Israel, força extremamente maligna destruidora da paz no Oriente Médio
Recentemente, Israel cometeu o ato brutal de atacar em alto-mar uma flotilha internacional que se dirigia à Faixa de Gaza, na Palestina, transportando ajuda humanitária. Pela ação desenfreada das forças israelenses, que não demonstram qualquer respeito pelo direito internacional, a flotilha foi apreendida e levada para um porto israelense, enquanto os ativistas humanitários foram detidos.
No ano passado, um incidente semelhante já havia ocorrido, provocando grande repercussão internacional.
Em junho do ano passado, as forças israelenses apreenderam um navio que transportava ajuda humanitária para a Faixa de Gaza, confiscaram os suprimentos e expulsaram os membros da organização humanitária. Isso ocorreu em conformidade com uma ordem do ministro da Defesa de Israel para impedir que embarcações carregadas de ajuda chegassem a Gaza. Na ocasião, o ministro da Defesa israelense alegou absurdamente que o navio era liderado por “grupos antissemitas e propagandistas pró-Hamas anti-Israel”, afirmando ainda de forma arrogante que não permitiria nenhuma ação que violasse o bloqueio marítimo destinado a impedir o fornecimento de armas ao Hamas.
Desta vez, Israel tentou justificar seu ato desumano alegando que drogas haviam sido encontradas em uma embarcação.
Muitos países, incluindo o Paquistão, condenaram energicamente o ataque israelense contra a flotilha pacífica de ajuda humanitária organizada para chamar a atenção internacional para o agravamento da situação em Gaza, classificando-o como uma violação do direito internacional e uma ação que obstrui os esforços humanitários destinados aos habitantes da Faixa de Gaza.
Atualmente, a Faixa de Gaza enfrenta a pior crise humanitária.
Segundo anúncio do Programa Mundial de Alimentos em 20 de abril, uma em cada cinco famílias na Faixa de Gaza está sobrevivendo com apenas uma refeição por dia. Não apenas alimentos, mas também elementos indispensáveis à sobrevivência humana, como usinas elétricas e hospitais, foram completamente destruídos, fazendo com que muitas pessoas sofram com a fome e as doenças e sejam empurradas para uma morte lenta.
Essa é a consequência da severa política de bloqueio imposta por Israel.
Em maio de 2024, as forças israelenses fecharam as passagens de Rafah e Kerem Shalom, bloqueando completamente as rotas de entrada de ajuda humanitária em Gaza. Diante das crescentes críticas e condenações, autoridades israelenses alegaram que estavam apenas impedindo apoio ao Hamas e que permitiam a entrada de ajuda para civis, chegando a abrir parcialmente algumas rotas para aparentar boa vontade, mas logo voltaram a bloqueá-las.
Mesmo após a entrada em vigor do acordo de cessar-fogo em outubro do ano passado, Israel continua restringindo severamente não apenas a entrada de ajuda, mas também a circulação de pessoas.
Segundo meios de comunicação estrangeiros, o fechamento da passagem fronteiriça de Rafah por Israel deixou mais de 18 mil pacientes e feridos impossibilitados de viajar ao exterior para tratamento médico.
A brutalidade de Israel, que busca exterminar os palestinos agravando a crise humanitária em Gaza, também pode ser observada nos atos repressivos cometidos contra membros de organizações internacionais que atuam na Palestina.
Após proibir as atividades de organizações humanitárias no final do ano passado, Israel destruiu em janeiro, com tratores, edifícios da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo situados em Al-Quds Oriental. O pretexto apresentado foi o de que os edifícios estariam sendo “utilizados para terrorismo”.
Associar organizações humanitárias responsáveis por mais da metade da ajuda alimentar em Gaza e a agência da ONU que sustenta a vida dos refugiados palestinos há mais de 75 anos com atividades terroristas é um absurdo completo.
Israel também não hesita em atacar trabalhadores humanitários que tentam aliviar a situação de fome em Gaza. Desde o início da crise em Gaza, centenas de ativistas humanitários foram mortos.
Em última análise, a apreensão da flotilha internacional de ajuda humanitária ocorrida desta vez não é um incidente acidental, mas uma continuação das sistemáticas violações dos direitos humanos cometidas por Israel com o objetivo de exterminar os palestinos.
A comunidade internacional afirma que Israel jamais poderá escapar da responsabilidade pela apreensão da indefesa flotilha internacional de ajuda humanitária e exige que cesse imediatamente o ato desprezível de utilizar a fome como arma.
Kim Su Jin

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