Recentemente, o Departamento de Estado dos EUA aprovou a venda à República da Coreia (RC) de 24 helicópteros navais MH-60R e peças para os AH-64E Apache, avaliados em mais de 4 bilhões de dólares. E descreveu que tal venda permitirá à RC melhorar a capacidade de resposta às ameaças do presente e do futuro e dotar-se de uma confiável capacidade militar com a qual possa dissuadir os inimigos.
O fato faz parte da exportação de armas por parte dos EUA, impulsionada vigorosamente em virtude do acordo da Cúpula EUA-RC realizada em outubro do ano passado, que estipula que a RC comprará até o ano de 2030 armamentos de fabricação estadunidense avaliados em 25 bilhões de dólares, e constitui uma demonstração do ambicioso aumento armamentista da RC.
Os EUA tratam de obter ao máximo os benefícios financeiros ao compasso do aumento dos gastos militares da RC e elevar a utilidade militar dela como brigada de choque para satisfazer sua ambição de assumir a hegemonia estratégica na região da Ásia-Pacífico; eis a essência da venda de suas armas.
O aumento dos gastos militares de uma parte que ultrapassou o limite defensivo faz sua contraparte tomar contramedidas para fortalecer ainda mais a capacidade militar.
Em resposta à pergunta de um repórter da ACNC a respeito do fato, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da República Popular Democrática da Coreia expôs a posição de que a oferta massiva de armas dos EUA à RC, Japão, Taiwan e outros países aliados e parceiros da região asiática constitui a origem do aquecimento da tensão militar na Península Coreana, no Estreito de Taiwan e em outras regiões da Ásia-Pacífico e prenuncia a perspectiva instável da situação regional.
A gravidade do aumento armamentista e do comércio de armas dos EUA e seus aliados reside em superar mais do que nunca a demanda normal para a defesa, destinar-se ao ataque militar contra determinados países e obedecer totalmente à materialização da estratégia dos EUA de assumir a hegemonia militar.
Hoje em dia, a ambição irracional da RC de aumento armamentista é o produto típico da execução da nova estratégia militar da atual administração estadunidense, destinada a manter a flexibilidade da disposição de ataque militar contra os países rivais em toda a extensão da Ásia-Pacífico.
Os EUA obrigaram no ano passado a OTAN a destinar como gastos militares dos países membros da União Europeia 5% do valor total da produção nacional e vêm impondo constantemente também aos aliados asiáticos o aumento dos gastos militares ao insistirem em seguir o exemplo dos países europeus.
Segundo a exigência dos EUA, a RC acordou com o país norte-americano investir o mais rapidamente possível como gastos militares 3,5% do valor total da produção nacional, e o segundo país elogiou como “aliado exemplar” o primeiro, que decidiu importar até 2030 armas de fabricação estadunidense cujo valor chega a 25 bilhões de dólares e destinar 33 bilhões de dólares como custo para a manutenção das tropas estadunidenses estacionadas na RC.
Em dezembro do ano passado, os EUA permitiram a venda de 624 bombas guiadas de longo alcance GBU-39; em fevereiro do presente ano, mediaram a assinatura do tratado entre a RC e a companhia Boeing para melhorar a utilidade combativa dos F-15K das forças aéreas da RC; e em março, aprovaram a venda à RC dos equipamentos necessários para a segurança da comunicação aérea no valor de 200 milhões de dólares.
Em dezembro do ano passado, os EUA aprovaram vender a Taiwan armamentos avaliados em 11,1 bilhões de dólares, incluindo equipamentos de campanha e peças de oito tipos, como HIMARS, Javelin, obuses e drones suicidas, e entregam sistematicamente ao Japão o míssil de cruzeiro Tomahawk e outras armas de ataque.
As crises de segurança que ocorrem por toda parte do mundo evidenciam que o fornecimento de sofisticados armamentos letais por parte dos EUA, notório comerciante de guerra do mundo, serve como fator persistente que agrava os conflitos militares e as contradições na região e causa imprevisibilidade e instabilidade.
É muito claro que, diante das tentativas de aumento armamentista de uma parte beligerante, sua contraparte não ficará de braços cruzados e tomará medidas simétricas.
Não permitir o desequilíbrio de forças imposto pelos EUA e pelas forças seguidoras e enfrentá-lo firmemente é a condição preliminar para preservar os interesses soberanos do Estado e a paz e estabilidade da região.
Com sua renovação incessante do poderio defensivo e seu firme estado de guerra, a RPDC controlará de maneira confiável todas as ameaças à segurança provenientes dos países inimigos, defenderá fielmente a soberania e a segurança do Estado e a paz regional e fará contribuição ativa para a preservação da estabilidade estratégica global.

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