Ao ocupar militarmente o território coreano no século passado, os imperialistas japoneses desesperaram-se para suprimir a língua coreana, insistindo absurdamente na “mesma linhagem e mesma raiz” e no “mesmo tronco do Japão e da Coreia”.
Mobilizaram nessa manobra o governo-geral, as chefias das províncias e condados, a polícia e até a gendarmaria, declarando sem escrúpulos o japonês como “idioma nacional” da Coreia.
A partir de novembro de 1912, o governo-geral da Coreia colocou em vigor o sistema de apresentação do “relatório do curso da língua nacional (japonesa)” e, posteriormente, fez com que todos os documentos oficiais fossem redigidos em japonês.
Os imperialistas japoneses fabricaram leis infames destinadas a exterminar a língua coreana e modificaram várias vezes o “decreto de educação da Coreia”, que estipulava a difusão da língua japonesa como importante objetivo do ensino secundário e determinava a língua coreana nas escolas secundárias como disciplina optativa.
Fizeram redigir os manuais em japonês e impuseram punições brutais, como humilhação, multa e expulsão escolar, aos alunos que falavam coreano.
Os coreanos que não falavam japonês não podiam comprar bilhetes de trem e eram obrigados a pagar multas ou sofrer violências.
A tentativa criminosa do Japão de suprimir a língua coreana abrangeu todas as esferas da vida familiar e social.
Os imperialistas japoneses tentaram retirar até mesmo os sobrenomes e nomes dos coreanos.
Os coreanos que não mudaram seus sobrenomes e nomes à maneira japonesa tornaram-se alvo de repressão impiedosa e não puderam registrar o nascimento de seus filhos.
A cruel manobra do Japão constituiu uma grave tortura mental para o povo coreano.

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