As energias naturais, cujo desenvolvimento começou para substituir os combustíveis fósseis ameaçados de esgotamento e preservar o meio ambiente limpo do planeta, ocupam hoje uma parcela impossível de ignorar na produção de eletricidade.
Segundo um relatório divulgado recentemente por um grupo de pesquisa de certo país, em 2025 a geração de eletricidade por energias naturais representou 33,8% da produção mundial de energia elétrica.
Em 2025, a geração de energia solar aumentou cerca de 30% em comparação com o ano anterior, cobrindo 75% do crescimento da demanda mundial de eletricidade.
A produção de energia eólica também está aumentando. Segundo informou o Conselho Global de Energia Eólica, a introdução de turbinas eólicas em 2025 atingiu o maior nível da história. A nova capacidade mundial de geração eólica instalada alcançou cerca de 150 GW.
O conselho prevê que até 2030 a capacidade mundial instalada de geração eólica ultrapassará 2 TW. Na região da Ásia-Pacífico, a expansão da energia eólica vem se acelerando ainda mais por contribuir para o crescimento de longo prazo da produção e para a garantia da segurança energética.
A energia hidrelétrica continua sendo a maior fonte mundial de produção de eletricidade baseada em energias naturais, representando cerca de 14,3% da produção global de energia elétrica.
A Associação Internacional de Energia Hidrelétrica informou que, em 2024, a capacidade mundial instalada de geração hidrelétrica aumentou em 24,6 GW.
Especialistas afirmaram que “as energias limpas estão redefinindo os fundamentos da segurança energética em um mundo instável”.
Atualmente, muitos países que enfrentam dificuldades no desenvolvimento econômico devido à explosão dos preços do gás e do petróleo estão elaborando novas estratégias energéticas e acelerando ativamente o desenvolvimento e a utilização das energias naturais.
Recentemente, foi realizada no Cazaquistão a cerimônia de início da construção de um grande parque eólico.
A usina deverá ser concluída até 2028. Quando estiver pronta, produzirá grande quantidade de eletricidade, fortalecendo a segurança energética do país e reduzindo em mais de 3,2 milhões de toneladas as emissões anuais de dióxido de carbono.
No Vietnã, planos para desenvolver e utilizar energias naturais limpas, incluindo a energia solar, estão sendo promovidos ativamente.
Como parte disso, o país pretende estabelecer até 2030 duas zonas de desenvolvimento de energias naturais. Quando isso for concretizado, a capacidade de geração proveniente dessas energias representará cerca de 47% da capacidade total de geração elétrica do país.
Na Zâmbia, existe o plano de elevar até 2030 a capacidade de produção de eletricidade para aproximadamente três vezes o nível atual. Uma empresa elétrica do país elaborou um plano para criar capacidade de geração de 332 mil kW utilizando energia solar, e, de acordo com isso, está sendo impulsionada a construção de 56 usinas solares em 10 províncias do país.
A Indonésia estabeleceu como meta suprir cerca de 20% do consumo energético interno com energias naturais.
O presidente afirmou que seu país possui abundantes recursos de energia natural, como energia geotérmica, hidrelétrica e eólica, tendo enorme potencial não apenas para alcançar a autossuficiência energética, mas também para fornecer energia em escala mundial.
Por outro lado, o governo declarou que, embora o desenvolvimento e a utilização das energias naturais enfrentem desafios relacionados a financiamento e infraestrutura, equilibrar a oferta e a demanda de energia em um país formado por numerosas ilhas tornou-se uma questão urgente.
Na Etiópia, está sendo dado grande impulso à produção de eletricidade baseada em energias naturais.
Segundo informações, graças às medidas governamentais que apresentaram a construção de um sistema energético ecologicamente correto como tarefa estratégica e à utilização ativa de energias naturais como hidrelétrica, eólica, solar e geotérmica em âmbito nacional, a produção nacional de eletricidade mais que dobrou nos últimos sete anos.
Também está sendo intensificada a pesquisa para desenvolver novas formas de energia natural.
Cientistas de certo país apresentaram resultados de pesquisa indicando que, futuramente, até mesmo o vapor de água presente na atmosfera poderá tornar-se uma fonte potencial de energia natural. A pesquisa deles baseia-se na descoberta de que eletricidade é gerada durante o processo de interação entre moléculas de água e superfícies metálicas.
Com base em descobertas anteriores, os pesquisadores decidiram criar uma pequena bateria de baixa voltagem utilizando apenas a umidade do ar e realizaram experimentos para medir a tensão gerada entre dois metais diferentes sob condições de alta umidade relativa.
Os experimentos mostraram que, quando o ar estava seco, não se formava tensão entre os metais, mas, quando a umidade relativa ultrapassava 60%, começou a surgir tensão entre as superfícies dos dois metais isolados entre si.
Os resultados foram os mesmos em experimentos realizados ao ar livre.
Condições climáticas com umidade relativa superior a 60% ocorrem diariamente em quase todos os países situados em regiões tropicais.
Os pesquisadores comprovaram por meio dos experimentos que o ar úmido pode tornar-se uma fonte capaz de gerar tensão elétrica de aproximadamente 1 V sobre superfícies metálicas.
Esse resultado de pesquisa possui grande significado por oferecer a possibilidade de utilização de energias naturais em regiões que ainda não recebem fornecimento de eletricidade.
O movimento da comunidade internacional para elevar a taxa de utilização das energias naturais está contribuindo ativamente para proteger o meio ambiente ecológico do planeta e impulsionar o desenvolvimento social.

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