segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Canção da Guerra Antijaponesa

Composta pelo grande Líder camarada Kim Il Sung em janeiro de 1935

Ah... ah...

1. O som das botas dos imperialistas japoneses ressoa cada vez mais estrondosamente 

Pisoteando nossa pátria, esta terra de rios e montanhas 

As atrocidades de assassinato, incêndio, exploração, saque e massacre

Esmagam dezenas de milhões do nosso povo

2. Meus pais, teu irmão mais novo, tua esposa e teus filhos

 Derramaram sangue sob as baionetas dos inimigos 

Minha casa e teu campo caíram em suas mãos 

E foram transformados em montes de cinzas e terras devastadas

3. Levantai-vos, uni-vos, massas trabalhadoras 

Com firme determinação, avancemos na luta sem vacilar 

Sob a bandeira vermelha, derrubemos o terror branco 

E, com o hino da vitória ecoando bem alto, proclamemos: viva! 

E, com o hino da vitória ecoando bem alto, proclamemos: viva! 

Ah... proclamemos: viva!

Sobre algumas tarefas da Frente Unida Nacional Democrática da Coreia do Norte

Discurso do camarada Kim Il Sung na VIII Sessão do Comitê Central da Frente Unida Nacional Democrática da Coreia do Norte

26 de dezembro de 1946

1. Para fortalecer ainda mais a Frente Unida Nacional Democrática

Graças à cooperação mútua e à luta conjunta de todos os partidos políticos e organizações sociais, todas as reformas democráticas na Coreia do Norte foram levadas a feliz termo sem contratempos. Podemos dizer que, mobilizando as amplas forças patrióticas reunidas na Frente Unida Nacional Democrática, estabelecemos na Coreia do Norte sólidas bases para a construção de uma nova Coreia democrática.

Já se passou um ano desde que foi publicada a resolução da Conferência de Moscou dos Ministros das Relações Exteriores dos Três Países sobre a Coreia. No entanto, a questão coreana continua sem solução e o trabalho da Comissão Conjunta URSS-EUA, iniciado em virtude dessa resolução, foi interrompido. Sobre quem recai a responsabilidade por isso? É evidente que os responsáveis são os Estados Unidos e os elementos reacionários da Coreia do Sul, empenhados em vender a pátria e trair a nação sob a proteção estadunidense. Os reacionários internos e externos, assustados com o inesperado fortalecimento das forças democráticas, que cresceram enormemente após a libertação, percebendo que, se a situação continuasse assim, não teriam onde se apoiar e que as forças democráticas ocupariam sem dúvida a esmagadora maioria no governo provisório que viesse a ser estabelecido, fizeram fracassar deliberadamente a Comissão Conjunta URSS-EUA com o objetivo de reorganizar suas forças e enfrentar as forças democrático-patrióticas.

Como todos sabem, após o fracasso da referida Comissão, a administração militar estadunidense e os elementos reacionários sul-coreanos sob seu controle promoveram e continuam promovendo toda espécie de atos vis para dividir as forças democráticas. Incentivam abertamente na Coreia do Sul o terrorismo, a perseguição e o massacre sem precedentes contra todos os partidos políticos, organizações sociais e personalidades patrióticas reunidos na Frente Democrática; fecham à força as instituições da imprensa democrática; infiltram espiões, sabotadores, conspiradores e pseudodemocratas no seio do campo democrático. Os reacionários estadunidenses e sul-coreanos tentaram infiltrar esses seus lacaios no Partido Neodemocrático, no Partido Popular e até no Partido Comunista para desintegrar por dentro os partidos democráticos progressistas e, especialmente, tramaram toda espécie de manobras para impedir sua fusão.

Os reacionários, assim como na Coreia do Sul, conspiram também no Norte para dividir nossa Frente Democrática e enfraquecer as forças democráticas, infiltrando espiões, sabotadores, conspiradores e pseudodemocratas em diferentes partidos políticos e organizações sociais. Isso é muito grave e exige de nós o fortalecimento da vigilância.

Há pouco tempo, um certo Kim, ex-presidente do Partido Democrático da província de Hamgyong Sul, opôs-se abertamente ao comitê popular, desafiou o Partido do Trabalho e tentou desmembrar a Frente Unida Nacional. Nas províncias de Hamgyong Sul e Kangwon houve inclusive membros do Partido Democrático que insistiram em devolver as terras aos proprietários fundiários e realizar outra reforma agrária. No condado de Ryongchon, da província de Phyongan Norte, ocorreu o caso de ter sido organizada separadamente uma seção da juventude dentro do Partido Democrático com o objetivo de dividir a União da Juventude Democrática; e, em Namsi, certos membros do Partido Democrático chegaram a organizar uma “união de não venda” contrária à coleta estatal de cereais. Esses não são, de modo algum, atos casuais.

Os membros do Partido Democrático que tentam enfraquecer a unidade de nossas forças democráticas e fazer fracassar a construção da democracia não estão, na realidade, orientados pelo Partido Democrático da Coreia, mas pelo Partido Democrático Hanguk. Jamais devemos tolerar tais fatos.

A julgar pela situação concreta, em que as tentativas do inimigo de dividir e minar as forças democráticas estão sendo desenvolvidas abertamente, coloca-se hoje diante de nós, como uma tarefa extremamente importante, fortalecer a Frente Unida Nacional Democrática, que assume a honrosa missão de construir uma pátria democrática, rica e poderosa.

O que devemos fazer para consolidar a Frente Democrática?

Antes de tudo, é preciso travar uma luta decidida para desmascarar e eliminar dos partidos políticos e organizações sociais democráticos os espiões, sabotadores, conspiradores e pseudodemocratas infiltrados em nossas fileiras, que procuram romper sua coesão. Sejam quem forem aqueles que tentem destruir a Frente Unida Nacional Democrática, são inimigos de nossa nação e inimigos de nosso povo. Por isso, não devemos tolerá-los nem por um momento; devemos desmascará-los e expulsá-los sem falta mediante a ação das amplas massas.

Quero enfatizar especialmente nesta reunião que todos os partidos políticos intensifiquem ainda mais o esclarecimento e a educação de seus membros sobre a Frente Unida Nacional Democrática. É muito importante conduzir a educação de tal modo que todos os membros, sem exceção, para não falar dos quadros dirigentes centrais, compreendam claramente a necessidade da Frente Unida Nacional Democrática, qual é sua tarefa imediata e o que deve ser feito para fortalecê-la.

Outra questão que desejo mencionar é que todos os partidos políticos devem deixar de admitir indiscriminadamente em suas fileiras pessoas expulsas de outros partidos. Todos os partidos políticos da Coreia do Norte são democráticos. Em última análise, aqueles que foram expulsos desses partidos podem ser considerados elementos que traíram a democracia e se opuseram à política do Poder popular. A admissão irrefletida dessas pessoas em outros partidos democráticos prejudica o trabalho da Frente Unida e, além disso, é evidente que não se podem esperar êxitos no trabalho com sua presença.

Gostaria agora de sublinhar a necessidade de que todos os partidos democráticos contribuam conjuntamente e de forma ativa para o fortalecimento das organizações sociais. Em certos partidos políticos ainda existem elementos que conspiram secretamente para dividir as organizações sociais.

Na Coreia do Norte foram constituídas organizações de amplas massas de operários e outros trabalhadores, entre elas os sindicatos, a União dos Camponeses, a União da Juventude Democrática e a União das Mulheres, que participam ativamente da grande obra de construção do país. Consolidá-las e fortalecer seu papel deve ser um interesse comum de todos os partidos democráticos. No entanto, em alguns partidos políticos persiste a tendência de criar organizações sociais separadas e colocá-las sob sua influência, com um mesquinho propósito mal-intencionado.

Esses atos são semelhantes aos praticados por indivíduos como Ri Sung Man e Jo Man Sik. Na Coreia do Sul, apesar de estar em atividade o Conselho Geral dos Sindicatos Operários como organização unificada de massas da classe operária, os imperialistas estadunidenses e os reacionários internos formaram separadamente uma organização reacionária como o chamado “sindicato da Coreia do Sul”; enquanto isso, Jo Man Sik fingiu concordar quando já havia bastante tempo se organizava a União da Juventude Democrática como organização juvenil unificada na Coreia do Norte, mas tramou uma manobra para dividir o movimento juvenil, criando separadamente uma seção da juventude dentro do Partido Democrático. Essas maquinações divisionistas só favorecem os inimigos de nossa nação e de nosso povo e constituem ações imperdoáveis que prejudicam imensamente nossa construção democrática.

A política de divisão nacional é a política habitual de todos os imperialistas. Agora, na Coreia do Sul, os imperialistas estadunidenses praticam precisamente essa política, e os reacionários coreanos, transformados em lacaios dos senhores estadunidenses, dedicam-se incansavelmente a vender os interesses da nação. Devemos isolar completamente esses renegados, frustrar resolutamente a astuta política de divisão nacional promovida pelos imperialistas estadunidenses e, sobretudo, desmascarar e impedir a tempo até a menor manobra destinada a minar a unidade de nossas organizações democráticas de massas na Coreia do Norte.

O caminho que seguimos é um só, e também é único o objetivo que perseguimos. Por que dividir nossas organizações de massas? Se houver indivíduos que tramem essa divisão, serão sem dúvida elementos de outra natureza, alimentados por ideias estranhas à democracia, indivíduos que não merecem perdão. Todos juntos devemos combater resolutamente qualquer tentativa de dividir nossas organizações democráticas de massas e desintegrar nossa Frente Unida.

Quero referir-me, por fim, à necessidade de unificar a palavra de ordem política de todos os partidos democráticos. Se observarmos agora os slogans que lemos pelas ruas, encontraremos muitos em que os partidos exaltam apenas a si próprios, o que é incorreto. É possível, naturalmente, que, em seu interior, os partidos procurem promover a si mesmos, exibam slogans próprios e desenvolvam sua própria educação ideológica. No entanto, consideramos necessário que a palavra de ordem política geral, dirigida às massas populares, tenha um sentido unitário, sob a aprovação da Frente Unida Nacional Democrática e do comitê popular.

2. Sobre a campanha de mobilização ideológica geral para a construção do Estado

A Campanha de Mobilização Ideológica Geral para a Construção do Estado é um movimento proposto no momento oportuno e de maneira acertada e o mais apropriado hoje para nosso povo, empenhado na construção de uma nova Coreia rica e poderosa.

De modo algum se trata de um movimento limitado à apresentação de algumas palavras de ordem e à realização de algumas conferências de agitação, mas de um movimento prático que incentiva todas as pessoas a contribuírem, por meio de sua ação concreta, para a construção da pátria democrática. É preciso, naturalmente, intensificar a propaganda e a agitação, mas, se isso não for acompanhado pela prática, este movimento não terá êxito algum.

