sexta-feira, 7 de agosto de 2026

A situação da propagação do vírus Ebola se agrava dia após dia

No dia 4, o governo da República Democrática do Congo anunciou que, em relação à situação da propagação do vírus Ebola, que se dissemina rapidamente no país, foram registrados 3.802 casos confirmados e 1.707 mortes.

O diretor do Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças afirmou que não está claro quando este surto atingirá seu pico e disse que quase 80% dos novos casos confirmados registrados foram causados pela transmissão dentro das comunidades.

Anteriormente, a Organização Mundial da Saúde informou que o atual surto de Ebola na República Democrática do Congo havia se expandido até alcançar uma escala sem precedentes, superando em muito o grande surto de 2018 a 2020.

O vírus atualmente em circulação é, segundo informações, uma variante denominada Bundibugyo. Esse vírus apresenta uma taxa de letalidade de 25% a 50% e, até o momento, não existem vacinas ou medicamentos para combatê-lo.

A infecção pelo vírus Ebola se espalhou rapidamente, em pouco mais de dois meses após o surgimento do primeiro caso, para 49 áreas de várias províncias, incluindo Kivu do Norte e Kivu do Sul.

A Organização Mundial da Saúde enfatizou que, até o momento, também foram registrados 151 casos de infecção e 44 mortes entre profissionais de saúde, o que demonstra que ainda existem graves deficiências na capacidade das instalações médicas de prevenir e controlar infecções.

Essa doença infecciosa, denominada infecção pelo vírus Ebola por ter surgido pela primeira vez em 1976 nas proximidades do rio Ebola, na República Democrática do Congo, tem se espalhado rapidamente, de forma recorrente, pelos países das regiões central e oriental da África, tirando inúmeras vidas.

A República Democrática do Congo já enfrenta, com o atual surto, seu 17º episódio de Ebola.

Quando a infecção pelo vírus Ebola assolou a região oriental da República Democrática do Congo entre 2018 e 2020, foram registrados 3.317 casos confirmados.

A atual situação, que apresenta uma velocidade de propagação sem precedentes e a pior já registrada até agora, está deixando a comunidade internacional em estado de alerta.

Especialistas expressaram preocupação com o atual surto, afirmando: “É o surto de Ebola mais rápido que já vimos até agora.”

O Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças anunciou que, antes de completar três meses desde o início do surto, o número de mortes causadas por ele já havia chegado a cinco vezes o registrado em períodos anteriores.

Quando a infecção pelo vírus Ebola ocorreu na Guiné, na Libéria, em Serra Leoa e em outros países entre 2014 e 2016, causou mais de 28.600 casos de infecção e cerca de 11.300 mortes. Naquela ocasião, levou aproximadamente oito meses para o número de mortes chegar a 1.000.

O atual surto está se expandindo principalmente em regiões de conflito onde as condições de atendimento médico, acesso à água potável, alimentos e instalações habitacionais são precárias.

Como o conflito continua se agravando, há intensa movimentação de pessoas e as atividades dos profissionais de saúde são limitadas, dificultando o rastreamento dos contatos. Por isso, a Organização Mundial da Saúde alertou que a dimensão real das infecções pode chegar a várias vezes o número apresentado nas estatísticas oficiais, aumentando consequentemente o risco de novas transmissões.

A organização classificou o nível de risco na República Democrática do Congo como “muito alto” e enfatizou que, para impedir a propagação, é necessário fortalecer a vigilância e os testes, o tratamento clínico, o controle de infecções, o envolvimento das comunidades e o fornecimento de materiais.

Rodong Sinmun

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