quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Fracassará a tentativa da República da Coreia de possuir um submarino nuclear, que se apresentou como um novo fator perigoso para a segurança da região da Ásia-Pacífico

Ultimamente, a tentativa da RC de possuir um submarino nuclear, que se encontra em plena execução, agrava ainda mais a instabilidade do ambiente de segurança regional.

A RC tornou público em maio passado o “Plano Jangbogo-N” para desenvolver e introduzir seu próprio submarino nuclear até meados da década de 2030 e está se movimentando intensamente para esse fim.

Na primeira reunião do “comitê de estratégia para a futura defesa nacional”, realizada há alguns meses no comando de submarinos das forças navais em Jinhae, na província de Kyongsang Sul, o mandatário da RC justificou o plano de construção de submarino nuclear, descrevendo-o como uma demonstração da vontade de assumir por conta própria a responsabilidade pela paz e segurança da Península Coreana.

Além disso, o Ministério da Defesa Nacional da RC esclareceu que o submarino nuclear utilizará urânio de baixa concentração como combustível e que todo o processo de seu desenvolvimento e construção ocorrerá no país. Assim, formalizou que o desenvolvimento do submarino nuclear passou da fase de planejamento à prática.

No início de junho passado, a delegação estadunidense, chefiada pelo subsecretário para assuntos políticos do Departamento de Estado dos EUA e integrada por representantes do Departamento de Estado, do Departamento de Energia e do Departamento de Defesa, visitou a RC, onde acordou acelerar ainda mais as discussões referentes ao submarino nuclear e estabeleceu o esquema de colaboração trilateral para a introdução de um minirreator nuclear modular. Isso constitui mais um exemplo representativo que demonstra que tudo o necessário ao desenvolvimento do submarino nuclear da RC está sendo preparado.

Tal intenção obstinada da RC não pode ser considerada uma medida de caráter defensivo para fazer frente à “ameaça” de alguém.

Desde 2003, a RC vinha desenvolvendo secretamente o plano de construção do submarino nuclear, fato que evidencia que tal cobiça não é uma mera “medida reflexiva” diante da posse de armas nucleares pela República Popular Democrática da Coreia, nem um problema de caráter defensivo para fazer frente à “ameaça regional”.

Sem dúvida alguma, a visão da RC está voltada para além do que ela ambiciona atualmente.

O fato de a RC ter apresentado como questão primordial o problema do uso de urânio enriquecido como combustível e ter exigido a revisão do “acordo de energia atômica EUA-RC”, antes do projeto do submarino nuclear, da construção de seu casco e do desenvolvimento do reator nuclear, sugere muitas coisas.

A meta final da RC é apoderar-se do direito de produzir materiais nucleares, libertando-se dos artigos que lhe proíbem o reprocessamento dos combustíveis nucleares usados e o enriquecimento do urânio e, por fim, preparar a base para o armamento nuclear.

A intenção da RC de se dedicar ao desenvolvimento de um submarino nuclear com o objetivo de seu armamento nuclear jamais pode ser dissimulada, por mais que alegue a “ameaça nuclear” de alguém e a “melhoria da capacidade de autodefesa”.

O projeto da RC de possuir um submarino nuclear inevitavelmente provocará o fenômeno do dominó nuclear na região da Ásia-Pacífico.

Sob o pretexto de tal tentativa da RC, o Japão manifestou sua ambição de não excluir todas as opções possíveis para a introdução de submarinos nucleares, tirando a máscara dos “três princípios não nucleares”.

Os esforços da RC visando à posse de um submarino nuclear não são uma questão a ser examinada limitando-se à ambição militar de um Estado.

Isso constitui um elo da estratégia dos EUA para estabelecer o eixo da hegemonia nuclear na região da Ásia-Pacífico, aproveitando a proliferação de submarinos nucleares e reorganizando a seu favor o equilíbrio militar em escala global.

Na região da Ásia-Pacífico já existem o sistema de cooperação militar trilateral EUA-Japão-RC, que está se transformando em uma aliança nuclear, e a “AUKUS”, aliança de submarinos nucleares dos EUA, Grã-Bretanha e Austrália.

A posse de um submarino nuclear pela RC servirá inevitavelmente como etapa preparatória para transformar a mencionada aliança militar trilateral no “segundo AUKUS”.

Se a sociedade internacional observar isso de braços cruzados, não poderá evitar o confronto provocado pela aliança de submarinos nucleares liderada pelos EUA na região da Ásia-Pacífico, incluindo as águas periféricas da Península Coreana, o Estreito de Taiwan e o Mar do Sul da China.

Devido aos EUA, que ampliam excessivamente o conceito de aliança e promovem abertamente a tentativa de armamento nuclear de seus países aliados, e à RC, enlouquecida por uma ambição gananciosa, a situação de segurança geopolítica da região enfrenta um grave desafio.

O plano de desenvolvimento de submarino nuclear da RC, acordado com Washington a pedido deste, agravará ainda mais a instabilidade da zona da Península Coreana, o que constitui um grave desafio à segurança e à soberania marítima de nosso Estado e uma ameaça à segurança à qual devemos necessariamente fazer frente.

Esta nova realidade, que multiplica a instabilidade regional, faz-nos compreender novamente a razão pela qual se apresenta como primeira tarefa estratégica do Estado a posse da mais perfeita e abrangente capacidade operacional e combativa, capaz de defender de maneira confiável a soberania marítima do Estado, enfrentando de forma ativa e preventiva qualquer mudança na situação de segurança.

Será a opção mais responsável para dissuadir a guerra possuir uma força eminente capaz de neutralizar todas as ameaças latentes e responder com um ataque mortal à tentativa militar dos países inimigos contra a segurança e a soberania de nosso Estado.

Jang Kum Chol, primeiro vice-ministro e diretor-geral do Departamento nº 10 do Ministério das Relações Exteriores da República Popular Democrática da Coreia

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