Discurso de encerramento do camarada Kim Il Sung no Congresso de Fundação do Partido do Trabalho da Coreia do Norte
29 de agosto de 1946
Camaradas:
Na sessão de hoje, os delegados de todas as províncias manifestaram-se com entusiasmo em apoio à fusão dos dois Partidos. Isso comprova que nossa orientação em favor da fusão dos dois Partidos é muito correta e que todos os seus membros apoiam sem reservas essa união.
A fundação do Partido do Trabalho era um desejo de todo o povo coreano e era vitalmente necessária na atual situação interna e externa. Somente com a formação do Partido do Trabalho será possível agrupar em torno dele as amplas massas trabalhadoras, frustrar completamente as maquinações dos pró-japoneses, dos traidores da nação e de outros reacionários, e levar a bom termo a revolução coreana. A fundação do Partido do Trabalho terá um significado transcendental no desenvolvimento de nossa revolução e ocupará páginas importantes na história da Coreia.
A tarefa central que o Partido do Trabalho tem atualmente é conquistar o mais rápido possível a soberania e a independência completas e democráticas da Coreia. Para cumprir essa tarefa, devemos lutar incansavelmente e subordinar tudo a esse objetivo.
Para alcançar a soberania e a independência completas e democráticas da Coreia, devemos, em primeiro lugar, consolidar ainda mais a base democrática da Coreia do Norte e, em segundo lugar, ajudar os partidos políticos e as organizações sociais de caráter democrático da Coreia do Sul a realizar todas as tarefas democráticas em escala nacional.
Antes de tudo, devemos consolidar as conquistas das reformas democráticas realizadas na Coreia do Norte e, ao mesmo tempo, acelerar ali com maior ímpeto a construção para fortalecer sua base democrática. Somente assim poderemos eliminar com êxito toda espécie de maquinações dos reacionários e impulsionar vigorosamente nossa revolução.
Além de consolidar nossa base democrática, é necessário desenvolver uma vigorosa luta pela democratização da Coreia do Sul. Hoje, o povo sul-coreano, que representa mais da metade da população da Coreia, geme sob toda sorte de perseguições e a cruel repressão dos imperialistas estadunidenses e dos bandos reacionários, assim como no período da dominação colonial do imperialismo japonês. Somente quando libertarmos o povo sul-coreano da sombria vida de hoje e alcançarmos a libertação da Coreia do Sul, conquistaremos a plena independência da Coreia. Por isso, devemos fazer com que também na Coreia do Sul todo o poder passe aos comitês populares, seja realizada a reforma agrária, sejam nacionalizadas as empresas industriais que pertenciam aos imperialistas japoneses, aos elementos pró-japoneses e aos traidores da nação, bem como sejam implantadas a Lei do Trabalho, a Lei da Igualdade de Direitos entre Homens e Mulheres e o sistema de ensino democrático, como foi feito na Coreia do Norte.
Para que nosso Partido do Trabalho cumpra corretamente essas tarefas históricas, o mais importante é ampliar e fortalecer suas fileiras. Sem fortalecê-lo e desenvolvê-lo, é impossível realizar com êxito o trabalho de consolidar a base democrática da Coreia do Norte e a luta pela democratização da Coreia do Sul e, em última instância, construir um Estado democrático, soberano, independente, rico e poderoso. Por isso, devemos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para ampliar e consolidar o Partido do Trabalho.
Devemos ampliar incessantemente as fileiras do Partido. Temos de admitir muitos elementos avançados dentre os operários e demais trabalhadores e, assim, fortalecer continuamente as forças do Partido. Ao mesmo tempo, devemos empenhar-nos em consolidar qualitativamente o Partido. Temos de impedir a infiltração de espiões e elementos sabotadores e subversivos em suas fileiras, eliminar todos os que tentam destruí-lo e travar uma luta enérgica para erradicar completamente o sectarismo no seio do Partido e assegurar sua unidade de ideologia e de vontade.