É importante que a realização prática da ideia de construção do país comece primeiro pelo cumprimento das tarefas correntes do momento. Os operários e empregados devem colocar primeiro em prática a palavra de ordem: “Cumprir a tarefa do dia!” É preciso evitar que trabalhem pouco durante a jornada de 8 horas e vão para casa, e criar um ambiente em que se cumpra a tarefa e o plano do dia. Não há dúvida de que, se os funcionários e trabalhadores cumprirem suas tarefas com responsabilidade, estaremos acelerando triunfalmente a construção do país. O espírito de construir o país também é necessário na economia de recursos, no cuidado e na valorização do patrimônio do país. Embora se fale frequentemente da necessidade de economizar, ainda se observam por toda parte numerosos casos de desfalque. Embora se fale muito em reduzir o pessoal desnecessário, há numerosos casos em que empregados excedentes do quadro de pessoal permanecem ociosos, cochilando diante de suas mesas, e em que instituições e organizações não tão necessárias ocupam edifícios do Estado. Órgãos ou entidades têm, cada qual, seus respectivos escritórios nas províncias, cidades e condados, nos quais mantêm um numeroso quadro de pessoal especializado. Numerosos funcionários consideram esse fenômeno injusto, mas eles mesmos não tomam medidas para remediá-lo.

São abundantes as palavras de ordem que exigem a expulsão dos ladrões que subtraem bens do Estado para benefício pessoal e, de fato, em todos os estabelecimentos foram demitidos muitos desfalqueadores, malversadores, burocratas e preguiçosos. É bom que façam isso, mas o melhor é educá-los, para que se tornem trabalhadores que se dediquem abnegadamente à causa da construção do país.

Por que são poucos os homens que se arrependem de seu erro e fazem esta promessa: “Cometi faltas por não ter consciência da ideia de construção do país, mas, de agora em diante, mudarei e trabalharei abnegadamente pela pátria e pelo povo”? Pode-se considerar que isso se deve, em última análise, ao fato de que o trabalho educativo não está sendo realizado devidamente e que a campanha ideológica pela construção do país não está se enraizando profundamente nas massas.

Agora, em nosso país, está sendo desenvolvida a Campanha de Mobilização Ideológica Geral para a Construção do Estado, mas ela ainda não conseguiu chegar às amplas massas como um movimento de todas elas, desenvolvendo-se principalmente entre os trabalhadores dirigentes. Assim, não é possível estabelecer um novo ambiente nacional.

A Campanha de Mobilização Ideológica Geral para a Construção do Estado só poderá alcançar grandes êxitos quando se transformar em um movimento de todo o povo.

3. Sobre a coleta de cereais e o racionamento de gêneros alimentícios

A coleta de cereais constitui agora uma de nossas importantes tarefas imediatas. Mas não posso deixar de mencionar que, no início, houve certas deficiências neste trabalho.

Foi sobretudo um erro que as cooperativas de consumidores estabelecessem para todas as famílias camponesas uma quantidade igual de cereais a ser coletada. Definir indiscriminadamente de forma igual a cota de coleta para todas as famílias camponesas, sem verificar devidamente se elas, depois de entregar o imposto em espécie, possuem cereais excedentes ou não e, em caso afirmativo, em que quantidade, muita ou pouca, não é um método de trabalho adequado; assim, a coleta nunca será realizada devidamente. Também é equivocada a tendência de realizar a coleta de cereais à força. Isso não deve ser feito dessa maneira, mas sempre respeitando a livre vontade dos camponeses.

Com isso, não quero dizer que se deva cessar a atividade de coleta de cereais, mas, pelo contrário, que ela seja promovida ainda mais. Devemos acabar completamente com as tendências surgidas no início deste trabalho e dar-lhe maior impulso por meio do método de trocar os cereais excedentes dos camponeses por mercadorias industriais e de despertar, por meio da propaganda, seu entusiasmo consciente e patriotismo.

Ao mesmo tempo, é preciso realizar de maneira criteriosa e regular o racionamento de gêneros alimentícios para os trabalhadores e controlar rigorosamente o aumento injustificado do número de beneficiários e o desvio das provisões do Estado.

O racionamento de gêneros alimentícios será aplicado somente aos funcionários das instituições estatais e aos operários e empregados das empresas estatais. Utilizando a forma de exação praticada quando dominava o imperialismo japonês, confiscando todo o cereal dos camponeses, poderíamos estender a distribuição não apenas aos operários e empregados, mas também a toda a população. Entretanto, como arrecadamos dos camponeses apenas o imposto agrícola em espécie, correspondente a 25% de sua colheita, com essa quantidade não é possível assegurar o abastecimento de todos. Nessas condições, é natural que os gêneros alimentícios sejam distribuídos somente aos funcionários do aparato estatal e ao pessoal de suas empresas.

Por exemplo, os empresários privados e os comerciantes das cidades têm rendimentos dezenas de vezes maiores que os dos operários e empregados das fábricas estatais. Como seria possível, então, fornecer-lhes gêneros alimentícios pelo mesmo preço aplicado ao pessoal das empresas estatais? Sem esse benefício, essas pessoas têm toda a possibilidade de se manter com as provisões compradas a preço de mercado. O fornecimento também não será estendido aos operários desonestos que, estando registrados nas fábricas estatais, não trabalham e procuram beneficiar-se do racionamento de gêneros alimentícios. É aconselhável também utilizar as provisões como meio para eliminar ou reduzir o número de instituições e organizações desnecessárias, bem como reduzir os quadros de pessoal excessivamente grandes. De qualquer modo, procuremos fazer com que consumam o arroz do Estado unicamente aqueles que trabalham honestamente pelo país e pelo povo.

Desejo que todos os partidos políticos e organizações sociais pertencentes à Frente Unida Nacional Democrática, unidos com mais firmeza e em estreita cooperação, cumpram brilhantemente as tarefas que agora incumbem à Frente Unida Nacional Democrática e contribuam todos juntos para a rápida construção de nossa nova Coreia democrática.

A origem da palavra tufão

Conhecimentos gerais internacionais

O tufão é um ciclone tropical, isto é, uma enorme massa de ar em forma de redemoinho, com centenas a milhares de quilômetros de extensão, que se forma sobre as águas tropicais do noroeste do Pacífico e se desenvolve fortemente.

Como os ciclones tropicais se formam em diferentes oceanos, suas denominações também são diferentes. Os ciclones tropicais formados no noroeste do Pacífico são chamados de tufões; os ciclones tropicais formados no Atlântico e no nordeste do Pacífico são chamados de furacões; e os ciclones tropicais formados no oceano Índico e no Pacífico Sul são chamados de ciclones. Todos eles são denominados, de maneira geral, tempestades tropicais.

Em geral, há pessoas que consideram o tufão apenas como um vento muito forte, mas isso pode ser considerado uma visão unilateral. Na realidade, os tufões são acompanhados de fortes ventos e chuvas torrenciais. Quando um tufão chega, a chuva de mesma intensidade não cai continuamente. Uma característica é que a chuva cai intensamente durante algum tempo, depois sua intensidade muda ou para, o sol aparece e, posteriormente, a chuva volta a cair.

A Organização Meteorológica Mundial define como tufão aquele que se desenvolve com velocidade máxima do vento de 32,7 m/s ou mais, mas em muitos países da Ásia considera-se tufão aquele que se desenvolve com velocidade de 17,2 m/s ou mais.

Existem várias teorias sobre a origem da palavra tufão, mas duas são consideradas as mais plausíveis.

A primeira é que a palavra teria se transformado a partir de “Tífon”, nome de um grande e terrível monstro que aparece na mitologia grega. A segunda é que a pronúncia “tufan”, palavra árabe que significa tempestade, teria sido transmitida ao Oriente e passado a ser chamada de “tufão”.

Cada vez que um tufão se forma, seu nome é atribuído, independentemente do ano, por meio de um sistema de 140 nomes elaborados a partir de dez nomes apresentados por cada um dos 14 países, incluindo nosso país, à organização internacional correspondente, que os utiliza sucessivamente em rotação.

Depois que o 140º nome é utilizado, a sequência volta a circular desde o início. Para diferenciá-lo dos tufões de períodos anteriores, indica-se o ano, e, para informar qual é o número de ordem do tufão formado naquele ano, atribuem-se números como nº 1, nº 2 e assim por diante.

Entre os 140 nomes, aqueles dos tufões que causaram grandes danos não são utilizados novamente no futuro. Diz-se que isso ocorre porque o nome poderia fazer reviver entre as vítimas o pesadelo vivido quando sofreram o desastre. Nesses casos, o nome é retirado e substituído por outro.

Rodong Sinmun

Tufões que provocam desastres destrutivos

O diretor da Administração de Meteorologia, Hidrologia e Monitoramento Ambiental do Território de Primorie, na Rússia, declarou em uma entrevista à agência de notícias TASS que se prevê a ocorrência de 20 a 25 tufões no Pacífico neste ano.

Os tufões ocorrem todos os anos, mas nos últimos tempos seu padrão vem mudando um pouco. Observa-se uma tendência de aumento na frequência de ocorrência de tufões mais fortes e destrutivos do que no passado. Isso se deve ao aquecimento global que está se acelerando.

Especialistas afirmam que, à medida que a temperatura global aumenta, a temperatura da água do mar também sobe claramente e, com isso, uma grande quantidade de umidade evapora, fornecendo enorme energia aos tufões, o que faz com que sua intensidade e capacidade destrutiva também aumentem. Ao mesmo tempo, sustentam que existe uma relação entre o aquecimento global, o aumento da intensidade dos tufões e o crescimento de seu poder destrutivo. Há também a opinião de que, devido às mudanças climáticas, a força dos tufões aumentou mais de 50% em comparação com algumas décadas atrás e que sua velocidade máxima do vento aumentou em média 7,5%.

À medida que a intensidade dos tufões se torna cada vez maior, o risco de desastres aumenta dia após dia. Há pouco tempo, as Filipinas sofreram perdas humanas e materiais sob a influência do tufão nº 13. Segundo informações divulgadas pelo Conselho Nacional de Coordenação de Desastres desse país em 27 de julho, três pessoas morreram e uma desapareceu na ilha de Mindanao. Diz-se que, em todo o país, cerca de 295.000 pessoas foram afetadas pelo tufão. Além disso, cerca de 670 casas foram completamente destruídas ou parcialmente danificadas, e 7.550 pessoas foram evacuadas. Nesse país, um tufão também atingiu o território no dia 12 de julho, provocando fortes chuvas, inundações, deslizamentos de terra e outros fenômenos. Em todo o país, cerca de 562.000 pessoas foram afetadas, incluindo 18 mortos e 12 desaparecidos.

Nas águas ao redor das Filipinas, tufões periódicos e destrutivos ocorrem todos os anos, causando enormes danos não apenas a esse país, mas também a outros países.

Na Região Autônoma da Etnia Zhuang de Guangxi, na China, o tufão nº 10 provocou grandes danos em julho.

Até 16 de julho, o número de pessoas afetadas havia chegado a mais de 2,6 milhões.

Segundo os dados, no Pacífico Noroeste, a frequência de ocorrência de tufões é geralmente mais elevada em agosto. Por essa razão, muitos países estão observando atentamente os pontos de formação e as trajetórias dos tufões.

Segundo a opinião de especialistas, à medida que a intensidade dos tufões aumenta, suas trajetórias também mudaram relativamente de maneira significativa em comparação com o passado. Ainda não foi esclarecido se existe algum tipo de regularidade nisso. Além disso, afirma-se que a questão se torna ainda mais difícil porque os tufões podem continuar se fortalecendo devido à influência do fator das mudanças climáticas no futuro.

Um especialista expressou sua preocupação, dizendo: “O fato de muitos recordes relacionados a desastres estarem sendo renovados não pode deixar de ser motivo de preocupação”, acrescentando: “As mudanças climáticas estão desempenhando progressivamente um papel maior em todos esses problemas relacionados à ocorrência de desastres.”

