No dia 19 de abril, a Rússia prestou homenagem às vítimas da guerra soviético-alemã.
Trata-se da primeira medida decorrente da decisão, tomada em dezembro do ano passado, de instituir essa data como o “Dia de Memória das Vítimas do Genocídio dos Cidadãos Soviéticos Assassinados por Nazistas e seus Colaboradores durante a Grande Guerra Patriótica” e de comemorá-la anualmente.
Eventos relacionados também foram realizados nas representações russas no exterior.
Em 19 de abril de 1943, em pleno curso da guerra soviético-alemã, o Presidium do Soviete Supremo da URSS promulgou o Decreto nº 39 “Sobre a punição dos criminosos nazistas alemães que assassinaram e torturaram cidadãos soviéticos e prisioneiros do Exército Vermelho, bem como dos traidores da pátria, espiões e seus cúmplices”.
Esse decreto tornou-se o primeiro documento a estabelecer uma avaliação jurídica dos assassinatos de civis cometidos pelos nazistas e seus colaboradores.
Nas regiões como Krasnodar e Kharkov, que haviam sido ocupadas pela Alemanha nazista e posteriormente libertadas, foram realizados julgamentos contra os responsáveis por massacres.
A experiência adquirida nesse processo foi posteriormente utilizada de forma ativa no Tribunal Militar Internacional de Nuremberg.
Durante o evento, em um discurso por videoconferência, o ministro das Relações Exteriores da Rússia afirmou que o número de civis mortos nas regiões da URSS ocupadas pela Alemanha nazista chega a cerca de 14 milhões, destacando que tais crimes não prescrevem e que a comunidade internacional deve reconhecer como genocídio os crimes cometidos pelos nazistas contra os cidadãos soviéticos.
Desde 1944, passou-se a utilizar o termo “genocídio” para designar políticas destinadas à eliminação total de determinados grupos nacionais, étnicos ou religiosos.
Ao final de seu discurso, o ministro afirmou a firme posição de seu país de continuar defendendo a verdade histórica.
A instituição e a comemoração do “Dia de Memória das Vítimas do Genocídio dos Cidadãos Soviéticos Assassinados por Nazistas e seus Colaboradores durante a Grande Guerra Patriótica” constituem uma resposta firme à tendência, no mundo ocidental, de glorificar abertamente as agressões, massacres, destruições e saques cometidos pelos fascistas durante a Segunda Guerra Mundial, bem como de distorcer os sacrifícios feitos em defesa da justiça.
Durante a guerra soviético-alemã, a União Soviética perdeu cerca de 27 milhões de pessoas, mais da metade delas civis.
Os danos causados pelos nazistas nas regiões ocupadas também foram imensos.
No entanto, a maioria dos países ocidentais distorce e revisa os resultados da Segunda Guerra Mundial, nega crimes como massacres e protege criminosos de guerra.
No final do ano passado, na Terceira Comissão da Assembleia Geral da ONU, uma resolução proposta pela Rússia sobre o combate à glorificação do nazismo, ao neonazismo, ao racismo contemporâneo, à discriminação racial, à xenofobia e a outras formas de intolerância foi aprovada com apoio da maioria, enquanto os votos contrários vieram todos de países ocidentais.
Nesses países, continuam ocorrendo ações como a remoção de monumentos dedicados aos combatentes antifascistas, a reabilitação de figuras condenadas pela história e a tentativa de apagar a memória do heroísmo e dos sacrifícios dos libertadores.
O caso mais evidente ocorre na Ucrânia.
Em resposta, a Rússia está intensificando os esforços para defender a verdade histórica.
Autoridades governamentais, jovens, organizações de voluntários, membros da comunidade científica e especialistas do país continuam descobrindo novas evidências dos crimes atrozes cometidos por nazistas e seus colaboradores contra civis nos territórios soviéticos ocupados.
Ho Yong Min

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