Entretanto, não devemos suspeitar das pessoas sem motivo e procurar expulsá-las do Partido sob o pretexto de consolidá-lo. Um camarada disse em sua intervenção que elementos de toda espécie penetraram no Partido do Trabalho, o que é incorreto. Além disso, alguns camaradas clamam em alta voz que é preciso iniciar sem demora uma depuração no seio do Partido do Trabalho, o que é muito injusto. Talvez tenham se infiltrado nele espiões e elementos sabotadores e subversivos que procurem miná-lo. Contudo, é errado afirmar que se deve realizar uma depuração no Partido do Trabalho quando ele acaba de ser fundado. Em vez de desconfiarmos das pessoas sem fundamento e tentarmos depurá-las cegamente, devemos permanecer sempre vigilantes para impedir a entrada de elementos estranhos no Partido e lutar para frustrar suas manobras.
O Partido do Trabalho é um partido revolucionário que reúne os operários, camponeses e intelectuais trabalhadores avançados, que lutam para transformar nosso país em um Estado democrático, soberano e independente e pelo triunfo da revolução coreana. Assim é e assim continuará sendo também no futuro.
A julgar pela atual situação nacional e internacional, devemos criar, superando os estreitos limites de classe, um partido de massas capaz de agrupar as amplas massas trabalhadoras. Entretanto, há alguns que se consideram os únicos comunistas verdadeiros e se opõem à formação do Partido do Trabalho. É preciso dizer que eles não compreenderam profundamente o marxismo-leninismo.
O marxismo-leninismo não é um compêndio de dogmas, mas um guia para a ação. Temos de saber aplicá-lo de maneira criadora à realidade coreana atual. Somente orientando-nos para a construção de um partido de massas conquistaremos a vitória da democracia e, somente com essa vitória, alcançaremos a independência de toda a Coreia. Conquistá-la significa precisamente a vitória do marxismo-leninismo na Coreia. O Partido do Trabalho terá, em todos os casos, o marxismo-leninismo como sua teoria orientadora. O ingresso dos comunistas no Partido do Trabalho não significa que abandonem o marxismo-leninismo; além disso, eles nem sequer podem fazê-lo. Ao contrário, é precisamente tornando-se membros do Partido do Trabalho, partido de massas exigido pela revolução coreana na etapa atual, que os comunistas podem ser marxista-leninistas muito mais consequentes.
O fato de nosso Partido adotar o marxismo-leninismo como teoria orientadora não significa, de forma alguma, que apenas os homens versados no marxismo-leninismo possam ingressar no Partido. Se uma pessoa, embora não tenha compreendido plenamente o marxismo-leninismo, for ativa e estiver na linha de frente da luta pela democracia e pela revolução coreana, poderá ingressar em nosso Partido do Trabalho. Isso porque também os homens que não compreendem teoricamente todo o marxismo-leninismo podem, na prática, desempenhar um papel progressista e contribuir para o triunfo do marxismo-leninismo, caso lutem abnegadamente pela democracia e pela revolução coreana. Devemos facilitar o ingresso no Partido do Trabalho de todos os elementos progressistas e democráticos, dentre os operários, camponeses e intelectuais trabalhadores, que lutam ativamente pela construção de uma nova Coreia democrática.
Atualmente, algumas pessoas que ainda não compreenderam claramente tudo isso se opõem à fusão, chegando inclusive a afirmar que a formação do Partido do Trabalho representa uma capitulação do Partido Comunista diante do Partido Neodemocrático. Essa é precisamente uma tendência esquerdista. As pessoas que hoje levantam essa palavra de ordem esquerdista não são autênticos revolucionários, mas pseudomarxista-leninistas.
Em relação à fundação do Partido do Trabalho, entre algumas pessoas manifestam-se não apenas tendências esquerdistas, mas também direitistas. Alguns pensam em abandonar o marxismo-leninismo e enfraquecer a disciplina interna do Partido, procurando alistar no Partido do Trabalho até mesmo indivíduos de caráter duvidoso, considerando-o uma organização da frente unida nacional. Essa é uma tendência direitista inadmissível no Partido do Trabalho, um ato extremamente prejudicial que o destrói.
Devemos combater implacavelmente tais desvios de esquerda e de direita. Dessa maneira, devemos ampliar e consolidar incessantemente o Partido do Trabalho para transformá-lo em um partido revolucionário, invencível e poderoso, capaz de vencer quaisquer dificuldades, por mais árduas que sejam.