Rodong Sinmun

Movimentos e previsão dos tufões nº 13, nº 15 e nº 16

Segundo o comunicado da Administração Hidrometeorológica, às 15 horas do dia 10 de agosto, os movimentos e a previsão dos tufões nº 13, nº 15 e nº 16 são os seguintes.

O tufão nº 13 desloca-se para noroeste a uma velocidade de 15 km/h, numa região situada a cerca de 235 km a sudoeste da cidade de Hangzhou, na província de Zhejiang, China (28°54′ de latitude norte, 118°18′ de longitude leste).

A pressão central deste tufão é de 990 hPa, a velocidade máxima do vento é de 20 m/s, e o raio da área onde a velocidade do vento é de 15 m/s ou mais é de 240 km a oeste e 480 km a leste.

Prevê-se que, daqui em diante, o tufão nº 13 se desloque para noroeste e enfraqueça, transformando-se em uma área de baixa pressão nas proximidades da província de Anhui, China, entre a tarde e a noite do dia 11.

O tufão nº 15 desloca-se para o norte a uma velocidade de 19 km/h, sobre o mar situado a cerca de 885 km a leste de Tóquio, Japão (34°36′ de latitude norte, 149°18′ de longitude leste).

A pressão central deste tufão é de 990 hPa, a velocidade máxima do vento é de 20 m/s, e o raio da área onde a velocidade do vento é de 15 m/s ou mais é de 360 km a sudoeste e 540 km a nordeste.

Prevê-se que, daqui em diante, o tufão nº 15 se desloque para noroeste, atinja terra nas proximidades de Tóquio, Japão, por volta do dia 12 e enfraqueça gradualmente, transformando-se em uma área de baixa pressão.

Às 15 horas do dia 9, o tufão nº 16 se formou sobre o mar situado a cerca de 890 km ao norte da ilha de Guam (21°12′ de latitude norte, 142°42′ de longitude leste).

O tufão nº 16 desloca-se para nordeste a uma velocidade de 53 km/h, sobre o mar situado a cerca de 1.065 km a nordeste da ilha de Guam (21°06′ de latitude norte, 150°48′ de longitude leste).

A pressão central deste tufão é de 994 hPa, a velocidade máxima do vento é de 20 m/s, e o raio da área onde a velocidade do vento é de 15 m/s ou mais é de 420 km ao sul e 240 km ao norte.

Prevê-se que, daqui em diante, o tufão nº 16 se desloque para nordeste e enfraqueça, transformando-se em uma área de baixa pressão sobre o mar situado a cerca de 2.200 km a leste de Tóquio, Japão, por volta do dia 12, não devendo afetar nosso país.

Agência Central de Notícias da Coreia

O mito heroico do general guerrilheiro Kim é o orgulho eterno de nossa pátria e de nosso povo

15 de agosto, este é o dia de uma grande celebração em que nosso povo alcançou a independência nacional e o dia de um grande acontecimento político que abriu o vasto caminho para a construção de uma poderosa potência independente. A grande autoridade e fama que se fazem sentir no mundo e a poderosa força de nosso Estado, que comprova a justeza de sua causa por meio de uma luta ousada e incansável, também têm neste dia seu novo ponto de partida.

Graças ao 15 de agosto, dia em que o grande Líder conduziu a árdua guerra antijaponesa à vitória e realizou a histórica causa da libertação da pátria, nossa pátria, que havia perdido seu brilho no mapa-múndi, pôde erguer-se como um digno Estado independente e como um Estado socialista do Juche que avança de vitória em vitória, e nosso povo pôde ostentar sua dignidade como dono do país e como povo heroico.

Já se passaram mais de 80 anos. As gerações mudaram e as montanhas e rios também se transformaram. Entretanto, no coração do povo que nasceu e vive nesta terra, jamais se apagou a profunda emoção daquele dia, quando derramava lágrimas de alegria e júbilo ao reverenciar o lendário herói da luta antijaponesa, o General Kim Il Sung, que lhe devolveu seu país.

General Kim Il Sung, lendário herói da luta antijaponesa!

Esta é a denominação imortal oferecida ao Grande Líder, o herói de todos os tempos e o patriota incomparável, que nosso povo encontrou e reverenciou pela primeira vez em seus milhares de anos de história.

Desde o momento em que nosso povo passou a guardar profundamente no coração este sagrado chamamento e começou a reverenciar respeitosamente o grande Líder, ocorreram mudanças fundamentais tanto no destino de nosso povo quanto na história de nossa pátria.

O mito heroico imortal do General Kim, o guerrilheiro, gravado solenemente em cada cordilheira do Monte Paektu e em cada curva do rio Amnok, faz compreender profundamente como o período histórico da revolução antijaponesa pôde brilhar com milagres e vitórias e por meio de que meios foi preparada a histórica causa da libertação da pátria, proporcionando incessantemente ao nosso povo um orgulho e uma honra infinitos.

O estimado camarada Kim Jong Un disse:

“Desde o momento em que o grande Líder levantou a âncora da revolução coreana, durante 20 anos, atravessando as escarpadas cordilheiras do Paektu e abrindo caminho por milhares de quilômetros de combates sangrentos, conduziu a luta revolucionária antijaponesa à vitória e realizou a histórica causa da libertação da pátria.”

O grande Líder camarada Kim Il Sung é um grande homem sem que, no período sombrio do domínio colonial do imperialismo japonês, tão escuro quanto a noite mais negra, proporcionou ao nosso povo esperança e convicção no renascimento.

O grande Líder, que ainda na adolescência, com a fundação da União para Derrotar o Imperialismo, declarou um confronto frontal com o imperialismo mundial e, juntamente com a criação da Ideia Juche, iluminou o caminho da revolução coreana e acendeu uma chama inteiramente nova da revolução que brilhava com o Juche...

Ao fazer brilhar as baionetas da resistência de todo o povo nos campos do Monte Paektu com o apelo ardente de “armas com armas”, e ao fazer tremer os invasores japoneses que se vangloriavam do “Exército Imperial Invencível”, nosso povo, contemplando a extraordinária imagem do jovem General do Monte Paektu, gravou em seu coração um mito heroico imortal que não poderia ser encontrado em nenhuma biografia de herói do passado ou do presente, do Oriente ou do Ocidente, e viu o novo amanhecer da Coreia que começava a despontar.

Há muito tempo, o grande General ensinou que o Líder era precisamente o guerrilheiro e o guerrilheiro era precisamente o Líder, e que nosso povo, durante o período da luta armada antijaponesa, exaltava o Líder como o General Kim, o guerrilheiro.

General Kim, o guerrilheiro!

A história de combates sangrentos de nosso Líder contra os imperialistas japoneses está verdadeiramente gravada solenemente como uma epopeia heroica e mítica, transmitida de geração em geração por nosso povo e que surpreende e maravilha as pessoas do mundo.

O mito heroico do grande Líder, lendário herói da luta antijaponesa, é uma epopeia heroica imortal do incomparável patriota que bordou a história de lutas de todos os tempos com seu amor mais sublime e ardente pela pátria. O ardente mundo de patriotismo do General do Monte Paektu, que considerava tudo o que pertencia à pátria tão precioso quanto seu próprio sangue e sua própria carne, fez surgir um mito heroico que surpreendeu o mundo.

Nosso povo ainda hoje não se esquece.

A comovente instrução do grande Líder, segundo a qual somente aqueles que choraram e riram pela pátria, derramaram sangue por ela e dedicaram toda a sua alma e seu corpo em seu favor podem compreender com o coração quão preciosa é a pátria...

Nesta máxima, que somente nosso Líder poderia definir e que nos faz gravar profundamente no coração como deve ser a intensidade do amor pela pátria, estão sua experiência profundamente dolorosa acumulada na história dos combates antijaponeses e o mundo de sentimentos nobres e sinceros do grande homem em relação ao valor precioso da pátria.

A história não conhece um patriota incomparável como o grande Líder, que, ainda na adolescência, assumiu sobre si o destino do povo infeliz e miserável, partiu pelo caminho da revolução, forjou seu nobre espírito patriótico a cada passo dos 20 anos de lutas sangrentas e trouxe a libertação da pátria.

A história de lutas de todos os tempos do grande Líder, que, enfrentando todo tipo de intempéries e sofrimentos nas antigas e profundas florestas do Paektu, trouxe a libertação da pátria, está composta de quadros vivos que, de maneira comovente, transmitem como ele atravessou heroicamente milhares de quilômetros de caminhos perigosos e milhares de quilômetros de nevascas com um amor ardente pela pátria.

O passo Chongyo, varrido pelos ventos frios e pela neve, diante do qual todos os membros de nosso povo costumam se colocar, em solene emoção, sempre que relembram as inúmeras adversidades e sofrimentos enfrentados pelo grande Líder...

O grande Líder, recordando aquela época em que o destino da revolução coreana estava por um fio, recordou ter composto a “Canção da Guerra Antijaponesa”, pensando que deveríamos sobreviver a todo custo e fazer a revolução, pois, se permanecêssemos prostrados naquele lugar, o povo coreano se tornaria escravo eterno dos japoneses.

Quantos passos Chongyo, como este, nosso Líder atravessou durante os 20 anos da luta antijaponesa?

O avanço para o sul da Manchúria realizado à frente da guerrilha recém-criada, a batalha defensiva da zona guerrilheira de Xiaowangqing, na qual alcançou uma vitória milagrosa em um confronto decisivo contra um inimigo armado com canhões e aviões, a Marcha Penosa, na qual superou até o fim provações cruéis que ultrapassavam a imaginação humana, a expedição a Fusong…

Depois de enfrentar todo tipo de sofrimento inimaginável para um revolucionário e para um homem, no fim de centenas de milhares de ri de combates sangrentos e de nevascas que o grande Líder atravessou com tamanha tenacidade, estava o dia da libertação da pátria. Os passos da luta antijaponesa, claramente marcados em cada cordilheira do Monte Paektu e em cada curva do rio Amnok, ainda hoje transmitem solenemente a lendária história de vitórias do General Kim, o guerrilheiro, que superou heroicamente, com ardente amor pela pátria, sofrimentos e provações inimagináveis.

Verdadeiramente, a libertação da pátria é o precioso fruto alcançado pela extraordinária imagem do grande Líder, que bordou uma história de lutas heroicas de todos os tempos com seu ardente amor pela pátria e seu extraordinário senso de responsabilidade.

O mito heroico da luta antijaponesa do grande Líder é um precioso patrimônio que transmite eternamente os sagrados feitos do lendário grande homem que criou milagres militares desconhecidos pela história das guerras mundiais e abriu a origem da história de vitórias sucessivas da revolução coreana.

Com nossos corações reverentes, voltamos a imaginar o cenário nas florestas do Paektu onde foi fundado o Exército Revolucionário Popular da Coreia.

Não havia uma ampla praça, nem uma pomposa música militar. Na encosta em meio às antigas e profundas florestas, estavam alinhados jovens fervorosos cujo sangue ardia de patriotismo.

O mundo não sabia que aquela jovem e pequena formação percorreria os campos de batalha do Paektu como se os pisasse com os pés, agarraria de uma só vez a garganta dos imperialistas japoneses e provocaria uma transformação tão fundamental no destino da pátria, destruindo completamente o mito da “invencibilidade” e da “grandiosidade” do “Exército Imperial Invencível”.

