Um cientista político ucraniano apontou como principal causa do incidente o decreto de mobilização forçada em vigor no país. Segundo ele, essa medida exerce pressão psicológica até mesmo sobre pessoas saudáveis, sendo ainda mais grave no caso de indivíduos de meia-idade com histórico criminal e instabilidade emocional.
A situação caótica na Ucrânia volta a se evidenciar.
Atualmente, o governo de Zelensky tenta desesperadamente reverter uma situação militar extremamente desfavorável, mobilizando todos os recursos humanos e materiais do país.
No entanto, muitas pessoas estão fugindo desesperadamente para o exterior, recusando-se a se tornarem vítimas da histeria antirrussa do regime neofascista ou carne de canhão do Ocidente.
Desde o início da crise na Ucrânia, em pouco mais de dois anos, cerca de 10 milhões de pessoas deixaram o país para evitar o recrutamento, a maioria jovens.
À medida que diminui o número de pessoas disponíveis para o combate, a camarilha de Zelensky intensifica ainda mais suas ações.
Na prática, todos os homens restantes tornaram-se alvos prioritários. Idosos, doentes, prisioneiros, ex-condenados e até pessoas com transtornos mentais estão sendo recrutados à força.
No ano passado, foi adotada uma lei que amplia o limite de idade para recrutamento, anteriormente fixado em 60 anos.
Os agentes responsáveis pela mobilização percorrem as ruas em veículos, realizando verdadeiras caçadas humanas à luz do dia. Homens são retirados à força de casas, locais de trabalho, veículos e até de leitos hospitalares. Há relatos de emboscadas em farmácias e mercados.
Recentemente, em Kiev, agentes quebraram o vidro de um carro para tentar retirar um homem à força e, diante de resistência, dispararam contra ele. Em outra cidade, um jovem foi arrastado de casa, espancado diante do pai idoso e executado.
Vídeos mostrando pessoas sendo espancadas e forçadas a entrar em veículos circulam amplamente, gerando grande tensão social. Até mesmo um ex-porta-voz de Zelensky lamentou que o decreto de mobilização esteja causando caos nas cidades.
Também há relatos de mortes suspeitas em centros de recrutamento, oficialmente atribuídas a doenças, mas que, na realidade, teriam sido causadas por espancamentos.
Especialistas do próprio país reconhecem que essas práticas estão causando graves impactos sociais e alertam que tragédias como a de Kiev podem se repetir.
Casos de incêndios de veículos militares e de recrutamento têm ocorrido em várias cidades, como Kiev, Vinnytsia, Dnipro, Rivne e Lviv.
A desconfiança da população em relação ao governo atingiu níveis extremos.
A Ucrânia, ao se alinhar ao Ocidente e assumir a linha de confronto com a Rússia, está enfrentando um processo de colapso avançado.
Ho Yong Min

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