Ao mesmo tempo que lutamos para ampliar e consolidar o Partido do Trabalho, devemos esforçar-nos para elevar a função e o papel dos órgãos do Poder Popular.
Ainda há em nosso Partido membros que procuram substituir ou monopolizar o trabalho do comitê popular. O comitê popular não serve apenas ao Partido Comunista, mas a todo o povo, incluindo as pessoas filiadas aos demais partidos políticos e organizações sociais democráticas da Coreia do Norte. Apesar disso, atualmente alguns camaradas mostram-se relutantes em admitir nos comitês populares pessoas pertencentes a outros partidos. Na etapa atual de nossa revolução, essa é uma atitude incorreta e uma tendência muito perigosa. Se determinarmos que apenas nossos militantes possam trabalhar nos comitês populares, os membros dos outros partidos não se interessarão pelo trabalho do Poder Popular nem apoiarão os comitês populares. Se somente o Partido do Trabalho os apoiar, nosso Poder Popular acabará ficando isolado e não poderá cumprir devidamente as tarefas revolucionárias que lhe cabem.
O Partido do Trabalho jamais deve tentar monopolizar o trabalho dos comitês populares. Os representantes de todos os partidos e organizações sociais podem e, além disso, devem trabalhar nos comitês populares. Os comitês populares devem apoiar-se em todos os partidos e organizações sociais democráticas. Somente assim nosso Poder Popular poderá fortalecer-se e desenvolver-se sobre uma base sólida.
A fim de elevar a função e o papel dos órgãos do Poder Popular, é preciso consolidar as fileiras dos funcionários dos comitês populares. Nos órgãos do Poder Popular não devem permanecer aqueles indivíduos corruptos e burocratas que não sabem trabalhar e que apenas pensam em "cargos hierárquicos", sob o pretexto de incorporar ao trabalho dos comitês populares representantes de todos os partidos e organizações sociais. Não devemos esquecer que o comitê popular é um órgão de poder que serve ao povo; temos de empenhar-nos em fortalecer as fileiras de seus funcionários. É necessário que trabalhem nos comitês populares pessoas capazes de servir fielmente ao povo. Devemos designar para os órgãos do Poder os elementos avançados, para que o trabalho dos comitês populares se desenvolva corretamente.
O Partido do Trabalho deve colocar os comitês populares em plena atividade e ajudá-los eficazmente para que possam cumprir integralmente seus deveres. Assim, é preciso fazer com que os órgãos do Poder Popular apliquem minuciosamente todas as leis democráticas e realizem com êxito as tarefas da revolução democrática.
É importante desenvolver corretamente o trabalho da frente unida.
Esse assunto já foi amplamente abordado em reuniões, em diversos artigos do jornal e nas resoluções do Partido. Apesar disso, ainda há pessoas que não compreendem bem esse trabalho e cometem atos que dificultam o fortalecimento da frente unida democrática nacional.
Como todos sabem, todos os partidos da Coreia do Norte estabeleceram plataformas democráticas e lutam por sua concretização. Isso nos oferece condições para fortalecer a frente unida com os outros partidos, e devemos fazê-lo sem falta.
A grande força de que dispomos não deve nos levar a agir com arrogância. Se procurarmos nos envaidecer e atuarmos com altivez, a frente unida não avançará corretamente e, em consequência, não poderemos desenvolver adequadamente a grande causa da construção do país. Nossos militantes devem empenhar-se ativamente para conduzir corretamente o trabalho da frente unida.
Com vistas a fortalecer o trabalho da frente unida, antes de tudo, nossos militantes devem possuir um correto estilo de trabalho. Como membros do Partido do Trabalho, têm de ser modestos, saber colaborar com os partidos amigos, explicar cordialmente aos militantes desses partidos a política de nosso Partido, educá-los com paciência e marchar em uníssono com eles.