Desde então, não podemos sequer enumerar todas as batalhas emocionantes em que foram desferidos golpes esmagadores contra o coração do pérfido imperialismo japonês.

A batalha do passo de montanha Xiaoyingzi, a batalha do condado de Dongning, a batalha do condado de Fusong, a batalha de Pochonbo, a batalha de Jiansanfeng, a batalha de Xigang, a batalha de Hongqihe, a batalha de Dashahe…

Em que lugar da história das guerras mundiais já foi registrado um mito heroico tão surpreendente, no qual uma guerrilha, e não um exército regular, alcançou vitórias em todas as batalhas numa árdua guerra contra invasores imperialistas armados até os dentes?

Nos dias em que o grande Líder derrotava o imperialismo japonês por meio de ações militares imprevisíveis, que não podiam ser encontradas em nenhum manual militar, nosso povo, reverenciando o General Kim, o guerrilheiro, o lendário grande homem que havia elevado e reverenciado pela primeira vez em seus cinco mil anos de história, transmitiu incessantemente inúmeras histórias semelhantes a lendas e epopeias heroicas míticas.

O fato de que, certo dia após a libertação, uma jornalista estadunidense que visitou nosso país, ao encontrar-se com o grande Líder, exaltou o General Kim Il Sung como um famoso jovem general e um herói que havia salvado o país e a nação, e pediu respeitosamente que ele lhe contasse sobre as muitas histórias semelhantes a lendas que circulavam entre o povo durante o período da luta armada antijaponesa, demonstra bem a imagem lendária do General Kim, o guerrilheiro, que havia se difundido amplamente entre os povos do mundo, ultrapassando as fronteiras do país.

Os inimigos ficaram desnorteados diante da estratégia e tática invencíveis e das engenhosas formas de combate do grande Líder.

As confissões dos militares e policiais que, depois de receberem na batalha de Pochonbo um golpe semelhante a um raio que cai de um céu límpido, gritaram que “parecia que haviam recebido um golpe estrondoso na parte posterior da cabeça” e que “ficou o pesar de terem queimado num instante a erva cortada durante mil dias” constituem, por si mesmas, uma prova viva, sem qualquer embelezamento ou falsidade, do lendário mito heroico do General Kim, o guerrilheiro.

Os notáveis feitos de combate do Exército Revolucionário Popular da Coreia, que, seguindo a liderança do General Kim, o guerrilheiro, abalou os campos de batalha da luta antijaponesa com métodos militares baseados no Juche, desconhecidos em qualquer história de guerra, demonstraram poderosamente diante do mundo que a Coreia não havia morrido, que continuava viva, e que nosso povo, que se levantou empunhando armas para seguir o grande Líder, jamais voltaria a ser derrotado ou subjugado.

O mito heroico do General Kim, o guerrilheiro, juntamente com a grande história de vitórias da revolução antijaponesa, é um precioso manual de nossa revolução que ensina a verdade da luta genuína e a lei da vitória eterna aos dez milhões de membros do povo que, seguindo a liderança de um grande líder, avançam impetuosamente rumo ao futuro radiante do desenvolvimento integral.

Ao abrir a história de combates sangrentos do grande Líder contra os imperialistas japoneses, encontramos a preciosa verdade do Juche, que deve servir de guia durante todo o processo de realização da causa revolucionária; o espírito de independência, segundo o qual fazemos tudo à nossa maneira, de acordo com nossas próprias condições; a tradição revolucionária do Paektu, que reúne a rica experiência de luta e os preciosos feitos de nossa revolução; e o ideal de unidade que garante as vitórias sucessivas da Coreia Juche. Há também a convicção do Juche, que nos faz confiar em nossas próprias forças; o otimismo de certeza da vitória, que nos permite superar sorrindo até mesmo severas dificuldades; e toda a metodologia que nos permite alcançar eternamente apenas vitórias, geração após geração.

Não foi justamente porque nosso povo, aprendendo no mito heroico do General Kim, o guerrilheiro, como fazer a revolução, como lutar e como vencer, tornou-se forte e vigoroso, que, desde os dias da dura guerra até o período de agitação da construção socialista, passando pelo difícil período de sofrimentos e chegando à nova era do desenvolvimento integral que avança de vitória em vitória, teceu, em cada época da revolução, uma história de lutas heroicas que nenhum outro povo da Terra poderia criar, surpreendendo as pessoas do mundo?

Na luta de hoje para alcançar o sonho e o ideal de uma potência e a grande causa de enriquecer e fortalecer o país e as forças armadas, seguindo a direção do grande Partido do Trabalho da Coreia, que infunde força vital eterna e indestrutível nas vigorosas veias da revolução do Juche iniciada no Paektu, o mito heroico do General Kim, o guerrilheiro, tornou-se para nosso povo uma fonte eterna de vitalidade que lhe proporciona a preciosa verdade e a convicção da certeza da vitória, bem como um manual de vitórias sucessivas.

Verdadeiramente, o mito heroico da luta antijaponesa do grande Líder é a honra infinita de nosso povo e o orgulho eterno de nossa pátria.

A força de um povo que guarda o mito heroico de seu próprio líder como um precioso legado e abre o caminho da luta e da vitória com esse sagrado manual não pode ser impedida por nada.

O estimado camarada Secretário-Geral, que faz a dignidade da pátria e o poder nacional brilharem em todas as partes do mundo com sua visão de longo alcance, extraordinária capacidade política, coragem e espírito do Paektu...

Tendo-o como grande líder, a história de um grande homem, que se desenrolou majestosamente nesta terra atravessando décadas e séculos, e a história de vitórias em todas as batalhas fluem vigorosamente, enquanto uma epopeia de milagres e transformações que surpreendem o mundo é continuamente bordada.

Seguindo a liderança do estimado camarada Secretário-Geral, somente um futuro radiante e esplêndido está prometido diante do caminho de nossa pátria e de nosso povo, que avança impetuosamente, iluminando eternamente a história de vitórias da Coreia Juche.

Kim Jun Hyok

Os funcionários devem realizar todos os trabalhos de maneira previsora e prática, conforme as exigências da época do desenvolvimento integral

Editorial

O histórico 9º Congresso do Partido apresentou como uma das exigências da época do desenvolvimento integral do socialismo a realização dos trabalhos de maneira científica, previsora e prática, dando importância às qualidades profissionais.

Para que os funcionários cumpram plenamente sua responsabilidade e dever como membros dirigentes da revolução, correspondendo à realidade em que todos os campos e setores, regiões e unidades se transformam simultaneamente e de maneira radical, é importante realizar todos os trabalhos rigorosamente de acordo com as intenções do Partido.

O estimado camarada Kim Jong Un disse:

“Na época do desenvolvimento integral, considerar os números e realizar cientificamente e de maneira previsora e prática os trabalhos constitui justamente uma expressão de elevada responsabilidade e espírito revolucionário, bem como uma manifestação de lealdade ao Partido, ao Estado e ao povo.”

Realizar os trabalhos de maneira científica, previsora e prática significa conduzir todo o processo de elaboração, execução e avaliação dos planos de acordo com as leis objetivas e os princípios científicos e tecnológicos, ao mesmo tempo em que se antecipam possíveis circunstâncias e se conduzem conscientemente os trabalhos para alcançar os melhores resultados.

A época do desenvolvimento integral exige métodos de trabalho otimizados e aprimorados, capazes de estimular ao máximo a força criadora das massas e as bases existentes e conduzi-las aos melhores resultados. Somente quando todos os trabalhos forem rigorosamente calculados de maneira científica com base nos números, planejados de forma previsora e organizados e desenvolvidos de maneira prática, será possível alcançar continuamente mudanças e resultados concretos em todos os domínios da construção socialista.

A realização dos trabalhos pelos funcionários de maneira científica, previsora e prática está se destacando como uma questão importante para transformar fundamentalmente os trabalhos dos setores e unidades.

Hoje, nosso Partido apresentou o objetivo geral de conduzir a fase de desenvolvimento integral do socialismo a uma nova etapa, com base nos preciosos êxitos alcançados ao abrir uma era de transformações sem precedentes desde a fundação do país, e definiu claramente os princípios de luta e as tarefas para sua realização. A intenção de nosso Partido é que, mesmo ao projetar e executar um único trabalho de acordo com as exigências da época de grandiosas criações e transformações, não se deve olhar apenas para a realidade diante dos olhos, mas enxergar longe, fazê-lo de acordo com os ideais do povo e de modo que não fique aquém das expectativas nem mesmo em um futuro distante. Alcançar ou não um avanço decisivo no desenvolvimento perspectivo do Estado e na melhoria da vida do povo, conforme a concepção e a intenção do Partido, depende inteiramente de como os funcionários planejam e executam os trabalhos.

Atualmente, diante dos setores e unidades correspondentes, existem tanto tarefas urgentes que devem ser executadas disputando cada dia quanto tarefas de médio e longo prazo que devem ser realizadas de maneira permanente. Se os funcionários projetarem os trabalhos de qualquer maneira, de forma improvisada, sem pesquisas ou cálculos concretos, ou se trabalharem de maneira superficial, pensando apenas nos interesses imediatos, sem se importar com o que acontecerá amanhã, limitando-se a manter as aparências e sem assumir responsabilidade pelos resultados, então, por mais claras que sejam as tarefas e por mais garantias de execução que tenham, sua força não poderá ser plenamente manifestada na realidade. Somente quando os funcionários assumirem igualmente o presente e o futuro, olhando para longe e planejando e dirigindo os trabalhos de maneira minuciosa e sistemática, todos os setores e unidades poderão se levantar com vigor para trabalhar, e será alcançado um desenvolvimento qualitativo, estável e progressivo de toda a economia nacional.

Para executar de maneira sólida e perfeita os enormes objetivos e tarefas de hoje, o que é urgentemente necessário aos funcionários, antes mesmo da existência e da garantia de matérias-primas e materiais, é assegurar o caráter científico, a capacidade de previsão e a praticidade nos trabalhos. Tanto o método para impedir o desperdício dos fatores de produção, incluindo mão de obra, equipamentos e matérias-primas, nos setores e unidades correspondentes, quanto a chave para alcançar os melhores resultados com o mínimo de gastos estão em trabalhar com base em uma metodologia científica, levando em consideração a praticidade. Quanto mais surgirem tarefas árduas e dificuldades no caminho do avanço, mais é necessário pesquisar estratégias inovadoras e científicas e colocá-las ativamente em prática, para eliminar desequilíbrios nos trabalhos das unidades e alcançar um desenvolvimento contínuo.

Todos os funcionários devem cumprir obrigatoriamente as tarefas da luta deste ano, mantendo firmemente e de maneira consequente a exigência da época do desenvolvimento integral de realizar os trabalhos de maneira científica, previsora e prática.

Todos os trabalhos devem ser realizados cientificamente com base nos números.

Realizar os trabalhos com base nos números significa projetar, controlar e avaliar tanto o início quanto o processo e os resultados dos trabalhos com base em números precisos.

