemente o espaço estratégico de segurança da Rússia, o que acabou provocando a crise na Ucrânia. Após o início do conflito, a Europa se lançou em um amplo apoio militar e econômico à Ucrânia, além de sanções severas contra a Rússia.
Agora que a vitória da Rússia está se tornando evidente, a Europa está tomada pela insegurança diante das consequências irreversíveis de suas próprias ações.
Nesse cenário, os Estados Unidos, deixando a Europa de lado, estão tentando "resolver" a questão da Ucrânia por meio de negociações diretas com a Rússia. Trata-se de uma tentativa desesperada de minimizar sua derrota estratégica e os danos inevitáveis, mas essa manobra colocou a Europa, que sempre seguiu cegamente os Estados Unidos, em uma situação embaraçosa.
Mergulhada na narrativa estadunidense sobre a "ameaça russa", a Europa não pôde deixar de ficar perplexa diante da reviravolta inesperada de seu "mestre".
Países-chave da Europa, como o Reino Unido e a França, estão realizando sucessivas reuniões de emergência entre líderes e ministros da Defesa, além de promover encontros especiais de cúpula e buscar formar uma "aliança" entre países com interesses semelhantes. No entanto, até agora, não há resultados concretos.
A única convergência de opiniões alcançada até o momento é a necessidade de continuar o apoio militar à Ucrânia e fortalecer a autonomia da Europa na área de defesa.
Os ministros da Defesa de cinco países, incluindo França, Reino Unido e Alemanha, concordaram em acelerar o plano de cooperação na indústria militar com a Ucrânia. Além disso, a União Europeia anunciou a aprovação do chamado "Plano de Rearmamento Europeu", que inclui um plano de gastos militares no valor de 800 bilhões de euros e um plano de empréstimos de 150 bilhões de euros para ativos militares estratégicos.
A França chegou a declarar que "o futuro da Europa não deve ser decidido por Washington ou Moscou" e propôs fornecer um "guarda-chuva nuclear" aos seus aliados europeus.
No entanto, essas tentativas carecem de viabilidade e não conseguem dissipar as preocupações e a insegurança dos países europeus. O ceticismo prevalece, pois, enquanto os Estados Unidos mantiverem seu domínio militar sobre a Europa, a ampliação da indústria de defesa europeia ou a criação de uma defesa independente permanecerão difíceis.
Analistas apontam que sempre que surgiu um plano de criação de uma força militar independente na Europa, os Estados Unidos intervieram para bloqueá-lo e pressionaram os países europeus a nem sequer cogitar essa ideia. Embora seja inegável que a Europa esteja despertando para essa realidade, continua perdida e sem uma direção clara.
Atualmente, há um consenso crescente entre os países europeus de que o escudo protetor dos Estados Unidos está em declínio e não é mais eficaz.
No entanto, após tanto tempo acostumados à submissão, os europeus ainda vacilam, incapazes de formular uma solução concreta para superar essa dependência.
Na área econômica, a Europa também se encontra em uma situação lamentável diante dos Estados Unidos.
Recentemente, Washington anunciou a imposição de uma tarifa de 25% sobre o aço e o alumínio importados da União Europeia, bem como sobre produtos específicos que contêm esses metais.
Em resposta, a União Europeia ameaçou impor uma tarifa retaliatória de 50% sobre o uísque estadunidense. Como contramedida, os Estados Unidos advertiram que poderiam impor uma tarifa de 200% sobre todos os vinhos, champanhes e outras bebidas alcoólicas importadas dos países membros da União Europeia.
A União Europeia afirma que não cederá à pressão dos Estados Unidos, mas não é difícil prever que essa situação pode desestabilizar o ambiente de investimento e consumo, prejudicando a gestão empresarial e levando a uma recessão econômica em toda a Europa.
Desde o início da crise na Ucrânia, a Europa perdeu o fornecimento de energia russa a preços acessíveis e passou a depender do gás caro dos Estados Unidos, sofrendo enormes prejuízos. Agora, a implacável guerra tarifária imposta por Washington representa mais um golpe devastador.
A difícil situação enfrentada pela Europa é resultado direto de sua própria submissão aos Estados Unidos, não havendo a quem culpar.
Recentemente, dezenas de milhares de italianos realizaram uma grande manifestação no centro de Roma, apelando por uma maior unidade dentro da União Europeia. Os manifestantes exigiram que os líderes europeus reforcem a independência estratégica da UE em defesa e economia, argumentando que a Europa deve se adaptar às mudanças na política de supremacia dos Estados Unidos. A opinião pública europeia rejeita a subserviência a Washington e exige uma defesa independente e um desenvolvimento econômico autônomo.
