Nas páginas da história da revolução coreana estão gravadas as façanhas imortais do grande Líder camarada Kim Il Sung, que conclamou todo o povo à luta para resgatar o país privado pelo imperialismo japonês e realizou a histórica causa da libertação da pátria (15 de agosto de 1945).
Em meados da década de 1930, quando se desenvolvia em pleno vigor a Luta Armada Antijaponesa sob a orientação do camarada Kim Il Sung, a situação criada em nosso país exigia urgentemente desenvolver, em uma nova etapa superior, o movimento da frente unida nacional antijaponesa.
Ao perceber profundamente a situação interna e externa do país e a demanda do desenvolvimento revolucionário, ele convocou a histórica Conferência de Nanhutou, na qual apresentou a orientação de ampliar e desenvolver o movimento da frente unida nacional antijaponesa em escala nacional, em estreita relação com a Luta Armada Antijaponesa.
Partindo da falta de uma compreensão correta sobre a frente unida, algumas pessoas expuseram o critério da impossibilidade de organizar a frente unida, dado que em nosso país não existia, na realidade, nenhum partido político nem uma organização legítima.
Então, o camarada Kim Il Sung afirmou: “A frente unida não se constitui imprescindivelmente com a aliança de partidos e outras organizações. Considerar absoluta a ideia sobre a necessidade destes é cair no dogmatismo. Se contarmos com as massas e com o núcleo dirigente, é possível criar sem problemas uma organização de frente unida. Meu critério é agrupar o maior número possível de pessoas, sejam dez ou cem, tendo como norma a identidade de objetivos e aspirações.”
Apesar de ter que realizar incessantes marchas e combates, ele redigiu de próprio punho, à luz das fogueiras acesas no meio da selva, o programa, os Estatutos e a declaração inaugural da organização da frente unida nacional antijaponesa.
Com base em todos os preparativos, proclamou ao mundo inteiro a fundação da Associação para a Restauração da Pátria (ARP), primeira organização da frente unida nacional antijaponesa de nosso país, na Conferência de Donggang realizada em maio de 1936.
Nesse encontro, apresentou o histórico relatório intitulado “Levantemos a revolução coreana em seu conjunto a um novo auge mediante maior ampliação e desenvolvimento do movimento da frente unida nacional antijaponesa” e publicou o “Programa de 10 Pontos da ARP”, a “Declaração inaugural da ARP” e os “Estatutos da ARP”.
Em sua declaração inaugural, esclareceu o programa político principal e as tarefas de luta para a libertação da pátria e convocou à constituição imediata das organizações da ARP em todas as áreas urbanas e rurais, bem como ao fortalecimento da luta pela libertação da pátria, com toda a nação unida sob a bandeira do Programa de 10 Pontos da ARP.
Graças à fundação da ARP, o movimento da frente unida nacional antijaponesa pôde desenvolver-se de forma mais organizada e sistemática em escala nacional, em estreita combinação com a Luta Armada Antijaponesa, e mobilizar todas as forças antijaponesas na luta pela libertação da pátria.
Jo Myong Sun
Naenara

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