Os funcionários não devem limitar-se a proclamar em palavras a importância dos números e da ciência e tecnologia, mas possuir efetivamente uma posição e um ponto de vista que valorizem os números e a ciência e tecnologia; não devem seguir costumes, mas princípios, nem insistir na experiência, mas basear-se nos números. Devem conhecer claramente, em termos numéricos, a situação real de seu setor, região e unidade e fazer disso um hábito, estabelecendo, com base nisso, os objetivos de trabalho mais precisos e realistas e elaborando planos de trabalho científicos. Devem controlar e ajustar o processo de execução dos trabalhos numericamente, por fatores e por etapas, corrigindo prontamente os desvios que surgirem. Deve-se institucionalizar a determinação e avaliação, em termos numéricos, do estado de cumprimento dos indicadores técnico-econômicos, incluindo a qualidade dos produtos, os padrões de consumo dos principais materiais e a produtividade do trabalho, bem como dos custos de produção dos produtos e do estado de introdução de novas tecnologias.

Todos os trabalhos devem ser organizados e desenvolvidos de maneira previsora.

Organizar e desenvolver os trabalhos de maneira previsora significa antecipar todas as circunstâncias que possam ocorrer e estabelecer previamente as medidas para resolvê-las.

Em qualquer trabalho, é importante não agir como quem se apressa a cavar um poço somente quando sente sede, mas agir de maneira previsora e antecipada. Os funcionários devem eliminar rigorosamente a tendência de trabalhar de forma imediatista, pensando que basta superar o dia de hoje, com uma concepção temporária, limitando-se passivamente a executar apenas o que lhes é ordenado e, somente depois que surge um problema, correr atrás dele para tentar solucioná-lo. Devem estabelecer rigorosamente medidas preventivas para enfrentar possíveis circunstâncias, com iniciativa e capacidade de previsão. Devem romper decididamente com a atitude míope de concentrar-se apenas na produção corrente e preocupar-se e refletir sempre, com a sensação de estarem sentados sobre espinhos, pelo desenvolvimento perspectivo de seu setor e de sua unidade. Devem analisar e reanalisar tudo com uma visão científica e um olhar criativo, estabelecer objetivos e direções claros para o desenvolvimento da unidade e impulsionar estrategicamente o conjunto dos trabalhos. Devem avaliar corretamente se os trabalhos que estão concebendo e pretendem desenvolver atualmente podem contribuir de maneira substancial não apenas para sua própria unidade, mas também para os interesses e o desenvolvimento perspectivos do Estado.

Em todos os trabalhos, deve-se avaliar cuidadosamente a praticidade e realizar a otimização e o aprimoramento ao máximo.

Para que os funcionários eliminem completamente métodos de trabalho equivocados, como o subjetivismo, o empirismo e o oportunismo, e para que todo o processo de trabalho conduza a resultados concretos e eficientes, estabelecer métodos de trabalho otimizados e aprimorados constitui uma exigência indispensável.

Com base em cálculos científicos, deve-se analisar as deficiências que surgiram nos trabalhos anteriores e projetar os trabalhos de modo a ampliar os fatores positivos e eliminar os negativos, removendo as perdas que possam ocorrer durante o processo de trabalho. É necessário estabelecer objetivos seguros que possam ser alcançados, mobilizando ao máximo a força espiritual das massas e as bases existentes, encontrar métodos que garantam o máximo de praticidade e alcançar os melhores resultados com o mínimo de investimento.

Em qualquer trabalho, existem prioridades e um elo central. Os funcionários devem concentrar forças e meios nos trabalhos que são realmente urgentes e que podem proporcionar dez resultados a partir de um só. Devem realizar ativamente a especialização e a cooperação da produção, aumentando a produção, ao mesmo tempo que elevam a qualidade dos produtos e reduzem seus custos.

Para realizar todos os trabalhos de maneira previsora e prática, é importante elevar decisivamente o nível e a capacidade prática dos funcionários.

Os funcionários devem estudar continuamente a política do Partido e elevar constantemente sua consciência política. Devem compreender que a autoridade no trabalho é garantida não pelo cargo ou pelo título, mas por elevadas qualidades práticas, e elevar continuamente seu nível prático por meio de estudos diligentes e esforços constantes. Devem estudar sempre a política do Partido, estudar os trabalhos e estudar a realidade, para alcançar mais resultados inovadores e orientados para o desenvolvimento em seu setor e em sua unidade. Devem não apenas dominar os mais recentes avanços científicos e tecnológicos e os conhecimentos de gestão econômica de seu setor e área, mas também empenhar-se ativamente para adquirir a capacidade de observar e abordar tudo sob uma perspectiva inovadora.

Todos os funcionários devem ter profundamente presente a exigência da época do desenvolvimento integral de realizar os trabalhos de maneira científica, previsora e prática e incorporá-la rigorosamente aos trabalhos, cumprindo assim plenamente sua responsabilidade e seu papel como membros dirigentes da revolução na grande época de transformações.

A “Carta Branca de Defesa” do Japão é uma carta branca para uma nova agressão, que busca legitimar o funcionamento da máquina de guerra

Foi publicada no Japão a “Carta Branca de Defesa para 2026”, que persegue a militarização com a vã ilusão de uma nova agressão.

No documento polêmico, rejeitado tanto no interior quanto no exterior por seu caráter agressivo, o país insular tentou justificar seu imprudente aumento armamentista, acusando sem qualquer razão a República Popular Democrática da Coreia e outros países vizinhos de representarem uma “ameaça grave e premente” e o “maior desafio estratégico”.

Agora o Japão toma como sua “política de Estado” a negação dos crimes cometidos no século passado, a transformação do país em uma potência militar e o fortalecimento, mais do que nunca, da aliança com os Estados Unidos e seus seguidores. Entretanto, questiona a “ameaça” proveniente dos países vizinhos. Seu comportamento transforma o preto em branco.

Como todos sabem, o país criminoso de guerra impôs incontáveis calamidades à humanidade na primeira metade do século XX. Contudo, mais de 80 anos após sua derrota, desespera-se para se transformar em uma potência militar, movido pelo desejo de revanche, longe de abandonar sua ambição de uma nova agressão militarista sob as restrições políticas e jurídicas de toda espécie, o que constitui a ameaça mais grave e premente enfrentada pelo mundo atual.

Assim que a Carta Branca foi publicada, o ministro da Defesa japonês, Koizumi, afirmou que o Japão deve aumentar e renovar sua capacidade militar, mantendo um estado de tensão e emergência diante da crescente ameaça proveniente dos países vizinhos. Como se vê, na condição de “chefe da militarização”, Koizumi coloca seu próprio país em perigo.

A realidade mostra que o ambiente político e a natureza agressiva do país criminoso não mudaram nem um pouco, mas, ao contrário, estão se metamorfoseando de maneira cada vez mais perigosa.

O Japão pretende ocultar sua intenção de agressão sob o rótulo de “defesa”, mas não pode encobrir sua natureza de principal culpado pela perturbação da paz e pelo agravamento da tensão na região.

No mundo atual, o fortalecimento de um poderio de dissuasão de guerra para fins de autodefesa, capaz de frustrar a ambição de nova agressão e as tentativas de guerra dos países inimigos, constitui uma contribuição indispensável para defender a soberania nacional e preservar a paz e a tranquilidade da região.

A tentativa furiosa do Japão de se transformar em um Estado de guerra e agressão lança uma sombra sobre o futuro de seu país.

A comunidade internacional deve elevar sua vigilância sobre as manobras neomilitaristas do Japão, que se tornam a cada dia mais sinistras, prejudicando a paz e a segurança da região, e rejeitá-las firmemente.

Kang Won Chol, comentarista de assuntos de segurança internacional

A grande concepção da sublime camaradagem que será eterna junto com a sagrada abertura do caminho da revolução coreana

O povo de todo o país, que avança vigorosamente rumo à abertura de um novo período de grande ascensão do desenvolvimento integral do socialismo, recebe o significativo dia da libertação da pátria com enorme orgulho e dignidade.

A brilhante vitória na guerra revolucionária antijaponesa foi uma preciosa vitória alcançada não apenas graças à extraordinária ideia, liderança e estratégia e tática do grande Líder camarada Kim Il Sung, mas também graças ao ardente amor e confiança, à nobre benevolência e à camaradagem revolucionária que ele dedicava aos combatentes revolucionários e ao povo.

Desde cedo, ao iniciar sua atividade revolucionária conquistando camaradas, o grande Líder desenvolveu, nos dias da guerra antijaponesa travada para realizar a histórica causa da libertação da pátria, a grandiosa concepção da sublime camaradagem revolucionária.

Desde o primeiro período de sua entrada no caminho da revolução, o grande Líder tomou como seu credo que um camarada é um "segundo eu" e que, conquistando camaradas, pode-se conquistar o mundo inteiro; a escrita de amor e confiança que transmitia seu mundo de camaradagem ficou profundamente gravada nas primeiras páginas da revolução coreana.

“Não esqueçamos! O juramento firmado pela revolução

Numa cabana em terra estrangeira, a dez mil ri da pátria

20. 6. 1930

Você é Kim Hyok

Eu sou Song Ju”

A grande aspiração e a vontade revolucionária de nosso Líder, que encontraria e reuniria os camaradas fervorosos que compartilhavam do mesmo ideal e estavam dispostos a viver e morrer juntos, e que faria avançar a revolução coreana com a grande força da unidade, estavam refletidas integralmente no nome da primeira organização partidista ("Associação de Camaradas Konsol"; literalmente "Associação para construir camaradas"), matriz e semente de nosso Partido.

A história de que, durante os árduos dias da guerra antijaponesa, sem se importar minimamente com a própria segurança, atravessando estradas castigadas por violentas nevascas, foi ao acampamento de Mihunzhen, onde se encontravam dezenas de membros do destacamento acometidos de febre, transmite ainda hoje quão ardente e profundo era o mundo de amor e justiça que o grande Líder possuía.

Na primavera de 1936, durante os dias em que organizava uma nova divisão do Exército Revolucionário Popular da Coreia, o grande Líder declarou que mais de cem combatentes suspeitos de serem membros da “Minsaengdan” ingressariam na unidade principal e queimou por completo os pacotes de documentos da “Minsaengdan”.

O amor da figura extraordinária que dedicava tudo aos combatentes revolucionários transformou-se em uma força centenas e milhares de vezes maior, permitindo aos combatentes antijaponeses superar as duras provações e dificuldades da Marcha Penosa, na qual se entrelaçavam a luta contra a natureza implacável, a extrema escassez de alimentos, a luta contra o cansaço, a luta contra terríveis doenças e a luta contra os cruéis inimigos, tornando-se vencedores capazes de avançar com passos vigorosos pelo caminho da marcha rumo à pátria.

Nos dez mil ri de combates sangrentos e nos dez mil ri de estradas cobertas de neve da luta antijaponesa, estabeleceu-se a mais nobre ética comunista de viver juntos e morrer juntos, confirmou-se a preciosa verdade de que a unidade de um só coração e uma só vontade baseada na camaradagem revolucionária é justamente a vitória, e foi criada a preciosa tradição da camaradagem.

O sublime amor e a lealdade de camarada do grande Líder para com seus companheiros de armas da luta antijaponesa continuaram ardentemente através das décadas e das gerações.

O grande Líder escreveu em suas memórias, "No Transcurso do Século", que o fato de a amizade poder continuar mesmo entre os vivos e os mortos é bem demonstrado pela história sem precedentes das relações humanas e pela história da camaradagem criadas pelos revolucionários coreanos.