Nosso propósito ao organizar uma frente unida com os partidos amigos consiste, em resumo, em construir com êxito uma nova Coreia democrática. Portanto, não devemos permitir que os partidos amigos deem passos equivocados. Ao mesmo tempo que lutamos para consolidar a frente unida democrática nacional, temos de criticar, de maneira oportuna e sincera, os partidos amigos quando agirem de forma errada e orientá-los para o caminho correto.
Nosso Partido deve dedicar profunda atenção ao trabalho das organizações sociais.
Atualmente, há camaradas que manifestam uma opinião equivocada quanto a assegurar a direção do Partido sobre as organizações sociais, porque não levam em consideração que nelas também estão incorporados membros dos partidos amigos. Nossos militantes devem desenvolver uma atividade mais exemplar no interior dessas organizações, a fim de orientá-las pelo caminho correto e fazê-las aplicar integralmente a linha e a política de nosso Partido. Nessas organizações, os membros do Partido do Trabalho devem trabalhar em estreita colaboração com os militantes dos partidos amigos, ajudando-os a executar fielmente toda a política de nosso Partido, bem como a desempenhar um papel de vanguarda no trabalho de unir e educar as massas.
Hoje, na Coreia do Norte, um grande número de pessoas está integrado em organizações sociais. Entretanto, nelas o trabalho de educação ainda não se desenvolve satisfatoriamente. Nisso, nossos militantes, sobretudo os quadros que trabalham nessas organizações, devem assumir uma profunda responsabilidade.
Temos de dedicar grandes esforços à direção e à educação dos membros da União da Juventude Democrática e das demais organizações sociais. Em particular, devemos educar bem a juventude.
Neste momento, a União da Juventude Democrática da Coreia do Norte conta com 1 milhão e 300 mil jovens, mas ainda não consegue educá-los adequadamente. Somente proporcionando uma correta educação democrática à juventude, o Partido do Trabalho contará com reservas fiéis e poderá construir com êxito uma nova Coreia democrática. Portanto, nossos militantes devem interessar-se profundamente pelo trabalho da União da Juventude Democrática e esforçar-se ativamente para educar bem seus integrantes.
Em seguida, devemos concentrar grandes forças no trabalho econômico.
Uma das questões importantes às quais nosso Partido deve hoje dedicar atenção especial é a arrecadação do imposto agrícola em espécie.
No momento, não estamos realizando como deveríamos a propaganda entre os camponeses sobre o sistema do imposto agrícola em espécie. Nossos militantes devem divulgar amplamente tudo o que se relaciona com esse sistema, a fim de que todos os camponeses compreendam claramente sua essência e seu significado.
A aplicação do sistema do imposto agrícola em espécie tem um importante significado não apenas para elevar o nível de vida dos camponeses e desenvolver as forças produtivas agrícolas, mas também para garantir com êxito a construção da nova Coreia. Levando em conta a situação econômica da Coreia do Norte, o Estado não pode resolver o atual problema dos alimentos nem assegurar a construção democrática se não arrecadar o imposto agrícola em espécie.
A correta aplicação do sistema do imposto agrícola em espécie é, nos dias de hoje, uma questão vital para consolidar as conquistas das reformas democráticas e restaurar e desenvolver a indústria. Temos de orientar corretamente os camponeses para que se mobilizem voluntariamente e entreguem pontualmente o imposto agrícola em espécie, assegurando, dessa maneira, alimentos aos operários e empregados e contribuindo ativamente para a construção democrática e para a restauração da indústria.
Agora, vou me referir às perguntas feitas na reunião.
Em primeiro lugar, falarei sobre a diferença entre as linhas políticas do Norte e do Sul da Coreia; trata-se de uma questão clara. Atualmente, vigoram na Coreia duas linhas políticas: uma é a democrática, seguida pela Coreia do Norte, e a outra é a antidemocrática, vigente na Coreia do Sul. Em outras palavras, em nosso país existe uma linha orientada para desenvolver a Coreia de acordo com as exigências e os anseios do povo, e outra que procura fazer a história retroceder, em desafio às exigências e aos anseios do povo.
