segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Desavergonhados saqueadores, perigosas forças destruidoras da paz

Há algum tempo, o representante permanente adjunto da Rússia junto à ONU declarou, em um debate público do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que os países ocidentais defendem abertamente que a Ucrânia lhes é necessária por ser uma fonte de produtos agrícolas e de recursos minerais úteis. Acrescentou que a ambição de se apoderar ilegalmente dos recursos naturais de outros países tem sido, como sempre foi, a origem da criação de graves crises no campo da segurança. Revelou ainda seu verdadeiro objetivo ao afirmar que a crise que persiste até hoje no Oriente Médio está relacionada principalmente à ambição do Ocidente de controlar rotas estratégicas de transporte, incluindo o Estreito de Ormuz, por onde passa a maior parte dos hidrocarbonetos do mundo, bem como os recursos energéticos.

Em suma, o Ocidente é uma força destruidora da paz que, para saquear recursos, não hesita em ignorar o direito internacional e recorrer à agressão e à intervenção armada contra Estados soberanos.

Historicamente, os Estados Unidos e as demais forças ocidentais sempre levantaram os grandiosos slogans da "defesa da liberdade e da democracia" e da "proteção dos direitos humanos" ao interferirem nos assuntos internos de outros países ou recorrerem ao uso da força. Na realidade, porém, colocavam no poder pessoas que lhes fossem submissas e, manipulando-as, passavam a controlar os recursos desses países.

Após a Segunda Guerra Mundial, os governos de diversos países foram substituídos em consequência da intervenção do Ocidente.

Em seu livro intitulado "Mudança de Regime Encoberta: A Guerra Fria Secreta dos Estados Unidos", uma professora associado da Universidade de Boston revelou que, durante os 42 anos compreendidos entre 1947 e 1989, os Estados Unidos realizaram 64 operações encobertas de mudança de regime e seis operações abertas.

Segundo outro material, já neste século os Estados Unidos invadiram mais de vinte países ou conspiraram para promover mudanças de regime em países envolvidos, além de organizarem "revoluções coloridas" em vários países da Ásia Ocidental e do Norte da África. Alguns países europeus também participaram dessas ações.

Seja sob a bandeira da "defesa da liberdade e da democracia" ou da "proteção dos direitos humanos", independentemente de como o Ocidente tenha mudado sua embalagem e seu rótulo, tudo teve como objetivo estabelecer sua hegemonia e saquear recursos.

A Guerra do Iraque é um exemplo representativo disso. Há pouco mais de vinte anos, os Estados Unidos, alegando que o Iraque "possuía armas de destruição em massa", invadiram descaradamente esse país sob a bandeira da "defesa da liberdade e da democracia".

Posteriormente, porém, revelou-se que a alegação de que o Iraque possuía "armas de destruição em massa" era completamente falsa.

Após o fim da Guerra do Iraque, o Fundo Carnegie para a Paz Internacional, dos Estados Unidos, realizou uma investigação e anunciou que não existiam provas que sustentassem as alegações do governo estadunidense, acrescentando que seria impossível o Iraque destruir, esconder ou transferir uma quantidade tão grande de armas biológicas e químicas sem que os Estados Unidos percebessem sequer um indício. Também revelou que "autoridades do governo estadunidense distorceram sistematicamente a ameaça representada pelos programas iraquianos de armas de destruição em massa e de mísseis balísticos".

Os Estados Unidos inventaram, nos bastidores, a absurda alegação sobre as "armas de destruição em massa" justamente para controlar as abundantes reservas de petróleo do Iraque e, com esse pretexto, invadiram o país. A invasão estadunidense transformou o Iraque em um país devastado. Inúmeros iraquianos perderam a vida.

Um analista político iraquiano denunciou que os Estados Unidos, um império de guerra, acostumaram-se a desencadear guerras sob os pretextos da "democracia" e da "liberdade", transformando outros países em cenários de violência e conflito. Acrescentou que os Estados Unidos enganaram o povo iraquiano com os slogans da "democracia", da "liberdade" e dos "direitos humanos" e que, já no primeiro mês da ocupação militar estadunidense, ficou evidente que tudo isso não passava de uma completa mentira.

Após a Guerra do Iraque, o Ocidente declarou que "transformaria o Oriente Médio por meio da democracia" e afirmou que semearia as sementes da "Revolução de Jasmim" no solo do Oriente Médio. Entretanto, o que essa versão oriental das "revoluções coloridas" trouxe foi um conflito interminável. Os países ocidentais, liderados pelos Estados Unidos, que manipularam tudo isso nos bastidores, inicialmente embelezaram esses acontecimentos chamando-os de "Primavera Árabe" e, posteriormente, recorreram à força militar para reduzir a Líbia à devastação.

Ainda hoje, devido às tramas descaradas e típicas de salteadores das forças ocidentais, não são poucos os países que têm seus recursos saqueados a preços irrisórios e se tornam vítimas de perigosos conflitos armados.

Ri Hak Nam 

Rodong Sinmun

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