Durante os dias da construção do Cemitério dos Mártires Revolucionários no Monte Taesong, nosso Líder chegou a enviar pessoalmente materiais nos quais estavam registrados até mesmo a aparência e as características pessoais dos combatentes que haviam partido sem conseguir deixar sequer uma fotografia no caminho das severas batalhas, ensinando minuciosamente que determinado camarada se parecia com determinada pessoa que ainda estava viva e que isso deveria ser tomado como referência.

“O sublime espírito revolucionário dos mártires da revolução antijaponesa viverá eternamente nos corações de nosso Partido e de nosso povo.

Kim Il Sung

10. 10. 1985”

Estas palavras imortais, gravadas na lápide autografada do Cemitério dos Mártires Revolucionários no Monte Taesong, brilham como a expressão máxima do sublime amor e confiança de camarada do grande Líder, que criou uma sagrada história de avanço e vitória por meio da camaradagem.

A história e a tradição da camaradagem estabelecidas juntamente com a abertura do caminho da revolução coreana continuam vigorosamente, tendo à frente o estimado camarada Kim Jong Un, que, com seu amor e confiança ardentes, educa os combatentes revolucionários e desenvolve a grandiosa concepção da unidade de um só coração e uma só vontade.

Agência Central de Notícias da Coreia

A um milhão de compatriotas residentes no Japão

Mensagem do camarada Kim Il Sung aos compatriotas residentes no Japão

13 de dezembro de 1946

Um milhão de compatriotas residentes no Japão: Nossa nação, que durante muito tempo foi escrava colonial do imperialismo japonês, foi libertada. Nosso povo recuperou sua liberdade e seus direitos e criou todas as condições para construir livremente uma nova vida.

Agora, na Coreia do Norte, estão sendo realizadas sucessivamente históricas reformas democráticas, criando bases sobre as quais nossa nação assegurará plena soberania e independência e se desenvolverá pelo caminho democrático. Se outrora os perversos imperialistas japoneses expulsaram um grande número de nossos compatriotas deste território, onde nossa nação viveu de geração em geração, hoje esta terra vive uma nova vida alegre, ao som dos cânticos da construção.

Um milhão de compatriotas residentes no Japão:

Creio que vocês também, como parte da nação já livre da vida desumana, dos maus-tratos e das humilhações, estão desenvolvendo atividades animadas. Sei que vocês, observando de longe os avanços da nova pátria, dirigirão toda a sua atenção aos novos destinos de sua terra natal, comovidos por profundos sentimentos patrióticos e pelo amor aos seus compatriotas. No entanto, nossa Coreia ainda não pôde instituir um governo nacional democrático unificado nem está em condições de acolher imediatamente o milhão de compatriotas residentes no Japão, que tanto desejam retornar à sua querida pátria. Isso ocorre porque, devido às maquinações dos pró-japoneses, pró-estadunidenses e traidores da nação, que contam com o apoio e a ajuda da reação internacional, está sendo retardada a aplicação da resolução da Conferência de Moscou dos Ministros das Relações Exteriores dos Três Países sobre a soberania, a independência e o desenvolvimento democrático da Coreia.

Hoje, o povo sul-coreano está derramando sangue na luta para exigir em alta voz que também na Coreia do Sul sejam realizadas reformas democráticas como no Norte.

Um milhão de compatriotas residentes no Japão:

Hoje, a direção que tomou o destino da pátria não deixará de exercer influência também sobre os destinos de vocês.

Somente sendo plenamente independente, com a formação de um governo nacional democrático unificado, nossa Coreia poderá elevar seu prestígio e estender-lhes a mão protetora como pátria que é de vocês.

Um milhão de compatriotas residentes no Japão:

Com base na edificação de nossa Coreia do Norte, a construção de um país democrático e unificado de toda a nação será, sem falta, uma realidade em um futuro não distante. Então, nossa pátria, com seu grande poderio, lhes dará força, os protegerá e estará em condições de lhes oferecer uma acolhida calorosa, com tudo o que for necessário. Sei que vocês estão cooperando com os verdadeiros democratas do Japão para derrotar o imperialismo japonês.

Hoje, os reacionários que colocam obstáculos à construção da democracia em nossa pátria contam com uma base internacional na qual se apoiam em sua atuação. É por isso que são repudiados pela esmagadora maioria do povo coreano. Confio que o milhão de compatriotas que vivem no Japão estejam conscientes da importante tarefa que têm de enfraquecer ainda mais a conspiração internacional dos reacionários e de seus cúmplices. A força dos reacionários de hoje não é, de modo algum, uma força que avança e progride, mas uma força em decadência e enfraquecimento. Estou certo de que lutarão unidos conosco até o dia da derrota dos reacionários em toda a Ásia, conquistando aqui para sempre a liberdade e a paz, das quais nosso povo desfrutará, e fazendo com que nossa pátria seja rica, poderosa e próspera e brilhe infinitamente com uma cultura florescente.

Viva a completa independência da Coreia!

Viva a fundação da República Popular Democrática da Coreia!

Kim Je Won

Kim Je Won foi um camponês da planície de Namu-ri, no condado de Jaeryong, que se destacou após a Reforma Agrária promulgada em março de 1946. Com a distribuição gratuita das terras aos camponeses, ele passou a cultivar sua própria parcela e participou ativamente dos esforços para aumentar a produção agrícola. Naquele primeiro ano, em meio a uma colheita abundante, Kim Je Won tomou a iniciativa de entregar ao Estado 30 sacos de arroz que ele próprio havia produzido. Seu gesto foi apresentado como uma expressão de patriotismo e de gratidão pela nova condição dos camponeses como donos da terra, dando início a uma campanha de entrega voluntária de cereais que se espalhou por toda a Coreia do Norte. Até o início de janeiro de 1947, mais de 18.700 camponeses haviam participado do movimento.

O exemplo de Kim Je Won teve ampla repercussão entre os camponeses, estimulando novas doações de arroz, batatas e recursos financeiros destinados à construção do novo Estado. A imprensa da época destacou seu patriotismo como uma inspiração para outros agricultores, que passaram a seguir seu exemplo em diferentes regiões. Parte significativa dessas contribuições foi destinada à construção da Universidade Kim Il Sung e da Escola Revolucionária de Mangyongdae, juntamente com outras obras de construção nacional. Assim, Kim Je Won ficou conhecido como o iniciador do movimento patriótico de doação de cereais e como um exemplo do novo campesinato surgido após a reforma agrária, cuja produção e dedicação foram importantes contribuições para a construção da nova Coreia.

Ao camarada Kim Je Won e aos camponeses do condado de Jaeryong, província de Hwanghae

13 de dezembro de 1946

Depois de receber a terra em virtude da reforma agrária, o camarada Kim Je Won desenvolveu o movimento pelo aumento da produção, colhendo ele próprio uma abundante safra este ano. Como expressão de seu amor à pátria, entregou ao Estado 30 sacos de arroz como contribuição patriótica.

Seguindo o exemplo patriótico do camarada Kim Je Won, os camponeses do condado de Jaeryong, província de Hwanghae, entregaram ao Estado também vários milhares de sacos de arroz como contribuição patriótica.

Gostaria de expressar minha gratidão ao camarada Kim Je Won e aos camponeses do condado de Jaeryong, província de Hwanghae, que, diante das atuais dificuldades de abastecimento de alimentos enfrentadas pelo Estado, colheram abundantes safras, fazendo esforços patrióticos para aumentar a produção, e entregaram ao Estado arroz como contribuição patriótica.

Hoje, nossa obra de construção do país, que estamos realizando em meio à situação de escassez em todos os aspectos, especialmente de alimentos, somente será concluída contando com um movimento patriótico pelo aumento da produção e com a campanha de incentivo às iniciativas desenvolvidas pelos camponeses como o camarada Kim Je Won em benefício da pátria e do povo.

Camponeses como o camarada Kim Je Won são os verdadeiros camponeses da nova Coreia de hoje. Convencido de que, seguindo o exemplo do camarada Kim Je Won, vocês dedicarão todo o seu entusiasmo e trabalharão com maior ardor na construção de uma nova Coreia democrática, desejo ao camarada Kim Je Won e aos demais camponeses do condado de Jaeryong, província de Hwanghae, vitórias e êxitos ainda mais brilhantes na construção do país.

Sobre a criação da Agência Telegráfica da Coreia do Norte

Discurso do camarada Kim Il Sung no Presidium do Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte 

5 de dezembro de 1946

Na sessão de hoje, o Presidium decidiu criar a Agência Telegráfica da Coreia do Norte sob a jurisdição direta do Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte.

Após a libertação, nós mesmos temos vindo a publicar jornais e a realizar o trabalho de radiodifusão no Centro e nas localidades. Neste período, nossos órgãos de imprensa e informação desempenharam um grande papel na educação das massas populares com as ideias democráticas e em incitá-las ao trabalho de construção do país.

Hoje em dia, enfrentamos a pesada tarefa de consolidar e desenvolver ainda mais o Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte e os comitês populares em todos os níveis, fortalecer política e economicamente a Coreia do Norte — base de nossa revolução — e acelerar a construção do Estado democrático, de plena soberania e independência. Com vistas a cumprir com êxito esta tarefa histórica, é preciso incentivar energicamente todo o povo à luta pela construção da nova pátria.

Nisso, é de grande importância elevar o papel dos órgãos de imprensa e informação. Para isso, é necessário, por um lado, melhorar o trabalho das editoras de jornais e das estações de rádio de acordo com as exigências do desenvolvimento da realidade e, por outro, contar necessariamente com um organismo de informação que reúna os dados sobre a situação interna e externa e os distribua de maneira unificada aos órgãos de imprensa e informação. Hoje fundamos a Agência Telegráfica da Coreia do Norte precisamente para resolver este problema. A Agência Telegráfica da Coreia do Norte será o porta-voz oficial de nosso Poder popular. O povo deposita nela grandes esperanças, e sua missão é muito pesada.

A Agência Telegráfica da Coreia do Norte assume a missão de fornecer, com rapidez e precisão, às editoras de jornais e às estações de rádio do Centro e das localidades, dados sobre a vida política, econômica e cultural de nosso país e sobre a situação internacional, bem como de esclarecer, no interior e no exterior do país, nossa posição e opinião por meio de informações e declarações oficiais. Sendo um órgão do Estado que dispõe de poderosos meios telegráficos e realiza atividades de informação, é natural que desempenhe o papel principal no campo da imprensa e da informação. Em especial, dada a situação atual em que nosso país está dividido entre Sul e Norte, o dever e o papel que a Agência Telegráfica da Coreia do Norte deve cumprir assumem uma importância enorme.

Cabe à Agência Telegráfica desenvolver energicamente as atividades de informação destinadas a divulgar com rapidez e precisão todas as medidas do Poder popular entre as amplas massas populares e convocá-las à sua concretização.

As medidas do Poder popular estão orientadas para a liberdade e a felicidade do povo e para a construção, em nosso país, de um Estado independente, próspero e soberano. Para concretizá-las plenamente, é preciso mobilizar as amplas massas para este objetivo.

A Agência Telegráfica deverá intensificar o trabalho de informação sobre as medidas do Poder popular, dando a conhecer, assim, de maneira oportuna e precisa, às massas populares as resoluções e diretrizes do Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte e mobilizando-as ativamente para sua execução. Do mesmo modo, a Agência deverá realizar frutíferas atividades de informação destinadas a apresentar a luta das massas populares pela construção de uma nova Coreia democrática e a realidade de nosso país, que muda e se desenvolve dia após dia, e educá-las com a ideia patriótica e democrática.