Hoje, na Coreia do Sul, existem duas forças: a força progressista, que segue a linha democrática, representada pelos Partidos Comunista, Neodemocrático e Popular e pelas organizações sociais democráticas; e a força antidemocrática, formada pelos fascistas, pró-japoneses e traidores da nação, liderados por Ri Sung Man, que, manipulados pelos reacionários estadunidenses, procuram arrastar a Coreia de volta à sombria sociedade feudal, transformar novamente nosso país em uma colônia do imperialismo e fazer de nosso povo um povo escravo colonial. Devemos combater resolutamente as manobras antidemocráticas dos reacionários.
Por mais freneticamente que manobrem os pró-japoneses, os traidores da nação e os demais reacionários, eles não poderão impedir o caminho democrático pelo qual avança nosso povo. A linha antidemocrática dos reacionários será derrotada por nossa linha democrática.
Há uma pergunta sobre o andamento da fusão entre o Partido Comunista, o Partido Neodemocrático e o Partido Popular na Coreia do Sul; farei uma breve referência a esse assunto, embora posteriormente seja apresentado um relatório específico a esse respeito.
É natural que vocês estejam muito preocupados por não conhecerem bem a situação da Coreia do Sul. Também é natural que demonstrem profundo interesse por ela, pois a Coreia do Sul constitui metade de nosso território, onde vivem nossos compatriotas e onde nossos camaradas lutam contra o inimigo sob o regime militar reacionário dos Estados Unidos. Devemos ter sempre presente o quanto nossos camaradas sul-coreanos sofrem em sua luta devido às frenéticas intrigas e ao terror branco dos imperialistas estadunidenses e de seus lacaios, a camarilha de Ri Sung Man. Devemos saudar calorosamente e incentivar com entusiasmo esses camaradas, que combatem valentemente pela pátria e pelo povo. Quanto ao trabalho de fusão dos três Partidos na Coreia do Sul, os preparativos também começaram imediatamente depois que, na Coreia do Norte, o Partido Comunista e o Partido Neodemocrático anunciaram sua unificação, em 29 de julho passado. Na Coreia do Sul, por proposta do Partido Popular, foi organizado em 1º de agosto o comitê preparatório para a fusão dos três Partidos, e esse comitê está agora lutando pela concretização da fusão, enfrentando toda espécie de conspirações e manobras obstrucionistas dos elementos reacionários.
Os círculos reacionários dos Estados Unidos e seu lacaio, a camarilha de Ri Sung Man, estão tramando toda espécie de manobras para impedir a fusão dos partidos na Coreia do Sul. O que particularmente nos preocupa é que os elementos subversivos e os faccionistas infiltrados no interior dos partidos continuam até hoje dificultando a fusão dos três Partidos por meio de suas manobras divisionistas. Os elementos reacionários infiltrados no seio do Partido Comunista da Coreia do Sul opuseram-se à fusão dos três Partidos. Kang Jin e outros elementos chegaram inclusive a divulgar uma declaração de caráter antipartidista. Esses indivíduos dificultam a fusão instigados pela administração militar estadunidense e pela camarilha de Ri Sung Man. Naturalmente, esse fenômeno ocorre não apenas no Partido Comunista, mas também em outros partidos, onde existem elementos sinistros que atuam secretamente instigados pela administração militar reacionária estadunidense. Contudo, não há dúvida de que, em breve, a fusão dos partidos na Coreia do Sul será coroada pela vitória.
Para realizar com êxito a fusão dos três Partidos na Coreia do Sul, é necessário expulsar o mais rapidamente possível das fileiras partidistas os elementos subversivos e faccionistas. Esperamos que os camaradas sul-coreanos rejeitem toda espécie de manobras obstrucionistas dos inimigos internos e externos e fundem o Partido do Trabalho, um partido de massas.
Camaradas:
Nossa causa revolucionária é justa e o caminho que seguimos é correto. Nossa política é a mais popular, a que corresponde às exigências e aos anseios de todo o povo, inclusive da classe operária; é a política mais sábia, aclamada e apoiada pelas massas populares. Portanto, não há dúvida de que venceremos.
Estou firmemente convencido de que nosso Partido cumprirá com honra sua missão histórica, graças à luta dinâmica que travarão todos os camaradas participantes deste Congresso e todos os militantes do Partido para ampliar e consolidar o Partido do Trabalho e elevar sua combatividade.

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