Recentemente, Israel voltou a praticar um ato arbitrário e abusivo contra uma flotilha humanitária internacional que transportava suprimentos de ajuda para a Faixa de Gaza.
Navios da Marinha israelense interceptaram as embarcações em alto-mar e detiveram centenas de ativistas humanitários.
A flotilha havia partido do sul da Turquia em 14 de maio, iniciando sua terceira viagem rumo à Faixa de Gaza. Tentativas anteriores de entregar ajuda humanitária ao território já haviam sido bloqueadas por Israel em águas internacionais.
Desta vez também, Israel alegou que o objetivo da viagem era uma “atividade de propaganda em favor do Hamas” e que a flotilha violava o que chamou de “bloqueio marítimo legítimo” à Faixa de Gaza, realizando assim uma operação de captura considerada arbitrária e ilegal.
Os membros da flotilha humanitária internacional detidos foram levados, em 20 de maio, para um porto israelense. Durante o trajeto, muitos deles sofreram ferimentos graves em decorrência de agressões das forças israelenses. Vários necessitaram de tratamento hospitalar.
Apesar disso, o ministro da Segurança Nacional de Israel, amplamente conhecido por suas posições de extrema-direita, divulgou publicamente um vídeo mostrando os detidos ajoelhados no chão com as mãos amarradas atrás das costas.
A captura da flotilha humanitária internacional por Israel e a conduta considerada ultrajante do ministro da Segurança Nacional provocaram forte indignação na comunidade internacional.
Os ministros das Relações Exteriores da Turquia, Bangladesh, Brasil, Colômbia, Indonésia, Líbia, Maldivas e Paquistão, entre outros países, condenaram energicamente o ataque israelense à flotilha humanitária internacional como uma flagrante violação do direito internacional. Exigiram a libertação imediata de todos os detidos e o pleno respeito aos seus direitos e à sua dignidade.
Ao mesmo tempo, apelaram à comunidade internacional para que cumpra suas responsabilidades jurídicas e morais, proteja as atividades humanitárias e adote medidas concretas contra as violações dos direitos humanos cometidas por Israel.
Egito, Emirados Árabes Unidos, Indonésia, Paquistão, Turquia, Arábia Saudita e Catar condenaram a humilhação infligida aos integrantes da flotilha humanitária pelo ministro da Segurança Nacional israelense, qualificando-a como um ataque vergonhoso à dignidade humana e uma clara violação do direito internacional.
Esses países afirmaram que a propaganda ilegal e os atos de violência praticados por Israel contra os palestinos alimentam o ódio e o extremismo, além de destruir os esforços para alcançar uma paz justa e duradoura baseada na solução de dois Estados. Também sustentaram que Israel deve assumir a responsabilidade pelos atos de seu ministro da Segurança Nacional e tomar medidas concretas para impedir suas repetidas provocações e incitações.
Também no mundo ocidental surgiram vozes de protesto.
O presidente do Conselho Europeu declarou estar profundamente chocado com a forma como os integrantes da flotilha humanitária internacional foram tratados pelo ministro da Segurança Nacional israelense, afirmando que tais atos jamais podem ser tolerados e exigindo sua libertação imediata.
A União Europeia e países como Espanha, França, Itália, Bélgica, Austrália, Reino Unido, Polônia, Irlanda, Grécia, Canadá e Países Baixos condenaram duramente os maus-tratos infligidos aos membros da flotilha e convocaram os embaixadores israelenses acreditados em seus países para exigir explicações.
A França proibiu a entrada em seu território do ministro da Segurança Nacional de Israel, afirmando que a decisão foi tomada em razão de seus atos inadmissíveis contra cidadãos europeus, incluindo franceses, integrantes da flotilha humanitária internacional.
O primeiro-ministro do Canadá solicitou a realização de uma investigação independente sobre os maus-tratos.
Ele também reafirmou sua oposição à expansão dos assentamentos israelenses e à violência praticada por colonos na Cisjordânia.
Em meio à crescente pressão, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu declarou que os abusos cometidos pelo ministro da Segurança Nacional “não correspondem aos valores e normas de Israel”, mas continuou justificando a captura da flotilha humanitária internacional.
Essa é precisamente a verdadeira natureza de Israel, que permanece inalterável.
Após conduzir uma guerra de extermínio e destruição contra os palestinos da Faixa de Gaza, Israel continua bloqueando de forma implacável e persistente até mesmo a ajuda humanitária destinada à população que sofre com a fome e as doenças, o que tem provocado condenações e críticas da comunidade internacional.
Ho Yong Min

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