A Agência Telegráfica elevará sua função e seu papel combativos para fazer com que todo o povo se levante ativamente na luta pelo estabelecimento de um governo democrático unificado e pela conquista da plena soberania e independência do país.

Atualmente, os imperialistas estadunidenses que ocuparam a Coreia do Sul estão tramando manobras para transformar nosso país em sua colônia eterna, enquanto a camarilha traidora da pátria de Ri Sung Man faz esforços frenéticos para conduzir novamente nossa pátria ao caminho da ruína, seguindo fielmente os ditames do imperialismo estadunidense em sua política de subjugação colonial da Coreia. Os imperialistas estadunidenses e seus lacaios intensificam na Coreia do Sul, por um lado, a repressão e os massacres contra os patriotas e, por outro, lançam calúnias e difamações maliciosas, recorrendo à demagogia contra a Coreia do Norte.

Diante dessa situação, a Agência Telegráfica da Coreia do Norte terá naturalmente de travar uma luta propagandística implacável contra os inimigos. Nessa luta, os meios de informação da Agência Telegráfica da Coreia do Norte devem constituir uma poderosa arma, e cada frase e cada palavra de suas informações devem equivaler a balas perspicazes.

A Agência Telegráfica deve desmascarar completamente a natureza agressiva dos imperialistas estadunidenses e suas manobras de colonização da Coreia, bem como os atos de traição reacionários e antipopulares da camarilha de Ri Sung Man. Junto a isso, deve responder e condenar prontamente a demagogia dos reacionários sul-coreanos que caluniam e difamam nosso regime democrático e as corretas medidas políticas do Poder popular. Desse modo, é preciso desferir golpes duros contra os imperialistas ianques e seus lacaios e fazer com que todo o povo desenvolva uma luta dinâmica contra os inimigos que obstaculizam o desenvolvimento democrático do país e a construção do Estado, de plena soberania e independência.

A Agência Telegráfica levará a bom termo as atividades de informação no exterior. Apresentará e divulgará amplamente no estrangeiro a nova e digna vida de nosso povo, que hoje se tornou o verdadeiro dono do país, bem como as valiosas conquistas e experiências que alcança na construção da Coreia democrática. Em especial, deve dar a conhecer aos povos do mundo, de maneira precisa, a luta de nosso povo pela conquista da plena soberania e independência da pátria e a justeza de sua causa. Desse modo, deverá dar uma grande contribuição para obter o apoio internacional à luta de nosso povo pela construção do Estado democrático, soberano e independente.

A Agência Telegráfica deve cumprir com agilidade a tarefa de fornecer dados sobre a situação internacional aos órgãos de imprensa e informação.

O fato de a Agência Telegráfica fornecer dados informativos internacionais aos órgãos de imprensa e informação tem enorme importância, pois permite assegurar a uniformidade nas atividades de informação sobre a situação internacional, aprofundar a compreensão do povo sobre a situação política mundial e ampliar a visão política das massas. A Agência Telegráfica deverá recolher oportunamente dados informativos de diversos países do mundo e redigi-los adequadamente, com o fim de distribuí-los às editoras e estações de rádio.

Como a Agência Telegráfica da Coreia do Norte representará a posição do Estado nas atividades de informação, cada palavra sua exercerá influência sobre as atividades do Estado e a vida do povo. Portanto, nesse trabalho, a Agência Telegráfica deve assegurar elevado espírito político-ideológico, combatividade e também máxima rapidez e precisão.

Para assegurar o êxito no trabalho da Agência Telegráfica da Coreia do Norte, é importante consolidar sua base material e técnica. Somente assim poderá desenvolver plenamente suas atividades no plano internacional e nacional.

Por esse motivo, é necessário prestar profunda atenção à criação da base material e técnica da Agência Telegráfica. Particularmente, é preciso dotá-la o mais rápido possível de equipamentos de radiocomunicação. Esses equipamentos devem ser instalados não apenas no Centro, mas também nas capitais das províncias, incluindo Hamhung e Chongjin. E será necessário resolver a questão das instalações para a Agência Telegráfica. Para isso, o Comitê Popular da Cidade de Pyongyang fornecerá dentro de poucos dias um edifício onde a Agência possa trabalhar.

É preciso integrar as fileiras do pessoal da Agência Telegráfica com bons elementos. Estes devem ser pessoas com preparação política e profissional e possuir elevado espírito de responsabilidade. Por outro lado, deverão ser selecionadas e colocadas pessoas dignas como seus correspondentes especiais em todas as províncias.

Se a Agência Telegráfica conseguir criar uma sólida base material e técnica, integrar suas fileiras de pessoal com bons elementos e desenvolver atividades dinâmicas de informação, isso incentivará ainda mais energicamente o povo da Coreia do Norte, que está de pé na luta pela construção da nova pátria, inspirará grande força ao povo sul-coreano que aspira ao desenvolvimento democrático da sociedade e desferirá golpes duros contra os imperialistas estadunidenses e o bando dos reacionários da Coreia do Sul.

Unamos nossas forças para constituir uma agência poderosa e para que ela possa desenvolver prontamente seu trabalho de informação.

Ri Myong Guk

Ri Myong Guk, nascido em 9 de setembro de 1986, destacou-se como um dos principais goleiros do futebol da República Popular Democrática da Coreia. Desde a infância, sob a influência de seu pai, que também era goleiro, dedicou-se ao futebol e decidiu seguir a mesma posição. Com reflexos rápidos, bom posicionamento, capacidade de salto e grande perseverança, tornou-se conhecido por sua firmeza diante de situações difíceis. Mesmo quando sofria contusões durante os treinamentos e partidas, continuava a se esforçar, consciente de que a defesa de sua meta estava ligada à honra de sua equipe e de seu país.

Ri Myong Guk desenvolveu toda a sua carreira no Clube Esportivo de Pyongyang, onde atuou de 2006 a 2019. Com a equipe, conquistou duas vezes o campeonato nacional, em 2007 e 2009, além do Prêmio Paektusan em 2007 e 2016 e do Prêmio Tocha Pochonbo em 2014. Pela seleção nacional, estreou em 2007 e tornou-se seu capitão, participando da Copa do Mundo de 2010, da Copa Asiática de 2011, 2015 e 2019 e dos Jogos Asiáticos de 2014. Também contribuiu para a conquista da Copa Desafio da Confederação Asiática de Futebol em 2012.

Por suas destacadas atuações, recebeu reconhecimento tanto dentro quanto fora do país. Foi escolhido como melhor goleiro da Copa do Leste Asiático em 2008 e 2015 e integrou a seleção ideal da Copa Desafio da Confederação Asiática de Futebol de 2012. Em 2014, 2015 e 2016 foi escolhido como melhor futebolista masculino da RPDC. Em 2016, teve importante participação na classificação da seleção nacional para a Copa do Leste Asiático de 2017, contribuindo para que a equipe terminasse em primeiro lugar nas eliminatórias.

Ao longo de sua carreira, Ri Myong Guk disputou 118 partidas pela seleção nacional, número que o tornou o jogador com mais participações na história da equipe. Na decisiva partida das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010 contra a Arábia Saudita, manteve sua meta inviolada e expressou o sentimento de estar defendendo a porta de entrada de sua pátria. Encerrou sua carreira como jogador em 2019 e passou a trabalhar como treinador de goleiros do Clube Esportivo de Pyongyang, continuando a transmitir sua experiência às novas gerações de futebolistas.

Rei Kwanggaeto

O Rei Kwanggaeto era rei de Coguryo. Seu período de governo foi de 22 anos (391–412).

Também é chamado de Rei Kukgangsang Kwanggaeto Kyongpyongan Hotae ("O Grande Rei Supremo e Pacificador, que expandiu vastamente o território e foi sepultado em Gukgangsang") ou Grande Rei Yongnak. Seu nome era Tam Dok.

Era o 17º descendente do Rei Tongmyong.

O Rei Kwanggaeto tornou-se príncipe herdeiro em 386 (3º ano do reinado do Rei Kogukyang) e, após ascender ao trono em 391, promoveu ativamente a política de expansão para o sul que Coguryo vinha realizando desde antes. Em 391, para repelir a invasão dos japoneses, aliados de Paekje e Kaya, atacou e derrotou Paekje pelo caminho marítimo e, durante o período de 392 a 395, travou várias batalhas, ocupando mais de dez fortalezas, entre elas Sokhyon e Kwanmi, fortalezas ao norte de Paekje.

Em 396, atacou Paekje por terra e por água e, ao aproximar-se até sua capital, recebeu a rendição do rei de Paekje. Em 392, fez de Silla um aliado subordinado e, em 400, a pedido de Silla, enviou 500 soldados de infantaria e cavalaria, derrotando os exércitos de Paekje, Kaya e dos japoneses, seus aliados subordinados, e infligindo-lhes um duro golpe.

Em 404, também obteve uma grande vitória, matando inúmeros soldados japoneses, e em 407 derrotou novamente Paekje.

Entre 391 e 395, puniu e subjugou a tribo Piryo dos khitanos, que ameaçava a fronteira noroeste, e também atacou Yan (Yan Posterior), que havia invadido Coguryo diversas vezes, frustrando suas intenções de agressão; em 407, melhorou as relações com Yan do Norte.

Em 410, atacou Puyo Leste, no nordeste, ocupando 64 fortalezas e 1.400 aldeias e submetendo-as ao seu domínio. Assim, durante seu reinado, Coguryo tornou-se um país poderoso no Oriente. Em sua política interna, também promoveu vigorosamente a construção de Pyongyang, incluindo a construção de nove templos em Pyongyang em 393. Como rei feudal, adotou políticas antipopulares que intensificaram a opressão e a exploração do povo, mas, ao ampliar o território de Coguryo e fazer avançar significativamente os esforços pela unificação dos Três Reinos, contribuiu consideravelmente para elevar o poder e a autoridade do país. Sua trajetória e seus feitos estão registrados detalhadamente na Estela Tumular do Rei Kwanggaeto, que se encontra atualmente na cidade de Jian, na província de Jilin, na China.

Pela gestão planificada das empresas estatais

Discurso do camarada Kim Il Sung na reunião dos chefes de seção de indústria dos comitês populares provinciais e dos diretores das empresas estatais

3 de dezembro de 1946

No breve período de pouco mais de um ano desde a libertação da Coreia do jugo colonial do imperialismo japonês, o Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte, que é o Poder popular, com o apoio ativo de todo o povo, realizou reformas democráticas como a Reforma Agrária, em primeiro lugar, a Nacionalização das Indústrias, promulgou a Lei do Trabalho e a Lei da Igualdade dos Direitos do Homem e da Mulher.

Assim, foram cumpridas com êxito as tarefas democráticas de importância capital para a época atual e, na Coreia do Norte, foram lançadas as bases para a construção de uma pátria democrática. É preciso destacar especialmente que as primeiras eleições democráticas de 3 de novembro passado fortaleceram ainda mais nosso Poder popular e consolidaram o triunfo das reformas democráticas.

A tarefa de maior importância para assegurar a soberania e a independência da pátria, enriquecê-la, fortalecê-la e desenvolvê-la é restaurar e fazer avançar rapidamente a economia nacional, criando as bases para uma economia nacional independente. Sem uma base sólida para a economia nacional, não se pode construir um Estado democrático independente, rico e poderoso, nem tampouco melhorar o bem-estar do povo.