O mundo caminha rumo à multipolarização, e países que se recusam a se submeter aos Estados Unidos seguem firmemente seu próprio caminho de desenvolvimento. Essa realidade oferece uma importante lição para a Europa.
Motivação ideológica
A motivação ideológica é uma atividade que move as pessoas ideologicamente, incentivando-as a se engajar conscientemente na revolução e na construção.
O estimado camarada Kim Jong Un disse:
"O nosso Partido tem mantido consistentemente o princípio de estabelecer linhas e políticas que condensam as demandas e desejos das massas populares, e implementá-las mobilizando ideologicamente as massas populares."
Motivar ideologicamente as pessoas significa conduzir uma campanha de propaganda e agitação de forma ofensiva, levando as massas a se engajar conscientemente e ativamente na luta pela implementação da ideia do Partido e na defesa de suas políticas, elevando seu fervor revolucionário e criatividade. A motivação ideológica é uma exigência indispensável para superar uma crise e avançar vitoriosamente na revolução e na construção.
O povo, consciente de sua missão histórica e desperto ideológica e espiritualmente, nunca será abalado pelas circunstâncias e, diante de qualquer obstáculo, não claudicará. Para realizar com êxito as vastas tarefas da revolução e da construção, todo o trabalho deve ser voltado para motivar ideologicamente as massas, despertando seu fervor revolucionário e sua criatividade.
O mais importante ao motivar ideologicamente as pessoas é, primeiramente, armar todos os membros da sociedade com as políticas do Partido. Apenas ao se fortalecer firmemente com a política do Partido, que serve como guia para todas as nossas atividades e a estratégia e tática mais corretas para a realização vitoriosa de nossa revolução, os funcionários, militantes do Partido e trabalhadores poderão compreender bem a intenção do Partido e ser mobilizados ideologicamente para a luta revolucionária e as tarefas de construção.
Outro fator essencial para motivar ideologicamente é conduzir com vigor o trabalho de propaganda e agitação em diversas formas e métodos. É necessário erradicar completamente o formalismo nesse trabalho e buscar e aplicar continuamente métodos eficazes para transformar os diversos momentos e espaços do trabalho e da vida em oportunidades de educação e aprendizado, maximizando assim a penetração ideológica. Deve-se realizar atividades de propaganda e agitação inovadoras e com forte apelo, que correspondam aos sentimentos, aspirações das massas e às exigências da época em desenvolvimento, bem como às condições e características específicas de cada localidade e unidade, para que em todos os locais de trabalho e postos se propague fervorosamente o entusiasmo revolucionário, o ardor de luta e o patriotismo.
sexta-feira, 28 de março de 2025
"Teoria da ausência de facções"
Mesmo com a fundação da União para Derrotar o Imperialismo e de outras organizações político-militares pelo grande Líder camarada Kim Il Sung, as facções continuaram existindo no seio do movimento comunista, ainda que de forma atenuada.
Com a fundação do Partido Comunista da Coreia do Norte na Coreia libertada em outubro de 1945, era evidente que elementos sectários poderiam emergir no seio do Partido, mesmo com todo o trabalho político-ideológico promovido pelo Comitê do Partido do Exército Popular da Coreia durante a luta armada antijaponesa, junto com os esforços do grande Líder para educar as massas com a ideologia marxista-leninista.
Tendo em vista isso, o grande Líder camarada Kim Il Sung deu orientações detalhadas sobre garantir a pureza ideológica no interior do partido, combater elementos contrários à ideologia reitora e promover uma firme educação ideológica para assegurar a solidez e coesão nas filas revolucionárias.
Contudo, surgiram membros que tratavam o assunto com negligência, afirmando que não existiam mais facções e, por esse motivo, não deveria haver grandes preocupações a respeito disso.
Tal posição de evitar a luta antifacionista foi duramente criticada pelo Líder que, na 3ª Reunião Ampliada da Comissão Executiva do Comitê Organizador Central do Partido, realizada de 17 a 18 de dezembro de 1945, declarou:
"Os faccionistas, tanto no passado quanto no presente, sempre se disfarçam de comunistas e se dedicam à propagação da divisão dentro do partido. A alegação de que não há mais facções dentro de nosso partido é uma teoria perigosa, que visa paralisar a vigilância dos membros do partido em relação ao comportamento faccionista."
A corrida armamentista que colocou a Europa sob o risco de guerra nuclear
A existência cancerígena para a paz – denunciando os crimes da OTAN (2)