Como é do conhecimento de todos, a economia de nosso país esteve durante muitos anos subordinada ao imperialismo japonês, que a submeteu a uma implacável pilhagem colonial. Como consequência disso, tivemos de empreender o caminho da construção da nova Coreia democrática apoiando-nos em uma economia muito atrasada e desequilibrada e, para piorar, devastada. Nosso país continua sendo ainda um Estado agrícola atrasado, com um nível muito baixo de desenvolvimento da indústria na economia nacional.

Para obter a independência econômica do país e alcançar os países avançados em todos os aspectos, devemos acabar com nosso atraso industrial e construir uma indústria independente que nos assegure produzir com nossos próprios meios diversos bens para as necessidades internas. Somente desenvolvendo a indústria poderemos promover rapidamente a economia rural e todos os demais ramos da economia nacional.

Nossa tarefa imediata consiste em restaurar a economia nacional, sobretudo reconstruir e desenvolver a indústria, apoiando-nos nos êxitos das reformas democráticas. Mas estamos encontrando diversas dificuldades e obstáculos nesse caminho.

O maior obstáculo que encontramos na construção de nossa indústria é seu caráter colonial de desequilíbrio e unilateralidade.

A indústria que os imperialistas japoneses nos deixaram havia sido criada e explorada não para o desenvolvimento da economia da Coreia, nem para melhorar o bem-estar de nosso povo, mas exclusivamente em benefício desses saqueadores colonialistas, como apêndice da economia japonesa. Por essa razão, a própria estrutura da indústria ficou enormemente desequilibrada e unilateral. A indústria pesada ocupa uma proporção relativamente grande, mas, em sua maior parte, é uma indústria de extração de riquezas naturais e carece do setor de construção de máquinas e de uma série de outros ramos importantes. Sobretudo, a indústria leve é insignificante.

São muito frágeis também as correlações entre os processos de produção dentro de um mesmo ramo industrial, quanto mais entre diferentes ramos. Para piorar, estando o país dividido, agravam-se ainda mais a desproporção e a unilateralidade de nossa indústria.

A grande escassez de matérias-primas e materiais necessários para restaurar e fazer avançar a indústria é outro dos grandes obstáculos que enfrentamos.

Originalmente, nosso país era abundante em recursos naturais. Porém, como o imperialismo japonês os saqueou impiedosamente e os levou para seu país, após a libertação restaram-nos pouquíssimas matérias-primas e materiais para satisfazer as necessidades urgentes e, para piorar, agora, depois de um ano, eles estão quase se esgotando. Daí sofrermos hoje com esta escassez de matérias-primas, materiais e combustíveis. Especialmente, a grave escassez de carvão mineral, em primeiro lugar, de carvão betuminoso, cria-nos dificuldades em toda parte. Sobretudo, dado o estado de destruição em que ficaram as instalações de muitas fábricas e minas, é muito difícil cobrir com a produção interna a quantidade de matérias-primas e materiais de que necessitamos.

Outro dos mais graves obstáculos que enfrentamos na edificação da economia é a escassez de técnicos e operários qualificados.

Os imperialistas japoneses haviam implantado na Coreia uma nefasta educação de escravidão colonial, impedindo assim os coreanos de ter acesso à formação técnica. Como consequência disso, hoje dispomos de poucos cientistas e técnicos e até mesmo de um contingente reduzido de operários qualificados. Em nosso país há não apenas poucos especialistas em ciências naturais e tecnológicas, mas também um número muito reduzido de economistas capacitados para a gestão na indústria. Por isso, temos hoje como uma das tarefas mais urgentes a formação de grande número de técnicos e especialistas para diversos campos e de operários qualificados que possam assumir os principais processos de produção em vários ramos.

Também carecemos de fundos para a recuperação e construção da indústria. Escasseia não apenas o capital privado, mas também os fundos do Estado para a gestão de suas empresas. Daí que a tarefa mais importante que temos diante de nós seja resolver o problema dos fundos indispensáveis para o desenvolvimento da indústria, aumentando a acumulação estatal e mobilizando todos os recursos financeiros possíveis do país.

Como vimos acima, na restauração da indústria enfrentamos muitos obstáculos e condições difíceis, mas não devemos jamais desanimar. Nas condições atuais, em que contamos com o Poder popular e nacionalizamos as principais indústrias, podemos vencer qualquer dificuldade, restaurar e desenvolver nossa indústria em pouco tempo e impulsionar com êxito a obra de construção do Estado, se todo o povo demonstrar no mais alto grau entusiasmo e iniciativa.

De importância decisiva para superar as dificuldades que surgem na construção econômica é fomentar o ânimo para a edificação do país entre as amplas massas populares. Entretanto, entre nossos funcionários ainda não se manifesta o estilo de trabalho abnegado, consagrando todas as forças e todo o talento à construção de uma nova Coreia democrática, rica e poderosa. Hoje, entre os trabalhadores responsáveis pelas empresas estatais, há muitos que não têm plena consciência de que eles próprios são os verdadeiros donos da fábrica e até mesmo há preguiçosos que subtraem os bens do país e do povo. Devemos ter bem presente que somente fazendo arder intensamente o entusiasmo patriótico e a disposição de construir o Estado poderemos restaurar e desenvolver com êxito a economia nacional, vencendo todas as dificuldades.

A Campanha de Mobilização Ideológica Geral para a Construção do Estado é um fator que impulsiona poderosamente a construção do país democrático. Por isso mesmo, devemos impulsioná-la com maior força, procurando que todas as pessoas façam sempre um exame de como estão manifestando a disposição para a construção do Estado e façam críticas mútuas com espírito de camaradagem.

Para a rápida recuperação e o avanço da economia nacional, é importante orientar de forma planificada o desenvolvimento das indústrias nacionalizadas e a direção das empresas estatais. Somente quando desenvolvermos de modo planificado a economia nacional, sobretudo quando assegurarmos um sólido sistema de administração planificada da indústria estatal, poderemos desenvolver com êxito a construção de nossa economia e lançar bases sólidas para a fundação do Estado democrático, unificado, rico e poderoso, vencendo todas as dificuldades.

Além de concentrarmos os esforços no desenvolvimento planificado da indústria estatal, que hoje é propriedade de todo o povo, devemos, ao mesmo tempo, utilizar ativamente o capital privado. Dessa maneira, articularemos estreitamente as indústrias estatais com as privadas, promovendo estas últimas ao mesmo tempo que ampliaremos e fortaleceremos rapidamente as primeiras.

Considerando que os projetos do plano de produção e finanças para o ano de 1947, preparados desta vez pelo Departamento de Indústria, foram traçados corretamente, em linhas gerais, nessa direção, espero que, para levá-los a bom termo, vocês trabalhem com afinco em todos os ramos e empresas.

Para dirigir corretamente a indústria estatal guiando-se por um plano, é preciso, antes de tudo, conhecer profundamente as leis econômicas e os princípios de administração empresarial que regem o setor industrial nacionalizado. Somente então será possível administrar com êxito as empresas estatais e demonstrar plenamente sua superioridade.

Desconhecendo os dados estatísticos concretos sobre o estado da produção e da gestão, é totalmente impossível dirigir as empresas estatais de forma planificada. Somente dispondo de estatísticas exatas sobre os equipamentos, materiais, fundos e mão de obra e conhecendo detalhadamente a realidade objetiva é possível elaborar um plano correto, e somente dispondo de um plano bem pensado e detalhado é possível exercer a direção das empresas segundo critérios de planejamento. Assim, nossa tarefa urgente consiste em implantar em todas as empresas um sistema de contabilidade da gestão e de informações estatísticas. O principal na gestão planificada da indústria estatal é aplicar corretamente o sistema de autofinanciamento.

Não devemos menosprezar a contabilidade econômica pelo fato de a produção ser primordial. Naturalmente, o objetivo e os princípios da administração da empresa estatal, que é propriedade do povo, são diametralmente opostos aos da administração da indústria capitalista. O objetivo desta última é obter lucros explorando os operários, mas, ao contrário, em nossa empresa estatal não pode haver exploração; seu único objetivo é aumentar a produção para o bem-estar dos trabalhadores. Mas se, por isso, permitirmos uma gestão não rentável e irracional, com prejuízos, isso agravará os encargos financeiros do Estado e acabará repercutindo negativamente na melhoria do bem-estar de todo o povo. Por isso, é preciso que cada empresa estatal aumente sua rentabilidade elevando a produtividade do trabalho, economizando matérias-primas e materiais e reduzindo sistematicamente o preço de custo dos produtos, a fim de assegurar uma maior acumulação estatal.

Espero que vocês, camaradas diretores das empresas estatais, elaborem corretamente planos detalhados de produção e finanças para suas empresas, de acordo com os índices estabelecidos no plano estatal que receberão em breve, e os superem, mobilizando todos os recursos e possibilidades para contribuir em grande medida para a ampliação e o desenvolvimento de nossa indústria e para a melhoria do bem-estar dos trabalhadores.

Outro problema importante na gestão empresarial consiste em estabelecer um rigoroso sistema de administração do patrimônio e pagar devidamente os salários.

Há casos em que alguns trabalhadores dizem, da boca para fora, preocupar-se com as fábricas e os bens do povo, mas, em conluio com especuladores que prejudicam a construção da democracia, dispõem arbitrariamente dos bens das empresas estatais em benefício próprio. Esses roubos de bens estatais são atos antipopulares, imperdoáveis em nosso regime atual. Aos culpados por tais atos deverá ser aplicado o castigo merecido, conforme determina a lei de administração dos bens das empresas estatais.

Por outro lado, há também trabalhadores com tendência a trabalhar menos e receber mais, interpretando erroneamente o espírito fundamental da Lei do Trabalho. Todos, sem exceção, deverão ser remunerados de acordo com a quantidade e a qualidade do trabalho realizado. Não se pode tolerar que aquele que produz menos no trabalho pretenda receber o mesmo salário que aqueles que trabalham mais.

Devemos rejeitar o igualitarismo salarial, por ser injusto. Devemos fundamentar cientificamente as normas de trabalho por ramos e profissões e estabelecer o princípio de pagar mais aos operários que as superem.

Os camaradas diretores das empresas devem abandonar a velha prática de distribuir a mão de obra sem ordem nem plano, empregá-la e organizar o trabalho racionalmente de acordo com um plano detalhado, e fortalecer por todos os meios a disciplina do trabalho, a fim de acabar com o desperdício de mão de obra em todas as fábricas e empresas e impedir que surja qualquer caso de preguiça.

Por último, gostaria de enfatizar que é muito grande a responsabilidade que vocês têm no exercício da direção das empresas estatais.

O Estado confiou a vocês a administração de empresas que são propriedade de todo o povo, artérias vitais para a construção de uma Coreia democrática. Somente exercendo corretamente a administração planificada das empresas estatais nossa economia nacional poderá ser restaurada e desenvolvida mais rapidamente e a construção do Estado democrático e unificado, soberano e independente, rico e poderoso será acelerada. Vocês farão todo o possível para cumprir esse importante dever que assumem.

Estou firmemente convencido de que vocês, que têm a grande honra de ser diretores das empresas estatais, superarão brilhantemente o plano do ano de 1947, o primeiro plano da economia nacional de nosso país, mobilizando o entusiasmo e a força criadora de todos os operários e técnicos, no pleno cumprimento das medidas do Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte.